Presidente da Petrobras diz que pode reduzir preço da gasolina

Um dia após a Petrobras anunciar a redução do preço do diesel, o presidente da companhia, Jean Paul Prates, disse, nesta quinta-feira (23), no Rio de Janeiro, que a estatal pode diminuir o preço da gasolina. “Sempre que a gente puder vender mais barato para o consumidor brasileiro, a gente vai fazê-lo”, afirmou ao ser perguntado se a empresa deve baixar o preço da gasolina este mês.

Paridade de importação não é o preço que a Petrobras deve praticar Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Após participar do lançamento do “Caderno FGV [Fundação Getúlio Vargas] Energia de Gás Natural”, Prates destacou que a empresa adota o Preço de Paridade de Importação (PPI) como uma referência e não como um “dogma”.

“Não aceito o dogma do PPI. Aceito a referência internacional. Trabalhamos com a referência internacional com o preço de mercado de acordo com o nosso cliente. [A] cliente bom você dá desconto. É a política de empresa”, explicou.

Referência internacional

Acrescentou que o melhor preço para a empresa é o preço próximo da referência internacional. “Não quer dizer que eu tenho que andar exatamente em cima da linha do preço do importador. É bem diferente. Não quer dizer que eu vá me afastar, me isolar e virar uma bolha no mundo. Temos que seguir a referência internacional. Se lá fora o preço do petróleo diminuiu e reduziu em insumos para refinarias, eu tenho que corresponder para o consumidor final. Mas eu não preciso estar necessariamente amarrado ao preço do importador, que é meu principal concorrente. Paridade de importação não é o preço que a Petrobras deve praticar”.

Durante o evento, o presidente da Petrobras ressaltou que a companhia vai investir na infraestrutura para transporte, escoamento e distribuição do gás natural, que ele apontou como entraves para o mercado do gás.

 

Gasolina subirá até R$ 0,34 e etanol, R$ 0,02 com reoneração parcial

A gasolina subirá até R$ 0,34 nas bombas; e o etanol, R$ 0,02 com a reoneração parcial dos combustíveis, disse há pouco o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Os valores consideram a redução de R$ 0,13 para o litro da gasolina e de R$ 0,08 para o litro do diesel anunciados mais cedo pela Petrobras.

Para manter a arrecadação de R$ 28,88 bilhões prevista até o fim do ano caso as alíquotas dos combustíveis voltassem ao nível do ano passado, o governo elevará o Imposto de Exportação sobre petróleo cru em 9,2% por quatro meses para obter até R$ 6,6 bilhões. Uma nova medida provisória será editada ainda nesta terça-feira (28) para que os novos preços entrem em vigor a partir desta quarta (1º).

A nova medida provisória (MP) tem validade até o fim de junho. A partir de julho, informou Haddad, o futuro da desoneração dependerá do resultado da votação no Congresso. Caso os parlamentares não aprovem a MP, as alíquotas voltarão aos níveis do ano passado, com reoneração total.

No ano passado, o ex-presidente Jair Bolsonaro zerou as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para a gasolina, o etanol, o diesel, o biodiesel, o gás natural e o gás de cozinha.

Em 1º de janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Medida Provisória 1.157, que previa a reoneração da gasolina e do etanol a partir de 1º de março e a dos demais combustíveis em 1º de janeiro de 2024.

Antes da desoneração, o PIS/Cofins era cobrado da seguinte forma: R$ 0,792 por litro da gasolina A (sem mistura de etanol) e de R$ 0,242 por litro do etanol. Entre as possibilidades discutidas entre o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Gabriel Galípolo, e a Petrobras, estão a absorção de parte do aumento das alíquotas pela Petrobras, porque a gasolina está acima da cotação internacional, e a redistribuição de parte das alíquotas originais da gasolina para o etanol. Galípolo e representantes da Petrobras se reuniram nesta segunda-feira (27).

Com a reoneração parcial, as alíquotas de PIS/Cofins, que hoje estão zeradas, subirão para R$ 0,47 para o litro da gasolina e para R$ 0,02 para o litro do etanol. Por força de uma emenda constitucional, a diferença dos tributos entre a gasolina e o etanol deve ficar em R$ 0,45. O impacto para o consumidor ficará menor justamente porque a Petrobras usará parte do “colchão”, reserva financeira constituída pela companhia porque a gasolina e o diesel estavam acima do preço médio internacional, para absorver parte do aumento do impacto.

Impacto fiscal
Haddad disse esperar que a petroleira pudesse reduzir o preço em ritmo maior que o anunciado. “Nossa expectativa era maior. Não se está discutindo a política de preços da Petrobras. Aguardamos a decisão da empresa sobre os preços dos combustíveis em março para decidir sobre a reoneração”, explicou.

Em relação ao impacto sobre as contas públicas, o ministro disse que o compromisso assumido no início do ano para reduzir o déficit primário está mantido. “A meta estabelecida pelo Ministério da Fazenda em janeiro é de déficit inferior a 1% [do PIB]. E de ter um novo arcabouço fiscal aprovado para estabelecer o equilíbrio necessário para o país voltar a crescer”, declarou Haddad. Com o aumento do imposto sobre as exportações de óleo cru, o governo continuará a reforçar o caixa com os R$ 28,88 bilhões anunciados em janeiro.

O ministro também rejeitou as alegações de que a reoneração signifique aumento da carga tributária. “Não estamos pensando em aumento da carga tributária. Estamos pensando na recomposição do Orçamento em relação à receita e à despesa, em manter a arrecadação e os gastos dentro da média histórica”, declarou. Ele ressaltou que a tributação das exportações de petróleo impactará a Petrobras e as demais exportadoras de óleo cru em 1% do lucro do setor. “Esse valor [de 1%] está na medida provisória”, destacou.

Haddad disse esperar que a medida ajude o Banco Central a reduzir os juros no futuro. Segundo ele, as taxas atuais estão altas e prejudicam a retomada da economia brasileira.

 

Petrobras reduz preço da gasolina em 7,08% nas refinarias a partir de amanhã

A Petrobras anunciou redução no preço médio de venda de gasolina A para as distribuidoras. O valor passará de R$ 3,53 para R$ 3,28 por litro, uma redução de R$ 0,25 por litro, a partir desta sexta-feira (2), o que representa queda de 7,08%.

A redução desta quinta-feira é a quarta anunciada pela companhia em menos dois meses.

Redução é a quarta anunciada pela companhia em menos dois meses

“Essa redução acompanha a evolução dos preços de referência e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio”, disse a estatal em nota.

A petroleira diz ainda que, considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da companhia no preço ao consumidor passará de R$ 2,57, em média, para R$ 2,39 a cada litro vendido na bomba.

Pesquisa aponta variação de 28,60% nos preços de combustíveis na região central da Capital 

Dando continuidade às pesquisas de preços de combustíveis, equipe do Procon/MS realizou levantamento em 28 postos na região central de Campo Grande, no dia 21 deste mês, quando foram coletados preços do etano comum e aditivado, gasolina comum e aditivada, diesel comum e aditivado, além de diesel S10 e S10 aditivado e diesel S-500 comum e aditivado.

A gasolina aditivada teve uma variação de 28,60% (com pagamento no dinheiro e no débito), sendo o maior valor, por litro, de R$ 6,79, no Auto Posto Piloto (avenida Afonso Pena 800) e o menor valor encontrado foi de R$ 5,28, no Auto Posto Shiraishi VI (rua Dom Aquino 1.721). O diesel S10 aditivado teve a menor variação, de 2,62% (com pagamento no dinheiro). O maior valor encontrado, por litro, foi R$ 7,43, no Auto Posto Piloto, e de R$ 7,24 no Posto Santa Rita de Cássia (avenida Calógeras 583).

Os endereços da totalidade dos locais visitados constam no rodapé da planilha em anexo. É oportuno destacar que os valores sem variação são comercializados em apenas um estabelecimento. O Procon Estadual esclarece que os valores podem ter sofrido redução, dado que os preços vêm sofrendo alterações nos últimos dias, em virtude dos tributos federais (PIS/PASEP/COFINS e CIDE) terem sido zerados e, também, por conta da redução do tributo estadual (ICMS).

Mesmo com reajuste, posto de combustível vai ofertar gasolina a R$ 4,50 neste sábado

Motoristas de Campo Grande poderão abastecer sem pagar por impostos na iniciativa “Feirão Sem Imposto”. Neste sábado, a gasolina custará R$ 4,50 por litro no Auto Posto Nações Indígenas Taurus, que fica nos altos da Avenida Afonso Pena, 7144, na região do Parque das Nações Indígenas.

Cada motorista terá direito a abastecer o veículo com 20 litros ao custo total de R$ 90,00

A ação tem o objetivo de alertar sobre a influência dos impostos sobre o combustível. “A ideia é conscientizar a população sobre a alta carga tributária paga pelos brasileiros, esclarecendo os impostos incidentes sobre a gasolina, insumo de grande importância na cadeia do consumo de bens e serviços”, afirma Willyan Francescon, presidente do Conselho de Jovens Empresários da ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande).

“Nem todos sabem como os impostos influenciam grandemente no preço praticado nos postos de combustíveis”, completa. A ação é uma parceria do Conselho com o grupo Taurus.

Amanhã serão comercializados 5 mil litros de gasolina custando R$ 4,50 o litro para quem abastecer exclusivamente no Auto Posto Nações Indígenas Taurus. O “Feirão Sem Imposto” começa às 7h, com distribuição de senhas por ordem de chegada. Serão beneficiados cerca de 250 veículos, já que a venda será limitada. Cada motorista terá direito a abastecer o veículo com 20 litros ao custo de R$ 90,00. Os clientes deverão pagar em dinheiro.

Projeto aprovado no Senado limita ICMS dos combustíveis a 17%

O Senado aprovou nesta segunda-feira, 13, texto-base do projeto que fixa o limite de 17% para a alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre itens considerados essenciais, como combustíveis, energia, telecomunicações e transporte coletivo. Com o parecer favorável dos senadores de Mato Grosso do Sul, o placar foi de 65 a 12. Tanto Simone Tebet (MDB), quanto Nelsinho Trad (PSD) e a senadora Soraya Thronicke(União).

Plenário do Senado durante a votação do texto (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado )

Os senadores ainda vão analisar os chamados destaques, sugestões de mudanças ao texto-base. Em seguida, a proposta volta à Câmara dos Deputados, que já aprovou o projeto, por causa das alterações que foram feitas.

O ICMS é um tributo estadual, responsável pela maior parcela de tributos arrecadada pelos cofres estaduais. Como mostrou o , hoje a alíquota chega a 34% em alguns Estados, como a cobrada pelo Rio de Janeiro sobre a gasolina.
A proposta compõe o pacote do governo para derrubar o preço dos combustíveis, uma preocupação do comando de campanha à reeleição do presidente Jair Bolsonaro. O custo total é estimado em R$ 46,4 bilhões aos cofres públicos para para reduzir em R$ 1,65 o litro da gasolina e em R$ 0,76 o do óleo diesel.

O custo total do pacote, anunciado a quatro meses das eleições em que Bolsonaro pretende se reeleger, inclui R$ 29,6 bilhões fora do teto de gastos, a regra que atrela o crescimento das despesas à inflação, para compensar Estados e municípios pela perda na arrecadação até o fim deste ano.

Os outros R$ 16,8 bilhões são estimativas de renúncias do que o governo federal vai abrir mão de receitas ao zerar tributos federais sobre gasolina. Os valores podem subir com alterações feitas pelos parlamentares. O teto para a equipe econômica é de R$ 50 bilhões.

Os governadores, contrários ao pacote, dizem que pode não haver impacto para o consumidor final, ao mesmo tempo em que preveem perda de arrecadação e crise fiscal nos Estados e municípios, que podem chegar a R$ 115 bilhões, pelos cálculos dos governadores.