Tomate é o vilão do preço da cesta básica que sobe 3,17% na Capital

Publicada nesta segunda-feira (07), a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), mostra que a cesta básica de Campo Grande teve uma das altas mais expressivas de todo o país, em outubro.

Segundo dados da publicação, entre setembro e outubro, as altas mais expressivas ocorreram, respectivamente, em Porto Alegre (3,34%), Campo Grande (3,17%), Vitória (3,14%), Rio de Janeiro (3,10%) e Curitiba e Goiânia (ambas com 2,59%).

Após 2 meses de queda, produto sofreu alta de 35,70% e manteve a cidade no “top 5” das mais caras do País

Já as reduções mais importantes ocorreram em algumas cidades do Norte e Nordeste: Recife (-3,73%), Natal (-1,40%), Belém (-1,16%), Aracaju (-0,61%) e João
Pessoa (-0,49%).

Sobretudo, em 2022, o custo da cesta básica apresentou elevação em todas as cidades, com destaque para as variações acumuladas. Nesse caso, o maior índice é de Campo Grande (14,39%).

Em sequência vem Goiânia (13,15%), Porto Alegre (12,58%), Brasília (12,47%) e Curitiba (10,80%). Em Recife, foi observado o menor percentual (4,89%).

Preços
Em Campo Grande, no mês de outubro, a cesta básica custou em média R$ 733,65. Esse valor indica uma variação mensal de 3,17% e anual de 12,28%.

Além disso, é um valor que compromete 65,44% do salário mínimo, conforme mostra a pesquisa.

Comparação com o salário mínimo
Com base na cesta mais cara, que, em outubro, foi a de Porto Alegre, o DIEESE estima que o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6.458,86, ou 5,33 vezes o mínimo de R$ 1.212,00.

Em setembro, o valor necessário era de R$ 6.306,97 e correspondeu a 5,20 vezes o piso
mínimo.

Em outubro de 2021, o valor do mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 5.886,50 ou 5,35 vezes o valor vigente na época, de R$ 1.100,00.

Alimentos na Capital
Em Campo Grande, entre os alimentos da cesta básica que mais tiveram alta no preço está a batata, que aumentou em todas as cidades da região Centro-Sul.

A diminuição da oferta foi explicada pelo fim da safra de inverno e pelas chuvas. As altas mais expressivas foram registradas no Rio de Janeiro (32,43%), em Brasília (31,56%), Campo Grande (28,81%) e Goiânia (28,57%).

Vendido ao preço médio de R$ 5,55, o tomate foi o item com alta de preço mais expressiva: 35,70%. Em 12 meses, contudo, o fruto registrou a retração mais significativa (-19,10%).

A banana (12,66%) apresenta altas sucessivas há 5 meses. O preço médio do quilo da fruta, um cálculo ponderado entre os tipos Nanica e Prata, chegou a R$ 14,04.

Com relação às quedas, pelo terceiro mês consecutivo, o leite de caixinha (-7,80%) registrou queda de preços, e um litro da bebida foi comercializado ao preço médio de R$ 5,91.

Depois de dois meses consecutivos de queda, a farinha de trigo registrou discreta alta de 0,28%. Em 12 meses, porém, o acumulado chega a 33,52%.

Foram observadas, ainda, retrações nos preços de óleo de soja (-4,94%), açúcar cristal (-3,00%), feijão carioquinha (-2,87%), manteiga (-1,91%), pão francês (-0,31%), arroz agulhinha (-0,23%) e café em pó (-0,16%).

Moradores de favela estão há 3 meses sem cesta básica da Prefeitura da Capital

Adepto do “fecha tudo, a economia a gente vê depois”, ex-prefeito Marcos Trad deixou bomba explodir nas mãos da sucessora Adriane Lopes

Com discurso inflamado durante a pandemia da Covid-19 para que as pessoas fossem para casa e que “a economia a gente vê depois”, o ex-prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad (PSD) renunciou ao cargo em 1º de abril deixando a cidade em meio ao caos na saúde pública, transporte coletivo e com famílias carentes sem assistência do município.

A maior parte das famílias têm crianças e os pais precisam pedir doações para alimentar seus filhos e conseguirem se manter. Foto Marcelo Victor

Os moradores da Comunidade Lagoa, no Jardim Colorado, em Campo Grande, estão há pelo menos três meses sem receber cestas básicas ou qualquer auxílio da Prefeitura da Capital. A maior parte das famílias têm crianças e os pais precisam pedir doações para alimentar seus filhos e conseguirem se manter. A informação é do jornal Correio do Estado, na edição deste sábado (9/7).

Morando na comunidade há quatro anos, Rosana do Amaral Molas, de 44 anos, relatou ao Correio do Estado que a quantidade de doações para os moradores caiu bastante desde o começo da pandemia de Covid-19, e nem mesmo a cesta básica que o Centro de Referência da Assistência Social (Cras) disponibiliza para as famílias estão sendo mais doadas.

Rosana ainda acrescenta que, embora a situação não seja fácil, o dinheiro que seu marido recebe de diária no trabalho com reciclagem dá para viver com o básico. Contudo, há famílias numerosas e com filhos pequenos.

Para esses moradores, as escolas disponibilizavam cestas básicas mensais no começo da pandemia, mas com o retorno das aulas presenciais a ajuda parou de chegar.

“O pessoal daqui faz uns bicos e consegue um dinheiro, mas também pede ajuda para irmão, para sogra, mas muitas pessoas não gostam porque precisa pedir toda vez”, explica.

Ao Correio do Estado, Rosana ainda revelou que a assistência social da prefeitura parou de realizar visitas e que sempre que algum morador vai até o Cras do bairro Dom Antônio, que atende a região, a equipe do órgão alega não ter alimentos para doação, além de ter uma fila de espera de outras pessoas que também precisam.

Rafaela Dias, de 30 anos, tem quatro filhos pequenos, sendo que a caçula é uma menina de 8 meses. No momento ela está desempregada e seu marido, como a maioria das pessoas do local, trabalha com reciclagem.
Ela conta que já chegou a dar apenas macarrão para seus filhos almoçarem e muitas vezes a família não consegue fazer três refeições por dia por falta de alimento.

A mãe das crianças buscou ajuda no Cras do bairro onde moram no mês passado, mas não teve retorno sobre quando as doações irão retornar.

“Tem dias que eu dou só macarrão para as crianças” — Rafaela Dias, 30 anos, 4 filhos

Nos últimos dias o alimento posto na mesa chegou por meio de uma pessoa, que, segundo Rafaela, ninguém da comunidade conhecia. Ela conta que esse voluntário entregou diversos mantimentos, inclusive verduras e legumes.

Entretanto, são raros os dias em que conseguem comer alimentos diversificados e com maior valor nutricional. Na maioria das vezes, eles almoçam apenas o básico como arroz e macarrão. “Tem dias que eu dou só macarrão para as crianças, mas chegou uma pessoa aqui e doou bastante coisa pra gente, até verdura, que é raro doarem, tinha”, relembra.

Questionada pela reportagem do Correio do Estado, a secretaria municipal de Assistência Social de Campo Grande informou que não há falta de cestas básicas, mas houve um aumento na demanda por esse benefício. “A equipe do Cras Dom Antônio, que atende a região, já reorganizou a logística de entrega para agilizar o atendimento”, informou a nota

Cesta básica em Campo Grande é a 5ª mais cara entre as capitais

A cesta básica em Campo Grande esteve em R$ 702,65, em junho, aponta levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O valor da cesta reduziu 0,49% com relação ao mês anterior, ainda assim o preço é o quinto mais caro do Brasil.

Com custo de R$ 702,65, a cesta básica teve aumento de 23,97% nos últimos 12 meses

O destaque no aumento dos preços é para o leite integral, que sofreu uma variação de 12,95% a mais. A manteiga subiu 5,69% na capital enquanto o valor da batata reduziu 19,60%.

O único alimento que não apresentou variação de preço na capital foi a carne bovina. Conforme o Dieese, o preço médio do kg da proteína foi comercializado a R$ 40,48, assim como no mês de maio.

Por outro lado, sofreram uma diminuição nos preços o óleo de soja (-2,91%), açúcar cristal (-2,87%) e o arroz agulhinha (-2,52%). Para comprar uma cesta básica em Campo Grande, é preciso trabalhar 127h32, indica o levantamento.

Com custo de R$ 702,65, a cesta básica teve aumento de 23,97% nos últimos 12 meses.

Campo Grande tem maior redução do preço da cesta básica entre capitais

Dos 13 produtos que compõem a cesta básica individual utilizada pelo Dieese como referência no levantamento, 7 registraram quedas de preço. A maior foi do tomate, que recuou 40%.

O preço da cesta básica teve uma redução de preços de 7,30% em Campo Grande no mês de maio. Foi a maior queda entre as capitais em que o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) faz o levantamento.

No ano, entretanto, o aumento acumulado chega a 10,10% e nos últimos 12 meses a 22,80%.

Das 17 capitais em que a variação é monitorada, em 14 houve retração de preços, segundo a nota divulgada nesta quarta-feira (8). No ano, entretanto, o aumento acumulado chega a 10,10% e nos últimos 12 meses a 22,80%.

Dos 13 produtos que compõem a cesta básica individual, utilizada pelo Dieese como referência no levantamento, 7 registraram quedas de preço. A maior foi do tomate, que recuou 40%, caindo da média de R$ 10,69 o quilo em abril para R$ 6,41 o quilo em maio.

Também registram redução de valores: batata (-15,68%), banana (-14,42%), café em pó (-4,91%), óleo de soja (-1,99%), açúcar cristal (-1,88%) e carne bovina (-0,74%).

Em contrapartida, 6 itens da relação contabilizaram elevação de preços. A mais expressiva foi da farinha de trigo, com 5,02%. Esse aumento foi o quinto consecutivo do cereal e fez o quilo do produto chegar a R$ 4,74 em média na capital sul-mato-grossense no mês passado.

Também registraram variação positiva de preços em maio: leite de caixinha (4,69%), o feijão carioquinha (1,98%), o pãozinho francês (1,44%), o arroz agulhinha (1,16%) e a manteiga (0,83%).

Para adquirir os produtos que compõem a cesta básica individual o consumidor desembolsou no mês passado em Campo Grande, R$ 706,12. O trabalhador que recebe um salário mínimo comprometeu com essa despesa 62,98% de sua receita líquida.

O valor da cesta básica para uma família, composta por quatro pessoas – dois adultos e duas crianças – chegou a R$ 2.118,36.