Feserp e SAD realizam primeira rodada de negociação salarial

Governador Eduardo Riedel anunciou reajuste salarial pelo IPCA, que ficou em 5,79% em abril

Juntamente com lideranças de diversos sindicatos filiados à Feserp, a presidente da insituição, Lílian Fernandes, reuniu-se ontem (17) com Ana Carolina Araujo Nardes, secretária de Administração do Estado.

Na agenda do encontro, o início nas negociações das pautas da campanha salarial 2023 dos servidores estaduais.

“A reposição geral anual é um compromisso com as categorias da base”, disse o governador Eduardo Riedel (Foto Assessoria)

De acordo com Ana Nardes, o governo do Estado está estudando as reivindicações da Feserp e dos seus 16 sindicatos filiados e os impactos que a implementação de cada uma delas irá gerar às finanças públicas.

“O reajuste inclui ativos e aposentados, com paridade e integralidade, e até o fim do mês iremos nos reunir novamente com a Feserp e apresentar esse estudo”, disse a secretária.

Reajuste pelo IPCA

Na manhã desta terça-feira, 18, o governador Eduardo Riedel (PSDB) garantiu que dará reajuste aos servidores públicos estaduais de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado nos últimos 12 meses.

Dessa forma, o percentual deve girar em torno de 5,79%, semelhante ao acumulado até abril.

“A reposição geral anual é um compromisso com as categorias da base. Em maio ocorre essa discussão, mas estamos garantindo pelo IPCA ao longo do tempo, aplicado aos 54 mil servidores da ativa e inativos”, disse Riedel na manhã de hoje na Assembleia Legislativa.

Demandas pontuais

Por sua vez, Lílian Fernandes informou que o governo quer priorizar as demandas das negociações pontuais com as carreiras.
“Entendendo que é uma das formas mais justas de corrigir distorções”, argumentou a sindicalista, ao destacar ainda que com relação ao cartão alimentação, “o governo do Estado está fazendo um estudo para avaliar a viabilidade de contemplar todos os servidores estaduais”.
A Feserp possui atualmente em seu quadro 16 sindicatos filiados que representam os servidores públicos estaduais, além de 53 sindicatos que representam os servidores municipais.

Feserp entrega pauta salarial dos servidores ao governo do Estado

Os sindicalistas informaram que cada sindicato irá negociar de forma separada, com governo e prefeituras

Juntamente com os sindicatos filiados, a Federação Sindical dos Servidores Públicos Estaduais e Municipais do Estado de Mato Grosso do Sul (Feserp) deu início à campanha salarial de 2023, cuja data-base ocorre no mês de maio. Documento com a pauta de reivindicação de mais de 40 mil servidores já foi encaminhado ao governo do Estado.

De acordo com Lílian Fernandes, presidente da Feserp, a pauta foi definida em reunião no último dia 6 com representantes dos sindicatos filiados à Federação. Ainda na semana passada, o documento foi entregue ao gabinete do governador Eduardo Riedel e também aos gabinetes da secretária estadual de Administração e Desburocratização, Ana Nardes, e do secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica, Pedro Caravina.

Como todos eles estavam viajando, conforme informou Lílian Fernandes, a pauta foi entregue à chefe de gabinete do governador, Rafaela Zimermann, ao secretário-adjunto de Governo, Frederico Felini, e à Geise, chefe de gabinete da titular da SAD.

Segundo esclareceu Lílian Fernandes, os sindicalistas agora irão aguardar a definição da primeira reunião para que os itens de pauta sejam discutidos entre governo e servidores.

“Acreditamos que ainda nesta semana deverá ser definida a data do primeiro encontro para que possamos estabelecer o cronograma de reuniões de todas as categorias”, disse ala.

Os sindicalistas informaram que cada sindicato irá negociar de forma separada, com governo e prefeituras, questões funcionais específicas de cada categoria.

Pauta de reivindicação

• 15% de Reposição Salarial, considerando a inflação e ganho real, no intuito de recompor perdas inflacionárias dos anos de 2022, 2020 e parte de 2021, levando em consideração o índice IPCA/IBGE;

• Retorno da carga horária de 30 horas semanais, ou 6 horas, e/ou implementação de novas modalidades de trabalho, como teletrabalho, home-office, turnos intercalados, ou escalas
diferenciadas de serviço;

• Implementação do Cartão Alimentação/Benefício para os servidores públicos ativos que recebem até cinco (5) salários mínimos vigentes como salário base;

• Estabelecer um cronograma antes da data-base (maio) para atendimento individual aos sindicatos filiados à Federação para demandas específicas das carreiras;

• Alteração da norma (Lei Complementar nº 274, de 21 de maio de 2020), que versa sobre a contribuição ordinária dos aposentados e pensionistas que supera o salário-mínimo, para incidência sobre o valor do teto remuneratório do INSS.

• Publicação mais célere das promoções funcionais por merecimento e antiguidade para todos os servidores e servidoras das carreiras.

Professores saem às ruas e fazem manifestação em favor do reajuste salarial

Prefeitura não concedeu reajuste previsto em lei devido a “responsabilidade fiscal” das contas públicas

Começa nesta sexta-feira (2) a greve dos professores da rede pública de ensino da Capital. O movimento foi definido após os representantes da categoria terem entrado em contato com a prefeitura e não terem conseguido acordo para o recebimento do reajuste de 10,39%, que havia sido acordado anteriormente.

A greve começa hoje em Campo Grande e vai até o dia 9 de dezembro Foto Divulgação/ACP

Neste ano, a ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) protestou repetidamente contra o não cumprimento da Lei nº 6.976, que obriga ao pagamento do Piso Nacional do Magistério de 20 horas. Para 2022, estavam previstas três correções: abril (5,03%), novembro (10,39%) e dezembro (4,78%).

Segundo o presidente da ACP, Lucílio Nobre, a assembleia que deliberou a greve definiu que ela começa hoje e que inicialmente irá até o dia 9 de dezembro. E que, ao longo desses primeiros dias, a categoria espera que a prefeitura apresente uma maneira de cumprir a lei e aplicar a correção de 10,39%.

“Para esses primeiros dias de greve estão definidas algumas ações. A primeira será uma passeata pelo centro da cidade a partir das 8h, com encerramento em frente da prefeitura. O sindicato já protocolou um ofício solicitando uma reunião com a prefeita nesta manhã. Ao longo da greve, os professores realizarão novas assembleias que vão definir os próximos passos do movimento, conforme a situação for se alterando”, afirmou o presidente.

 

Riedel reforça compromisso de equiparar salários de professores concursados e convocados

Candidato do PSDB ao governo do Estado afirmou que vai manter o diálogo franco e transparente com a categoria como governador

Eduardo Riedel, candidato ao governo do Estado pela Coligação Trabalhando Por Um Novo Futuro (45), foi convidado pela maior federação de trabalhadores de educação de Mato Grosso do Sul, a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de MS), para apresentar seu plano de governo e propostas para a categoria, na tarde desta quinta-feira (6), onde aproveitou para reforçar seu compromisso de equiparar, em seu governo, o salário de professores convocados e concursados.

“Riedel sempre manteve diálogo com Federação de professores (Foto: Divulgação Assessoria)

“Esse mês o salário do professor efetivo vai para R$10.383,00, 25% de aumento, uma conquista da categoria, mas fica difícil comemorar quando convocado tem 50% abaixo. Eu quero maior salário da categoria de professores do Estado que vou governador, isso me enche de orgulho, e eu quero para todos”, afirmou Eduardo Riedel.

Riedel explicou que é preciso ter propostas claras, com estratégias e ações que alavanquem o crescimento do Estado e, consequentemente, a arrecadação, e se comprometeu a manter ele, enquanto governador do Estado, o diálogo com a categoria.

“O outro candidato sequer teve o respeito de vir aqui para dizer que não ia assinar a carta, poderia não assinar e falar para a categoria. Eu vim aqui debater a agenda e a pauta e assino porque é possível avançar”, afirmou Riedel.

A presidente da Fetems, Deumeires Moraes, destacou a importância da participação dos candidatos ao governo nas discussões com a entidade que representa os mais de 32 mil profissionais da educação do Estado.

“O anseio da categoria é que o futuro governador cumpra as reivindicações e se comprometa com a implantação das nossas metas. A Fetems tem as suas bandeiras de lutas, que são reinvindicações que atendem a melhoria da educação pública e também do trabalhador e trabalhadora em educação. Precisamos garantir que os futuros administradores públicos assumam a responsabilidade com a nossa categoria”, frisou Deumeires.