Justiça Federal converte em preventiva prisão de grupo indígena

A Justiça decretou prisão preventiva para as nove pessoas – entre elas o ex-candidato ao Governo, Magno Souza (PCO) – acusadas de terem invadido uma área próxima ao Anel Viário, onde está sendo construído um condomínio fechado, portando arma de fogo calibre 22, facas e facões, além de diversos rojões em posse de grupo.

PM de Dourados e o Batalhão de Choque de Campo Grande foram acionados – Crédito: Osvaldo Duarte/Dourados News

Conforme a decisão, existem “motivos concretos e suficientes para decretação da medida extrema consistente na prisão preventiva”.

Como mostrado pelo Dourados News, o caso ocorreu na sexta-feira (07) e no sábado (08), o grupo foi retirado pela polícia no local sem confronto.

Para a Justiça “os indícios suficientes de autoria decorrem do próprio auto de prisão em flagrante, da confissão dos flagrados, além de detalhado e uniforme depoimento policial”.

O documento detalha ainda que o grupo contava com aproximadamente 20 pessoas, que portavam os materiais ilícitos já citados como armas e rojões, sendo que destas nove foram encaminhadas para delegacia.

Destaca ainda que essas pessoas teriam ameaçado e lesionado um indígena que é caseiro na propriedade vizinha e ainda que durante uma das ações da Polícia Militar, um suposto líder do grupo teria “ficado exaltado e teria acirrado os ânimos”.

O texto reforça que o MPF (Ministério Público Federal) reconheceu que há risco à ordem pública “tanto que requereu a aplicação da mais gravosa das medidas cautelares diversas da prisão, a monitoração eletrônica”.

Outro ponto frisado é “a agressividade na conduta dos presos, a necessidade de reforço policial para que se efetuasse as prisões em flagrante, o uso de armas (facas e facões, além do porte da arma de fogo apreendida, que era compartilhado, sendo clara a presença de unidade desígnios para a prática delitiva”.

A defesa do grupo divulgou uma nota na qual afirma que os indígenas envolvidos na ação não seriam de Dourados.

Outro ponto destacado pela defesa por meio do advogado Tiago Aquino é sobre a existência de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), feito pelo MPF (Ministério Público Federal) com intermédio da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) de que a área é reivindicada como tradicional indígena e, diante disso, com o andamento da construção por meio de uma construtora, o grupo se sentiu “lesado” e fez uma “retomada”.

Mãe que arremessou e matou bebê de 2 meses tem prisão preventiva decretada

Ela passou por audiência de custódia na tarde de terça-feira (3) e segue presa em Cassilândia

A mulher suspeita de matar o próprio filho, de 2 meses, ao arremessá-lo contra o asfalto por três vezes em Cassilândia (MS), a 415 km de Campo Grande, teve a prisão preventiva decretada nesta terça-feira (3) pelo Poder Judiciário. A decisão foi do juiz Vinicius Aguiar Milani.

De acordo com a Polícia Militar, a mulher estava em surto quando matou a criança. Ela foi presa em flagrante pela Polícia Civil de Cassilândia no domingo (1º), pela morte do filho. Em audiência de custódia, a Justiça acatou o pedido e decretou a prisão preventiva da suspeita.

Em depoimento, a mãe confessou que matou o próprio filho e, segundo relatos, não esboçou arrependimento durante o interrogatório. O caso segue em investigação pela Polícia Civil de Cassilândia.

Entenda o caso
O subtenente da PM em Cassilândia, Gustavo Santana Proença, informou que os oficiais foram acionados quando a criança chegou gravemente ferida na Santa Casa do município.

“A guarnição foi para o hospital e conseguiram o endereço da mãe. Chegando na casa, a polícia encontrou a mãe, o pai e avó da criança. Aos oficiais, o marido da suspeita disse que a esposa tinha dito um surto, saiu com a criança pela rua e derrubou a criança por acidente”, disse Gustavo sobre a primeira hipótese levantada pela família da vítima.

No hospital, a médica que atendeu a ocorrência informou os policiais de que os hematomas pelo corpo da criança não eram decorrentes de uma queda acidental, mas sim de uma agressão mais violenta, conforme explicou o subtenente da Polícia Militar.

Após receber a informação sobre a possibilidade da agressão, a Polícia Militar encaminhou a mãe, o pai e o avó da criança para a Polícia Civil. Na delegacia, a mulher confessou o crime, disse ter dito um surto e arremessado o filho contra o asfalto por três vezes.

Mãe de menina morta espancada e estuprada tem prisão preventiva decretada

A vítima foi encontrada nas últimas horas de domingo (11). Ela completaria 11 anos na segunda-feira (12). O suspeito também está preso e, em depoimento, confessou o crime, segundo a Polícia Civil.

Inezita Ramos de Oliveira Araújo, de 39 anos, mãe de Isadora Araújo Martins, de 10 anos, morta após ser espancada e estuprada, teve a prisão preventiva decretada, na manhã desta terça-feira (13), em Campo Grande. A criança foi morta na véspera de completar 11 anos. O suspeito do crime está preso.

Mãe da menina prestou depoimento na Deam e segue presa. (Foto: Henrique Kawaminami)

A mãe da menina foi presa por abandono de incapaz. Nesta terça-feira, a mulher passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva decretada. De acordo com a Polícia Civil, a mãe deixou a vítima e outros dois filhos, um menino de três anos e um bebê, sozinhos em casa.

A delegada Karen Viana de Queiroz, que esteve no local do crime, informa que Inezita estava em um bar no momento do crime. “Ela ficou basicamente 7h fora de casa”, explica.

O crime

De acordo com a Polícia Civil, Isadora Araújo Martins estava sozinha em casa com os dois irmãos menores de idade quando o suspeito, Maycon Araújo Pereira, de 31 anos, chegou. Um vizinho da família contou à polícia que ouviu o homem chamando por Inezita.

Em depoimento à polícia, Maycon disse que foi até a residência para realizar um programa sexual com Inezita. De acordo com as investigações policiais, o homem entrou pelos fundos do imóvel e abordou Isadora na cozinha.

A criança foi encontrada pela mãe caída na cozinha, com ferimentos no rosto e inconsciente. As outras duas crianças estavam em um quarto da residência. O Corpo de Bombeiros foi acionado e os socorristas tentaram reanimar a Isadora durante uma hora, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

De acordo com a polícia, a mãe das crianças estava visivelmente sob o efeito de álcool e foi presa em flagrante pelo crime de abandono de incapaz. As outras crianças foram acolhidas pelo Conselho Tutelar.

A causa da morte ainda não foi confirmada, mas a perícia apontou que a criança foi vítima de estupro, segundo a Polícia Civil.

Prisões

Inezita foi presa em flagrante por abandono de incapaz e teve a prisão preventiva decretada nesta terça-feira. Maycon foi preso na tarde de segunda-feira (12). Em depoimento, ele confessou praticar os crimes contra Isadora.

O homem deve passar por audiência de custódia ainda nesta terça-feira (13). O caso segue sob investigação na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA)

Vídeo: Ex-assessora da prefeitura tem prisão preventiva decretada após acidente

Acidente aconteceu na noite de domingo e acusada chegou a sair do local, mas voltou e acabou sendo presa

A jornalista Lidiane Kober de 43 anos e ex-assessora da Prefeitura de Campo Grande, que foi presa em flagrante na noite deste domingo, após atropelar o o motociclista Tiago de Oliveira Brito, no Bairro Rita Vieira. Ela chegou a fugir do local, mas voltou e foi levada para a 2ª Delegacia de Polícia Civil.

Segundo a juíza de direito plantonista, Elisabeth Rosa Baisch, a condutora Lidiane Regina oferece risco à ordem pública de acordo com os autos. Para a magistrada “o crime em questão admite a prisão preventiva, e os elementos que acompanham o auto de prisão em flagrante, apontam no sentido da presença simultânea de prova da existência de crime e indícios suficientes de autoria, e por fim, existe o perigo concreto na permanência do flagrado em liberdade.”

A jornalista que até abril, assessorava o ex-prefeito Marquinhos Trad, deixou a partitura para trabalhar na campanha ao governo do candidato do PSD. Conforme o boletim de ocorrência ela seguia pela via conduzindo um Hyundai Tucson quando, no cruzamento das ruas Márcario Alves com a Antônio Alves da Silva, atropelou o motociclista.

A autora estava com o namorado, a filha dela, de 7 anos, e sobrinhas, de 6 e 16 anos, e evadiu o local após o acidente. Ainda, conforme o registro policial, a ex-assessora da Prefeitura declarou aos policiais que foi para casa após o atropelamento após ser ameaçada por populares no local.

Imagens de câmeras de segurança de residências locais capturaram o momento do acidente. Pela filmagem, é possível notar o motociclista trafegando pela via, na preferencial. No cruzamento, é atingido pelo carro da jornalista, que não respeita a preferência do motoentregador.

O motociclista foi socorrido com consciente e orientado com ferimentos na cabeça e fratura no tornozelo direito. Ele foi levado pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para a Santa Casa, onde aguarda cirurgia.