A paridade de importação, que era usada até então, deixará de ser a ferramenta automática para a precificação
A Petrobras anunciou sua nova política de preços para combustíveis – diesel e gasolina – nesta terça-feira, 16.
Em fato relevante, a estatal informou que a paridade de preço internacional (PPI), que até então era usada para precificar os produtos, deixará de ser uma ferramenta automática para essa finalidade.
A PPI, que era utilizada desde 2016, acompanhava oscilações internacionais do preço do petróleo, não permitindo que o governo interferisse nos valores.
Petrobras Foto: FERNANDO FRAZAO/AGENCIA BRASIL / Estadão
A partir de agora, a nova política terá como premissa preços competitivos por polo de venda, em equilíbrio com os mercados nacional e internacional. Ou seja, o sistema que leva em consideração basicamente as cotações do petróleo no mercado internacional, será substituído por um novo sistema, que leva em conta também o mercado local.
De acordo com a Petrobras, a nova estratégia prioriza o “custo alternativo do cliente”, que contempla principais alternativas de suprimento. Dessa forma, segundo a empresa, a nova política garantirá preços em patamar que permitem a realização de investimentos de seu planejamento estratégico.
O fato relevante não traz detalhes de como será o funcionamento da nova política, diz apenas que a nova estratégia usa referências de mercado como o custo alternativo do cliente, como valor a ser priorizado na precificação, e o valor marginal para a Petrobras.
Segundo a estatal, o custo alternativo do cliente “contempla as principais alternativas de suprimento, sejam fornecedores dos mesmos produtos ou de produtos substitutos”. Já o valor marginal para a Petrobras é baseado “no custo de oportunidade dadas as diversas alternativas para a companhia, dentre elas produção, importação e exportação do referido produto e/ou dos petróleos utilizados no refino”.
Os reajustes de preços da gasolina e diesel continuarão sendo feitos sem periodicidade definida e evitando repasse da volatilidade aos preços, acrescentou a estatal.
O fato relevante ainda afirma que a precificação competitiva mantém um patamar de preço que garante a realização de investimentos previstos no Planejamento Estratégico, sob a premissa de manutenção da sustentabilidade financeira da companhia. “A Petrobras reforça seu compromisso com a geração de valor e com sua sustentabilidade financeira de longo prazo, preservando a sua atuação em equilíbrio com o mercado”.
Um dia após a Petrobras anunciar a redução do preço do diesel, o presidente da companhia, Jean Paul Prates, disse, nesta quinta-feira (23), no Rio de Janeiro, que a estatal pode diminuir o preço da gasolina. “Sempre que a gente puder vender mais barato para o consumidor brasileiro, a gente vai fazê-lo”, afirmou ao ser perguntado se a empresa deve baixar o preço da gasolina este mês.
Paridade de importação não é o preço que a Petrobras deve praticar Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Após participar do lançamento do “Caderno FGV [Fundação Getúlio Vargas] Energia de Gás Natural”, Prates destacou que a empresa adota o Preço de Paridade de Importação (PPI) como uma referência e não como um “dogma”.
“Não aceito o dogma do PPI. Aceito a referência internacional. Trabalhamos com a referência internacional com o preço de mercado de acordo com o nosso cliente. [A] cliente bom você dá desconto. É a política de empresa”, explicou.
Referência internacional
Acrescentou que o melhor preço para a empresa é o preço próximo da referência internacional. “Não quer dizer que eu tenho que andar exatamente em cima da linha do preço do importador. É bem diferente. Não quer dizer que eu vá me afastar, me isolar e virar uma bolha no mundo. Temos que seguir a referência internacional. Se lá fora o preço do petróleo diminuiu e reduziu em insumos para refinarias, eu tenho que corresponder para o consumidor final. Mas eu não preciso estar necessariamente amarrado ao preço do importador, que é meu principal concorrente. Paridade de importação não é o preço que a Petrobras deve praticar”.
Durante o evento, o presidente da Petrobras ressaltou que a companhia vai investir na infraestrutura para transporte, escoamento e distribuição do gás natural, que ele apontou como entraves para o mercado do gás.
Parcela da Petrobras no preço ao consumidor será, em média, R$ 3,45 a cada litro vendido na bomba
A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (22) que o preço médio de venda de diesel A para as distribuidoras passará de R$ 4,02 para R$ 3,84, uma redução de R$ 0,18 por litro ou 4,48%. A medida vale a partir de quinta-feira (23).
Segundo a estatal, considerando a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será de, em média, R$ 3,45 a cada litro vendido na bomba.
“Essa redução tem como objetivos principais a manutenção da competitividade dos preços da Petrobras frente às principais alternativas de suprimento dos nossos clientes e a participação de mercado necessária para a otimização dos ativos de refino”, disse a empresa em nota.
“A companhia destaca que na formação de seus preços busca evitar o repasse da volatilidade conjuntural do mercado internacional e da taxa de câmbio, ao passo que preserva um ambiente competitivo salutar nos termos da legislação vigente”, concluiu.
No último dia 1º, a Petrobras havia reduzido o preço do diesel para as distribuidoras de R$ 4,10 para R$ 4,02 por litro, uma queda de 1,9%.
Em ação realizada na última terça-feira (7) em 28 postos de combustíveis na região central de Campo Grande, a equipe do setor de pesquisas do Procon-MS verificou preços de oito tipos de combustíveis para venda ao consumidor no pagamento nas modalidades à vista – em dinheiro – e com utilização de cartões de débito e de crédito.
Os produtos que tiveram os preços pesquisados foram gasolina, etanol e diesel S500 e S10 nas modalidades comum e aditivado. Na rota da região central, a maior variação foi de 21,75% e está relacionada à gasolina aditivada, com pagamento no crédito. O maior valor registrado foi de R$ 6,27 no Posto Santa Rita de Cássia (avenida Calógeras 583) e o menor valor de R$ 5,15 no Posto Alloy (avenida Fernando Corrêa da Costa 630).
A menor variação foi de 7,81% do diesel S10 comum para o pagamento no dinheiro e débito, sendo o maior valor de R$ 6,35 no Posto WA (Rua Tonico Carvalho, 375) e o menor valor de R$ 5,89 no Auto Posto 2017 Ltda (avenida Calógeras, 2650), no Auto Posto Afonso Pena (avenida Afonso Pena, 2179) e Auto Posto Master (avenida Calógeras, 1673).
Comparativo
É oportuno destacar que as maiores variações levando-se em consideração os valores praticados no dia 27 de janeiro e os atuais, foram de 6,88% da gasolina comum e 6,80% da gasolina aditivada para pagamento nas modalidades dinheiro e débito. Quanto a menor variação foi de 1,08% do etanol comum no dinheiro e débito.
Destacamos que dos oito itens comparados, quatro (diesel S500 comum, diesel S500 aditivado, diesel S10 comum e diesel S10 aditivado), apresentaram decréscimo nos preços nas modalidades de pagamento em dinheiro, débito e crédito.
A Polícia Federal (PF) deve investigar a relação entre a venda da refinaria Landulpho Alves, da Petrobras, e os presentes em joias dados pelo governo da Arábia Saudita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A informação foi confirmada pela coluna com fontes ligadas à investigação.
Segundo a fonte, a entrega dos presentes coincide com a entrega da refinaria para a Mubalada Capital, empresa de investidores dos Emirados Árabes Unidos, mas com participação de empresários da Arábia Saudita. Na época, a RLAM, como é conhecida, foi vendida por US$ 1,65 bilhão, valor abaixo que o estipulado pelo mercado.
Foto Montagem | TV Cultura
Para o advogado criminalista e colunista do iG, Antônio Carlos de Almeida Castro, Bolsonaro pode ser enquadrado em peculato e lavagem de dinheiro, mas não está descartada a hipótese de corrupção passiva. Kakay ressalta, porém, que a investigação não deve ser fácil para a PF.
“Se confirmado, você teria algo muito mais grave. Provavelmente o ex-presidente seria enquadrado em corrupção também. O que nós temos que saber é que quando envolve o príncipe, a situação fica mais complicada. Ele é cidadão que tem imunidade. Então é uma investigação difícil”, aponta Kakay.
O advogado ressalta que há indícios de interferência de Bolsonaro para conseguir ter acesso às joias apreendidas pela Receita Federal. Ele ainda lembra que a lei determina que presentes de grande valor devem ficar para a União.
“É um caso em que está amplamente certificado, através de vários documentos, de que houve uma tentativa deliberada de promover os caminhos, ou seja, de entrar com essa joia ilegalmente no país. Quando se é um presente de chefe de Estado, a lei prevê que deveria ter sido encarado como um benefício à União e, por isso, passar para o acervo do Brasil, evidentemente sem nenhum benefício pessoal”, afirma.
“Pela forma, até impressionante, de interferência do próprio Bolsonaro e o uso de ministros, chefe da Receita e outros meios para se ter acesso às joias, a configuração de crime fica clara. Então, eu acho que esse inquérito está sendo aberto para apurar os caminhos talvez lavagem, até peculato. No primeiro momento você tem a interferência do ministro e, em seguida, do chefe da Receita para dar a ‘carteirada’”, completa.
Outro fator que deve ser investigado pela força-tarefa da PF e do Ministério Público Federal (MPF) são as contradições do ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque. Na época da apreensão, Albuquerque admitiu que as joias eram para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, mas recuou após a apreensão.
“Ali foi dado a ele direito e dizer: ‘não, isso é um presente de estado. Eu vou regularizar a situação, isso vai passar paro parceiro do Brasil’, mas ele insistiu que era, na verdade, um presente pessoal. Ele não poderia ter passado por aquele local, teria que declarar e se declarasse teria que pagar alguns milhões de impostos”, ressalta o advogado.
“É um caso clássico do descaminho. O chefe da Receita faz um documento a mando do governo, abre uma exceção, a presidência manda um avião da FAB com um servidor público para buscar as joias com argumento de que não poderia passar de um governo para outro sem registrar os bens. Me parece um caso raro de comprovação de papel, de documentos, de declarações e que vai se caracterizar crime e deve haver um processo criminal”.
Kakay acredita que a investigação não deve comprometer outros processos que correm no Supremo Tribunal Federal (STF) e instâncias inferiores contra Bolsonaro.
“Não existe, tecnicamente falando, nenhum impacto direto nos outros processos. O que nós temos, isso aí é o humano, o natural, que é uma sensação de certo desconforto e impacto a imagem política do ex-presidente”, explica.
Para o advogado, a ação de bloquear as joias encontradas na mochila de um assessor ministerial só foi possível pela estabilidade garantida ao funcionário público.
“É importante ressaltar o valor desse funcionário público que conseguiu bater de frente com um ministro de Estado e com seu chefe (Julio Cesar Vieira Gomes) por causa da estabilidade dos servidores que Bolsonaro e [Paulo] Guedes queriam derrubar. Se não fosse isso, ele não teria tido coragem de enfrentar. Esse cidadão tem que ser condecorado pela dignidade, responsabilidade e honestidade”, completa Kakay.
Entenda o caso
Segundo uma reportagem de “O Estado de S. Paulo”, um primeiro pacote de joias, avaliado em R$ 16,5 milhões, foram entregues pelo governo da Arábia Saudita para Michelle Bolsonaro, que visitou o país árabe em outubro de 2021. Entre os presentes, estavam um anel, colar, relógio e brincos de diamantes.
Entretanto, ao chegar ao país, as peças foram aprendidas na alfândega do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, na mochila de um assessor de Bento Albuquerque, então ministro de Minas e Energia. Ele ainda tentou usar o cargo para liberar os diamantes, entretanto, não conseguiu reavê-los, já que no Brasil a lei determina que todo bem com valor acima de US$ 1 mil seja declarado.
Diante do fato, o governo Bolsonaro teria tentado quatro vezes recuperar as joias, por meio dos ministérios da Economia, Minas e Energia e Relações Exteriores. O então presidente chegou a enviar ofício à Receita Federal, solicitando que as joias fossem destinadas à Presidência da República.
Na última tentativa, três dias antes de deixar o governo, um funcionário público utilizou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para se deslocar até Guarulhos. Ele teria se identificado como “Jairo” e argumentado que nenhum objeto do governo anterior poderia ficar para o próximo.
Bolsonaro confessa receber joias
Nesta quarta-feira (8), Jair Bolsonaro admitiu, pela primeira vez, que incorporou as joias doadas pelo governo da Arábia Saudita em seu acervo pessoal. A declaração foi dada à CNN Brasil.
Segundo Bolsonaro, apenas o segundo pacote, destinado a ele, está entre os itens pessoais. O estojo entregue ao ex-presidente conta com anel, relógio, caneta e acessórios para terno. O valor dos bens ainda não foi estimado.
O ex-presidente ainda negou saber das joias destinadas à sua esposa, Michelle Bolsonaro, apreendidas pela Receita Federal em 2021. Ele ressaltou que não pediu presentes e reafirmou não ter nada ilegal no caso.
Investigações
Além da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF), a CGU também instaurou um inquérito para investigar o caso. A Receita Federal informou que deve uma sindicância para apurar as denúncias contra o ex-chefe do Fisco, Júlio César Vieira Gomes.
O ex-presidente Jair Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle e o ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque devem ser ouvidos pelos investigadores.
Nesta quarta, o Ministério Público junto ao TCU pediu a abertura de inquérito para investigar a entrada das joias no Brasil. O MP ainda quer apurar a participação de servidores no caso. O presidente da Corte, ministro Bruno Dantas, ainda não decidiu se levará, ou não, a investigação a diante.
Órgãos públicos da administração direta e indireta pagarão R$ 5,80 por passagem, conforme publicado no Diogrande
A tarifa do transporte coletivo passa a custar R$ 4,65 em Campo Grande, conforme publicado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) nesta terça-feira (28). O reajuste entra em vigor a partir desta quarta-feira (1º).
Transporte coletivo Campo Grande — Foto: Prefeitura de Campo Grande/Divulgação
Com o aumento da tarifa, que sobe dos atuais R$ 4,40 para mais R$ 0,25 nas linhas convencionais, a passagem aumenta em 5,6%% na capital. A decisão do reajuste foi tomada após várias discussões entre prefeitura, Câmara dos vereadores e Consórcio Guaicurus.
De acordo com a medida, assinado pelo diretor-presidente da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg), Odilon de Oliveira Junior, aos órgãos públicos da administração direta e indireta será cobrado pelo serviço de transporte a tarifa no valor de R$ 5,80. Para os usuários convencionais, o valor é de R$ 4,65.
Em datas especiais o valor da tarifa será 40% do valor da tarifa convencional, ou seja, R$ 1,85. Entram na lista o Dia do Trabalho (1º de maio), Dia das Mães (14 de maio), Dia dos Pais (13 de agosto), Aniversário de Campo Grande (26 de agosto), Finados (2 de novembro), Natal (25 de dezembro) e Ano Novo (1º de janeiro de 2024).
A tarifa em datas especiais será exclusiva para pagamento com cartão eletrônico recarregável (Smart Card). O troco máximo estipulado para terminais de transbordo e estação Peg-Fácil é de R$ 20.
Reajustes De 2017 até agora o valor da tarifa saltou de R$ 3,70 para R$ 4,40 em seis anos, com reajuste total de 13,51% no período.
O último aumento no valor da tarifa do transporte coletivo em Campo Grande aconteceu em janeiro de 2022, quando subiu de R$ 4,20 para R$ 4,40 nas linhas convencionais. Na ocasião, o valor sugerido pelo Consórcio Guaicurus, foi de R$ 5,15.
O valor da tarifa em Campo Grande é composto de cinco índices: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), a inflação de acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o índice de aumento do salário dos motoristas, o preço do diesel e o índice de passageiros equivalentes por quilômetro.
Abastecer com GNV continua sendo mais vantajoso que a gasolina e etanol. Além disso é menos poluente e mais confiável para o consumidor
O preço do Gás Natural Veicular (GNV) teve queda de 10,23% na rede de postos revendedores de Campo Grande. O custo do metro cúbico praticado nas bombas caiu de R$ 4,89 para até R$ 4,39, ou seja, porcentual representa economia de 0,50 centavos no bolso de quem roda mais de 100 km por dia utilizando o GNV, como é o caso dos taxistas, motoristas de aplicativos, de transporte de passageiros e de entregas, além dos frentistas.
Após abastecer o veículo com R$ 100, o usuário do GNV poderá trafegar por até 300 km
A redução do custo na bomba já foi sentida pelos empresários do setor, com reação imediata de alta na comercialização na Capital, caso do Posto Jackeline, localizado na esquina da avenida Mato Grosso com a rua 25 de Dezembro (região central). Desde a vigência da aplicação do novo percentual, a gerente administrativa Karla da Silva Amorim, detectou incremento entre 25% e 30%. “Com a queda no custo do Gás Natural Veicular nosso movimento está crescendo a cada dia, e a tendência é continuar nesse ritmo, mesmo com feriados do Carnaval”, comemora.
Para o presidente da MSGÁS, Rui Pires dos Santos, a queda no preço do GNV vai resultar em maior ganho aos motoristas, que já estão sentindo no bolso economia ao abastecer. “Embora essa disposição de redução dependa muito do mercado, a diretriz da empresa está focada nas ações do Governo do Estado, que tem orientado a contribuir nas ações para melhorar a prestação de serviços aos sul-mato-grossenses.
Maior economia
Segundo o diretor técnico da MSGÁS, Fabrício Marti, na ponta do lápis abastecer com Gás Natural Veicular é mais vantajoso na hora de fazer as contas. A gangorra dos reajustes praticados para a gasolina e etanol além da manutenção do incentivo do ICMS, efetivado pelo Governo federal, o GNV continua sendo o combustível mais econômico para os motoristas.
Após abastecer o veículo com R$ 100, o usuário do GNV poderá trafegar por até 300 km. Essa autonomia representa custo de R$ 0,34 por quilômetro rodado. Com o mesmo valor de R$ 100, o usuário de gasolina roda 214 quilômetros (R$ 0,47 por quilômetro). Já quem abastece com etanol, atinge autonomia máxima de 193 quilômetros com R$ 100 (R$ 0,52 por quilômetro rodado). O GNV é ainda mais vantajoso para aqueles motoristas.
O GNV também é menos poluente, pois apresenta uma redução média de 20% nas emissões de CO2, quando comparado ao diesel e à gasolina.
Confiabilidade
Outra vantagem do GNV, frente aos seus concorrentes (etanol, gasolina e diesel), é não ser adulterado, nem furtado, além de seu fornecimento ser contínuo.
Pesquisadores do Procon levantaram os valores de 230 itens em 10 livrarias e papelarias
O preço do material escolar tem variação de até 433% em Campo Grande (MS). A constatação é do Procon da Capital em pesquisa realizada entre os dias 23 e 21 de Janeiro com mais de 230 itens em 10 livrarias e papelarias da Capital.
A constatação é do Procon da Capital em pesquisa realizada entre os dias 23 e 21 de Janeiro
Segundo a Superintendência, a maior variação, de 433%, foi de um apontador de Lápis com depósito de um furo – marca Cis, sendo o menor preço de R$ 0,75 na Livraria e Papelaria Franco e o maior preço de R$ 4,00 na Livromat Livraria e Papelaria.
Em seguida, outra variação alta foi de 369%, no item Régua Plástica 30cm – marca Waleu, com o menor preço de R$ 0,85 na Papelaria Brasil e o maior preço de R$ 3,99 no Shop Tudo Papelaria.
Assim como todos os anos, as listas de material escolar geram dúvidas e alguns transtornos para os consumidores. Por esse motivo é no início do ano letivo que os pais e responsáveis precisam começar os planejamentos de seus orçamentos.
Outros produtos com variações altas:
317%, Lápis Preto – marca BRW – HB Evolucion n°2, com borracha;
227%, Lapiseira 0.7mm – marca Cis-Prof.;
264%, Apontador de Lápis com depósito, com um furo – marca Faber Castell.;
257%, Lápis Preto – BRW, HB Evolucion n.2, sem borracha;
Material escolar é todo item de uso exclusivo e restrito ao processo didático-pedagógico e aprendizagem. A lista de material escolar deve conter apenas itens que o aluno utilizará individualmente para execução de atividades. Não se incluem como material escolar itens utilizados em outras atividades que não sejam de ensino, como por exemplo: limpeza, alimentação fantasias de época ou recreações, ainda que sejam utilizados exclusivamente pelo aluno.
É preciso estar atento aos itens que costumam ser exigidos pelas escolas. Muitos não sabem, mas os itens cobrados nas listas de material escolar de uso coletivo estão regulados pelas leis. A legislação atual limita a lista de material a conter apenas artigos de uso didático-pedagógico do aluno. Lei Federal n. 9.870/99 e Lei Federal n. 12.886/13.
Qual é o dever da escola?
A escola deve elaborar, no ano anterior, o Planejamento Pedagógico para todo o ano letivo seguinte, descrevendo todas as atividades a serem realizadas e determinando quando serão realizadas. O Planejamento Pedagógico e o Plano de Execução do Curso (cronograma das unidades) são instrumentos essenciais para justificação da lista do material escolar. A ausência desses instrumentos configura-se como prática abusiva, análoga ao previsto no VI do art. 39 do CDC: Execução de serviços sem a prévia elaboração de orçamento, por não prestar a devida informação ao consumidor. O planejamento de Ensino será realizado pela direção e pelos professores da escola.
Os professores elaborarão o Plano de Execução do Curso, detalhando as atividades e os matérias escolares necessários por unidade de aprendizagem. A partir do Plano de Execução do Curso é que a escola elaborará a lista de material escolar, que deve ser entregue aos pais, antes da efetivação da matrícula.
Dos Itens da lista de material não recomendados:
Fica pactuado, por força do disposto na Lei Federal n. 12.886/2013, o impedimento pelos estabelecimentos escolares de incluir itens coletivos de uso administrativo, de higiene e limpeza na lista de material escolar, em rol não taxativo de itens conforme segue:
I – Água mineral, algodão, balde de praia, balões, bastão de cola quente, bolas de sopro, botões, canetas para lousa, carimbo, CDs, DVDs e outras mídias, clipes, cola para isopor, copos descartáveis, cotonetes, elastex, esponja para pratos, fantoche, fita/cartucho/tonner para impressora, fitas adesivas, fitas decorativas, fita dupla face, fitilhos, flanela, feltro, fita dupla face e fita durex em geral, giz branco ou colorido, gibi infantil, jogos em geral, lixa em geral, grampeador, grampos para grampeador, guardanapos, isopor, lenços descartáveis, livro de plástico para banho, maquiagem, marcador para retroprojetor, material de escritório, material de limpeza, medicamentos, palito de dente, palito para churrasco, papel higiênico, pasta suspensa, piloto para quadro branco, pincéis para quadro, pincel atômico, plástico para classificador, pratos descartáveis, pregador de roupas, produtos para construção civil (tinta, pincel, argamassa, cimento, dentre outros), papel em geral (no limite de uma resma por aluno), sacos de plástico, talheres descartáveis, TNT;
II – Se o estabelecimento de ensino solicitar alguns dos materiais acima referenciados, deverá apresentar, quando solicitado pelos pais ou responsáveis, o plano de sua utilização dentro da proposta pedagógica;
III – Os materiais de uso coletivo devem ser incluídos no valor da anuidade e caso solicitado pelos pais ou responsáveis, devem ser explicados de forma clara e sucinta.
Equipes do Procon (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor) de Mato Grosso do Sul foram à campo para realizar a segunda etapa de verificação de preços dos diversos tipos de combustíveis comercializados em Campo Grande. Dessa vez, as rotas verificadas estão situadas nas saída para Aquidauana e Rochedo.
Foto: Divulgação/Procon-MS
A maior variação encontrada foi de 12,23% no preço do diesel S10, cujo valor mais elevado foi de R$ 6,79 e o menor de R$ 6,05 em postos localizados na região de saída para Aquidauana. Nove postos foram visitados nessa região da cidade.
Na mesma região, a menor variação foi de 3,85%, encontrada no preço da gasolina aditivada, que estava à venda por R$ 5,39 para pagamento com cartão de crédito em posto na avenida José Barbosa Rodrigues, e por R$ 5,19 em outro posto, na Duque de Caxias.
Saída para Rochedo
Já na rota da saída para Rochedo, a variação mais elevada registrada foi de 9,03%, sendo que o maior valor encontrado foi o da gasolina aditivada para pagamento no cartão de crédito, indo de R$ 5,19 a até R$ 4,76.
A menor variação da rota, e também de toda a pesquisa (realizada no dia 17 deste mês), foi de 0,64% no preço do diesel S10 comum que, para pagamento em dinheiro ou no cartão de débito, era vendido por preços que variavam entre R$ 6,29 e R$ 6,25.
As planilhas completas foram disponibilizadas nos links abaixo pelo Procon-MS:
Nesta quarta-feira (18), o serviço de transporte coletivo de Campo Grande (MS), não funcionou devido a paralisação realizada pelos motoristas do Consórcio Guaicurus que pedem por reajuste salarial. No entanto, de acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande, Demetrio Ferreira de Freitas, os ônibus voltam a percorrer a capital normalmente nesta quinta-feira (19).
Prefeitura pode definir nova tarifa do transporte coletivo ainda nesta quinta-feira
“Esperamos que hoje o consórcio avalie melhor e nos chame para voltar a discutir. Caso isso não aconteça, hoje estamos soltando um edital de greve por tempo indeterminado. Vamos fazer uma assembleia, tudo certinho. Se não houver nenhum êxito em negociação mesmo, ai vamos fazer paralisação de 2, 3, 4 dias. Mas hoje vai estar normal”, disse.
A paralisação foi anunciada na terça-feira (17). A categoria pede reajuste de 16% + manutenção dos benefícios (plano de saúde, ticket alimentação e participação nos lucros).
O Consórcio Guaicurus ainda tentou impedir a manifestação na Justiça, através de uma “ação de interdito proibitório”. Confira o pedido ingressado ao Tribunal Regional do Trabalho, no qual o Consórcio alegou o resultado da paralisação:
“Não somente na privação da sociedade campo-grandense do essencial serviço de transporte público, mas também no injustificável e inaceitável fechamento das garagens das empresas que operam o serviço, impedindo que os ônibus alocados em cada uma delas sejam utilizados pelos empregados não aderentes ao movimento”.
O pedido de proibição da paralisação, no entanto, foi negado pela Justiça do trabalho.
Está prevista para esta quinta-feira rodada de negociação entre a Prefeitura de Campo Grande, o conselho de regulação de serviços públicos e o Consórcio Guaicurus, grupo que explora o transporte coletivo da Capital há 10 anos. A expectativa é que a tarifa de ônibus que hoje custa R$ 4,40 passe para R$ 4,80.
Após audiência de conciliação no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), entre os motoristas do transporte público e o Consórcio Guaicurus, ficou definido que reunião na quinta-feira (19) irá definir o valor da tarifa do transporte público.
Conforme informado pela prefeita Adriane Lopes (Patriota), a tarifa técnica (valor final que o Consórcio vai receber por passageiro, considerando os subsídios aos alunos de escola pública) foi proposta em R$ 5,80 após estudos da agência de regulação municipal. Com isso, o “passe” pode ter valor definido entre R$ 4,65 e R$ 4,80.