Obras da ponte da Bioceânica seguem em rimo acelerado no Brasil e no Paraguai

O Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai (MOPC) aponta que 18,5% das obras da ponte da Rota Bioceânica já foram concluídas.

O MOPC (Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai) aponta que 18,5% das obras da ponte da Rota Bioceânica já foram concluídas. A estrutura ligará a cidade paraguaia de Carmelo Peralta ao município brasileiro de Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, viabilizando o chamado “corredor bioceânico”, a “megaestrada” que vai conectar os portos de Santos (SP) aos do Chile.

Todas as estacas do lado paraguaio estão concluídas (Foto: Divulgação )

Segundo o MOPC, cerca de 450 pessoas trabalham no canteiro de obras da ponte. O ministério aponta que todas as estacas do lado paraguaio estão totalmente concluídas e do lado brasileiro 67% já foram finalizadas.

O órgão paraguaio diz que as estacas são cilindros de concreto armado que servem de fundação à ponte a uma profundidade variável entre os 33 e os 43 metros e que se inserem no maciço rochoso. No total, devem ser construídas 300 estacas com medidas entre 1 e 1,5 metro de diâmetro.

A ponte está sendo construída em uma área que fica a cerca de 14 quilômetros da BR-267, em Porto Murtinho. Um consórcio binacional é responsável pelo empreendimento. O investimento é de R$ 575,5 milhões e está sendo feito pela administração paraguaia da usina de Itaipu.

A estrutura, de 1.310 metros de comprimento e 20,10 metros de largura, é fundamental para viabilizar a Rota Bioceânica. Atualmente, a ligação entre os dois países nessa região é feita somente por balsas.

A rota bioceânica, segundo estudos do Setlog/MS (Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas e Logística de Mato Grosso do Sul), deve encurtar em mais de 8 mil quilômetros de rota marítima a distância nas exportações brasileiras para a Ásia, possibilitando o incremento das negociações entre os quatro países por onde passa: Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, além de promover a integração cultural e o turismo.

A ordem de serviço da ponte foi dada no dia 13 de dezembro de 2021 pelo presidente paraguaio Mario Abdo Benitez. Em sua página na internet, o consórcio Pybra, formado pelas empresas Tecnoedil Construtora, do Paraguai, e Cidade Ltda e Paulitec Construções, do Brasil, aponta a conclusão das obras no primeiro semestre de 2025.

o DNIT aponta que deve lançar ainda este ano a licitação das obras do acesso ao lado brasileiro à ponte internacional sobre o rio Paraguai, que vai ligar a cidade de Porto Murtinho, no Brasil, a Carmelo Peralta, no Paraguai.

O DNIT informou ao g1 que o acesso à ponte faz parte da mesma obra do Contorno Rodoviário Norte de Porto Murtinho.

A obra, conforme o departamento, está orçada em R$ 190 milhões e o prazo de execução é de 1 anos e seis meses. O Contorno Rodoviário Norte de Porto Murtinho terá aproximadamente 13,1 km e partirá do km 678,10 na BR-267.

Pavimentação no Paraguai

No início de março o governo paraguaio assinou o contrato para a pavimentação do terceiro trecho da Rota Biocêanica no país (Rota PY15). É o intervalo entre as cidades de Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo, no departamento de Boquerón, com uma extensão de 224,8 quilômetros.

Segundo o MOPC, a obra terá um investimento de US$ 354,2 milhões, financiado com recursos do Fonplata (Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata) e será executada em três lotes.

O ministério aponta que a partir da assinatura do contrato, as empresas vão ter seis meses para elaborar o projeto final de engenharia da obra e dois anos para executar a pavimentação.

Além do asfaltamento da rodovia, também estão previstas melhorias viárias nas cidades de Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo, como construção de rotatórias, acessos aos aeroportos, cabines de pedágio e pesagem de veículos.

Em Pozo Hondo, na fronteira com a Argentina, será construído ainda um centro de controle aduaneiro

Riedel destaca esforço dos países para viabilizar rota bioceânica

Durante Fórum sobre a Rota Bioceânica em Salta, na Argentina, o governador Eduardo Riedel reconheceu o esforço dos países vizinhos para realizar obras e ações que possam viabilizar o corredor (bioceânico) em curto espaço de tempo. Ele destacou que avaliação é positiva e que Mato Grosso do Sul fará sua parte e o que for necessário para que este projeto se torne realidade.

“Fico muito feliz em ter vindo em Salta e ver o trabalho que o Paraguai, Argentina e Chile estão fazendo para viabilizar o corredor, com todos atuando e trabalhando para concretizar este projeto em curto espaço de tempo. A mensagem é de otimismo. Percebemos o esforço de todos para buscar soluções”, declarou o governador.

Governador participa de Fórum sobre Rota Bioceânica na Argentina (Foto Guilherme Pimentel)

Ele mencionou que o corredor vai levar progresso a todos os envolvidos em diferentes setores. “Traz desenvolvimento social, econômico, turístico, cultural, de negócios e de integração. Muita satisfação em enxergar de maneira concreta e em um horizonte curto de tempo este sonho de muitos anos. Nós iremos nos esforçar e fazer o necessário para concretizar o corredor”, completou.

Eduardo Riedel é o único governador brasileiro que participa do 3º Fórum dos Territórios Subnacionais do Corredor Bioceânico. O evento discute temas importantes da rota, como tratado de logística e transporte, obras públicas, comércio e procedimentos fronteiriços.

O encontro tem a participação de governadores dos estados subnacionais dos quatro países que integram a Rota Bioceânica (Argentina, Brasil, Chile e Paraguai), além de representantes de Relações Exteriores, prefeitos, reitores de universidades e membros de Câmaras e entidades empresariais.

A rota bioceânica vai o facilitar o escoamento de produtos sul-mato-grossense e do restante do País para China, por meio do Oceano Pacífico. O corredor ainda vai fortalecer a relação dos países do Mercosul com o mercado asiático.

Esta conexão viária vai ligar o Centro-Oeste brasileiro e o Pacífico. Mato Grosso do Sul vai seguir pela cidade de Porto Murtinho; cruzará o território paraguaio por Carmelo Peralta, Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo. Depois irá atravessar por território argentino as cidades de Misión La Paz, Tartagal, Jujuy e Salta; ingressando no Chile pelo Passo de Jama, até alcançar os portos de Antofagasta, Mejillones e Iquique.

Prefeitos de Porto Murtinho e Jardim participam do fórum da Bioceânica em Salta

Os prefeitos de Porto Murtinho, Nelson Cintra, e de Jardim, Clediane Matzenbacher, participam em Salta (Argentina), nos dias 13 e 14 de abril, do 3º Fórum dos Territórios Subnacionais da Rota Bioceânico. Os dois municípios fazem parte do corredor Atlântico-Pacífico, que está sendo implementado com obras de infraestrutura rodoviária e legislação alfandegária para integrar o Brasil com Paraguai, Argentina e Chile.

O prefeito Nelson Cintra foi um dos protagonistas do movimento que se iniciou na metade da década de 1990

Portal da Rota Bioceânica, Porto Murtinho, situado na fronteira com o Paraguai, se tornará o centro comercial da integração física dos quatro países, com perspectivas de se transformar em novo polo de desenvolvimento de Mato Grosso do Sul – o novo Canal do Panamá. A 6 km da cidade, na fronteira com Carmelo Peralta, está sendo construída pelo governo paraguaio a ponte de 1.300 metros sobre o Rio Paraguai, com previsão de conclusão em 2024.

Sonho antigo

O prefeito Nelson Cintra foi um dos protagonistas do movimento que se iniciou na metade da década de 1990 e avançou nos últimos anos com o compromisso do Paraguai de pavimentar 500 quilômetros da Ruta 15, cortando a região do Chaco até Pozo Hondo, na Argentina, e construir a ponte da integração (com recursos da Itaipu). O Paraguai já pavimentou 277 quilômetros da rodovia e iniciou recentemente o segundo trecho, a ser concluído em dois anos.

“Abrimos picada pelo Chaco para o primeiro encontro, realizado onde hoje está o Cruzeiro Dom Silvio, o marco histórico desse grande projeto que cobre parte importante da Zona de Integração do Centro-Oeste da América do Sul (ZICOSUR)”, afirma o prefeito murtinhense. “O marco da integração é formado por cinco pilares, que representam o Brasil, Paraguai, Argentina, Bolívia e o Chile, onde hasteamos as nossas bandeiras em um grande ato.”

Em novembro do ano passado, ao integrar uma comitiva de prefeitos de Mato Grosso do Sul que participou de um fórum sobre a Rota Bioceânica em Antofagasta (Chile), Cintra passou pelo Cruzeiro Dom Silvio, situado a 50 quilômetros da fronteira do Paraguai com a Argentina, e registrou a viagem com uma placa. “Fincamos esse marco com grandes líderes latinos, como o hoje senador chileno Jorge Soria, e passados 28 anos esse ambicioso projeto é uma realidade”, disse.

Turismo em pauta

O 3º Fórum dos Territórios Subnacionais de Capricórnio ou Corredor Bioceânico, em Salta (distante 1.500 quilômetros de Porto Murtinho), reunirá representantes dos quatro países que compõe o corredor, dentre os quais o governador Eduardo Riedel, de Mato Grosso do Sul. Serão discutidos assuntos relacionados a este projeto, sua abrangência e benefícios para a região, além da realização de uma rodada de negócios em logística e comércio.

Os eixos do encontro são: comércio exterior e procedimentos (aduana) de fronteira, obras públicas, logística e transporte, rede de universidades e turismo. Outro tema será a revalorização das cadeias de valor e dos ecossistemas regionais ao longo da zona. O prefeito de Porto Murtinho participará do fórum acompanhado da primeira-dama, Maria Lucia Barbosa Ribeiro, e do presidente do Conselho Municipal de Turismo, empresário Marco Aurélio Santos.

Lado paraguaio de ponte que ligará MS ao Pacífico já têm 65% de estacas construídas

Principal ligação para concretizar o Corredor Bioceânico, a construção da ponte entre Carmelo Peralta (PY) e Porto Murtinho segue em ritmo acelerado.

Do lado paraguaio, a implantação das estacas está 65% concluída, de acordo com o MOPC (Ministério de Obras Públicas e Comunicações), do país vizinho.

De acordo com o engenheiro residente Pedro Martínez, a obra é composta basicamente por três partes: dois viadutos de acesso nas duas margens do rio Paraguai, mais a própria ponte estaiada, que terá 650 metros de extensão.

“Do lado paraguaio é onde se tem o maior avanço na parte das estacas (65%); depois há os cabeçotes que atingiram aproximadamente 50% de avanço, acrescentando que também está avançando na construção dos pilares da ponte, estimando sua conclusão em quatro meses”, afirmou.

Serão construídas 300 estacas. São cilindros de betão armado que servem de fundação à ponte a uma profundidade entre 33 e 43 metros que estão embutidos no maciço rochoso denominado xisto.

A nova ponte em Porto Murtinho será a terceira ligando o Brasil ao Paraguai. A primeira é a Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu (PR), enquanto a segunda é a Ponte da Integração, no mesmo município.

Portal da Rota Bioceânica, Porto Murtinho promove o Carnaval

Portal da Rota Bioceânica, a sonhada integração da fronteira sudoeste com o Pacífico, Porto Murtinho (425 km de Campo Grande) celebra o carnaval deste ano enfatizando um novo tempo de desenvolvimento com a construção da ponte internacional sobre o Rio Paraguai, ligando Mato Grosso do Sul com o Paraguai, e a chegada da infraestrutura rodoviária para o acesso aos portos do Chile. A cidade será o centro comercial desse novo corredor.

 

A festa momesca denominada Porto Folia na Rota Bioceânica vai se concentrar na Praça de Eventos, centro da cidade, de 18 a 21, com animação de três bandas (Alma Viva, do Paraná, e as locais Axe Mixx e Negrolô) e show de Djs.

A prefeitura preparou o evento com concurso e desfile de blocos carnavalescos e matinês à fantasia para as crianças. “Vamos realizar uma grande festa, comemorando um novo ciclo para Murtinho”, afirma o prefeito Nelson Cintra.

Piraputanga

Com exceção de Corumbá e Ladário, onde o carnaval de rua é forte e tradicional com a participação de escolas de samba e blocos carnavalescos, os demais municípios da Rota Turística Pantanal Bonito programaram shows para a população, neste período. Bonito cancelou o evento, focando apenas no movimento turístico, que será intenso na semana. O destino é uma das opções para quem busca refúgio e descanso, longe da batucada.

Em Aquidauana também não haverá carnaval, mas a prefeitura realizará a 9ª edição do Pirafolia, no distrito de Piraputanga (distante 30 km da cidade e 100 km de Campo Grande), de 18 e 20, com animação da Banda Lilás e Armazém Brasil. Com apelo ecológico e revivendo os antigos carnavais, o evento será realizado na praça principal. Uma ótima opção para entrar na folia e conhecer as belezas de uma região incrível: morraria, praias do Rio Aquidauana e rica fauna.

Em Ladário

Cidade vizinha a Corumbá, Ladário também terá seu reinado de momo, entre os dias 16 e 21, com escolha da Corte, banda de marchinhas e bailes infantis. Os eventos vão se concentrar no Palco da Alegria (Avenida 14 de Março), a partir do dia 17, com desfile dos blocos carnavalescos e duas atrações nacionais (Gera Samba e Renatinho da Bahia) e a Banda TG (Campo Grande). A festa será aberta oficialmente no dia 18, com o Gera Samba

Em Miranda (200 km de Campo Grande), a prefeitura anunciou o “Pantanal Folia”, de 18 a 20, com shows de Koisabamba, Paolla e Matheus Kruz, todos de Mato Grosso do Sul, mesclando ritmos variados (samba, pagode e axé). Para animar a festa, será organizado um concurso de blocos carnavalescos e está previsto matinê no domingo (19). O tradicional evento será realizado no Parque de Exposições (Espaço Fecir) e terá praça de alimentação.

Jardim também terá programação para comemorar a data concentrando os eventos no Parque de Exposição, de 17 a 19, com entrada franca. O Jardim Folia promete diversão total, com premiação dos três melhores blocos (em animação e número de participantes), e a presença de bandas nacionais. Na primeira noite (17), se apresentam a Banda TG e a Banda Gera Samba (Bahia); no dia 18, Banda TG e djs, e no dia 19, a atração será o Renatinho da Bahia (ex-É o Tcham).

Nelson Cintra homenageia no Marco Histórico os precursores da Rota Bioceânica

Cintra disse, emocionado, que a placa simboliza mais que um registro da passagem da comitiva sul-mato-grossense e presta uma homenagem àqueles que, como ele, sonharam com a integração latino-americana e nesse ambicioso projeto do corredor comercial interligando os oceanos Atlântico e Pacífico

Um dos protagonistas do Corredor Bioceânico (Atlântico-Pacífico), integrando um movimento há mais de duas décadas pela integração da isolada fronteira de Mato Grosso do Sul com os países vizinhos, o prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra, registrou com uma placa comemorativa a viagem realizada entre nos dias 19 e 25 de novembro pela delegação de onze chefes do Executivo municipal de MS a Antofagasta, no Chile.

Foto Toninho Ruiz

No retorno da cidade portuária chilena, onde a comitiva de Mato Grosso do Sul participou do 2º Fórum Internacional do Corredor Bioceânico, o prefeito murtinhense colocou uma placa no marco histórico instalado em madeira da espécie quebracho no cruzamento das rodovias paraguaias que dão acesso ao Brasil, Argentina e Bolívia. O local é chamado de Cruzeiro Dom Silvio e o monumento registrou a primeira viagem dos sonhadores da rota, em 1996.

“Estamos vivenciando mais um momento histórico na efetivação desse sonhado corredor, que hoje está se tornando realidade graças ao comprometimento do Brasil e do Paraguai na construção da ponte internacional sobre o Rio Paraguai e na pavimentação da rodovia do chaco paraguaio no extremo das duas fronteiras (com o Brasil e Argentina)”, declarou o prefeito. “Finquei esse marco com grandes líderes latinos, como o hoje senador chileno Jorge Soria.”
Cintra disse, emocionado, que a placa simboliza mais que um registro da passagem da comitiva sul-mato-grossense e presta uma homenagem àqueles que, como ele, sonharam com a integração latino-americana e nesse ambicioso projeto do corredor comercial interligando os oceanos Atlântico e Pacífico. O marco, segundo ele, tem uma simbologia de união entre os povos latinos em prol do desenvolvimento da então esquecida fronteira Brasil-Paraguai.

Obra da ponte sobre o Rio Paraguai começa em janeiro

A área está sendo preparada e o consórcio binacional de construtores aguarda licença da Receita Federal para movimentação de equipamentos

A ponte internacional com vão suspenso em estilo estaiada sobre o Rio Paraguai, entre Porto Murtinho e a cidade paraguaia de Carmelo Peralta, está em construção dentro do cronograma de conclusão, prevista para dezembro de 2024, e em janeiro do próximo ano começa a obra do lado brasileiro, em trecho de Pantanal.

Obra da ponte sobre o Rio Paraguai começa em janeiro (Foto: Divulgação)

A área está sendo preparada e o consórcio binacional de construtores aguarda licença da Receita Federal para movimentação de equipamentos.

A gigantesca obra financiada pelo Paraguai, com recursos (R$ 575,5 milhões) da Itaipu Binacional, segue em ritmo acelerado e já muda a realidade do lado paraguaio, com expansão urbana de Carmelo Peralta. A travessia concretiza um sonho de décadas: a ligação rodoviária entre os oceanos Atlântico (Santos) e Pacífico (Chile), tornando Porto Murtinho o centro econômico da Rota Bioceânica e Mato Grosso do Sul em um hub logístico da América Latina.

A Rota Bioceânica vai encurtar em 8 mil km a distância percorrida pelos produtos brasileiros rumo ao mercado asiático, integrando Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. A ordem de serviço da ponte, que será implantada no km 1000 da Hidrovia do Paraguai e distante 7 km pelo rio ao norte de Porto Murtinho, foi dada no dia 13 de dezembro de 2021 pelo presidente paraguaio Mario Abdo Benitez, em ato na fronteira com a presença do governador Reinaldo Azambuja.

“A ponte tem um simbolismo muito forte ao garantir esse corredor ao Pacífico, que dará maior competitividade a Mato Grosso do Sul e a toda região Centro-Oeste, integrando definitivamente o bloco de quatro países não só economicamente, mas também na cultura e no turismo”, destaca o governador. “O Centro-Oeste exporta 68% de sua produção aos países asiáticos e a rota vai encurtar distâncias e reduzir o custo do frete em até 35%.”

O cumprimento da ponte foi redimensionado para 1.310 metros e terá largura de 20,10 metros e quatro pistas, com capacidade para absorver o fluxo esperado de movimentação diuturna de cargas e tráfego de veículos bitrem. Nas laterais, serão construídas passagem de pedestres e uma ciclovia. A movimentação intensa no canteiro da obra traduz a consolidação de um projeto em realidade: são 320 operários e dezenas de máquinas em operação.

Conforme o engenheiro Sebastião Ronquim, gerente de Planejamento do consórcio binacional, formado pelas empreiteiras Tecnoedill Construtora, do Paraguai, e Cidade Ltda e Paulitec Construções, do Brasil, em duas semanas o serviço será intensificado do lado brasileiro com a mobilização dos equipamentos e início da implantação da usina de concretagem. O consórcio depende da legalização aduaneira dos maquinários importados junto à Receita Federal.

“Estamos mobilizados para começar essa nova etapa da obra no início do próximo ano, o que será possível com o acesso aberto pelo Governo do Estado e pela prefeitura de Porto Murtinho para que possamos movimentar máquinas pesadas, como as perfuratrizes”, disse. “Aguardamos a legalização na parte de transporte dos equipamentos, enquanto estamos preparando uma balsa de apoio para iniciarmos a montagem do canteiro de obra”, adianta.

Do lado paraguaio, a fase da obra se concentra na fundação para implantação de 28 pilares com profundidade de até 54 metros, nas duas extremidades do rio. O vão central da ponte (parte estaiada) terá 350 metros sustentado por quatro pilares de 120 metros de altura, a 30 metros do nível do rio. A parte chamada convencional (vigas pré-moldadas) se estenderá por 361 metros do lado brasileiro e 300 metros no Paraguai, segundo o projeto.

O engenheiro Sebastião Ronquim explica que o vão central terá ainda uma estrutura (blocos) de apoio de 150 metros de cada lado do rio, com previsão de iniciar a montagem do “tabuleiro” (parte estaiada) com lançamento de vigas e aduelas e concretagem da lage, em meados do próximo ano. “Nessa fase de pico da obra estaremos trabalhando com 600 funcionários”, informa Ronquim, um paulista de 64 anos da Paulitec Construções.

Símbolo de integração continental, a estrutura sobre o Rio Paraguai se transformará também em um marco histórico, “um monumento”, como se expressa o engenheiro. A beleza arquitetônica e a iluminação cênica projetada vão chamar a atenção e a travessia se tornará um atrativo turístico. “Cada obra dessa grandeza tem uma história, mas é uma satisfação trabalhar em um projeto que vai tirar uma região importante e esquecida do isolamento”, diz.

Investimentos do Governo transformam realidade de Antônio João e região

O governador Reinaldo Azambuja enfatizou que, assim como em Antônio João, em muitos outros municípios a administração estadual vem investindo para melhorar a infraestrutura logística

Antônio João está dando um salto de desenvolvimento com investimentos em infraestrutura rodoviária e toda a região está sendo beneficiada. A implantação e pavimentação da rodovia MS-166 atende a Cabeceira do Apa, um dos distritos mais antigos de Mato Grosso do Sul e de grande potencial na agricultura e pecuária, interligando as rodovias MS-166, MS-270 e MS-382.

Governador foi vistoria a obra na rodovia MS-166 atende a Cabeceira do Apa Foto Chico Ribeiro

Com 23,76 quilômetros de extensão, a obra de R$ 31,8 milhões vistoriada nesta quinta-feira (14) pelo governador Reinaldo Azambuja soma-se à agenda de lançamento e inaugurações nas áreas de infraestrutura, educação, esporte e lazer e habitação.

A MS-166 é uma das principais rodovias da região de fronteira. Importante para o escoamento da produção agropecuária, a rodovia foi pavimentada pelo Governo do Estado no trecho que liga o município de Antônio João ao Distrito de Cabeceira do Apa.

O governador Reinaldo Azambuja enfatizou que, assim como em Antônio João, em muitos outros municípios a administração estadual vem investindo para melhorar a infraestrutura logística e assim aumentar a competitividade tanto dos produtores rurais como das indústrias.

O prefeito de Antônio João, Agnaldo Marcelo da Silva, conhecido como “Marcelo Pé”, destacou a importância do investimento. “A tão sonhada rodovia para Cabeceira do Apa, muitos produtores não acreditavam, mas hoje é uma realidade”.

MS-384 

E para alavancar a região de fronteira e contribuir com a Rota Bioceânica, o Governo do Estado investe R$ 92 milhões para restauração, adequação do tráfego e drenagem da MS-384, em um trecho de 67,2 quilômetros, de entroncamento com a MS-164 (Antônio João), passando pela BR-060.

MS-384 é uma das principais estradas que vai ligar a região com a Rota Bioceânica Foto Chico Ribeiro

“A obra é muito importante, pois a MS-384 é uma das principais estradas da região, que vai nos ligar inclusive com a Rota Bioceânica. Temos muitos caminhões com calcário que seguem para Bela Vista e Caracol”, destaca o prefeito “Marcelo Pé”.

Educação

Já no distrito de Campestre, na aldeia indígena, Reinaldo Azambuja assinou convênio de R$ 3,1 milhões para reforma e ampliação da Escola Municipal Indígena Tupã Í MBO Eroy Arandu Renõi e a cessão de uso da arena esportiva do Programa “MS Bom de Bola” (R$ 343.890,00).

Uma outra arena esportiva também foi entregue, mas em Antônio João. Com arquibancadas, luz de led e grama sintética, nos moldes da Arena Allianz Parque, em São Paulo, e da Arena da Baixada, em Curitiba, o Governo do Estado está entregando 117 arenas esportivas instaladas nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul.

Arena esportiva entregue, mas em Antônio João parte do Programa “MS+Esporte”

A ação faz parte do Programa “MS+Esporte”, lançado pelo governador Reinaldo Azambuja em outubro de 2021, em investimentos que somam mais de R$ 120 milhões.

Ainda em Antônio João, o governador Reinaldo Azambuja entregou 30 unidades habitacionais do programa FGTS Subsidiado do Loteamento Portal da Serra, autorizou licitação da pavimentação asfáltica, calçadas e meio-fio na Vila do Penzo e Vila Guarany e assinou a ordem de início de serviço da obra de reforma geral com acessibilidade da Escola Estadual Pantaleão Coelho Xavier.

O Loteamento Portal da Serra possui toda infraestrutura de água, esgoto, pavimentação, drenagem e rede elétrica e iluminação.

No valor de R$ 12 milhões, as pavimentações da Vila Penzo e da Vila Guarany fazem parte das demandas solicitadas pelo Município e que estão sendo atendidas pelo Governo do Estado.

Governador entregou em Antônio João 30 unidades habitacionais

A reforma geral da Escola Estadual Pantaleão Coelho Xavier, em Antônio João, será de R$ 6,159 milhões. O prazo para execução dos serviços é de 365 dias. Na unidade estão matriculados 831 alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental até o Ensino Médio.

Participaram das agendas em Antônio João ainda a diretora-presidente da Agehab, Maria do Carmo; o diretor-presidente da Fundesporte, Silvio Lobo; prefeitos da região, vereadores e secretários municipais, entre outras autoridades.

 

Com carta de intenções, Assembleia encerra Fórum Internacional

Brasil, Paraguai, Argentina e Chile se reuniram durante dois dias de evento do 1º Fórum Integração dos Municípios do Corredor Bioceânico, realizado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores e Governo do Estado, para discutir demandas que a Rota Bioceânica trará ao ligar o Atlântico ao Pacífico, em um trajeto para facilitar o comércio da América do Sul com os países asiáticos.

O Fórum, que também contou com o apoio da Frente Parlamentar Internacional do Corredor Bioceânico e a Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), reuniu autoridades, empresários e imprensa dos quatro países que integram a Rota Bioceânica, como um passo para concretização desse projeto que visa fomentar acordos comerciais, diminuir burocracias e discutir obras que ampliem o desenvolvimento das cidades pelas quais o corredor dará maior agilidade de escoamento às exportações, como também às importações.

Evento ocorreu em 26 e 27 de maio, em Campo Grande – Crédito: Wagner Guimarães/ALMS

As primeiras são a conclusão da ponte Porto Murtinho/Carmelo Peralta, que interliga um eixo rodoviário de 2.254 km e a obra de finalização do último trecho rodoviário da Transchaco (354km), no prazo de dois anos e meio. Este compromisso foi firmado na Carta de Campo Grande, um documento de intenções que reuniu as contribuições do Fórum e foi apresentada pelo presidente da ALEMS, deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB), ao final do evento.

Na Carta, que será enviada ao Congresso Nacional, está escrito que “a Assembleia buscou empreender um esforço conjunto de promoção do Corredor Bioceânico que contemplou diversos campos da atividade econômica”, como o comércio, turismo, cultura. E que “o Corredor Rodoviário Bioceânico deve gerar novos fluxos de comércio, serviços e investimento, tornando Mato Grosso do Sul um grande centro nacional e regional de distribuição de carga”. E ainda que impactará significativamente na competitividade, “isso porque, para o escoamento da produção serão necessários de 12 a 14 dias a menos do que nas rotas tradicionais via Canal do Panamá ou Estreito de Magalhães”.

Para o presidente Paulo Corrêa o evento foi um sucesso. “Estamos ligando nações irmãs e Porto Murtinho que era fim de linha passa a ser o início de uma nova fronteira, um grande ponto de negócios. Vai permitir uma janela de oportunidades. Quero agradecer a todos que vieram e a Assembleia Legislativa fez inovação. Estou feliz em estar à frente da Mesa Diretora, mas todos os 24 deputados estão a serviço dos sul-mato-grossenses para promoção política em cima desse projeto que integra e une em várias coisas boas, que vai beneficiar não só nosso estado, mas todo o Brasil”, disse o presidente.

Em nome da Frente Parlamentar Internacional da Rota Bioceânica. o senador Nelsinho Trad (PSD) parabenizou pelo evento. “Com certeza solidificou e estruturou a Frente Parlamentar que vai ter a missão de replicar nos países a importância da Rota Bioceãnica. Foi feito um debate muito importante, no horizonte de médio e longo prazo, para identificação de problemas e quais são as resoluções. Esse Fórum não acaba aqui, várias forças estão unidas e vai ter nova edição, ainda com data a ser marcada, mas provavelmente no Chile que já demonstrou interesse. Quero agradecer a todos que vieram, deixaram o trabalho e famílias, marcamos história”, ressaltou o senador.

Destaques

A assinatura de convênios foi destaque na primeira manhã de evento. Os quatro países firmaram a troca de informações sobre produção, resultados de estudos técnicos, firma o encontro permanente entre autoridades dos países, cooperações em projetos, planos de execução e seguimento, expressa o interesse em estudos para utilização do turismo ferroviário, visa estabelecer contatos comerciais, financiamentos multilaterais, entre outros. Saiba mais vendo os convênios na íntegra clicando aqui e aqui.

Sete painéis foram realizados durante os dois dias de eventos, com mais de 70 palestras. Logística do Corredor Bioceânico foi o destaque no Painel I, que trouxe, por exemplo, a informação de que uma carga parada em Santos (BR) pode ficar até 18 dias a mais do que em Antofagasta (Chile). O transporte ferroviário também foi tema de painel para a melhoria do escoamento da produção, assim como discutiram o potencial econômico das regiões em que a Rota passará.

O evento também debateu experiências locais, com participação online de empresários e pôs Mato Grosso do Sul foi considerado ponto estratégico para a Rota Bioceânica, assim como a união parlamentar transacional será peça-chave para o sucesso dos novos acordos comerciais. Isso foi destacado pelo ministro João Carlos Parkinson de Castro, coordenador nacional do Corredor Rodoviário Bioceânico. “É preciso que os parlamentares construam uma agenda que valorize a fronteira e repensem suas especificidades”, destacou o ministro. Da mesma forma, o embaixador Carlos Alberto Franco França, ministro de Estado das Relações Exteriores, disse que é preciso harmonizar normas que permitam o livre trânsito. “O mundo de hoje exige competitividade, isso exige uma logística muito completa e o Mato Grosso do Sul está vocacionado para isso”, ressaltou França.