O governador Eduardo Riedel participa nos dias 13 e 14 de abril, em Salta, na Argentina, do 3º Fórum dos Territórios Subnacionais do Corredor Bioceânico, que terá como eixos principais o tratado de logística e transporte, obras públicas, comércio e procedimentos fronteiriços. Ele é o único governador brasileiro que vai participar do evento internacional.
Para o governador o evento fortalece os interesses comuns dos países (Foto: Álvaro Rezende)
O encontro vai reunir governadores dos estados subnacionais dos quatro países que integram a Rota Bioceânica (Argentina, Brasil, Chile e Paraguai), além de representantes de Relações Exteriores, prefeitos, reitores de universidades e membros de Câmaras e entidades empresariais. A rota bioceânica facilitar o escoamento de produtos sul-mato-grossense e do restante do País para China, por meio do Oceano Pacífico. O corredor ainda vai fortalecer a relação dos países do Mercosul com o mercado asiático.
Para o governador o evento fortalece os interesses comuns dos países (Argentina, Brasil, Paraguai e Chile) por onde vai passar a Rota Bioceânica. “Precisamos alinhar ações no sentido de garantir o crescimento econômico regional, considerando o turismo, as culturas e a sustentabilidade ambiental”, afirma Riedel.
Em fevereiro, o governador esteve em Brasília para garantir o avanço nas obras da ponte que vai ligar o município de Porto Murtinho à cidade paraguaia de Carmelo Peralta e que compõe a Rota Bioceânica.
“A ponte sobre o Rio Paraguai é um projeto prioritário de nosso governo e essas questões envolvendo o acordo entre os dois países são fundamentais para o avanço das obras, por isso acompanhamos de perto. Seguimos agora na viabilização dos recursos necessários para a construção do acesso rodoviário até a ponte, a fim de que as duas obras tenham o mesmo cronograma de conclusão”, disse à época o governador.
Os prefeitos de Porto Murtinho, Nelson Cintra, e de Jardim, Clediane Matzenbacher, participam em Salta (Argentina), nos dias 13 e 14 de abril, do 3º Fórum dos Territórios Subnacionais da Rota Bioceânico. Os dois municípios fazem parte do corredor Atlântico-Pacífico, que está sendo implementado com obras de infraestrutura rodoviária e legislação alfandegária para integrar o Brasil com Paraguai, Argentina e Chile.
O prefeito Nelson Cintra foi um dos protagonistas do movimento que se iniciou na metade da década de 1990
Portal da Rota Bioceânica, Porto Murtinho, situado na fronteira com o Paraguai, se tornará o centro comercial da integração física dos quatro países, com perspectivas de se transformar em novo polo de desenvolvimento de Mato Grosso do Sul – o novo Canal do Panamá. A 6 km da cidade, na fronteira com Carmelo Peralta, está sendo construída pelo governo paraguaio a ponte de 1.300 metros sobre o Rio Paraguai, com previsão de conclusão em 2024.
Sonho antigo
O prefeito Nelson Cintra foi um dos protagonistas do movimento que se iniciou na metade da década de 1990 e avançou nos últimos anos com o compromisso do Paraguai de pavimentar 500 quilômetros da Ruta 15, cortando a região do Chaco até Pozo Hondo, na Argentina, e construir a ponte da integração (com recursos da Itaipu). O Paraguai já pavimentou 277 quilômetros da rodovia e iniciou recentemente o segundo trecho, a ser concluído em dois anos.
“Abrimos picada pelo Chaco para o primeiro encontro, realizado onde hoje está o Cruzeiro Dom Silvio, o marco histórico desse grande projeto que cobre parte importante da Zona de Integração do Centro-Oeste da América do Sul (ZICOSUR)”, afirma o prefeito murtinhense. “O marco da integração é formado por cinco pilares, que representam o Brasil, Paraguai, Argentina, Bolívia e o Chile, onde hasteamos as nossas bandeiras em um grande ato.”
Em novembro do ano passado, ao integrar uma comitiva de prefeitos de Mato Grosso do Sul que participou de um fórum sobre a Rota Bioceânica em Antofagasta (Chile), Cintra passou pelo Cruzeiro Dom Silvio, situado a 50 quilômetros da fronteira do Paraguai com a Argentina, e registrou a viagem com uma placa. “Fincamos esse marco com grandes líderes latinos, como o hoje senador chileno Jorge Soria, e passados 28 anos esse ambicioso projeto é uma realidade”, disse.
Turismo em pauta
O 3º Fórum dos Territórios Subnacionais de Capricórnio ou Corredor Bioceânico, em Salta (distante 1.500 quilômetros de Porto Murtinho), reunirá representantes dos quatro países que compõe o corredor, dentre os quais o governador Eduardo Riedel, de Mato Grosso do Sul. Serão discutidos assuntos relacionados a este projeto, sua abrangência e benefícios para a região, além da realização de uma rodada de negócios em logística e comércio.
Os eixos do encontro são: comércio exterior e procedimentos (aduana) de fronteira, obras públicas, logística e transporte, rede de universidades e turismo. Outro tema será a revalorização das cadeias de valor e dos ecossistemas regionais ao longo da zona. O prefeito de Porto Murtinho participará do fórum acompanhado da primeira-dama, Maria Lucia Barbosa Ribeiro, e do presidente do Conselho Municipal de Turismo, empresário Marco Aurélio Santos.
O ritmo da fronteira que traduz a miscigenação cultural de Mato Grosso do Sul estará presente, de 13 a 23 de janeiro, na 32º Fiesta Nacional do Chamamé, 18° Festival do Chamamé do Mercosul e na 2ª Fiesta Mundial, que acontecerão no Teatro Mário Del Trànsito Cocomarola, em Corrientes, Argentina.
O megaevento reunirá as maiores expressões do cancioneiro argentino Foto Chico Ribeiro
Estarão representando o Estado a dupla Castelo e Elinho Filho, Jakeline Sanfoneira, Rivair, Rivamar & Grupo Desparramo e Desidério Souza, os quais tiveram participação brilhante no 1º Festival Internacional do Chamamé de Porto Murtinho, realizado em novembro do ano passado pela prefeitura local com apoio do Governo do Estado.
Jakeline Sanfoneira teve participação brilhante no 1º Festival Internacional do Chamamé de Porto Murtinho representará MS na Argentina Foto Chico Ribeiiro
Denominado “Chamamé para um Novo Mundo”, o megaevento reunirá as maiores expressões do cancioneiro argentino na música e na dança, com participação pela primeira vez de Mato Grosso do Sul. A presença do Estado foi definida em viagem do presidente do Instituto Cultural Chamamé MS, Orivaldo Mengual, a Corrientes, no mês de outubro passado.
Como participar
O Instituto Cultural Chamamé de MS, o programa A Hora do Chamamé e o Chamamé MS Produções estão organizando uma excursão para a Capital Mundial do Chamamé, em viagem de ônibus, com extensa programação cultural e turística, que inclui visitas ao Museu do Chamamé e passeios a monumentos históricos.
O roteiro da excursão está definido, com saída para Corrientes no dia 11, às 23h, em frente a Praça do Rádio Clube, e retorno nos dias 17 ou 21. Os pacotes já estão à venda, incluindo apenas a passagem de ônibus ou todas as despesas da viagem – translado, hospedagem, passeios com guia de turismo e acesso ao local dos shows.
Theo Hernández marcou o primeiro gol da partida logo aos 4 minutos do primeiro tempo e Kolo Muani ampliou
Nesta quarta-feira (14), o mundo parou para assistir ao jogo entre a surpreendente seleção de Marrocos contra a França, uma das favoritas ao título da Copa do Mundo, na semifinal do torneio. E os franceses saíram vencedores e classificados para enfrentar a Argentina na decisão.
Theo Hernández comemora seu gol abraçando Mbappé – Buda Mendes (Getty Images)
Theo Hernández abriu o placar para a França logo no começo da partida, com 4 minutos de primeiro tempo. Depois de mais alguns minutos de pressão, com direito a bola na trave de Giroud, a seleção marroquina reagiu e passou a criar as melhores oportunidades do jogo.
El Yamiq chegou a carimbar, de bicicleta, a trave francesa, depois de defesa do goleiro Hugo Lloris. Na segunda etapa, os marroquinos também chegaram mais vezes, mas não conseguiram empatar a partida. Aos 35 minutos, Kolo Muani aproveitou desvio após chute de Mbappé e ampliou, dando números finais à partida.
Com a vitória, a França chega à sua segunda final consecutiva de Copa do Mundo e, dessa vez, enfrentará a Argentina na grande decisão, onde Messi e Mbappé se enfrentarão. Marrocos, por sua vez, disputará o 3º lugar do Mundial com a Croácia.
Hermanos não tiveram dificuldade para superar o algoz do Brasil; agora, esperam por França ou Marrocos
Parecia o mesmo roteiro do jogo do Brasil. A Croácia controlava no meio-campo, trocava passes, dominava a partida de intermediária à intermediária. Lionel Scaloni havia encorpado o meio-campo com Paredes e formou uma linha diante da área (vou resistir à tentação de dizer que era uma parede). Pela direita, De Paul, pela esquerda MacAllister, no meio Enzo Fernández e Paredes.
Messi comemora com Álvarez, que fez dois Jack Guez / AFP
A Croácia vai bem até passar o grande círculo. Quando chega no ataque, falta. Kramaric tem uma fração de segundo de delay em relação ao time. No alto nível, isso significa que ele toca sempre na hora errada bola. Pasalic, que deveria estar com ele ou próximo, estava perdido no meio da marcação. E Juranovic, o lateral-direito que parecia um Carlos Alberto Torres croata na sexta-feira, quase criou raiz na defesa.
Só que, mesmo com essa dificuldade, a Croácia atingia seu objetivo, de amornar o jogo. Tanto que a torcida havia elevado o tom aos 10, cantando “Diego, Diego”, em homenagem a Maradona, e foi baixando, baixando, baixando o seu tom até que ficou só o argentino do bumbo. Algo até meio sorumbático para uma semifinal da Copa.
Só que se a estratégia de Zlatko Dalic era tirar a temperatura, a de Lionel Scaloni era a de esperar um vacilo dos croatas na troca de passes irritante deles. Modric, Brozovic e Kovacic parecem conectados na mesma rede de wi-fi. Estão sempre no mesmo ambiente, sempre se encontram. Aos 11, Brozovic errou. Mac Allister pensou em arrancar e foi derrubado. Logo depois, Lovren cabeceou a bola e a cabeça de Romero e Otamendi. Os dois ficaram caídos, e Lovren saiu com ar de quem comandava o jogo.
A torcida atrás de Dibu Martínez manjou a tática dos croatas e começou a cantar a pleno “Vamos, vamos, Argentina, vamos, vamos a ganhar”. O time respondeu. Enzo chutou de fora da área e obrigou Livakovic a salvar em dois tempos. Os argentinos trocaram a música nas cadeiras do Lusail, e o time aumentou a rotação. A Croácia escapou em lance individual de Kovacic. Foi preciso derrubar Kramaric para evitar o pior. O jogo estava equilibrado. Modric, aos 30, fez jogada individual e levantou aplausos.
Só que, três minutos depois, o mesmo Modric não interceptou o lançamento de Enzo. A bola chegou a Álvarez. Livakovic, o algoz dos brasileiros, saiu açodado e derrubou o atacante. Pênalti. Messi bateu forte, no alto. Sem chance. Era o 1 a 0.
O gol deu tilt nos croatas. Eles saíram para o ataque. Só que se esqueceram que não tem ataque. A Argentina esperou novo erro. E ele veio rapidamente. Álvarez se antecipou a um croata e arrancou da intermediária. Tocou e recebeu antes da linha do meio-campo. Dali, parou no gol. Parecia uma dessas caminhonetes que aceleram nas autobans aqui de Doha. Era o 2 a 0. Zlatko Dalic passou a mão na cabeça, ajustou a franja dividida ao meio, muito anos 1980, e certamente concluiu que seu plano tinha ido parar no meio do mar azul do Golfo Pérsico. Sem boia.
Dalic voltou com Orsic Vlasic nos lugares de Pasalic e Sosa. Aos cinco, trocou o volante Brozovic por Petkovic, o grandalhão do gol no Brasil. Passou a jogar com três na frente e a conceder espaços. A Argentina pegava a bola e trocava passes, encontrava espaços. Messi, aos 12, fez grande jogada, tabelou e chutou em cima de Livakovic. Aos 16, Scaloni decidiu fechar. Tirou Paredes e colocou Lisandro Martínez. Montou linha de cinco na defesa. Se defendia com ainda mais solidez, vigiava bem a bola aérea para Petkovic e, quando saía, liberava os laterais.
Só que, além dessa organização e da fibra, a Argentina tem um gênio. Aos 25, a bola veio da lateral. Álvarez fez o pivô e tocou para ele na direita. Ele foi para cima de Gvardiol. Pobre do guri. Aos 20 anos, Gvardiol aprendeu que, com Messi, ou tira a bola, ou faz a falta. Messi driblou, deu meia volta e, quando o croata de 1m85cm deu o bote, ele girou em direção ao fundo. Cruzou para Álvarez fazer 3 a 0. Cinco minutos depois, Scaloni já começou a tratar da final. De Paul, a alma desse time, e Álvarez saíram para Exequiel Palacios e Dybala, estreante na Copa.
Faltando 10 minutos para o final, Dalic trocou Modric por Majer, 24 anos, um clone seu (na aparência). Era a senha de que tudo tinha acabado para a Croácia. A torcida argentina, então, entoou com vigor: “Muchaaaaaaaacho, volvemos a nos ilusionaaaaaar”. Essa é a música mais ouvida aqui em Doha. No elevador, no metrô, nos restaurantes, nos Starbucks que parecem onipresentes em West Bay. Quando ela não está sendo cantada por alguém, é você que acaba cantando, de tão automático que se tornou. Assim, será até domingo (18), dia da final aqui neste mesmo Lusail. Eles voltaram a se ilusionar e vão buscar mesmo a terceira.
Craques se enfrentam no que pode ser último duelo entre os dois por seleções
Nesta terça-feira, Argentina e Croácia se enfrentam pela semifinal da Copa do Mundo, às 16h (horário de Brasília). Além do confronto entre duas grandes seleções, os olhos dos torcedores estarão voltados para os dois principais personagens da partida: Lionel Messi, um dos maiores jogadores da história, e Luka Modric, o maior croata que o futebol viu.
Modric e Messi ldieram suas seleções na Copa do Mundo (ALFREDO ESTRELLA, NELSON ALMEIDA / AFP)
Na história dos dois, o duelo entre suas seleções também possui um gosto especial. Em 2006, as equipes se enfrentaram pela terceira vez na história após partidas em 1994 e 1998. O amistoso marcou a estreia de Modric pela Croácia e também foi quando Messi fez seu primeiro gol com a camisa Albiceleste.
Na época, o camisa 10 da Argentina vestia a número 19 e era tratado como uma das maiores joias do futebol após um início promissor com o Barcelona. Do outro lado, o meia do Dínamo Zagreb ganhava sua primeira chance na Croácia aos 21 anos antes de arrebentar pelo Tottenham e Real Madrid.
Depois de 12 anos, os craques voltaram a se reencontrar com suas seleções, mas não em um amistoso. Em 2018, Argentina e Croácia estavam no mesmo grupo da Copa do Mundo. Só o meia do Real Madrid tem lembranças positivas da impiedosa vitória por 3 a 0 dos europeus sobre os sul-americanos.
Marcada por contextos diferentes, a trajetória de Lionel Messi e Luka Modric os colocou frente a frente novamente pela terceira vez no que deve ser a última Copa do Mundo dos craques. Um capítulo do futebol está próximo de se encerrar, mas os torcedores devem desfrutar do embate até o último minuto possível.
Empurrados pela torcida, argentinos venceram por 2 a 0, gols de Mac Allister e Julián Álvarez; Polônia avançou graças a gol da Arábia no fim contra o México
A noite de Copa do Mundo nesta quarta-feira (30) no Catar foi de festa, tensão, nervosismo e cálculos. Muitos cálculos. No Estádio 974 pintado em alviceleste, a Argentina deixou a desconfiança de lado, atropelou uma medrosa Seleção Polonesa por 2 a 0 e avançou às oitavas de final como líder do Grupo C. Messi perdeu um pênalti no primeiro tempo, mas Mac Allister e Julián Álvarez fizeram os gols da vitória no segundo.
Derrotada em Doha, a Polônia também se classificou. E foi no sufoco. No outro jogo da chave, o México venceu a Arábia Saudita por 2 a 1 e igualou os quatro pontos dos poloneses. No entanto, os poloneses ficaram com um a mais de saldo e se classificaram.
Jogadores da Argentina vibrando com gol de Mac Allister Foto: ANDREJ ISAKOVIC / AFP
Nas oitavas de final, a Argentina vai enfrentar a Austrália, segunda colocada do Grupo D. A partida está marcada para este sábado (3), às 16h (de Brasília), no Estádio Ahmed Bin Ali, em Al Rayyan.
Já a Polônia medirá forças com a atual campeã França. O jogo será às 12h deste domingo (4), no Estádio Al Thumama, em Doha.
Domínio argentino
O som ritmado da percussão ditava a cadência das palmas e das vozes. Desta vez, as arquibancadas emanavam apoio desde o minuto inicial. A tensão que fez os argentinos por vezes se calarem nos momentos de dúvida na vitória contra o México, no último sábado (26), parecia não existir.
Com os braços erguidos, os torcedores alvicelestes entoaram cantos para empurrar a seleção, provocar o Brasil e homenagear os “pibes das Malvinas”, na mais sangrenta guerra da história do país.
E a intensidade da torcida se fez refletir em campo. Foram os melhores 45 minutos da Scaloneta na Copa do Mundo.
Dominante, objetiva e impositiva, a Argentina encurralou a Polônia no campo de defesa adversário. Messi, Álvarez, Fernández, Acuña e De Paul tomaram conta do jogo e protagonizaram a hegemonia hermana ao longo de todo o primeiro tempo.
De forma natural, a superioridade logo se transformou em oportunidades de gol. Muitas. Álvarez, Messi e Acuña levaram perigo à meta defendida por Szczesny, mas pararam ora no goleiro polonês, ora na falta de pontaria.
O clímax foi aos 37 minutos, quando o VAR sugeriu penalidade máxima do arqueiro em Messi. Na cobrança, Szczesny fez uma defesaça para impedir o que seria o terceiro gol do camisa 10 argentino no Catar – lamentação da maioria argentina nas arquibancadas e mesmo nas tribunas de imprensa do 974.
Minutos se passaram até que os argentinos que se aglomeravam atrás do gol de Dibu Martínez – mero observador do jogo na metade inicial – começassem a saudar o “rei” Messi, em mais uma demonstração de apoio ao craque e à seleção. E o ritmo ofensivo continuou, como se não tivesse sofrido um baque com o lance anterior.
Gols, alívio argentino e tensão polonesa
Na volta para a etapa final, não deu nem tempo para o nervosismo tomar conta dos argentinos. Com menos de dois minutos, heróis improváveis apareceriam para salvar a noite.
Num time com Messi, Di María e tantos outros nomes experientes, foi o jovem Mac Allister, de 23 anos, quem desviou para as redes o cruzamento de Molina e abriu o placar. Ele, que até pouco tempo nem era titular da equipe.
Mesmo com o gol argentino, a dinâmica do jogo não mudou. Afinal, a derrota por 1 a 0 de diferença ainda não eliminava a Polônia.
Na outra partida da chave, o México vencia a Arábia Saudita também por 1 a 0 e igualava a pontuação polonesa, mas ficava atrás no saldo. Pouco depois, os mexicanos fizeram o segundo – cenário ainda positivo para os europeus.
A situação polonesa se tornou mais tensa aos 23 minutos, quando Julián Álvarez marcou um golaço para a Argentina: 2 a 0.
Nesse cenário, Polônia e México estavam empatados em pontos (quatro), saldo (zero) e gols marcados (dois). O confronto direto terminou 0 a 0.
A decisão, então, estava indo para o número de cartões. Mas, no fim, a Arábia Saudita diminuiu contra o México e garantiu a vaga polonesa nas oitavas.
Nos minutos finais, a Argentina ainda perdeu uma série de gols – para suspiros dos poloneses. Assim que soou o último apito, jogadores das duas seleções comemoraram a classificação: uns com alegria, outros com alívio.
POLÔNIA 0 X 2 ARGENTINA
Polônia Szczesny; Cash, Glik, Kiwior e Bereszynski (Jedrzejczyk, aos 27′ do 2ºT); Bielik (Szymanski, aos 17′ do 2ºT), Krychowiak (Piatek, aos 38′ do 2ºT), Zielinski e Frankowski (Kaminski, no intervalo); Swiderski (Skoras, no intervalo) e Lewandowski Técnico: Czeslaw Michniewicz
Argentina Dibu Martínez; Molina, Romero, Otamendi e Acuña (Tagliafico, aos 14′ do 2ºT); De Paul, Enzo Fernández (Pezzella, aos 34′ do 2ºT) e Mac Allister (Almada, aos 38′ do 2ºT); Álvarez (Lautaro Martínez, aos 34′ do 2ºT), Di María (Paredes, aos 14′ do 2ºT) e Messi Técnico: Lionel Scaloni
Motivo: terceira rodada do Grupo C da Copa do Mundo Local: Estádio 974, em Doha, no Catar Data e horário: quarta-feira, 30 de novembro de 2022, às 16h (de Brasília)
Gols: Mac Allister, aos 2′, e Julián Álvarez, aos 23 minutos do 2ºT (ARG) Cartões amarelos: Krychowiak, aos 33′ do 2ºT (POL); Acuña, aos 4′ do 2ºT (ARG)
Árbitro: Danny Makkelie (Holanda) Assistentes: Hessel Steegstra (Holanda) e Jan De Vries (Holanda) VAR: Pol Van Boekel (Holanda)
Argentina e Polônia jogam em busca de vaga nas oitavas de final
Esta quarta-feira 30 reserva um encontro de estrelas para os amantes de futebol que acompanham a Copa do Catar. A partir das 16h (horário de Brasília), o Estádio 974 será palco do confronto da Argentina de Lionel Messi e da Polônia de Robert Lewandowski, partida válida pela terceira rodada da fase de grupos do Grupo C e que decidirá o destino destas equipes na competição.
Encontro entre Messi e Lewandowski é o destaque da Copa de hoje (Foto: Reuters)
Os hermanos dependem apenas de suas próprias forças para avançarem, basta que vençam para se garantirem nas oitavas. Após o triunfo sobre o México no último sábado 26, a Argentina chega motivada para a partida de hoje.
Já a equipe de Robert Lewandowski vem de triunfo sobre a Arábia Saudita, o que lhe garantiu a liderança da chave. Com quatro pontos conquistados, os poloneses precisam de apenas um empate para avançarem.
No mesmo horário e grupo, Arábia e México medem forças no Estádio de Lusail. A seleção mexicana não depende só de si para avançar, pois, ocupando a lanterna do Grupo C com apenas um ponto, terá que superar os sauditas e torcer por uma vitória da Polônia no outro jogo. Se a Argentina vencer ou der empate, o México terá que tirar a diferença no saldo de gols. Já a Arábia tem uma situação mais simples para avançar às oitavas, precisa apenas de uma vitória simples.
Mais cedo, a partir das 12h, começará a ser definida a classificação final do Grupo D, com a atual campeã França pegando a Tunísia no Estádio Cidade da Educação e Austrália e Dinamarca medindo forças no Estádio Al Janoub.. Os franceses chegam ao seu compromisso com 100% de aproveitamento até aqui e já classificados. Já os tunisianos, com apenas um ponto, têm uma pequena possibilidade de avançar, e para isto precisam bater a França e torcer para que a Austrália não supere a Dinamarca.
Os australianos, por sua vez, tem situação muito cômoda, pois dependem apenas de si. Basta que vençam. Os dinamarqueses, por sua vez, precisam vencer, mas com um saldo de gols melhor do que o dos tunisianos.
Albiceleste perdeu invencibilidade de 36 partidas no Qatar
A Arábia Saudita surpreendeu o mundo do futebol ao derrotar a Argentina por 2 a 1 na estreia na Copa do Mundo. Sem criatividade, a Albiceleste abriu o placar com Messi através de um pênalti polêmico, mas sofreu uma virada na segunda etapa com gols de Alshehri e Aldawsari.
Arábia Saudita surpreende e vence a Argentina na estreia da Copa do Mundo (Odd ANDERSEN / AFP)
ARBITRAGEM TRABALHOU Na primeira etapa, Lionel Messi abriu o placar para a Argentina com a marcação de um pênalti sobre Leandro Paredes, que foi agarrado na grande área, em uma cobrança de escanteio. A Albiceleste aproveitou uma linha alta da Arábia Saudita e balançou as redes outras três vezes, mas os gols foram anulados ou pelo bandeirinha ou pela tecnologia do impedimento.
VEXAME ARGENTINO Nos dois primeiros ataques da Arábia Saudita na segunda etapa, a equipe de Hervé Renard virou a partida com gols de Alshehri e Aldawsari, que fez linda jogada e finalizou sem chances para Martínez. O técnico Lionel Scaloni buscou mexer no time, mas não conseguiu ter o sucesso esperado.
Messi marcou gol, mas não evitou derrota da Argentina (Glyn KIRK / AFP)
FEITO HISTÓRICO Essa é a primeira vez que a Arábia Saudita vence a Argentina na história. Nos quatro confrontos anteriores, a Albiceleste havia vencido dois jogo e empatado outros dois. Além disso, a equipe de Lionel Scaloni perdeu uma invencibilidade de 36 partidas e não igualou o feito da Itália de Roberto Mancini, que atingiu uma marca de 37 jogos sem ser derrotada.
FICHA TÉCNICA ARGENTINA 1 X 2 ARÁBIA SAUDITA
Estádio: Lusail, Doha (QAT) Data e hora: 22 de novembro de 2022, às 7h (de Brasília) Árbitro: Slavko Vincic (ESL/FIFA) Assistentes: Tomaz Klancnik (ESL/FIFA) e Andraz Kovacic (ESL/FIFA) Árbitro de vídeo: Paulus van Boekel (HOL/FIFA)
Cartão amarelo: Abdulelah Almalki (SAU), Ali Albulayhi (SAU), Saud Abdulhamid (SAU) e Mohammed Alowais (SAU) Cartão vermelho: Não houve
ARGENTINA (Técnico: Lionel Scaloni)
Emiliano Martínez; Nahuel Molina, Cristian Romero (Lisandro Martínez, 13′, 2ºT), Nicolás Otamendi e Nicolás Tagliafico (Marcos Acuña, 25′, 2ºT); Leandro Paredes (Enzo Fernández, 13′, 2ºT), Rodrigo de Paul, Papu Gómez (Julián Álvarez, 13′, 2ºT); Lionel Messi, Lautaro Martínez e Ángel Di María
ARÁBIA SAUDITA (Técnico: Hervé Renard)
Mohammed Alowais; Saud Abdulhamid, Hassan Altambakti, Ali Albulayhi e Yasser Alshahrani (Mohammed Alburayk, 53′, 2ºT); Abdulelah Almalki, Mohammed Kanno e Salman Alfaraj (Nawaf Al Abed, 48′, 1ºT); Feras Albrikan, Saleh Alshehri (Sultan Al-Ghannam, 32′, 2ºT) e Salem Aldawsari
No Morro do Dendê, na Ilha do Governador, o azul e branco tomaram conta da favela, com direito a homenagem a Diego Maradona
O Morro do Dendê, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio de Janeiro, foi pintado com as cores da seleção da Argentina para a Copa do Mundo. Tanto as paredes como as ruas por onde passam os carros e os moradores ganharam o azul e o branco. O vídeo repercutiu nas redes sociais.
Nas imagens que circulam nas redes sociais, é possível ver diversas homenagens aos “Hermanos”, como pinturas dos ídolos argentinos Diego Maradona e Lionel Messi, bandeirinhas azuis e brancas e a bandeira do país nas paredes da favela.
A comunidade está decorada em alusão aos maiores rivais da Seleção Brasileira em homenagem ao baile da Argentina promovido na localidade. Apesar disso, outros pontos da comunidade estão decorados com as cores do Brasil.
A estreia da seleção argentina na Copa do Mundo está marcada para esta terça-feira, às 7h (horário de Brasília), contra a Arábia Saudita, no estádio Lusail.