O caso foi registrado em Sidrolândia. O homem foi encaminhado para o hospital e não corre risco de vida
Um homem, de 31 anos, foi esfaqueado e levou algumas tijoladas, após sair com um amigo, sem o consentimento de sua esposa, de 33 anos, na noite desse domingo (5), em Sidrolândia, a 70 quilômetros de Campo Grande. A vítima conseguiu caminhar até o hospital do município, onde foi atendido e passa bem.
De acordo com o boletim de ocorrência, o crime aconteceu por volta das 22 horas. A vítima relatou que ao chegar em casa, o casal iniciou uma discussão e em dado momento, a esposa teria o agredido com algumas tijoladas e em seguida com uma faca de serra, golpeou a vítima no braço e perna.
Após ser ferido, o homem conseguiu correr até uma unidade de saúde pedindo ajuda e segundo ele ainda foi perseguido pela mulher.
A Polícia Militar foi acionada e ao chegar na residência, a mulher alegou que esfaqueou o marido para se defender, já que ao voltar para casa, o homem teria a agredido.
O caso foi registrado como lesão corporal e a autora foi encaminhada para delegacia.
Apuração do SIG (Setor de Investigações Gerais) com base em depoimentos colhidos na quarta-feira (28), indicam que José da Silva Câmara, 23, e Caio Henrique de Oliveira, 21, podem ter sido executados sem a aprovação de uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios.
As sete pessoas presas ontem estavam escondidas em uma casa com objetivo de fugir da polícia e também de membros da facção criminosa, segundo informações concedidas pelo delegado do SIG de Dourados, Erasmo Cubas.
Os corpos foram encontrados amarrados e jogados em cova rasa na região da Pedreira – Crédito: Divulgação
“O grupo estava escondido para evitar ser encontrado tanto pela polícia como por outra cúpula do grupo criminoso que não teria concordado com a execução”, disse.
Ele explicou ainda que os acontecimentos tiveram início após uma briga em uma residência no bairro Estrela Porã, na região Sudoeste de Dourados.
“O motivo do homicídio é que esses rapazes tinham que ser executados porque eles teriam entrado na casa de um casal que estaria brigando, ou não, e ali teria acontecido uma algazarra. O rapaz da casa se diz protegido por facção criminosa e pediu uma ajuda”, detalhou Cubas.
Porém, a facção não teria concedido aval ao grupo para que o grupo cometesse a execução.
A princípio, José e Caio haviam sido sequestrados na noite do dia 23 de dezembro para receberem um “corretivo”, expressão usada pelos envolvidos no duplo homicídio durante as oitivas realizadas nessa quarta-feira (29) na sala do SIG.
Um dos jovens estava em Campo Grande e determinou as ações por telefone. Ele chegou a Dourados e preso na residência, com os demais suspeitos.
O delegado disse ainda que quatro pessoas estão diretamente envolvidas na execução e ocultação de cadáver, além de tráfico de drogas e posse de arma de fogo.
Os demais devem responder por favorecimento pessoal, tráfico de drogas e posse de arma de fogo e munições encontrados na casa.
Informações preliminares da perícia indicam que Caio e José foram sequestrados no dia 23 de dezembro, torturados e assassinados nas primeiras horas do dia 24, próximo ao local onde foram enterrados, às margens da BR463, na saída de Dourados para Ponta Porã.