Na noite desta quinta-feira (13), um vendaval causou estragos em Bataguassu. O vento destruiu parte da rede elétrica, derrubou árvores e arrancou estruturas de um posto desativado e da Base da PRF (Polícia Rodoviária Federal).
Estragos são notáveis na BR 267 em Bataguassu – Crédito: Diego Oliveira/ Cenário MS
Conforme divulgado pelo Cenário MS, nesta manhã (14), devido ao fato, Bataguassu está há mais de 12 horas sem energia elétrica. Diante das condições climáticas, árvores, postes de eletricidade e estruturas metálicas foram destruídas.
No km do 18 da rodovia BR-267, o vento derrubou a estrutura de um posto desativado, onde funcionava uma lava-jato e uma borracharia. Ainda conforme o Cenário MS, no mesmo local, o vento também derrubou uma torre de comunicação da PRF, e destruiu parte da Base da Polícia Rodoviária Federal.
Equipes da Energisa trabalham para restabelecer a eletricidade no município.
Com volume de chuva 80% acima do esperado para todo o mês de fevereiro, Ponta Porã sofre com estragos desde quarta-feira (15) como queda de árvores, destruição de asfalto e residências, além de alagamentos e carro arrastado.
Para colaborar com os trabalhos de recuperação dos estragos causados pela chuva, o governador Eduardo Riedel ofereceu apoio, disponibilizando a estrutura da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos).
Fotos: Defesa Civil Municipal
De acordo com a da Defesa Civil do Estadual foram 289 milímetros de chuva até a manhã desta sexta-feira (17), enquanto que o esperado para o mês inteiro de fevereiro era de 160 milímetros, segundo o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais).
E por determinação do prefeito Eduardo Campos, a Secretaria Municipal de Obras também saiu às ruas na manhã desta sexta-feira (17) para iniciar os trabalhos de emergências de recuperação dos estragos.
Estragos
Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil trabalham juntas para reparar todos os danos causados pela forte tempestade em Ponta Porã. Em um vídeo, é possível reparar a quantidade de chuva que atingiu o município e o trabalho realizado pelos órgãos para resgatar as famílias.
Vários pontos da cidade foram prejudicados pela tempestade, como a Rua México, na altura da ponte sobre o córrego São João Mirim, no Bairro Estoril, que está interditada para avaliação técnica e reparos dos estragos.
Por conta dos danos ao pavimento e por medida de segurança, o trânsito na Rua Cajamanga, na altura do córrego São João Mirim, está liberado apenas em meia pista. Um carro foi encontrado à beira do córrego e estava parcialmente destruído.
Previsão do tempo
O Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) indica que uma frente fria avança na região Centro-Oeste. A causa disso é o resultado de uma curvatura nos fortes ventos. A situação atinge os municípios do extremo sudoeste e sul do Estado. A instituição prevê que no sábado (18) terá a frente fria mais intensa de 2023.
Já no domingo (19) ocorre o retorno de umidade para o Estado, deixando o tempo instável com chuvas em praticamente todas as regiões. De forma geral, as temperaturas ficam mais amenas, devido à atuação da massa de ar pós-frontal.
Na publicação, a prefeitura informa que várias famílias ficaram desabrigadas após o forte temporal
A prefeitura de Ponta Porã decretou situação de emergência após forte temporal nas últimas 24 horas na cidade. Os estragos ainda são contabilizados, várias famílias ficaram desabrigadas e ruas foram tomadas por água e lamaçal. Assista ao vídeo acima.
De acordo com o decreto, o volume de água que caiu na cidade nos últimos três dias representa a todo o esperado para o mês de fevereiro.
Árvores seguraram o veículo que, por sorte, estava sem ninguém. — Foto: Martim Andrada/ TV Morena
Conforme a publicação oficial, “a ocorrência de diversos e significativos danos como consequência da vertiginosa mudança climática, notadamente à rede elétrica, árvores e estruturas residenciais e comerciais, além de alagamento e destelhamento de residências, destruição de aparelhos públicos, que ensejou, inclusive, a interdição de pontes e vias públicas, e o fechamento de diversos estabelecimentos empresariais”.
A chuva registrada em Ponta Porã nas últimas 24 horas resultou em alagamentos de diversas ruas e avenidas, queda de árvores, destruição de asfalto e residências e até arrastou carro. O município fronteira com o Paraguai, registrou 273 mm de chuva.
Nesta manhã, equipes da prefeitura realizam serviços de rescaldo e avaliação dos estragos.
No cruzamento das ruas Benjamin Constant e Porto Alegre, entre a Vila Áurea e o bairro Ponta Porã I, militares do Corpo de Bombeiros tiveram de usar cordas para resgatar moradores de uma casa invadida pela água do córrego São João Mirim, que transbordou.
Família perdeu todos os móveis e está desabrigada. — Foto: Martin Andrada/ TV Morena
No mesmo bairro, a família de Maria também perdeu tudo em questão de minutos, segundo a moradora, a forte intensidade da chuva, derrubou paredes, arrastou móveis e arrancou até mesmo o piso da residência.
“Não sobrou nada das minhas coisas, eu não tenho nada, nada, nada. Eu estava com pijama de dormir e essa roupa a vizinha que me deu. Caiu tudo, não tem nada. Moramos em quatro famílias, em duas casas. Não sobrou nada. A água levou até o piso. Não temos comida, água, luz, casa, nada”, lamentou a moradora.
Em outro ponto do município, na rua 12 de outubro, no bairro Vila Aurea, o volume de água destruiu com todo o asfalto, o cenário impressiona.
O asfalto na rua 12 de outubro, na Vila Aurea, foi arrancado. — Foto: Martin Andrada/TV Morena
Segundo meteorologistas da Climatempo, em dois dias, choveu mais de 300 mm, na cidade. Desde o dia 1º, foram contabilizados 469,8 milímetros, ou seja, mais que o dobro do esperado para todo o mês de fevereiro, que era de 161,9 mm.
De acordo com tenente-coronel Cláudia Karoline Rodrigues Ribeiro Porto, o Corpo de Bombeiros de Ponta Porã atendeu na noite dessa quinta-feira (16), mais de 35 ocorrências, sendo 17 casos de resgate de pessoas e pets.
Janja apontou, no espaço onde a família presidencial vai morar, diversos danos em tapetes, sofás rasgados e infiltração nas paredes
Rosângela Lula da Silva, a Janja, esposa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reclamou nesta quinta-feira (5) do estado de conservação de móveis e a ausência de objetos no Palácio do Alvorada. Por conta disso, eles só devem fazer a mudança após a realização de inventário completo.
Janja, esposa do presidente Lula (Foto: MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)
As queixas e críticas de Janja foram feitas durante entrevista concedida à GloboNews.
O que a gente percebe é a falta de cuidado, de manutenção… os pés dos móveis, que são de latão, não estão polidos. Os móveis não são os originais. A gente vai tentar recuperar isso”, disse a socióloga.
Ainda de acordo com Janja é necessário visitar o depósito da Presidência.
“A Presidência da República tem um depósito de móveis e ver o que foi para lá. Tem muitos objetos, que foram transportados de um lado para o outro, daqui para o Jaburu. Então a gente precisa localizar esses objetos.”
Janja apontou, no espaço onde a família presidencial vai morar, diversos danos em tapetes, sofás rasgados, infiltração nas paredes, janelas quebradas e obras de arte que não estão lá e que ainda não foram rastreadas para se saber onde estão.
A socióloga também falou que Lula ficou decepcionado com a estrutura encontrada no Alvorada.
“Ele ficou um pouco desolado, porque ele morou um ano e pouco com a dona Marisa na Granja do Torto para fazer uma grande reforma e aí encontrar isso em dez anos”, contou.
Ainda durante a visita, Janja mostrou alguns equipamentos usados em transmissões ao vivo feitas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais.
No início da semana, o novo ministro da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social), Paulo Pimenta, declarou que o governo Bolsonaro entregou as residências oficiais “de qualquer jeito” para a gestão Lula.
Na quarta-feira (4) a Polícia Federal (PF) conduziu uma varredura no Ministério da Justiça. O mesmo procedimento será feito no Alvorada. Por enquanto, Lula segue hospedado em um hotel em Brasília, sem previsão de data para a mudança.
Nesta tarde (4), a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, acompanhada da secretária de Habitação e Assuntos Fundiários, Maria Helena Bughi , e de servidores da SAS e da Juventude, percorreu áreas afetadas pela chuva intensa que caiu desde as primeiras horas do dia na Capital. Em outros pontos da cidade, equipes e técnicos da Sisep fizeram o mapeamento e iniciaram a limpeza de ruas e avenidas.
A chefe do Executivo Municipal percorreu vários bairros em atendimento à população. O Teruel foi um desses locais. “Nós estamos aqui na comunidade Teruel trazendo atendimento emergencial de várias equipes das secretarias municipais que estão percorrendo as sete regiões da cidade atendendo as famílias que tiveram algum problema decorrente das chuvas. Nós estamos com o 156 disponível para quem precisar de auxílio e atendimento. Neste canal, a pessoa informa a necessidade e o endereço para que as nossas equipes realizem os atendimentos”, informou a prefeita Adriane Lopes.
A chefe do Executivo percorreu vários bairros em atendimento à população Foto Denilson Secreta
Outros bairros que receberam o auxílio emergencial com distribuição de lonas foram o Caiobá, Parque do Sol, Ponta Araraquara, Aguadinha e Só por Deus. Ao todo, mais de 150 famílias foram atendidas logo que a chuva deu uma trégua.
O serviço 199 da Defesa Civil atendeu mais de 10 ocorrências, entre elas, no Jardim Carioca, no Bairro Monte Alegre, onde foram identificados pontos de alagamentos, queda de muro e de árvore, além da falta de energia.
Mapeamento e limpeza
A Prefeitura de Campo Grande, através do Centro de Controle Integrado de Mobilidade Urbana da Agência Municipal de Transporte e Trânsito, está acompanhando os pontos de alagamento da cidade, ocasionados pelo alto volume de água das chuvas. Foram identificados problemas nas seguintes vias: Avenida Ernesto Geisel com a Rachid Neder, Avenida Professor Luiz Alexandre com a Mato Grosso, Rua Ivan Fernandes com a Avenida Professor Luiz Alexandre, Avenida Campestre com a Thyrson de Almeida, Via Park e Rotatória da Coca.
Outros bairros que receberam o auxílio emergencial com distribuição de lonas Diogo Gonçalves
Pela Sisep, neste período inicial, o trabalho será concentrado na limpeza de vias asfaltadas, desobstruindo as pistas onde houve acúmulo de barro e sedimentos trazidos pela enxurrada.
Com a trégua da chuva, a partir das primeiras horas desta quinta-feira (5), serão mobilizados cerca de 200 trabalhadores, além de 40 caminhões e máquinas para a sequência dos trabalhos de limpeza e desobstrução das vias identificadas pelas equipes da secretaria.
Monitoramento
Inaugurado em março de 2022, o Centro de Controle Integrado de Mobilidade Urbana possibilita ações de controle semafórico nos cruzamentos em tempo real, da área central e principais vias da Capital, além do monitoramento do sistema viário e corredores de ônibus.
O sistema possui mais de 20 câmeras de alta qualidade, com possibilidade de aproximação de até dois mil metros de distância. Desta forma, o zoom torna mais preciso e imediata a identificação de locais, os quais as equipes precisam se deslocar.
Equipes da Agetran seguem no monitoramento desses locais e de prontidão.
Serviço
A Prefeitura a colocou à disposição das famílias que vivem em residências enquadradas em “habitação de interesse social” e que tenham sido danificadas pelas tempestades, telefones para que os atingidos possam solicitar serviços de reparação. Ligação no 67 3314 – 3900 e WhatsApp no 67 99350 -1126.
Em Ponta Porã, mais de 30 famílias recebem ajuda após tempestade; Caracol decretou situação de emergência
A semana começou com chuva em diversas cidades de Mato Grosso do Sul. Segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), há possibilidade de tempestades acompanhadas de raios e rajadas de vento em todas as regiões do estado.
Segunda-feira amanheceu com chuva em Campo Grande — Foto: Reprodução/ Naiane Mesquita
O Cemtec esclarece que o tempo instável acontece devido a três fatores: intenso fluxo de calor e umidade vindo da Amazônia (ventos de noroeste), deslocamento de cavados (que favorece a formação de nuvens e chuvas) e sistema de baixa pressão atmosférica no Paraguai.
Em Campo Grande, os termômetros variam de 23°C a 29°C nesta segunda-feira. Nas regiões norte, pantaneira, bolsão e sudoeste as mínimas serão de 22 a 25°C e máximas de até 35°C.
Em grande parte do Mato Grosso do Sul, os ventos podem atingir de 40 e 60 quilômetros por hora.
Tempestade provocou alagamento em vários bairros de Ponta Porã nesta segunda-feira — Foto: Reprodução
A partir de terça-feira (15), as instabilidades se concentram no norte do estado e causam chuvas isoladas. A umidade do ar cai e o calor será maior entre quarta (16) e quinta-feira (17), de acordo com a Climatempo.
O temporal na madrugada desta segunda-feira (14) provocou quedas de árvores, alagamentos e destelhamento em alguns municípios do estado. Mais de 30 famílias foram atingidas pela tempestade em Ponta Porã, município a 295 km de Campo Grande.
Ao todo, 32 famílias foram atendidas pela Defesa Civil da cidade e pela Secretaria de Assistência Social. Elas receberam alimentos, roupas, cobertores e outros objetos necessários.
Caracol decretou situação de emergência — Foto: Reprodução
Os bairros prejudicados pela forte chuva foram Vila Áurea, Residencial, Nova Ponta Porã e Marambaia. Também houve interrupção do fornecimento de energia em alguns locais.
A cidade de Caracol (MS) decretou situação de emergência, após estragos provocados pelas chuvas durante o fim de semana. A medida se tornou necessária devido ao volume de chuvas, quedas de árvores, destelhamentos e alagamentos em vários pontos do município.