Pesquisa aponta que, para 42,6% dos empresários ouvidos, a condição atual da empresa melhorou
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) registrou um aumento em Campo Grande, neste mês de abril. De acordo com a pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC), o índice alcançou neste mês 119,9 pontos, ante os 117,6 de março, um crescimento de 2%.
Dia das Mães é uma data sazonal muito favorável para o comércio (Foto: Divulgação)
Dados da pesquisa apontam que, para 42,6% dos empresários ouvidos, a condição atual da empresa melhorou um pouco. Sobre a expectativa para a economia brasileira, 36,7% acreditam que vai melhorar um pouco e 36,1%, que vai melhorar muito. Já em relação à expectativa de contratação de funcionários, a maioria (55,6%) pretende aumentar um pouco e 21,8% aumentar muito.
“Estamos nos aproximando do Dia das Mães, uma data sazonal muito favorável para o comércio, considerada o segundo Natal, e isso pode influenciar na perspectiva mais favorável do empresário. Nossa pesquisa de intenção de consumo e comemorações para o período aponta uma movimentação financeira bem maior do que no ano passado, não apenas na Capital, mas em todo o Estado”, explica a economista do Instituto de Pesquisa da Fecomércio MS (IPF-MS), Regiane Dedé de Oliveira.
Órgãos públicos da administração direta e indireta pagarão R$ 5,80 por passagem, conforme publicado no Diogrande
A tarifa do transporte coletivo passa a custar R$ 4,65 em Campo Grande, conforme publicado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) nesta terça-feira (28). O reajuste entra em vigor a partir desta quarta-feira (1º).
Transporte coletivo Campo Grande — Foto: Prefeitura de Campo Grande/Divulgação
Com o aumento da tarifa, que sobe dos atuais R$ 4,40 para mais R$ 0,25 nas linhas convencionais, a passagem aumenta em 5,6%% na capital. A decisão do reajuste foi tomada após várias discussões entre prefeitura, Câmara dos vereadores e Consórcio Guaicurus.
De acordo com a medida, assinado pelo diretor-presidente da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg), Odilon de Oliveira Junior, aos órgãos públicos da administração direta e indireta será cobrado pelo serviço de transporte a tarifa no valor de R$ 5,80. Para os usuários convencionais, o valor é de R$ 4,65.
Em datas especiais o valor da tarifa será 40% do valor da tarifa convencional, ou seja, R$ 1,85. Entram na lista o Dia do Trabalho (1º de maio), Dia das Mães (14 de maio), Dia dos Pais (13 de agosto), Aniversário de Campo Grande (26 de agosto), Finados (2 de novembro), Natal (25 de dezembro) e Ano Novo (1º de janeiro de 2024).
A tarifa em datas especiais será exclusiva para pagamento com cartão eletrônico recarregável (Smart Card). O troco máximo estipulado para terminais de transbordo e estação Peg-Fácil é de R$ 20.
Reajustes De 2017 até agora o valor da tarifa saltou de R$ 3,70 para R$ 4,40 em seis anos, com reajuste total de 13,51% no período.
O último aumento no valor da tarifa do transporte coletivo em Campo Grande aconteceu em janeiro de 2022, quando subiu de R$ 4,20 para R$ 4,40 nas linhas convencionais. Na ocasião, o valor sugerido pelo Consórcio Guaicurus, foi de R$ 5,15.
O valor da tarifa em Campo Grande é composto de cinco índices: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), a inflação de acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o índice de aumento do salário dos motoristas, o preço do diesel e o índice de passageiros equivalentes por quilômetro.
Quase 2,5 mil pessoas tiveram que sair de casa e muitas delas estão ilhadas
Equipes de resgate continuam, nesta segunda-feira, a busca por sobreviventes após o forte temporal que atingiu o Litoral Norte de São Paulo no fim de semana. Ao menos 40 pessoas morreram e 560 tiveram que sair de casa, entre desabrigados e desalojados.
Casas em meio à lama deixada nas ruas pelas chuvas torrenciais (Corpo de Bombeiros)
Além das mortes, ao menos 40 pessoas estavam desaparecidas, sendo 36 na Vila do Sahy e outras quatro em Juquehy.
Em São Sebastião, fortemente afetada pelas chuvas, os corpos de 11 dos 35 mortos na cidade foram levados para o Instituto Médico Legal. Ao menos quatro das vítimas são crianças. O trabalho de identificação deve ser feito nesta segunda, assim como o transporte dos demais corpos.
Vista aérea de trecho de rodovia interditada por desmoronamento (Corpo de Bombeiros)
Na costa sul do município, onde a situação é crítica, moradores ficaram ilhados e aguardam a chegada de doações e atendimento médico. O volume de chuva na cidade foi de 627 milímetros, o dobro esperado para o mês.
Segundo a Defesa Civil, o volume de chuva entre sábado e domingo superou o esperado para todo o mês de fevereiro em três das quatro cidades do Litoral Norte (São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba e Ubatuba), região fortemente castigada pelos temporais.
Trecho de rodovia interditada em Boiçucanga, em São Sebastião (Corpo de Bombeiros)
As tempestades provocaram alagamentos, deslizamentos e interditaram trechos das rodovias Rio-Santos, Mogi-Bertioga e Tamoios. Apenas a Tamoios foi totalmente liberada, por volta das 21h30.
Moradores ilhados em bairro de São Sebastião (Corpo de Bombeiros)
A SES (Secretaria de Estado de Saúde) registrou mais uma morte por dengue em Mato Grosso do Sul em 2022 – o 24ª óbito do ano. O mais recente boletim epidemiológico da dengue foi divulgado nessa quarta-feira (18).
Trata-se de um morador de São Gabriel do Oeste que faleceu no dia 18 de maio de 2022, mas que teve resultado de teste emitido somente no dia 16 de janeiro de 2023, entrando de forma retroativa para as estatísticas de 2022.
Em 2023 não há registro de mortes por dengue, mas 1.106 casos prováveis já foram notificados no Estado. Destes, 35 foram confirmados por meio de critério clínico-epidemiológico e 194 através de exames em laboratório.
O boletim revela ainda que em 18 dias, sete cidades de Mato Grosso do Sul foram classificadas com situação de alta incidência de casos prováveis de dengue e outras cinco com média incidência desta doença endêmica.
A dengue é uma doença febril aguda, que pode apresentar um amplo espectro clínico: enquanto a maioria dos pacientes se recupera após evolução clínica leve e autolimitada, uma pequena parte progride para doença grave.
Fatores de risco individuais determinam a gravidade da doença e incluem idade, comorbidades e infecções secundárias.
O boletim epidemiológico da dengue é elaborado pela Gerência Técnica de Doenças Endêmicas, vinculado ao setor de Vigilância em Saúde da SES.
Após três meses de deflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA ) em Campo Grande teve variação de 0,47% em outubro. O IPCA é o indicador oficial de inflação do país.
De acordo com o levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (10), os principais responsáveis pelo aumento do índice foram alimentos e bebidas (1,18%) e também vestuário (1,07%), também houve alteração em saúde e cuidados pessoais (0,85%), transportes (0,28%), habitação (0,21%). A única retração foi comunicação (-1,10%).
Com o resultado, o IPCA chegou a 6,52% no acumulado de 12 meses e no ano 4,49% na capital sul-mato-grossense.
Nos últimos meses, houve três índices de deflação consecutivos após três anos. Em julho foi registrado -0,95%, agosto -0,39% e setembro -0,22%, esses índices em queda, conforme já divulgado pela FOLHA DE CAMPO GRANDE, teve forte influência da queda dos valores dos combustíveis.
Já com o aumento perceptível dos valores dos combustíveis e com os últimos acontecimentos causados pelos bloqueios das rodovias federais após as Eleições Gerais, afetando a distribuição de frutas, verduras e legumes, podem ser os itens responsáveis por um possível aumento da inflação em novembro.
Publicada nesta segunda-feira (07), a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), mostra que a cesta básica de Campo Grande teve uma das altas mais expressivas de todo o país, em outubro.
Segundo dados da publicação, entre setembro e outubro, as altas mais expressivas ocorreram, respectivamente, em Porto Alegre (3,34%), Campo Grande (3,17%), Vitória (3,14%), Rio de Janeiro (3,10%) e Curitiba e Goiânia (ambas com 2,59%).
Após 2 meses de queda, produto sofreu alta de 35,70% e manteve a cidade no “top 5” das mais caras do País
Já as reduções mais importantes ocorreram em algumas cidades do Norte e Nordeste: Recife (-3,73%), Natal (-1,40%), Belém (-1,16%), Aracaju (-0,61%) e João Pessoa (-0,49%).
Sobretudo, em 2022, o custo da cesta básica apresentou elevação em todas as cidades, com destaque para as variações acumuladas. Nesse caso, o maior índice é de Campo Grande (14,39%).
Em sequência vem Goiânia (13,15%), Porto Alegre (12,58%), Brasília (12,47%) e Curitiba (10,80%). Em Recife, foi observado o menor percentual (4,89%).
Preços Em Campo Grande, no mês de outubro, a cesta básica custou em média R$ 733,65. Esse valor indica uma variação mensal de 3,17% e anual de 12,28%.
Além disso, é um valor que compromete 65,44% do salário mínimo, conforme mostra a pesquisa.
Comparação com o salário mínimo Com base na cesta mais cara, que, em outubro, foi a de Porto Alegre, o DIEESE estima que o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6.458,86, ou 5,33 vezes o mínimo de R$ 1.212,00.
Em setembro, o valor necessário era de R$ 6.306,97 e correspondeu a 5,20 vezes o piso mínimo.
Em outubro de 2021, o valor do mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 5.886,50 ou 5,35 vezes o valor vigente na época, de R$ 1.100,00.
Alimentos na Capital Em Campo Grande, entre os alimentos da cesta básica que mais tiveram alta no preço está a batata, que aumentou em todas as cidades da região Centro-Sul.
A diminuição da oferta foi explicada pelo fim da safra de inverno e pelas chuvas. As altas mais expressivas foram registradas no Rio de Janeiro (32,43%), em Brasília (31,56%), Campo Grande (28,81%) e Goiânia (28,57%).
Vendido ao preço médio de R$ 5,55, o tomate foi o item com alta de preço mais expressiva: 35,70%. Em 12 meses, contudo, o fruto registrou a retração mais significativa (-19,10%).
A banana (12,66%) apresenta altas sucessivas há 5 meses. O preço médio do quilo da fruta, um cálculo ponderado entre os tipos Nanica e Prata, chegou a R$ 14,04.
Com relação às quedas, pelo terceiro mês consecutivo, o leite de caixinha (-7,80%) registrou queda de preços, e um litro da bebida foi comercializado ao preço médio de R$ 5,91.
Depois de dois meses consecutivos de queda, a farinha de trigo registrou discreta alta de 0,28%. Em 12 meses, porém, o acumulado chega a 33,52%.
Foram observadas, ainda, retrações nos preços de óleo de soja (-4,94%), açúcar cristal (-3,00%), feijão carioquinha (-2,87%), manteiga (-1,91%), pão francês (-0,31%), arroz agulhinha (-0,23%) e café em pó (-0,16%).
Em vídeo, secretário de Segurança Antônio Carlos Videira, afirma que é comum que vítimas de crimes sexuais criem coragem para denunciar o criminoso após dados sobre as primeiras investigações vir a público por meio da imprensa.
Mais duas vítimas do ex-prefeito Marquinhos Trad formalizaram queixa contra o político pela prática de crimes sexuais na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher – DEAM. Dessa forma, subiu para oito o número de mulheres que representaram contra o pré-candidato a governador pelo PSD, investigado em inquérito policial pelos crimes de tentativa de estupro e assédio sexual. Para o secretário de Justiça e Segurança Pública Antônio Carlos Videira, as denúncias são graves, conforme disse em entrevista à rádio CBN Campo Grande. Clique aqui e veja o vídeo.
As informações sobre o surgimento de duas novas vítimas foram confirmadas nesta sexta-feira pela Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). De acordo com o titular da pasta, Antônio Carlos Videira, é comum que vítimas de crimes sexuais criem coragem para denunciar o criminoso após dados sobre as primeiras investigações vir a público por meio da imprensa.
Por conta disso, é bastante provável que o número de vítimas aumente nos próximos dias. Assim ocorreu em casos de repercussão nacional, como o do médium de Abadiânia (GO) João de Deus, do médico Roger Abdelmassih e do ex-presidente da Caixa, Pedro Guimarães, dentre outros.
Denúncias na Corregedoria
Inicialmente, as denúncias foram recebidas na Corregedoria de Polícia Civil, já que as vítimas alegaram receio de procurar a DEAM, cuja sede está instalada na Casa da Mulher Brasileira, em função do fato de que o atendimento psicossocial é prestado no local por servidores ocupantes de cargos de confiança da prefeitura de Campo Grande, até o dia 2 de abril sob o comando de Marquinhos Trad.
No entanto, a partir da instauração do inquérito, presidido pela delegada Maira Pacheco Machado, as investigações foram centralizadas na DEAM.
Conjunto de provas
Além das provas testemunhais, informações extraoficiais dão conta de que a polícia já conta com prints de diálogos supostamente travados entre Marquinhos Trad e algumas das vítimas, além de informações sobre a geolocalização dos aparelhos celulares dessas mulheres, já que algumas garantem terem mantido relações sexuais com o político no banheiro do gabinete hoje ocupado pela prefeita Adriane Lopes.
As denúncias contra Marquinhos Trad vieram a público por meio de matéria publicada no site Metrópoles pelo jornalista Guilherme Amado, que teve acesso aos boletins de ocorrência com as queixas prestadas por três mulheres que inicialmente denunciaram o político.
Em 2018, Trad foi investigado pelo Tribunal de Justiça por conta de procedimento que tramitou no âmbito da DEPCA
Na manhã desta sexta-feira, em entrevista à Rádio CBN Campo Grande, Antônio Carlos Videira, disse que Marquinhos Trad está sendo novamente investigado e que as novas denúncias são graves.
“Nós temos um procedimento policial anterior que envolveu uma vítima menor de idade. E este já foi concluído e remetido para o Judiciário. E, agora, surgiram denúncias graves, inicialmente de três vítimas. Elas foram ouvidas e foi instaurado inquérito policial que segue em segredo de Justiça. As vítimas pediram proteção. A partir das oitivas surgiram outras vítimas que também estão sendo ouvidas pela Delegacia de Atendimento à Mulher”, relatou Videira.
Em 2018, Trad foi investigado pelo Tribunal de Justiça por conta de procedimento que tramitou no âmbito da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), também por crime sexual. O resultado das apurações é desconhecido, já que o processo ainda permanece sob segredo de justiça.
Político nega
À imprensa, Marquinhos Trad vem negando todas as acusações. “Uma tentativa covarde, rasteira. Estão desesperados porque estamos em primeiro nas pesquisas, mas não conseguirão mudar a vontade da população de dar um basta nesta gente que administra pensando nos próprios interesses e é capaz de tudo para conseguir o que quer. Já tentaram isso em 2020 e a própria polícia considerou uma armação”, disse.
“Sigo com ainda mais vontade de trabalhar por nossa gente, corrigir injustiças, combater desigualdade. Pena os inúmeros casos de corrupção que fazem parte deste e do governo passado não merecerem tanto destaque, ainda que tenham custado vidas e milhões de reais dos cofres públicos”, finalizou.
Canais para denúncias
A Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul reforçou a informação de que mulheres vítimas de crimes sexuais terão as identidades preservadas e a proteção necessária para garantir a segurança delas e de familiares. Denúncias podem ser feitas por meio de vários canais de atendimento:
Atendimento à Mulher Disque 180
Disque Denúncia 181
Ouvidoria da Polícia Civil 0800-6470197 / (67) 3326-7642
Ouvidoria do Ministério Público Estadual 127 / 0800-647-1127