Nelsinho Trad propõe fim do voto secreto nas eleições da Mesa do Senado

Segundo parlamentar, medida “pode significar uma mudança histórica no Legislativo”

O primeiro projeto de resolução do Senado apresentado neste ano (PRS 1/2023) prevê uma alteração no regimento interno da Casa para acabar com o voto secreto nas eleições da Mesa. O autor da proposta é o senador Nelsinho Trad (PSD-MS).

Segundo Nelsinho, a medida “pode significar uma mudança histórica no Legislativo que acompanhará o novo momento da democracia brasileira”. Ele ressalta que, mesmo com a Emenda Constitucional 76, que extinguiu o voto secreto no Congresso Nacional para perda de mandato de parlamentares e apreciação de vetos presidenciais, ainda existem situações em que o Regimento Interno do Senado e a Constituição autorizam o voto secreto.

“A supressão de tais incidências têm sido reiteradamente objeto de verdadeiro clamor popular. De fato, na medida em que o mandato representa o estado de confiança e vontade pelo qual o eleitor confiou seu voto ao parlamentar, nada mais justo que conferir a ele instrumentos de controle e fiscalização.”

Nelsinho também cita um relatório que Celso de Mello apresentou quando era ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao analisar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, o então ministro afirmou que “as deliberações parlamentares regem-se, ordinariamente, pelo princípio da publicidade, que traduz dogma do regime constitucional democrático. A votação pública e ostensiva nas Casas Legislativas constitui um dos instrumentos mais significativos de controle do poder estatal pela sociedade civil”.

O projeto do senador também determina a inclusão, no artigo 60 do regimento, da “previsão da forma de votação pela maioria absoluta”. Segundo Nelsinho, isso precisa ficar explícito para evitar dúvidas de interpretação dessas regras.

A proposta aguarda designação de relator e ainda não tem data prevista para deliberação.

 

Adriane Lopes propõe reajuste de 10,39% em duas parcelas aos professores

Reajuste será pago em duas parcelas, sendo 4% em fevereiro e 6,39% em junho

A prefeitura de Campo Grande fez uma nova proposta de pagamento do reajuste de 10,39% aos professores. Em reunião nesta segunda-feira (30) com a comissão mista, o município propôs pagar 4% em fevereiro e 6,39% em junho, chegando ao reajuste total para toda a categoria.

“Nós fizemos uma proposta do executivo para a ACP. Desde dezembro nós estamos avançando nesta comissão, fizemos alguns ajustes necessários na gestão, diminuímos despesas de custeio, comissionados, estamos reestruturando a educação pra que hoje a gente pudesse sentar aqui com a ACP e trazer para eles uma proposta”, disse a prefeita.

Em nova reunião, prefeita propôs pagamento de 10,39% em duas parcelas – Foto: Marcelo Victor

A “queda de braço” entre a categoria e prefeitura teve inicio em novembro de 2022, inclusive acarretou em paralisação das aulas no final do último ano letivo. A proposta de parcelamento do percentual, que estava em atraso, será apresentada em assembleia geral na ACP (Associação Campo-grandense de Professores) e posteriormente a Câmara Municipal irá discutir o acordo.

“A prefeitura falou que retomaria o debate a partir das segunda quinzena de janeiro, agora saímos da quarta reunião com uma proposta efetiva de recomposição salarial dos 10,39%. A ACP recebe de forma positiva, nos iremos levar a assembleia, acredito que os professores devam discutir de forma madura e entender que daqui pra frente vamos apresentar a questão da continuidade do dialogo, nós sabemos que não é aquilo que o professor entende que merecia, mas depois de tanto debate sabemos que a prefeita teve que fazer vários ajustes e um sacrifício grande na maquina”, pontuou o presidente da ACP, Gilvano Bronzoni.

Nas escolas municipais de Campo Grande, as aulas voltam no dia 8 de fevereiro. A tendência é de que os professores aprovem a proposta, que é a mais atrativa desde o início das negociações, em 2022.

“Essa proposta tira a pressão do início das aulas, pois muitos professores estão contrários a voltar às aulas sem acordo sobre o reajuste com a prefeitura”, afirma o presidente da ACP.

Assim que os professores deliberarem sobre essa proposta, nova negociação deve começar. De acordo com Gilvano, a prefeitura já aceitou começar a negociar o reajuste da categoria de 2023.