Frente fria atinge MS e afasta chuvas

Nesta quarta-feira (19), muitas áreas do estado vão ficar chuvosas na maior parte do dia, com a diminuição a noite. Confira a previsão para alguns municípios de MS

Um alerta emitido nesta terça-feira (18), pelos meteorologistas do Climatempo, informa risco de temporal em para todo o Mato Grosso do Sul até o início dessa quarta-feira (19). Ainda conforme a previsão, no restante da semana a chuva deve diminuir e as temperaturas podem chegar a 10ºC.

A previsão indica que os termômetros só devem voltar a subir na próxima semana.

Confira a previsão do tempo:

CAMPO GRANDE

As temperaturas começam a cair na capital a partir dessa quarta-feira (19), com a mínima chegando a 12ºC e a máxima não ultrapassando 27ºC.

Quarta-feira (19) não deve chover na capital e a previsão é que as temperaturas fiquem entre 16ºC e 25ºC.
Quinta-feira (20) também sem previsão de chuva, na véspera do feriado de Tiradentes a temperatura mínima é de 12ºC e a máxima não passa de 24ºC.
Na sexta-feira (21) o frio continua em Campo Grande e as temperaturas devem ficar entre 12ºC e 25ºC, sem chances de chuva.
No sábado (22), as temperaturas voltam a subir e o termômetro deve registrar máxima de 27ºC e mínima de 14ºC.

CORUMBÁ

A frente fria também atinge Corumbá, Oeste de Mato Grosso do Sul, com chuva em alguns pontos a temperatura mínima pode atingir 16ºC.

Na quarta-feira (19) ainda chove na cidade pantaneira e começa a cair a temperatura. Com o tempo estável somente a noite, o termômetro deve registrar entre 20ºC e 26ºC.
Já na quinta-feira (20), não existe previsão de chuva, mas o frio deve tomar conta de Corumbá devem estar entre 16ºC e 27ºC.
Sexta-feira (21) e no sábado (22) os corumbaenses devem ter uma mínima de 17ºC e máxima de 29ºC.

DOURADOS

Em Dourados, a temperatura começou a cair nessa terça-feira (18) e durante a semana o município deve registrar uma mínima de 11ºC.

Quarta-feira (19) já amanhece frio segunda cidade mais populosa do estado. Sem chuva, a temperatura fica entre 14ºC e 25ºC.
Na quinta-feira (20) também não há previsão de chuva e as temperaturas máximas não passam de 24ºC, com uma mínima de 12ºC.
Já na sexta-feira (21) será o dia mais frio. Os termômetros devem registrar uma mínima de 11ºC e máxima de 25ºC.
O frio permanece no sábado (22), com temperaturas entre 13ºC e 26ºC.

PONTA PORÃ

Conhecida por ser a cidade mais fria do estado, Ponta Porã deve atingir a temperatura mais baixa na sexta-feira (21), onde a mínima será de 10ºC e a máxima de 23ºC.

A quarta-feira (19) será sem chuva e de frio no município, com temperatura entre 13ºC e 23ºC.
Quinta-feira (20) também não há previsão de chuva e o termômetro fica entre 11ºC e 22ºC.
Já na sexta-feira (21), será o dia mais frio do estado, com temperatura variando entre 10ºC e 23ºC
No sábado (22) também não existe previsão de chuva e a mínima prevista é de 12ºC e a máxima de 24ºC.

TRÊS LAGOAS

O frio chega mais brando em Três Lagoas e as temperaturas mínimas ficam na casa dos 14ºC e a máxima é de 28ºC.

Na quarta-feira (19) não chove em Três Lagoas e a temperatura ficará entre 18ºC e 27ºC.
Quinta-feira (20) o dia será ensolarado com termômetro entre 16ºC e 25ºC.
Já na sexta-feira (21) o dia será de frio e sem chuva com temperatura variando entre 14ºC e 26ºC
No sábado (22), apesar de possuir mais nuvens no céu não existe a previsão de chuva. A mínima prevista é de 16ºC e a máxima de 28ºC.

Março termina com chuvas acima da média em 74% de MS

Inspiração até para o icônico compositor Tom Jobim, as águas de março são conhecidas por encerrar o verão e, em Mato Grosso do Sul, o acumulado registrado neste mês em 2023 ficou acima da média história em 74% do Estado, conforme os dados do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima).

O município em que houve maior registro de chuvas foi São Gabriel do Oeste (Foto: Edemir Rodrigues)

De acordo com o boletim mensal, que conta com análise específica em 35 pontos do território sul-mato-grossense, em 26 desses locais as chuvas ficaram acima da média, enquanto em nove destes as chuvas ficaram abaixo do esperado no período.

O município em que houve maior registro de chuvas em março foi São Gabriel do Oeste, com 444,4 mm, número 202% acima da média histórica – ou seja, o triplo do esperado. Em Campo Grande, a precipitação acumulada foi de 229 mm, 51% acima da média.

Por outrao lado, o município de Paranaíba teve 68,8 mm de chuvas durante março, o que representa um número 61% abaixo da média histórica para a cidade, que se destacou como a que teve a maior queda percentual e também menor volume no Mato Grosso do Sul.

Já a maior temperatura registrada em março foram os 36,9°C em Três Lagoas, na quarta-feira (29) passada. A menor temperatura aferida pelos termômetros no mês foram os 17,7°C, ocorridos em Campo Grande no dia 11 e em Amambai no dia 27.

Quanto a umidade relativa do ar, o índice mais extremo foi o de 27%, também em Amambai no dia 27, além do dia 6 no mesmo município. A rajada de vento mais forte foi aferida no dia 2, em São Gabriel do Oeste. Lá, a velocidade do vento chegou aos 83,1 km/h.

O boletim completo pode ser conferido neste link.

Prefeita Adriane Lopes mobiliza equipes para recuperação de danos após chuvas

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, mobilizou equipes da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) e da Defesa Civil desde o último sábado (11), para levantamento dos danos provocados pela chuva do final de semana. Além de monitorar a situação durante todo o fim de semana, as equipes percorrerem os bairros mais afetados na manhã desta segunda-feira (13), para limpeza, recuperação e levantamento de danos.

No Bairro Chácara dos Poderes, está sendo realizada a limpeza e desobstrução do local, para colocação do material de nivelamento da voçoroca na estrada SE1. Além da correção das caixas de contenção da bacia na rua de cima, a NE2. A Defesa Civil também está no local para apoio e levantamento.

As equipes percorrerem os bairros mais afetados na manhã desta segunda-feira (13) (Foto PMCG)

A via continua interditada pela Agetran. A rota alternativa é pela Rua Água Azul. “Está sendo o processo de recuperação dessa área aqui na Chácara dos Poderes, considerando o volume de chuva no final de semana. As equipes estão trabalhando para corrigir essa situação com a limpeza da erosão e colocação do material adequado e a correção das caixas de contenção da rua de cima, que não foram capazes de segurar a água e o volume de chuva”, explica o secretário-adjunto da Sisep, Enéas Netto.

“A gente pede que a população tenha um pouco de paciência. São problemas que nós temos durante esses períodos de chuva, mas que estamos buscando soluções para que sejam resolvidos o mais rápido possível”, pontua Adriane.

A Prefeitura de Campo Grande reforça que tem trabalhado ininterruptamente para atender às demandas por manutenção das vias públicas que se intensificaram neste período de constantes chuvas. Toda e qualquer reclamação sobre pontos de alagamento, buracos no pavimento, necessidade de encascalhamento e patrolamento, que chegam através dos canais de comunicação da prefeitura FALA CG 156 (App, telefone,presencial), provoca o envio de equipes da Sisep para avaliação do problema e a consequente calendarização para o reparo ou manutenção da via em questão.

O cronograma para atendimento das demandas é determinado por critérios técnicos e logísticos que orientam a prioridade e emergência de cada caso. No entanto, todos serão atendidos no mais curto prazo possível, sempre observando o cronograma e os critérios técnicos mencionados

As obras do Bairro Chácara dos Poderes serão realizadas de forma emergencial, com recursos e estrutura da própria Secretaria.

A Prefeitura orienta ainda a população a buscar auxílio por meio da Central de Atendimento 156. As equipes estão preparadas para registrar as demandas e enviar aos órgãos responsáveis pela execução do serviço. A Central 156 funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 21h e aos sábados das 8h às 12h.

Sobe para 12 número de cidades que decretaram situação de emergência em MS

Com os decretos, os municípios ficam autorizados a contratar serviços de reparos sem necessidade de licitação

Pelo menos 12 prefeituras decretaram situação de emergência em Mato Grosso do Sul em razão dos estragos causados pelas chuvas que caíram no estado nos últimos dias.

Temporais causaram danos aos municípios (Foto: Redes Sociais)

Com os decretos, os municípios ficam autorizados a contratar serviços de reparos sem necessidade de licitação pública e ainda facilita a captação de recursos.

O coordenador da Defesa Civil no Estado, Coronel Hugo Djan Leite, disse que equipes já foram acionadas nos municípios por conta da situação das chuvas nas últimas semanas.

“Temos equipes hoje em Corumbá, Jardim, Bela Vista, Bonito, António João, Porto Murtinho e várias outras cidades do estado. Estamos atuando com equipes técnicas in loco para avaliar como o estado pode ajudar. O volume de chuva dos últimos dias foi muito intenso”.

Em Bonito, por exemplo, choveu 495 mm ao longo de fevereiro, de acordo com Cemtec/MS (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima). O acumulado é três vezes maior do que era esperado para todo o mês, que era de 140 mm.

O município decretou situação de emergência na tarde de quinta-feira (2).

Em Miranda, oeste do estado, ribeirinhos foram retirados de casa por conta da cheia do rio. A situação deixou dezenas de famílias desabrigadas na região.

Os rios que cortam o estado seguem sendo monitorados devido ao volume de chuvas já registrado e que ainda estão previstos.

Os municípios com emergência decretada são:

  1. Caracol;
  2. Nioaque;
  3. Ribas do Rio Pardo;
  4. Porto Murtinho;
  5. Bonito;
  6. Ponta Porã;
  7. Corguinho;
  8. Bela Vista;
  9. Jardim;
  10. Antônio João;
  11. Paranhos;
  12. Naviraí.

MS tem 8 cidades em situação de emergência

A decisão por decretar estado de emergência vem após uma série de intempéries climáticas, que ocasionaram danos ambientais, materiais e prejuízos econômicos e sociais aos municípios

Oito municípios de Mato Grosso do Sul já decretaram situação de emergência devido às chuvas que atingiram o estado nas últimas semanas, segundo a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil. Outros sete podem integrar a lista.

Árvores foram arrancadas e a fiação elétrica destruída — Foto: Redes Sociais

Os municípios com emergência decretada por causa de estragos provocados pelas chuvas são Caracol, Nioaque, Ribas do Rio Pardo, Porto Murtinho, Bonito, Ponta Porã, Corguinho e Bela Vista.

Com os decretos, os municípios ficam autorizados a contratar serviços de reparos sem necessidade de licitação e ainda facilita a captação de recursos. Do total de cidades em emergência, o governo do estado reconheceu o município de Caracol.

O coordenador da Defesa Civil no estado, Coronel Hugo Djan Leite, disse que equipes já foram acionadas nos municípios por conta da situação das chuvas nas últimas semanas.

“Temos equipes hoje em Corumbá, Jardim, Bela Vista, Bonito, António João, Porto Murtinho e várias outras cidades do estado. Estamos atuando com equipes técnicas in loco para avaliar como o estado pode ajudar. O volume de chuva dos últimos dias foi muito intenso”.

Em Bonito, choveu 495 mm ao longo de fevereiro, de acordo com Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec/MS). O acumulado é três vezes maior do que era esperado para todo o mês, que era de 140 mm. O município decretou situação de emergência na tarde desta quinta-feira (2).

A medida ainda relata a atual situação de forte cheia nos rios Miranda, Formoso, Mimoso e Anhumas. Segundo o trade turístico do município, dez atrativos estão fechados nesta sexta-feira (3), em razão do aumento do nível dos rios. O período de interdição de cada atrativo varia conforme a melhoria das condições do passeio.

Em Miranda, ribeirinhos já foram retirados de casa por conta da cheia do rio. A cheia deixou dezenas de famílias desabrigadas na região. Os rios que cortam o estado seguem sendo monitorados devido ao volume de chuvas já registrado e que ainda estão previstos.

A prefeitura de Ponta Porã decretou situação de emergência após forte temporal no dia 17 de fevereiro. Os estragos deixaram diversas famílias desabrigadas e ruas foram tomadas por água e lamaçal.

Chuvas continuam e ligam o alerta para inundações durante a sexta-feira em MS

A previsão para essa sexta-feira (3) indica tempo instável, com continuidade de chuvas fracas a moderadas na maior parte de Mato Grosso do Sul. A exceção é a região sul do Estado, onde podem ocorrer chuvas mais intensas e tempestades acompanhadas de raios e rajadas de vento.

O Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) explica que as instabilidades ocorrem devido à combinação do fluxo de calor e umidade da região amazônica e aquecimento diurno. Além disso, áreas de baixa pressão atmosférica favorecem a formação de nuvens e chuvas.

O centro alerta para o risco de inundações repentinas e alagamentos, além de ter risco de deslizamentos de terra nos locais onde o solo já encontra-se encharcado devido ao excesso de chuvas ocorridas nos últimos dias.

As temperaturas mais altas são esperadas para as regiões norte, pantaneira e sudoeste do Estado. As mínimas ficam em torno de 22°C e 24°C, com máximas de 34°C. Enquanto isso, as menores são esperadas para a região sul, com mínima de 21°C e máxima podendo atingir os 30°C. Na Capital, espera-se mínima de 21°C e máxima de 31°C.

Governo se compromete em ajudar Amambai a se recuperar dos prejuízos causados pela chuva

O governador Eduardo Riedel se reuniu nesta quinta-feira (02) com o prefeito e vereadores de Amambai. Em pauta estava os estragos da chuva nos últimos dias que trouxeram prejuízos para cidade, principalmente em relação a colheita de soja e as condições das estradas rurais. Ele se colocou à disposição para ajudar e apoiar o município para superar esta situação.

Riedel reunido com vereadores e prefeito de Amambai na tarde desta quinta-feira (Foto Álvaro Rezende)

“Nesta época é sempre recorrente esta situação em função das chuvas, e vamos atender prontamente os municípios. O Estado mostrou sua capacidade de responder rapidamente, de forma ágil, principalmente para arrumar estradas, reconstruir pontes, neste momento de plena safra e volta as aulas”, disse o governador.

O prefeito de Amambai, Edinaldo Luiz de Melo Bandeira, afirmou que a reunião foi importante para repassar a situação da cidade ao governador. “Objetivo principal foi tratar da questão da emergência provocada pelas grandes e intensas chuvas que atingiram o município. Vivemos o momento da colheita da safra da soja, e o escoamento da produção está seriamente comprometido, que traz consequências drásticas à nossa economia”, descreveu.

Ele destacou que o governador se comprometeu em ajudar a cidade. “Mostramos nossa preocupação e o governador foi bastante claro e incisivo em dizer que o Estado se fará presente com apoio logístico e outros investimentos se for necessário, para que se reestabeleça a condições das nossas estradas rurais, assim como perímetro urbano”, disse Bandeira.

Além do governador e do prefeito de Amambai, participaram da reunião o secretário da Casa Civil, Eduardo Rocha, o deputado estadual Paulo Corrêa, o vice-prefeito Rodrigo Selhost e os vereadores da cidade.

Sobe para 40 o número de mortos no litoral de SP

Quase 2,5 mil pessoas tiveram que sair de casa e muitas delas estão ilhadas

Equipes de resgate continuam, nesta segunda-feira, a busca por sobreviventes após o forte temporal que atingiu o Litoral Norte de São Paulo no fim de semana. Ao menos 40 pessoas morreram e 560 tiveram que sair de casa, entre desabrigados e desalojados.

Casas em meio à lama deixada nas ruas pelas chuvas torrenciais (Corpo de Bombeiros)

Além das mortes, ao menos 40 pessoas estavam desaparecidas, sendo 36 na Vila do Sahy e outras quatro em Juquehy.

Em São Sebastião, fortemente afetada pelas chuvas, os corpos de 11 dos 35 mortos na cidade foram levados para o Instituto Médico Legal. Ao menos quatro das vítimas são crianças. O trabalho de identificação deve ser feito nesta segunda, assim como o transporte dos demais corpos.

Vista aérea de trecho de rodovia interditada por desmoronamento (Corpo de Bombeiros)

Na costa sul do município, onde a situação é crítica, moradores ficaram ilhados e aguardam a chegada de doações e atendimento médico. O volume de chuva na cidade foi de 627 milímetros, o dobro esperado para o mês.

Segundo a Defesa Civil, o volume de chuva entre sábado e domingo superou o esperado para todo o mês de fevereiro em três das quatro cidades do Litoral Norte (São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba e Ubatuba), região fortemente castigada pelos temporais.

Trecho de rodovia interditada em Boiçucanga, em São Sebastião (Corpo de Bombeiros)

As tempestades provocaram alagamentos, deslizamentos e interditaram trechos das rodovias Rio-Santos, Mogi-Bertioga e Tamoios. Apenas a Tamoios foi totalmente liberada, por volta das 21h30.

Moradores ilhados em bairro de São Sebastião (Corpo de Bombeiros)

Bombeiros, Defesa Civil e Agesul estão mobilizados para recuperar estragos em Ponta Porã

Com volume de chuva 80% acima do esperado para todo o mês de fevereiro, Ponta Porã sofre com estragos desde quarta-feira (15) como queda de árvores, destruição de asfalto e residências, além de alagamentos e carro arrastado.

Para colaborar com os trabalhos de recuperação dos estragos causados pela chuva, o governador Eduardo Riedel ofereceu apoio, disponibilizando a estrutura da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos).

Fotos: Defesa Civil Municipal

De acordo com a da Defesa Civil do Estadual foram 289 milímetros de chuva até a manhã desta sexta-feira (17), enquanto que o esperado para o mês inteiro de fevereiro era de 160 milímetros, segundo o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais).

E por determinação do prefeito Eduardo Campos, a Secretaria Municipal de Obras também saiu às ruas na manhã desta sexta-feira (17) para iniciar os trabalhos de emergências de recuperação dos estragos.

Estragos

Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil trabalham juntas para reparar todos os danos causados pela forte tempestade em Ponta Porã. Em um vídeo, é possível reparar a quantidade de chuva que atingiu o município e o trabalho realizado pelos órgãos para resgatar as famílias.

Vários pontos da cidade foram prejudicados pela tempestade, como a Rua México, na altura da ponte sobre o córrego São João Mirim, no Bairro Estoril, que está interditada para avaliação técnica e reparos dos estragos.

Por conta dos danos ao pavimento e por medida de segurança, o trânsito na Rua Cajamanga, na altura do córrego São João Mirim, está liberado apenas em meia pista. Um carro foi encontrado à beira do córrego e estava parcialmente destruído.

Previsão do tempo

O Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) indica que uma frente fria avança na região Centro-Oeste. A causa disso é o resultado de uma curvatura nos fortes ventos. A situação atinge os municípios do extremo sudoeste e sul do Estado. A instituição prevê que no sábado (18) terá a frente fria mais intensa de 2023.

Já no domingo (19) ocorre o retorno de umidade para o Estado, deixando o tempo instável com chuvas em praticamente todas as regiões. De forma geral, as temperaturas ficam mais amenas, devido à atuação da massa de ar pós-frontal.

Chuvas provocam estragos e Ponta Porã decreta situação de emergência

Na publicação, a prefeitura informa que várias famílias ficaram desabrigadas após o forte temporal

A prefeitura de Ponta Porã decretou situação de emergência após forte temporal nas últimas 24 horas na cidade. Os estragos ainda são contabilizados, várias famílias ficaram desabrigadas e ruas foram tomadas por água e lamaçal. Assista ao vídeo acima.

De acordo com o decreto, o volume de água que caiu na cidade nos últimos três dias representa a todo o esperado para o mês de fevereiro.

Árvores seguraram o veículo que, por sorte, estava sem ninguém. — Foto: Martim Andrada/ TV Morena

Conforme a publicação oficial, “a ocorrência de diversos e significativos danos como consequência da vertiginosa mudança climática, notadamente à rede elétrica, árvores e estruturas residenciais e comerciais, além de alagamento e destelhamento de residências, destruição de aparelhos públicos, que ensejou, inclusive, a interdição de pontes e vias públicas, e o fechamento de diversos estabelecimentos empresariais”.

A chuva registrada em Ponta Porã nas últimas 24 horas resultou em alagamentos de diversas ruas e avenidas, queda de árvores, destruição de asfalto e residências e até arrastou carro. O município fronteira com o Paraguai, registrou 273 mm de chuva.

Nesta manhã, equipes da prefeitura realizam serviços de rescaldo e avaliação dos estragos.

No cruzamento das ruas Benjamin Constant e Porto Alegre, entre a Vila Áurea e o bairro Ponta Porã I, militares do Corpo de Bombeiros tiveram de usar cordas para resgatar moradores de uma casa invadida pela água do córrego São João Mirim, que transbordou.

Família perdeu todos os móveis e está desabrigada. — Foto: Martin Andrada/ TV Morena

No mesmo bairro, a família de Maria também perdeu tudo em questão de minutos, segundo a moradora, a forte intensidade da chuva, derrubou paredes, arrastou móveis e arrancou até mesmo o piso da residência.

“Não sobrou nada das minhas coisas, eu não tenho nada, nada, nada. Eu estava com pijama de dormir e essa roupa a vizinha que me deu. Caiu tudo, não tem nada. Moramos em quatro famílias, em duas casas. Não sobrou nada. A água levou até o piso. Não temos comida, água, luz, casa, nada”, lamentou a moradora.

Em outro ponto do município, na rua 12 de outubro, no bairro Vila Aurea, o volume de água destruiu com todo o asfalto, o cenário impressiona.

O asfalto na rua 12 de outubro, na Vila Aurea, foi arrancado. — Foto: Martin Andrada/TV Morena

Segundo meteorologistas da Climatempo, em dois dias, choveu mais de 300 mm, na cidade. Desde o dia 1º, foram contabilizados 469,8 milímetros, ou seja, mais que o dobro do esperado para todo o mês de fevereiro, que era de 161,9 mm.

De acordo com tenente-coronel Cláudia Karoline Rodrigues Ribeiro Porto, o Corpo de Bombeiros de Ponta Porã atendeu na noite dessa quinta-feira (16), mais de 35 ocorrências, sendo 17 casos de resgate de pessoas e pets.