Em motel, integrante de facção reage à prisão e morre em confronto com a polícia

O delegado Erasmo Cubas disse que o rapaz era do estado do Pará, onde tinha envolvimento com roubo

Morto em confronto com a Polícia Civil ontem à tarde (3) em um motel de Dourados, Luiz Eduardo Santos Leal, de 22 anos, era envolvido com tráfico de drogas e estaria a serviço de uma facção, informou o delegado Erasmo Cubas, chefe do SIG (Serviço de Investigações Gerais).

Luiz Eduardo estava em um motel da cidade (Foto: Cido Costa )

Desde a adolescência, o rapaz também esteve envolvido em casos de assalto. Além da extensa ficha criminal do passado, Luiz Eduardo também era procurado por dupla tentativa de homicídio, ocorrida na semana passada no bairro Izidro Pedroso, contra dois cunhados, e também por fuga de cerco feito pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) na região de Rio Brilhante.

O delegado também que o rapaz era do estado do Pará, onde tinha envolvimento com roubo e estava em Dourados a serviço de uma facção criminosa do estado do Mato Grosso.

Ainda segundo o delegado, a equipe que fez o cerco no motel escutou Luiz conversando no telefone sobre “dominar o crime na região”. Ao anunciarem a presença no local, os policiais foram recebidos à bala pelo rapaz.

Luiz Eduardo chegou a ser socorrido ao Hospital da Vida, mas não resistiu.

Grupo tentava se esconder após executar jovens ‘sem aval’ de membros de facção

Apuração do SIG (Setor de Investigações Gerais) com base em depoimentos colhidos na quarta-feira (28), indicam que José da Silva Câmara, 23, e Caio Henrique de Oliveira, 21, podem ter sido executados sem a aprovação de uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios.

As sete pessoas presas ontem estavam escondidas em uma casa com objetivo de fugir da polícia e também de membros da facção criminosa, segundo informações concedidas pelo delegado do SIG de Dourados, Erasmo Cubas.


Os corpos foram encontrados amarrados e jogados em cova rasa na região da Pedreira – Crédito: Divulgação

“O grupo estava escondido para evitar ser encontrado tanto pela polícia como por outra cúpula do grupo criminoso que não teria concordado com a execução”, disse.

Ele explicou ainda que os acontecimentos tiveram início após uma briga em uma residência no bairro Estrela Porã, na região Sudoeste de Dourados.

“O motivo do homicídio é que esses rapazes tinham que ser executados porque eles teriam entrado na casa de um casal que estaria brigando, ou não, e ali teria acontecido uma algazarra. O rapaz da casa se diz protegido por facção criminosa e pediu uma ajuda”, detalhou Cubas.

Porém, a facção não teria concedido aval ao grupo para que o grupo cometesse a execução.

A princípio, José e Caio haviam sido sequestrados na noite do dia 23 de dezembro para receberem um “corretivo”, expressão usada pelos envolvidos no duplo homicídio durante as oitivas realizadas nessa quarta-feira (29) na sala do SIG.

Um dos jovens estava em Campo Grande e determinou as ações por telefone. Ele chegou a Dourados e preso na residência, com os demais suspeitos.

O delegado disse ainda que quatro pessoas estão diretamente envolvidas na execução e ocultação de cadáver, além de tráfico de drogas e posse de arma de fogo.

Os demais devem responder por favorecimento pessoal, tráfico de drogas e posse de arma de fogo e munições encontrados na casa.

Informações preliminares da perícia indicam que Caio e José foram sequestrados no dia 23 de dezembro, torturados e assassinados nas primeiras horas do dia 24, próximo ao local onde foram enterrados, às margens da BR463, na saída de Dourados para Ponta Porã.

Polícia Civil cumpre 57 mandados em operação contra facção criminosa que atua em presídios

A Polícia Civil iniciou na manhã desta terça-feira (18) uma megaoperação para combater uma das principais facção criminosa que atua dentro e fora de presídios. Mais de 80 policiais estão envolvidos na ação, que já cumpriu 30 mandados de busca e apreensão e 27 mandados de prisão preventiva em Água Clara (MS).

Mandados foram cumpridos em Água Clara — Foto: Polícia Civil

De acordo com a Polícia Civil, a operação chamada “Expurgo” apura crimes de tráfico de drogas e posse de arma de fogo, cometidos em pelos integrantes da facção, que nasceu no sistema prisional de São Paulo. Os policiais utilizam um helicóptero para auxiliar nas buscas. A população da região acordou assustada com o barulho da aeronave e das sirenes.

A operação cumpriu ainda um mandado de sequestro de imóvel, oriundo do crime de lavagem de dinheiro, avaliado em 350 mil. A facção tinha como principal área de atuação a cidade de Água Clara.

A ação é realizada em conjunto com a Polícia Civil e Ministério Público.

Acusado de tráfico de drogas, homem, identificado como Matheus Santos, de 23 anos, foi morto em troca de tiros com policiais civis em Água Clara (MS). O traficante, conhecido como ‘Chinfra’, era um dos alvos da ação e teria reagido à abordagem da Polícia Civil.

Arma apreendida durante operação — Foto: Polícia Civil/ Reprodução

O nome da operação deriva do fato de que muitos dos integrantes já haviam sido presos e continuavam praticando crimes e comandando a organização de dentro dos presídios, sendo necessária uma ação mais abrangente para acabar com toda estrutura criminosa de uma só vez.

Ao todo, a ação contou com a participação de dois promotores de justiça, 94 policiais civis, 11 policiais penais, 27 viaturas e apoio aéreo de helicóptero. Também foram realizadas buscas nas celas nos presídios de Campo Grande e Três Lagoas, onde os principais integrantes da organização criminosa se encontravam detidos. Os internos investigados serão transferidos a penitenciária de segurança máxima.

Ação conjunta prende líder de facção criminosa em Dourados

Uma ação conjunta desenvolvida na tarde de segunda-feira, dia 29 de agosto, envolvendo policiais da Defron (Delegacia Especializada na Repressão de Crimes de Fronteira) e da Força Tática, do 3º Batalhão de Polícia Militar de Dourados, prendeu por volta das 15 horas, José Antônio Melo Correa, 38 anos, vulgo Zé Sitioca, que seria um dos líderes de uma facção criminosa.


Lider de facção criminosa preso em Dourados – Crédito: Osvaldo Duarte / Dourados News

A prisão aconteceu na residência de Zé Sitioca, localizada na rua Leônidas Além, no jardim Água Boa, onde os policiais apreenderam no banheiro da casa uma trouxinha de cocaína, pesando 9,7 gramas e uma balança de precisão, uma motocicleta Yamaha XT, com placa de Dourados e a importância de R$ 95, em dinheiro.

Zé Sitioca foi preso e encaminhado juntamente com a droga e o material apreendido para a sede da Defron, onde foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e em seguida transferido para uma das celas da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento comunitário), onde ficará a disposição da justiça.

 

 

Membro de facção, cadeirante foi assassinado com mais de 20 tiros

Edson de Souza Alencar, 45, conhecido pelo apelido “Edinho Cadeirante”, foi morto com pelo menos 20 disparos de arma de fogo na madrugada desse domingo (10), segundo os levantamentos no local e início de investigação policial sobre o caso.

A execução aconteceu em frente a um bar localizado à Avenida Hayel Bon Faker, no Jardim Água Boa – Crédito: Adilson Domingos/Reprodução

Ele estava em um bar na região do Jardim Água Boa, quando dois homens em uma moto passaram e efetuaram os tiros. A vítima morreu na hora, antes da chegada de equipes de resgate.

Segundo o Dourados News, “Edinho Cadeirante” é apontado como membro da facção, com diversas passagens por tráfico de drogas.

Em 2019, ele foi acusado de ser o mandante da morte de Wagner Sebastião dos Santos Haak, de 27 anos.

A polícia encontrou mais de 20 capsulas de pistola calibre 9 mm, deflagradas no local. O caso segue em investigação.