Nelsinho Trad propõe fim do voto secreto nas eleições da Mesa do Senado

Segundo parlamentar, medida “pode significar uma mudança histórica no Legislativo”

O primeiro projeto de resolução do Senado apresentado neste ano (PRS 1/2023) prevê uma alteração no regimento interno da Casa para acabar com o voto secreto nas eleições da Mesa. O autor da proposta é o senador Nelsinho Trad (PSD-MS).

Segundo Nelsinho, a medida “pode significar uma mudança histórica no Legislativo que acompanhará o novo momento da democracia brasileira”. Ele ressalta que, mesmo com a Emenda Constitucional 76, que extinguiu o voto secreto no Congresso Nacional para perda de mandato de parlamentares e apreciação de vetos presidenciais, ainda existem situações em que o Regimento Interno do Senado e a Constituição autorizam o voto secreto.

“A supressão de tais incidências têm sido reiteradamente objeto de verdadeiro clamor popular. De fato, na medida em que o mandato representa o estado de confiança e vontade pelo qual o eleitor confiou seu voto ao parlamentar, nada mais justo que conferir a ele instrumentos de controle e fiscalização.”

Nelsinho também cita um relatório que Celso de Mello apresentou quando era ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao analisar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, o então ministro afirmou que “as deliberações parlamentares regem-se, ordinariamente, pelo princípio da publicidade, que traduz dogma do regime constitucional democrático. A votação pública e ostensiva nas Casas Legislativas constitui um dos instrumentos mais significativos de controle do poder estatal pela sociedade civil”.

O projeto do senador também determina a inclusão, no artigo 60 do regimento, da “previsão da forma de votação pela maioria absoluta”. Segundo Nelsinho, isso precisa ficar explícito para evitar dúvidas de interpretação dessas regras.

A proposta aguarda designação de relator e ainda não tem data prevista para deliberação.

 

Homem é preso ao vender voto por sete garrafas de cerveja

Um homem, de 44 anos, foi preso ao confessar ter vendido o voto em troca de sete garrafas de cerveja, em Paranhos (MS), a 448 km de Campo Grande. As informações foram confirmadas pela Polícia Civil, que informou que outras três pessoas também foram induzidas ao voto.

O crime foi registrado em Paranhos Foto Divulgação

Segundo o Boletim de Ocorrência, os policiais faziam rondas pela região e pararam os quatro homens. Ao ser abordado, o homem que estava com as sete garrafas de cerveja confessou que teria recebido as bebidas alcoólicas em troca do voto em um determinado político.

Paranhos fica na região fronteiriça entre Brasil e Paraguai. À polícia, o homem revelou que vendou o voto ainda em uma comunidade indígena no país vizinho. Também em depoimento, o suspeito afirmou que uma liderança da aldeia também ofereceu dinheiro a outros indígenas.

Os outros dois homens também relataram que foram “convencidos” pelo líder da aldeia a votarem nos candidatos indicados, através de um santinho. Como não havia provas dos outros casos, apenas o primeiro homem foi preso.

Em Paranhos, dois casos de crimes eleitorais foram registrados. Além da compra de votos, uma ocorrência de propaganda eleitoral irregular foi flagrada pela polícia. O caso é investigado pela Polícia Civil.

Vídeo: Zeca do PT “de cabeça erguida” pede votos para Eduardo Riedel

O ex-governador Zeca do PT (Partido dos Trabalhadores) viralizou neste final de semana ao declarar seu voto para o candidato do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), Eduardo Riedel (PSDB). Além de declarar seu voto, Zeca ainda pede votos para o candidato nas imagens que circulam nas redes sociais.

Não se sabe de quando são as imagens que virilizaram na noite deste sábado (1).

“Eu estou vindo aqui de cabeça erguida, dizer para vocês, se a gente quer acertar, fazer o voto útil para ir para o segundo turno, o meu voto para governador é o Eduardo Riedel”, afirmou nas imagens dizendo o número do candidato e levantando o santinho.

Zeca é considerado um dos principais nomes do PT, que inclusive é compadre do ex-presidente Lula, que concorre às eleições deste ano.