Ministério proíbe estoque, venda e uso de vacinas contra febre aftosa em MS

Para Jaime Verruck, a medida é mais um passo rumo a obtenção do status de área livre de aftosa sem vacinação

O Ministério da Agricultura publicou hoje portaria que proíbe o armazenamento, a comercialização e o uso de vacinas contra a febre aftosa em Mato Grosso do Sul e demais estados pertencentes ao Bloco IV do Plano Estratégico (PNEFA).

A portaria Mapa Nº 574, de 31 de março de 2023 foi publicada no Diário Oficial da União e prevê a a proibição do armazenamento, a comercialização e o uso de vacinas contra a febre aftosa no Distrito Federal e nos Estados do Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins, pertencentes ao Bloco IV, do Plano Estratégico 2017-2026, do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa.

A portaria do Mapa segue o roteiro da retirada da vacina contra a a aftosa (Foto Divulgação)

A vacina poderá ser utilizada mediante autorização do Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária.

O armazenamento e a comercialização de vacinas contra a febre aftosa poderão ser permitidos, mediante autorização do Órgão Executor da Sanidade Agropecuária, nos respectivos Estados e Distrito Federal, aos laboratórios e estabelecimentos comerciais que forneçam vacinas a outras Unidades da Federação, onde houver a vacinação regular contra a febre aftosa de bovinos e bubalinos.

A manutenção da proibição, constante no caput, está condicionada à conclusão das ações estaduais previstas no Plano Estratégico 2017-2026, do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa.

De acordo com o diretor-presidente da Iagro (Agência Estadual de Vigilância Sanitária Animal e Vegetal), Daniel Ingold, a portaria do Mapa segue o roteiro da retirada da vacina contra a a aftosa, prevista no PNEFA. “A partir de agora houve o posicionamnento do Mapa para os estados que suspenderam em 2022 a vacinação contra febre aftosa, entre eles o MS. Não pode mais ter a vacina estocada em revendas e paramos efetivamente de vacinar. Esta norma nos permite agora publicar a portaria estadual, seguindo as normas e diretrizes do Mapa”, salientou.

Para o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, a medida é mais um passo rumo a obtenção do status de área livre de aftosa sem vacinação. “Agora a atenção do produtor rural deve ser redobrada pra mantermos as boas condições de sanidade do rebanho e atendermos todos os parâmetros da OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal)”, concluiu.

Plano aeroviário do Estado tem R$ 250 milhões para 20 aeroportos

Além das obras em andamento e dos projetos contratados, a Seilog possui sete projetos para a área da aviação em Água Clara, Campo Grande (Santa Maria), Inocência, Maracaju, São Gabriel do Oeste e Corumbá (um na Nhecolândia e outro no Morro do Azeite). Estudos da Secretaria ainda tratam da viabilidade de novos aeródromos em Amambai, Aquidauana e Mundo Novo

O transporte aéreo de Mato Grosso do Sul está no radar do Governo do Estado, que tem um plano aeroviário de cerca de R$ 250 milhões para desenvolver a infraestrutura aeroportuária de todas as regiões. Com 20 aeroportos em 19 cidades, o plano estadual objetiva a construção, reforma e ampliação de aeródromos em benefício dos setores produtivo, comercial, turístico, ambiental e até da saúde.

Derick Hudson e Hélio Peluffo durante reunião (Foto: Chico Ribeiro)

“O governador Eduardo Riedel determinou um projeto para Mato Grosso do Sul para que nós pudéssemos prospectar aeroportos em todo o Estado, atendendo os diversos setores econômicos e criando uma estrutura de acesso rápido às regiões. Estamos com obras em andamento em nove aeroportos, como melhorias, cercamento, iluminação e recomposição do pavimento. Também temos investimentos contratados em três novos projetos: ampliação do Aeroporto de Santa Maria, em Campo Grande, e de melhorias nos aeroportos de Costa Rica e Bonito”, destaca o secretário Hélio Peluffo, da Seilog (Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística).

Além das obras em andamento e dos projetos contratados, a Seilog possui sete projetos para a área da aviação em Água Clara, Campo Grande (Santa Maria), Inocência, Maracaju, São Gabriel do Oeste e Corumbá (um na Nhecolândia e outro no Morro do Azeite). Estudos da Secretaria ainda tratam da viabilidade de novos aeródromos em Amambai, Aquidauana e Mundo Novo.

“Maracaju é uma das regiões que mais produz soja em Mato Grosso do Sul e tem apelo comercial e empresarial muito grande. Inocência vai receber investimento de U$ 3 bilhões da Arauco (indústria de celulose), gerando emprego e melhorando a qualidade de vida. Precisamos estruturar essa região e o Estado está se antecipando aos investimentos que recebe”, completa Peluffo.

Nove aeroportos do Estado passam por obras de melhorias. Em Bonito, o Estado trabalha na troca da cobertura do terminal de passageiros. Em Camapuã, no cercamento da pista e no projeto para restauração do pavimento existente. Em Cassilândia, no cercamento.

O aeroporto de Dourados conta com dois projetos em andamento: um do Exército Brasileiro, que faz a recomposição da pista e toda infraestrutura do lado ar (lado de pista); e outro do Governo do Estado, que executa o projeto do novo terminal de passageiros. As estruturas de Jardim, Naviraí e Paranaíba recebem cercamento e já possuem projeto de restauração do pavimento. Em Nova Andradina, o Estado executa a rodovia de acesso ao aeródromo. Em Porto Murtinho, o cercamento com guarita e o projeto da sinalização horizontal.

Entre os investimentos em processo de contratação ou licitação, estão o Aeródromo de Costa Rica, onde será construído alambrado; o de Bonito, que passará por reformas nas valas de drenagem; e o de Santa Maria, em Campo Grande, que vai passar por estudos de PCN – Paviment Condiction Number (Número de Condição de Pavimento, em português), para verificar a capacidade de carga que a pista de pousos e decolagens suporta. Isso proporcionará a operação de aeronaves maiores e mais pesadas.

Outros sete projetos estão em andamento para implantação: Água Clara, Santa Maria, Inocência, Maracaju, São Gabriel do Oeste, Nhecolândia e Morro do Azeite.

Em Água Clara, a Seilog formalizou convênio para a Prefeitura Municipal comprar o terreno onde será implantado o aeroporto, que será construído através de parceria com uma indústria de MDF instalada na cidade. Na Capital, o Aeroporto de Santa Maria passará por ampliação.

Na cidade de Inocência, o aeródromo será construído em uma área já comprada pela Prefeitura Municipal. O processo de contratação do projeto para implantação já foi aberto. Em Maracaju, um novo aeroporto será construído em uma área afastada do centro da cidade. Em São Gabriel do Oeste, o Estado vai implantar uma pista de asfalto no aeródromo existente, que hoje é de cascalho.

Um dos objetivos do Estado é estruturar aeroportos no Pantanal da Nhecolândia e na região do Morro do Azeite para desenvolver a logística e a infraestrutura aeroportuária, dando agilidade nas ocorrências de incêndios florestais e também no atendimento de saúde de ribeirinhos e outras pessoas que vivem e trabalham no bioma alagado.

O secretário Hélio Peluffo ressalta a importância estratégica dos aeroportos para a região. “Atende o Air Tractor (avião de combate à incêndio) para que os bombeiros possam pousar e em caso de incêndio rapidamente conter o fogo. Esses aeroportos também atendem a saúde. O Estado precisa socorrer rapidamente o bem estar das famílias que vivem na região em caso de necessidade. Esses aeroportos servirão para todos, não só para área produtiva ou para o lazer”, afirma Peluffo.

Em fase de projetos, os aeródromos da Nhecolândia e do Morro do Azeite serão construídos com pista, pátio e cercamento. “O da Nhecolândia terá estrutura para os bombeiros e para o Air Tractor, que precisa ser abastecido, além disso 0 projeto contempla um reservatório com água, para uso da aeronave e um ponto de apoio para os militares, com alojamento e espaço para mantimentos”, detalha o superintendente Viário e coordenador de Transporte Aéreo da Seilog, Derick Hudson Machado de Souza.

MS e União assinam acordos de enfrentamento à violência contra as mulheres

O Governo de Mato Grosso do Sul e o Ministério das Mulheres assinaram na manhã desta sexta-feira (31), em Campo Grande, termos de parcerias com o objetivo de combater a violência contra as mulheres e desenvolver políticas públicas de qualificação profissional e pesquisas científicas com o protagonismo feminino. A solenidade aconteceu durante o Encontro Estadual de Gestoras “Somos e Somamos”, que reuniu gestoras municipais de Políticas Públicas para Mulheres dos 54 municípios do Estado, do poder Judiciário, e da sociedade em geral.

O governador Eduardo Riedel, durante a cerimônia no auditório do Bioparque Pantanal, considerou essencial a adoção de políticas públicas inclusivas para as mulheres com cursos de capacitação profissional, de incentivo ao estudo, pesquisa e inovação e o uso de tecnologias para combater a violência contra as mulheres.

Governador Eduardo Riedel e ministra da Mulher, Cida Gonçalves, assinaram acordos de enfrentamento à violência (Foto Álvaro Rezende)

Se dirigindo à ministra das Mulheres, Aparecida Gonçalves, presente ao evento, o governador declarou que no Estado não há espaço para intolerância. “Esse é nosso compromisso, de fazer o combate”, comentou.

Riedel destacou um pedido da ministra para ter uma atenção especial com as mulheres que moram nas regiões fronteiriças do Estado.

“Ela tem toda a razão em relação às nossas mulheres de fronteiras. O que assinamos aqui, pela Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania, que já tinha um trabalho de qualificação, capacitação e formação profissional das mulheres nas regiões de fronteiras, vai agora ser pontencializado, com um centro”.

Com o objetivo de fomentar e valorizar o protagonismo das mulheres na pesquisa científica, no Estado do Mato Grosso do Sul, também foi assinado um convênio para a contratação de 32 projetos, no valor de R$ 3 milhões.

“Um edital inédito para repassar recursos para linhas de pesquisas, na qual as líderes dos grupos científicos, nas universidades ou em instituições, fossem mulheres. Nós temos um motivo muito claro para fazer isso. As mulheres na Inovação, Ciência e Tecnologia, com olhar que tem, merecem este destaque”, completou o governador.

Riedel adiantou estudos no sentido de coibir violência contra as mulheres e medidas protetivas com o uso de tornozeleiras eletrônicas para o monitoramento de criminosos.

Para a ministra Cida, a parceria é fundamental e estratégica. “Qualificar as mulheres da fronteira, novos mercados de trabalho com a Rota Oceânica e também empodera as mulheres para que elas não sofram violência sexual e tráfico de pessoas. Eu espero voltar e trazer mais recursos. Nós precisamos que o Mato Grosso do Sul seja exemplo e faça a diferença para o País – sempre foi – mas que seja referência nacional [no combate a violência contra a mulher]”, afirmou.

Entrega do Prêmio Tenente-Coronel Ana Neize Baltha

Na solenidade, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul homenageou com o “Prêmio Tenente-Coronel Ana Neize Baltha” mulheres policiais, servidoras públicas e da sociedade civil que tenham demonstrado ao longo do tempo dedicação e trabalho em prol de uma segurança pública mais humana, democrática e comunitária, de um diálogo mais próximo efetivo com a sociedade sul-mato-grossense.

A condecoração leva o nome “in memorian” da tenente Ana Neize, primeira oficial feminina da Polícia Militar do MS, ingressa em 1984, por ter conseguido simbolizar em sua carreira e na sua história os primeiros passos dados na jornada da participação feminina na corporação militar.

Em exercício do Comando da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul, a coronel Neidy Centurião disse que era uma honra para a corporação militar entregar a condecoração para as mulheres. “Nós, da Polícia Militar, buscamos todos os dias atender às mulheres com mais de 2 mil chamadas por dia no atendimento 190, ressaltando que a violência doméstica é o segundo maior índice criminal, consideramos endêmica e estamos desenvolvendo projetos técnicos e uma delas é a boa prática no atendimento 190 e sua expertise”, declarou a militar.

Homenageadas:

– Ana Carolina Ali Garcia – Procuradora-Geral do Estado
– Andreia Lutz Cabral Garnes – Presidente do FAF (Fundo de Assistência Feminina da PMMS)
– Mara Eliza Navache Caseiro – Deputada Estadual
– Mônica Morais Dias Riedel – 1ª Dama do Estado
– Odila Maria Silveira Gonçalves – Empresária e Advogada
– TC QOPM Luna Chaparro Da Costa Neves Malhada (TJMS – Coord Militar)
– CAP QOPM Bruna Carla Sanchez Rodrigues (1ª CIPM)
– 1º SGT QPPM Margareth Dutra Ribeiro (BPMTRAN)
– 2º SGT QPPM Marilene Da Silva Teixeira (GAB SUBCMDG)
– 3º SGT QPPM Luciene Dos Santos Ferreira (1º BPM).

Selo social “Empresa Amiga da Mulher”

Também foi entregue o selo social “Empresa Amiga da Mulher”, criado em 2020, com o objetivo de reconhecer e premiar empresas públicas e privadas que desenvolvam práticas inovadoras e educativas na promoção, valorização e defesa dos direitos da mulher no ambiente de trabalho. Nesta edição, foram selecionadas as empresas Agroenergia Santa Luzia, Nova Alvorada do Sul e Usina Eldorado, localizada em Rio Brilhante, ambas por boas práticas inclusivas de mulheres.

Com morte e 1,3 mil novos casos, MS chega a 8 vítimas da dengue no ano

Mato Grosso do Sul registrou mais uma morte atribuída à dengue, chegando ao sexto óbito por esta doença em março e oitavo desde o início do ano. Outras quatro mortes seguem em análise.

A quantidade de vidas perdidas vem acompanhando ao aumento semanal de notificações e casos confirmados de dengue no Estado.

Segundo o boletim epidemiológico divulgado nessa quinta-feira (30) pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), foram 1.308 casos novos confirmados em uma semana, chegando a 9.296 neste ano – 3.484 confirmados por critério clínico e 5.812 por exames em laboratório.

Assim, em média, o Estado termina o mês registrando quase 187 novos casos de dengue por dia.

A morte mais recente que entrou para as estatísticas estaduais nesta semana epidemiológica, é de idoso, 75 anos, morador em Três Lagoas, com morte datada de 19 de março, sem comorbidade relatada.

O Boletim Epidemiológico da Dengue é elaborado pela Gerência Técnica de Doenças Endêmicas, vinculado ao setor de Vigilância em Saúde da SES.

Ministra destaca MS como prioridade no Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio

A tarde de quinta-feira (30) foi marcada pelo debate em prol das mulheres sul-mato-grossenses, no que tange o enfrentamento a todas as formas de violência, durante audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa, com o tema “Violência contra as Mulheres e o Feminicídio em MS: Todas e Todos no Combate à Misoginia”. O evento contou com a presença da ministra das Mulheres, Aparecida Gonçalves.

Representando o governador Eduardo Riedel, a secretária adjunta da Setescc (Secretaria de Estado de Esporte, Turismo, Cultura e Cidadania), Viviane Luiza, afirmou que, “a gestão estadual não está medindo esforços para a construção de políticas públicas efetivas e eficazes, sejam elas com campanhas educativas, sejam elas com programas e ações que contemplem os 79 municípios, sendo essa construção conjunta com transversalidade dentro da esfera governamental e fora dela, porque viver sem violência é um direito de todas as mulheres”.

A ministra destacou que MS será uma das unidades prioritárias no Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio (Foto Melina Moraes)

Já a ministra Aparecida Gonçalves destacou que Mato Grosso do Sul será uma das unidades federativas prioritárias no Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio e lembrou que, em outros estados o crime acaba sendo subnotificado, porque são classificados como outras formas de homicídios.

“Mato Grosso do Sul está em segundo lugar no feminicídio, pois aqui é tipificado o crime de feminicídio. Muitos estados da federação não tipificam, se aqui isso é feito, registrado, investigado, estará sempre na frente em número de crimes cometidos. Além da tipificação colocar Mato Grosso do Sul em segundo lugar, somos um Estado com região de fronteira enorme, que enfrentam muitos problemas, e isso tem consequência para a vida das mulheres. Também há aqui interesse em fazer as políticas públicas, e isso mostra o desejo de mudar o quadro e a realidade da violência contra as mulheres no Estado, isso é fundamental para formar a política pública”, ressaltou a ministra.

Conforme o Mapa do Feminicídio 2022, elaborado pelo Governo do Estado, ocorreram 34 feminicídios em 2021. Nesse ano, 17.856 mulheres registraram boletins de ocorrência devido a algum tipo de violência doméstica e familiar. Isso significa que, a cada 15 minutos, uma mulher comparece a uma delegacia do Estado para denunciar a violência e buscar ajuda.

Indo na contrapartida dos dados de mortes por feminicídio, Bruna Oliveira, sobrevivente, destacou na ocasião, que apesar dos dados Mato Grosso do Sul é sem dúvida um dos Estados mais comprometidos com as políticas públicas para a mulher.

“Muitas ainda não percebem que estão presas em um ciclo perigoso do qual correm risco de vida.  É aí que o Governo do Estado tem um papel fundamental de apoio às vítimas de violência, tanto de acolhimento quanto de conscientização, no meu caso me ajudou em todas as esferas. Que após a agressão procurei ajuda do estado e depois de muita terapia e acompanhamento no CEAM eu descobri meu potencial e vi a diferença que eu podia fazer na vida de outras mulheres”, finaliza Bruna.

Também participaram do evento o presidente da Casa de Leis, deputado Gerson Clar, o deputado Pedro Kemp, propositor da audiência, as deputadas Mara Caseiro e a Lia Nogueira, a deputada Camila Jara, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, a vereadora Luiza Ribeira, a Subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, Cristiane Sant’anna de Oliveira, a Subsecretária de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial, Vania Lucia Baptista Duarte, a Subsecretária de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência, Telma Nantes de Matos, a Subsecretária de Políticas Públicas para Pessoas Idosas, Zirleide Silva Barbosa entre outras autoridades e representantes de movimentos sociais.

Com recálculo do IBGE, MS “perde” 5,9 km² de território para a Bolívia

Os novos dados que apontam mais 72 km² de território ao Brasil trouxeram discussões sobre as regiões fronteiriças entre Paraguai e Bolívia. A nova extensão territorial expressa um ‘aprimoramento’ da área total do país.

O Brasil “perdeu” cerca de 5,9 km² para a Bolívia, em 2022, de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entretanto, na prática, esta perda de território não significa muita diferença, de acordo com especialistas.

Mapa de Mato Grosso do Sul; linha pontilhada representa fronteiras e linha azul é o Rio Paraguai. (Arte: Thiago Mendes)

Esta área de 5,9 km² está localizada na faixa fronteiriça do Brasil com a Bolívia, em Mato Grosso do Sul, mais especificamente no rio Paraguai, de acordo com o gerente de regularização fundiária e cartográfica da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) e da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jadir Bocato.

Em 2021, o órgão apontou que Corumbá – o 11º maior município do País em tamanho -, possuía 64.438,363 km². No novo levantamento, referente ao ano de 2022, o município aparece com 64.432,450 km².

O especialista explica que os novos dados divulgados pelo IBGE são mais precisos em relação com o atual território brasileiro. Segundo Jadir, não se trata de “perda” ou “ganho” de território, mas sim de um ajuste do mapa do Brasil a atual forma.

“O mapa anterior foi feito numa escala de 1 para 250 mil. Ou seja, cada quilômetro no mapa correspondia a 250 mil quilômetros no chão. O novo mapa usa uma escala muito mais precisa, de 1 para 100 mil, com isso amplia em 6 vezes mais o nível de visão. Um trecho do rio que parecia reto, aparece com curvas nessa nova escala, e isso vai refletir na área”, explicou.

Cinco cidades do Acre fazem fronteira com a Bolívia, mas nenhuma teve mudança; nove de Rondônia e cinco de Mato Grosso.

Vila Bela da Santíssima Trindade (MT) ganhou 41,03 km², Porto Esperidião ganhou 3,2 km² e Comodoro (MT) ganhou 0,04 km². São Francisco do Guaporé (TO) perdeu 11,17 km² e Cáceres perdeu 42,97 km².

Em todo o Brasil, o território cresceu 72 km² com o recálculo de fronteiras. Os aumentos foram provocados por novos delineamentos de fronteira internacional em trechos do Amazonas, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O estudo ajustou o total da área do País para 8.510.417,771 km².

 

Governo decreta ponto facultativo no Estado para Quinta-Feira Santa

O Governo do Estado decretou ponto facultativo no próximo dia 6 de abril, nos órgãos e entidades da Administração Direta, assim como autarquias e fundações do Poder Executivo. Esta data é conhecida como “Quinta-feira Santa” e faz parte das comemorações da Paixão de Cristo.

Este decreto não se aplica às unidades e serviços considerados essenciais no Estado, que por sua natureza não podem ser paralisados ou interrompidos. Esta medida foi publicada nesta quinta-feira (30), no Diário Oficial do Estado.

Também não haverá expediente no dia 7 de abril, onde se comemora a “Sexta-feira Santa”, que se trata de um feriado nacional, previsto na lei nº 9.093, de 12 de setembro de 1995. Na Semana Santa os cristãos relembram o dia em que Jesus Cristo morreu crucificado. Ela varia a cada ano, pois acontece no fim da Quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas, dia seguinte ao Carnaval.

MS cria mais 5.688 empregos de carteira assinada em fevereiro

Mato Grosso do Sul contratou mais 5.688 trabalhadores com carteira assinada no mês de fevereiro, com destaque para os setores de Serviços, Agropecuária e Construção. No acumulado dos últimos 12 meses, o Estado apresentou uma criação de 39.857 empregos formais. Entre os municípios, Ribas do Rio Pardo é quem mais se destaca.

Os dados constam na Carta de Conjuntura do Mercado de Trabalho elaborada pela Coordenadoria de Estatística e Economia da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), com base no levantamento do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego.

Construção Civil pode aquecer mais ainda o mercado de trabalho a partir do segundo semestre Foto Álvaro Rezende

Os líderes de geração de postos são Serviços (1.839 a mais), Agropecuária (1.653 a mais) e Construção (1.567 a mais). Os setores de Comércio e de Serviços vêm apresentando, no acumulado dos últimos 12 meses, um saldo de 7.935 e 13.631 vagas de trabalho, respectivamente.

“São números que refletem todo um trabalho para atrair investimentos. Preparamos Mato Grosso do Sul para receber empreendimentos que gerem valor aos nossos produtos, que criem empregos, renda e novas oportunidades”, aponta o governador Eduardo Riedel.

Titular da Semadesc, Jaime Verruck também analisou os números e fez ponderações.

“Isso é muito importante quando olhamos a atividade. A Construção Civil vem, já, há alguns meses, mostrando sua pujança e capacidade de resposta. Isso decorre dos investimentos que estão ocorrendo no Estado, principalmente industriais, e também residenciais, da área de apartamentos”.

O secretário acredita que, a partir do segundo semestre, quando for retomado pelo Governo Federal o Programa Minha Casa, Minha Vida, o setor da Construção Civil deve ter um novo impulso, principalmente nos pequenos municípios.

A Agropecuária também teve um aumento significativo em fevereiro devido ao início da colheita da soja, frisou Verruck, quando normalmente se contratam muitos trabalhadores.

“Agora inicia-se outras atividades do setor, como a colheita da cana. Estivemos em Nova Alvorada do Sul participando de um ato que marca a safra 2023 do setor sucroenergético, que vem com uma perspectiva muito positiva de incremento da safra e, consequentemente, dos empregos”, destaca, citando ainda o setor agroflorestal como importante gerador de empregos.

“Todas as empresas desse setor estão investindo no plantio de eucalipto. Isso demanda muita mão-de-obra e percebemos claramente isso nos municípios de Inocência, Água Clara, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo, Três Lagoas. Toda essa região florestal tem aumentado o nível de emprego na agropecuária”, destaca.

Com relação à Indústria de Transformação, que tem um emprego mais estável e ocupou 306 vagas em fevereiro, isso representa um indicador de solidez da economia, conclui Verruck.

Chama a atenção na Carta a alteração na distribuição regional dos novos empregos, que tinha Campo Grande no topo da lista todos os meses. No acumulado dos dois primeiros meses do ano, o município que mais gerou empregos formais foi Ribas do Rio Pardo, com 2.717 vagas.

Isso decorre da indústria de celulose da Suzano que está sendo construída lá e impulsiona todas as outras empresas que estão operando na cidade. Só no canteiro de obras da Suzano trabalham mais de 8 mil pessoas.

Verruck falou ainda sobre a PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que coloca Mato Grosso do Sul ao lado de outros dois estados brasileiros com os menores índices de desocupação.

“Apenas 3,3% da população economicamente ativa está desocupada. É o que chamamos de pleno emprego em economia. Temos muitas vagas de trabalho para serem preenchidas, estimamos que pelo menos 20 mil vagas, falta a oferta da mão-de-obra. Com isso poderíamos ter gerado muito mais emprego em fevereiro. Para isso, a Semadesc está buscando identificar as pessoas que precisam de capacitação e qualificação, criar programas específicos para qualificar essas pessoas que hoje não conseguem acessar o mercado de trabalho”.

No link à seguir, acesse na íntegra a Carta Conjunta do Mercado de Trabalho, da Semadesc.

PF prende homem que compartilhava pornografia infantil pelas redes sociais em MS

Operações foram feitas em Chapadão do Sul e Dourados (MS). A Polícia Federal alerta a população e diz que casos ‘estão se tornando frequentes’

A Polícia Federal prendeu um homem em flagrante por armazenar e compartilhar diversos conteúdos de pornografia infantil, nesta quarta-feira (29), em Chapadão do Sul (MS). Além da operação ao norte do estado, a PF também cumpriu mandado de busca e apreensão em Dourados (MS).

Polícia Federal prendeu homem em flagrante com pornografia infantil. — Foto: Polícia Federal/Reprodução

Conforme informado pela PF, as investigações começaram com o encaminhamento de informações fornecidas pela Organização Não Governamental (ONG) SAFERNET. A organização apontou a existência de grupo criminoso nas redes sociais para trocar vídeos e fotos de crianças sofrendo abusos sexuais.

Com o homem preso em Chapadão do Sul, a PF encontrou inúmeros vídeos e fotos de crianças sendo abusadas. Já em Dourados, o mandado de busca e apreensão teve como finalidade apreender material de pornografia infantil.

Em nota, a PF faz um alerta à sociedade e diz que casos semelhantes aos de Dourados e Chapadão do Sul “estão se tornando frequentes” e dão alerta aos pais e responsáveis.

“A Polícia Federal informa a sociedade que casos semelhantes estão se tornando frequentes e alerta pais e responsáveis para que permaneçam atentos às atividades online de seus filhos menores que estão sob suas responsabilidades”, detalha a instituição em nota.

MS será primeiro Estado do País a ter mapas detalhados para orientar atividades agropecuárias

Mato Grosso do Sul desenvolve um extenso estudo para orientar o plantio de culturas em cada município, reduzindo as possibilidades de perdas em decorrência de problemas climáticos ou inadequação do solo e aumentando consideravelmente a quantidade e qualidade dos produtos colhidos. Um dos produtos já entregue é o Mapa que mostra a capacidade de retenção de água de cada solo. O Zoneamento Agroecológico de Mato Grosso do Sul será o primeiro do Brasil nesse nível de detalhamento, assegura o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, o que coloca o Estado na vanguarda do uso da tecnologia como parceira da agroecologia.

“O Zoneamento Agroecológico vai permitir que o agricultor saiba em que época do ano e em qual localidade o solo é apropriado para plantar algodão, ou melancia, ou ainda frutas, considerando não só as características do solo, mas a capacidade de retenção de água, a distribuição de chuvas durante o ano. Isso aumenta muito a chance de acertar. Ou seja: permite estimar o risco climático e otimizar o plantio das diferentes culturas agrícolas. O Estado terá um calendário agrícola de alta precisão”, ponderou Verruck.

O Governo do Estado, através da Semadesc, firmou convênio com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) para realizar as análises de solo, fazer o cruzamento de informações e desenvolver as ferramentas para disponibilizar esses dados ao público. Esse convênio é de 2016 e compreende a segunda parte do estudo que abrange a Bacia do Rio Paraná. Na Bacia do Rio Paraguai o trabalho de campo já havia sido feito entre os anos de 2004 e 2008, mas não teve prosseguimento, sendo retomado oito anos depois.

Para se chegar a essa gama de informações, o território sul-mato-grossense foi dividido pelo tipo de solo predominante e indicado locais onde deveria ser feita coleta de amostras para submeter a análises. Na Bacia do Rio Paraguai foram feitas coletas em 1.160 pontos e na Bacia do Rio Paraná, outras 1.400 coletas, conta o engenheiro agrônomo Carlos Henrique Lemos Lopes, responsável técnico pelo projeto na Semadesc. Todo material coletado foi encaminhado ao Laboratório de Solos da Faculdade de Agronomia da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) da USP de Piracicaba (SP) para se definir as características físicas e químicas de cada solo.

As coletas foram feitas por meio de trado, uma ferramenta específica para perfuração manual, e retiradas amostras de várias camadas até a profundidade de 1,5 metros. Para se ter uma ideia da complexidade do estudo, além desses pontos de coletas, em espaços maiores foram abertas trincheiras medindo 2 metros de comprimento, 1,5 metro de largura por 2 metros de profundidade, que possibilitam uma análise mais aprofundada do solo. Nessas amostras – que são analisadas no Laboratório da Embrapa Solos do Rio de Janeiro – são verificadas a densidade, permeabilidade e capacidade de infiltração de água e também o estoque de carbono orgânico existente no solo.  Na Bacia do Rio Paraguai foram abertas 250 trincheiras e na Bacia do Rio Paraná estão sendo abertas outras 300. Cabe ressaltar que não foram coletadas amostras do solo da planície pantaneira, que é Área de Uso Restrito estipulada por lei, sendo proibida a exploração de diversas atividades econômicas – inclusive agrícolas.

Os pesquisadores da Embrapa Solos juntarão as informações das características do solo e capacidade de retenção de água com outros dados já disponíveis sobre condições climáticas, temperaturas, risco de geadas, etc, e desenvolverão estudos indicando quais as culturas são indicadas em cada município e as melhores datas para plantio. Esse conjunto de dados técnicos forma o Zoneamento Agroecológico, porém para o público estarão disponíveis em ambiente virtual, num Portal da Internet com livre acesso.

O secretário executivo de Produção Sustentável da Semadesc, Rogério Beretta, chama a atenção para a magnitude e importância do estudo. “O Zoneamento Agroecológico vai resultar em uma série de produtos essenciais para o desenvolvimento de uma agricultura tecnológica, dinâmica, moderna, como é a proposta do Governo do Estado. Teremos o mapa de solos e de culturas em escala 1:100.000 (cada centímetro de mapa corresponde a 1 quilômetro linear de território); o mapa de água disponível no solo; o mapa de estoque de carbono orgânico no solo; o mapa de susceptibilidade à erosão; mapa de classe de terras para irrigação; e um banco de dados georreferenciados com os dados do projeto”, disse.

Os trabalhos de campo são desenvolvidos pela equipe técnica própria Semadesc, em parcerias com a Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), prefeituras e sindicatos rurais. A previsão é de que até setembro os trabalhos de coleta de amostras e análises de solo sejam concluídos, devendo em seguida serem finalizados os estudos e elaborada a versão final do Zoneamento Agroecológico, que estará à disposição do público.