Moraes determina prisão de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Bolsonaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a prisão do ex-ministro da Justiça Anderson Torres. A Polícia Federal cumpre busca e apreensão na residência dele em Brasília nesta terça-feira, mas ele atualmente está nos Estados Unidos em viagem com sua família.

Anderson Torres: Ele foi ministro da Justiça do presidente Jair Bolsonaro (Isac Nóbrega/PR/Flickr)

A suspeita de Moraes é que Torres, na função de secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, tenha sido um dos responsáveis pelas falhas no esquema de segurança que resultou na invasão dos prédios dos Três Poderes no domingo.

Policial federal de carreira, Anderson Torres foi ministro da Justiça do presidente Jair Bolsonaro e se alinhou a diversas pautas do seu chefe, como as acusações falsas contra as urnas eletrônicas. Pela participação em uma live na qual Bolsonaro disseminou essas notícias falsas, Torres se tornou alvo de investigação aberta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ao deixar o governo Bolsonaro, ele retomou o posto de secretário de Segurança do DF, que ocupou durante a primeira gestão de Ibaneis Rocha.

Também nesta terça-feira, Moraes determinou a prisão do ex-comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal coronel Fábio Augusto. O coronel foi exonerado do cargo pelo interventor federal na segurança do DF, Ricardo Cappelli. A atuação da Polícia Militar nos atos terroristas na Esplanada dos Ministérios, no domingo, foi criticada por diversas autoridades, entre elas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e motivou a decretação da intervenção.

‘Instituições irão punir todos os responsáveis’

Em discurso durante a posse do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, Moraes afirmou que o combate aos terroristas que realizaram atos de vandalismo em Brasília continuará, e que “as instituições irão punir todos os responsáveis”, inclusive “aqueles que incentivaram, por ação ou por omissão”.

— As instituições irão punir todos os responsáveis. Aqueles que realizaram os atos, aqueles que financiaram, aqueles que incentivaram, por ação ou por omissão.

O ministro, que na segunda-feira determinou a desmobilização de todos os acampamentos de bolsonaristas no país, com a prisão de quem permanecesse no local, disse que o combate aos atos antidemocráticos continuará.

— Temos que combater firmemente as pessoas antidemocráticas, as pessoas que querem dar um golpe, as pessoas que querem um regime de exceção — disse.

Justiça determina fim da greve dos professores

Desembargador atendeu pedido da Prefeitura de Campo Grande

Desembargador do TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), Sérgio Fernandes Martins, determinou que greve dos professores cesse imediatamente sob risco de multa diária no valor de R$ 50 mil. A decisão atende ao pedido feito pela Prefeitura de Campo Grande um dia antes de o movimento grevista ser iniciado, na última sexta-feira (2).

Fachada de escola municipal em Campo Grande (MS) — Foto: Prefeitura de Campo Grande/Divulgação

A decisão foi publicada na tarde desta terça-feira (6) e pede ação imediata dos professores da rede municipal de Campo Grande.

“Não é justo e tampouco crível que, a poucos dias do recesso escolar, os estudantes sejam privados do ensino e tenham que repor aulas futuramente, inclusive às vésperas do ano-novo”, pontua. O desembargador Sérgio Fernandes Martins assina a decisão.

Além disso, o desembargador destacou que a greve causa ‘prejuízo não só aos alunos, mas também aos pais e tutores’. Então, destacou que “110 mil alunos da rede municipal de ensino que serão diretamente prejudicados com a paralisação, sem direito à educação, alimentação e a conclusão do ano letivo”.

Assim, os professores devem suspender a greve, que teve início na última sexta-feira (2).

Em nota, a ACP informou que não foi notificado. “Como o sindicato não foi notificado, não tem posicionamento. Segue a programação da greve, com assembleia geral marcada às 7h30 desta quarta feira”