O Sistema Fiems está com processos seletivos abertos para a contratação de profissionais de diversas áreas de atuação. Ao todo, há 20 vagas disponíveis para trabalho nos seguintes municípios: Aparecida do Taboado, Bataguassu, Campo Grande, Corumbá, Dourados, Maracaju, Rio Brilhante e Três Lagoas. Os processos seletivos visam atender as necessidades do Sesi e do Senai.
Há vagas para o público geral e também para pessoas com deficiência. Os candidatos inscritos serão avaliados em etapas compostas por análise curricular, prova e entrevista. As inscrições encerram-se nos próximos dias. Interessados devem se inscrever exclusivamente pela Internet, pelo site: http://www.fiems.com.br/processo-seletivo.
A Fiems é a representante da indústria sul-mato-grossense. Atua na defesa dos interesses do setor e também na articulação com os poderes executivo, legislativo e judiciário. Administra diretamente o Sesi (Serviço Social da Indústria), o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial e o IEL (Instituto Euvaldo Lodi). Com eles, compõe o Sistema Indústria, que congrega ainda os sindicatos patronais.
Confira as oportunidades para trabalhar no Sistema Fiems:
O início de 2023 vem sendo promissor para o turismo sul-mato-grossense, em especial o da cidade que é o principal polo do setor local: Bonito. Dados do Observatório do Turismo e Eventos do município indicam que aumento considerável no número de turistas nos primeiros dois meses do ano, o maior dos últimos oitos anos.
Ano com o maior saldo acumulado de turistas registrados no levantamento, 2022 somou 280.391 visitantes em Bonito, sendo que em janeiro foram 30.220 e em fevereiro 15.861. Já em 2023, foram 34.800 visitantes em janeiro, tornado o período o melhor mês da história aferida pelo Observatório, em números totais.
Bonito teve o maior saldo acumulado de turistas (Foto: VisitMS/Arquivo)
Em seguida, o total de 21.883 visitantes tornaram fevereiro de 2023 o melhor fevereiro da série histórica. Só nesse primeiro bimestre, foram 56.683 turistas em Bonito, resultado pelo qual o Governo de Mato Grosso do Sul vem trabalhando para alcançar.
“Durante o pico da pandemia não paramos de fazer ações, de pensar plano de retomada, campanhas de volta gradativa. Ocupamos um espaço importante e nosso trabalho não parou, mesmo com restrições. Isso manteve o interesse do destino em alta”, explica o diretor-presidente da Fundtur (Fundação de Turismo), Bruno Wendling.
O dirigente, que comanda a pasta que chancela o turismo sul-mato-grossense, vinculada à Setescc (Secretaria de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania), aponta que situações como o desejo reprimido das pessoas em voltar à viajar e a imagem deixada pela novela Pantanal criaram oportunidades que foram exploradas pelo setor.
“Conseguimos um voo direto para Bonito, partindo do aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP). Isso corrobora para que as ações de divulgação sejam efetivas. Outro exemplo foi logo quando as atividades voltaram na pandemia, nossos destinos estavam preparados para lidar com todas as normas sanitárias”, frisa o chefe da Fundtur.
Ocupação hoteleira
Quanto a ocupação da rede hoteleira de Bonito, os dados indicam também crescimento, com 2022 sendo o ano com a melhor média desde 2015, somando 58% – em janeiro foi 74% e em fevereiro 46%. Neste ano, tanto janeiro como fevereiro superaram a média dos mesmos meses no ano anterior, chegando a 79% e 55%, respectivamente.
Com isso, o janeiro de 2023 fica só atrás dos meses de janeiro de 2015 (81%) e de 2016 (84%) na média de ocupação dos hotéis de Bonito. O quarto melhor número geral e o melhor fevereiro de todos foi o do ano passado. No Carnaval, entre 18 e 22 de fevereiro de 2023, a ocupação na cidade chegou aos 76%.
“Projetamos que a retomada seria mais lenta, então um retorno com tamanha força é bastante interessante e demonstra que o nosso trabalho está seguindo o caminho certo”, destaca Wendling, que reforça ainda o turismo como um gerador de renda e emprego.
Dinheiro em circulação
Entre janeiro de 2022 e janeiro de 2023, o saldo positivo de empregos gerados em Bonito foi de 640 vagas, grande parte deles no setor de serviços, fortalecido pela alta do turismo. Além disso, há ainda a questão de geração de impostos municipais, que são revertidos diretamente em beneficiamento à população.
A arrecadação geral em ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) ficou em R$ 1,62 milhão em janeiro deste ano, enquanto o valor de fevereiro foi de R$ 1,24 milhão. Em 2022, o recorde de R$ 21,8 milhões foi arrecadado em Bonito.
Saúde autoriza municípios a anteciparem vacinação contra a Influenza em Mato Grosso do Sul
Os 79 municípios estão autorizados a iniciar a vacinação contra a Influenza a partir desta terça-feira (28). Mais 92 mil doses do imunizante já chegaram em Mato Grosso do Sul para esta 25ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza.
Além da chegada do outono, o aumento de caos de doenças respiratórias, levaram a antecipação da campanha que tinha início previsto para 10 de abril, conforme explica a coordenadora estadual de Vigilância Epidemiológica da SES, Ana Paula Rezende de Oliveira Goldfinger.
Em Campo Grande, a vacinação deve ter início apenas no dia 10 de abril. A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) explicou que a cidade deve seguir o calendário feito pelo Ministério da Saúde. Este ano, os imunizantes poderão ser aplicados em todos os públicos.
O motivo da alteração, segundo Ana Paula Rezende de Oliveira Goldfinger, coordenadora estadual de Vigilância Epidemiológica da SES, é a chegada do outono, período mais seco e com aparecimento mais expressivos de doenças respiratórias, como gripes, e também devido ao aumento de casos no Estado.
“Nós já estamos realizando a entrega desta primeira remessa de 92 mil doses. Aqueles que ainda não fizeram a retirada da vacina podem procurar a Ceve (Coordenadoria Estadual de Vigilância Epidemiológica) para fazer a retirada do imunizante até a próxima sexta-feira (31)”.
Mato Grosso do Sul registrou duas mortes e 354 novos casos de Covid-19 nos últimos sete dias. Estes dados constam no boletim divulgado pela SES (Secretaria Estadual de Saúde) nesta terça-feira (28). Neste momento 19 pessoas permanecem internadas no Estado devido a doença.
Foto: Edemir Rodrigues/Arquivo
As duas mortes notificadas no boletim são de homens de 87 e 92 anos, que moravam em Campo Grande. Ambos apresentavam comorbidades, como doenças respiratórias e cardíacas. Os óbitos ocorreram entre os dias 5 e 7 de março deste ano.
Dos novos casos, Douradina lidera a lista com 114 ocorrências, seguida por Dourados (44), Ponta Porã (26), Nova Alvorada do Sul (16), Caarapó (13), Três Lagoas (13), Alcinópolis (12), Deodápolis (11), Naviraí (10), Mundo Novo (9), Terenos (9) e Aparecida do Taboado (8). Ao todo 40 cidades registraram casos nesta semana.
O boletim mostra que 19 pacientes estão internados devido a doença, sendo 15 em leitos clínicos e 4 que precisam de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). No Estado 1.187 pessoas estão em isolamento domiciliar em função da covid. (Confira o boletim completo)
Duas mortes atribuídas a dengue foram confirmadas por boletim divulgado nesta segunda-feira (27) pela SES (Secretaria de Estado de Saúde). Com isso, Mato Grosso do Sul chega a sete óbitos neste ano.
As mortes mais recentes são de moradores de Três Lagoas. Trata-se de uma mulher de 39 anos, sem comorbidade relatada e um idoso de 64 anos, com hipertensão arterial sistêmica como comorbidade.
Três mortes continuam sendo investigadas pelo setor de Vigilância em Saúde da SES.
Além de vítimas fatais, na mais recente semana epidemiológica, 2.439 novos casos de dengue foram confirmados, resultando no total de 7.989 diagnósticos positivos para esta doença endêmica até agora em 2023.
Dentre os casos, 2.609 foram confirmados por critério clínico e 5.380 por meio de exames em laboratório.
Além das mortes registradas mais recentemente, também faleceram por complicações de saúde atribuídas à dengue, moradora de Guia Lopes de Laguna, de 59 anos; adolescente de 14 anos, morador de Dourados.
São listados ainda um de Amambai, 21 anos, sexo masculino; um de Campo Grande, 58 anos, sexo feminino; e de Aquidauana, sexo masculino e 74 anos.
O Boletim Epidemiológico da Dengue é elaborado pela Gerência Técnica de Doenças Endêmicas, vinculado ao setor de Vigilância em Saúde da SES.
Completando 30 anos de criação, a UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) recebe nesta segunda-feira (27), a partir das 8h30, na sede da instituição, em Dourados, um evento com entregas, assinaturas de termos importantes para a comunidade acadêmica.
Com lançamentos de programas institucionais e shows, a solenidade será histórica para a universidade, que tem um profundo legado junto à história da sociedade sul-mato-grossense. O governador Eduardo Riedel e diversas autoridades políticas, além de representantes interinstitucionais, estarão presentes.
Na solenidade, a UEMS irá oficializar o recebimento de investimentos que somam mais de R$ 17 milhões. O valor se destina a diversas frentes de trabalho nas áreas de ensino, pesquisa e extensão com objetivo de fortalecimento e expansão no atendimento que a UEMS realiza junto à população sul-mato-grossense.
Além de assinaturas de termos importantes, a UEMS também realizará eventos conjuntos voltados a docentes, discentes e técnicos. Durante todo o dia 27 a universidade realizará diversas atividades para um melhor acolhimento dos acadêmicos e celebração desta data tão especial.
Instituição estratégica
Para o governador, Eduardo Riedel, “a UEMS é prioridade na estratégia educacional do Estado. Ela tem papel importantíssimo como um dos melhores e mais bem avaliadas polos de formação superior do Centro-Oeste, e contribui decisivamente para o desenvolvimento do Mato Grosso do Sul”, diz o chefe do Executivo.
“Uma honra para todo sul-mato-grossense comemorar 30 anos de UEMS, uma universidade criada em 1993 com a meta de interiorizar o ensino superior em Mato Grosso do Sul. Esta missão vem sendo cumprida em mais de 28 municípios e atendendo as demandas da população com a formação de profissionais em todas as áreas do conhecimento”, declara o reitor da UEMS, Laércio Alves de Carvalho.
Reitor da UEMS destaca as potencialidades da universidade
O gestor da universidade ainda ressalta que a UEMS é o patrimônio do nosso povo, da nossa gente, pois ela consegue avançar, de forma humanizada, no ensino, pesquisa, extensão e inovação, sempre orientada pelos desafios postos pela ONU (Organização das Nações Unidas, atrelados aos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Laércio destaca a força do trabalho conjunto. “Isso só é possível com muito trabalho da nossa comunidade acadêmica, com o apoio do Governo do Estado, e outras instituições públicas e privadas, com destaque a nossa bancada federal e municípios”, ressalta o reitor, que complementa a fala indicando mais potenciais.
“A UEMS está em constante transformação, entregando para a sociedade profissionais mais humanizados e preparados, frente a nova dinâmica da Educação nacional e Internacional, transformando a realidade local onde ela atua”.
Investimentos
Os investimentos do Governo do Estado e demais fontes junto à UEMS somam mais de R$ 17 milhões e abarcam duas vans e dois ônibus, sendo um exclusivo para as ações do Programa UEMS na Comunidade, um dos maiores projetos de extensão do Brasil.
Uma equipe de mais de 70 profissionais e alunos que percorrerão o Estado, levando atendimentos e capacitações, fazem parte do projeto. Os recursos são do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) da Fonte 500 do Governo do Estado, totalizando mais de R$ 3 milhões para a execução do programa.
A aquisição da Biblioteca Digital também está entre as conquistas para a universidade neste lançamento oficial em comemoração aos 30 Anos da UEMS, garantida pelo Governo. O acervo desta plataforma digital abrange mais de 10 mil títulos de diferentes áreas do conhecimento, que poderão ser acessadas, mediante cadastro, por toda a comunidade universitária da UEMS. Os recursos somam mais de R$ 600 mil.
Também serão autorizados novos editais de apoio aos cursos de graduação e pós-graduação e serão entregues aos pesquisadores contemplados no edital Acelera UEMS-Fundect os cartões de pesquisa. Neste eixo, serão investidos, exclusivamente com fonte do Governo do Estado, o montante de R$ 4,3 milhões.
Por fim, o maior investimento dentro das entregas está na assinatura de termo referentes às bolsas e auxílios direcionados a discentes da UEMS, com foco principal em garantir a permanência de acadêmicos na universidade. Os valores serão equiparados com o aplicado pela CAPES/CNPq/Fundect, somando R$ 8 milhões vindos do Governo.
Programas Institucionais
Um dos grandes destaques a ser lançado durante o evento em comemoração aos 30 anos da UEMS é o Programa UEMS na Comunidade, que visa colaborar com eixos importantes definidos pelo governo estadual, no sentido de atendimento à população do Estado de Mato Grosso do Sul. A universidade já trabalhou, no passado, com uma ação de Extensão com status de projeto com a mesma nomenclatura.
Nesse sentido, esta iniciativa é resgatada de forma mais ampla e com parcerias muito importantes que garantem mais solidez e recursos para a implementação e execução dos atendimentos do programa, que é o carro-chefe das ações da Pró-reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Comunitários (PROEC).
Como parceria importante nesta iniciativa está a Setescc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania). As ações serão desenvolvidas com apoio de prefeituras interessadas em receber a visita das caravanas do UEMS na Comunidade.
Outra iniciativa institucional de grande importância em nível institucional é o Programa de Inclusão do Calouro (Proinca) que ocorrerá durante o evento, sendo voltado para os estudantes ingressantes nos cursos de graduação.
Anualmente, nos primeiros meses de início das aulas, tanto a UEMS de Dourados quanto as outras unidades universitárias promovem ações diversas como palestras, mesas redondas e demais iniciativas que promovam interação entre veteranos e novos estudantes e que, principalmente, levem informação aos estudantes.
O evento é organizado pela Pró-reitoria de Ensino (PROE) em conjunto com a Divisão de Atendimento Estudantil (DAE), vinculada a PROEC. As gerências de unidades desenvolvem seus próprios cronogramas de ações do Proinca.
Demais atividades e shows
Na solenidade oficial do dia 27 também estão programados o lançamento do Selo Institucional comemorativo ao jubileu de pérola da universidade e, também, a exibição do vídeo institucional “UEMS 30 anos: a realização de um sonho sul-mato-grossense” – o material foi produzido pela empresa Óia Filmes, sob orientação da Assessoria de Comunicação Social da Universidade (ACS/UEMS).
Durante o período da manhã, ocorrerá o show da banda Sampri, Agendado para às 8h e, durante a noite, ocorrerá o maior evento que a Cidade Universitária de Dourados já recebeu: o show do cantor e compositor Almir Sater e banda, a partir das 19h, ao lado do Auditório central da UEMS/Dourados.
Embargo durou um mês, após país detectar caso de “vaca louca” atípico no Pará
A China reabriu o seu mercado para as exportações de carne bovina do Brasil a partir desta quinta-feira (23/3). A informação foi repassada ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e à comitiva brasileira que está em Pequim pela equipe da Administração-Geral de Alfândegas do país (GACC, na sigla em inglês).
China encerra embargo à carne bovina brasileira Evandro Monteiro/Valor
As importações estavam suspensas desde fevereiro após a confirmação de um caso de mal da “vaca louca”, no norte do país. Com essa medida, três frigoríficos de MS voltam a exportar carne bovina à China.
“Tenho certeza que isso é um passo para que o Brasil avance cada vez mais com o credenciamento de plantas e oportunidades para a pecuária brasileira”, disse Fávaro, ao final do Em Mato Grosso do Sul, segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Frios e Carnes e Derivados de Mato Grosso do Sul (Sicadems), Sérgio Capuci, três frigoríficos foram afetados com o embargo chinês.
Com a reabertura das exportações da carne bovina, os frigoríficos Naturafrig, em Rochedo; FrigoSul, em Aparecida do Taboado; e Agroindustrial, em Iguatemi, devem voltar a exportar carne bovina à China.
Análises dos laboratórios do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), feitas durante o ano passado, atestam que 74,5% das amostras de águas dos rios de Mato Grosso do Sul foram consideradas boas e 13,2% ótimas. O Imasul, órgão ambiental do Estado vinculado à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), mantém desde 1994 o Programa de Monitoramento da Qualidade das Águas Superficiais e a Rede Básica de Monitoramento da Qualidade das Águas, mecanismos que permitem acompanhar a situação dos rios e subsidiar políticas públicas e a gestão eficiente dos recursos hídricos no Estado.
O Programa de Monitoramento foi implantado pelo órgão ambiental em 1994 (Foto Saul Schramm)
O gerente de Recursos Hídricos do Imasul, Leonardo Sampaio, explica que o monitoramento da qualidade da água com ênfase em seus múltiplos usos é uma atividade indispensável, tendo em vista a importância biológica, econômica e social da água, que por isso mesmo requer sua preservação e conservação. “Essa importância se traduz na capacidade técnica do órgão em fornecer informações que permitam o controle da degradação da qualidade das águas, como também para subsidiar a investigação tanto dos processos naturais e consequências das ações humanas no meio ambiente.”
O Programa de Monitoramento foi implantado pelo órgão ambiental em 1994 e, desde então, a Rede Básica de Monitoramento vem sendo ampliada de forma gradual, no início eram 24 estações de monitoramento e hoje somam 194, todas georreferenciadas e distribuídas de forma estratégica em 76 principais rios do Estado. Na Bacia do Rio Paraguai estão 85 estações e na Bacia do Rio Paraná, outras 109.
Nessas estações de monitoramento são analisados, em média, 40 parâmetros físicos, químicos e biológicos (qualitativos), de vazão e medição (quantitativos) que permitem traçar o perfil da qualidade das águas superficiais. Os dados constam no Relatório de Gestão dos Recursos Hídricos 2022 e resultam na qualificação das águas superficiais em cinco níveis: ótima, boa, aceitável, ruim ou péssima. As análises buscam detectar a presença de metais pesados (chumbo, cobre, cromo, mercúrio, manganês), quantidade de oxigênio dissolvido, nitrogênio, temperatura, turbidez, Ph, entre outros dados.
Durante o ano de 2022 foram analisadas 675 amostras, sendo que 89 alcançaram nível ótimo de qualidade (13,2%), 503 foram consideradas boas (74,5%), 40 se enquadraram no nível aceitável (5,9%), 31 no nível ruim (4,6%) e 12 péssimas (1,8%). “Esses números indicam que, de maneira geral, as águas superficiais no Mato Grosso do Sul permaneceram durante a maior parte do tempo nas qualidades ótima e boa”, disse o secretário da Semadesc, Jaime Verruck.
O diretor-presidente do Imasul, André Borges, lembra que, desde 2013, Mato Grosso do Sul mantém termos de cooperação com a Agência Nacional de Águas para custear o Programa Nacional da Qualidade da Água (Qualiágua), o Programa de Consolidação do Pacto Nacional pela Gestão das Águas (Progestão), o Programa Nacional de Fortalecimento dos Comitês de Bacias Hidrográficas (Procomitê), que visam fortalecer a gestão das águas em todo território nacional.
“Todos os anos apresentamos relatórios das ações desenvolvidas em cada programa e recebemos aprovação da ANA, que renova os convênios e dessa forma, o Imasul mantém e aperfeiçoa os mecanismos de monitoramento e gestão dos recursos hídricos”, pontuou.
Entre as atividades ajustadas nos acordos com a ANA, em 2022 foram realizadas 88 cursos de capacitação totalizando 476 participações nos eventos promovidos pelo órgão ambiental e por parceiros, nas modalidades EaD, presencial e semipresencial, para servidores do próprio instituto ou voltados ao público externo.
O boletim epidemiológico do Coronavírus divulgado na manhã desta terça-feira (21) pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) traz o registro de mais cinco óbitos atribuídos a esta doença em Mato Grosso do Sul.
Trata-se de quatro vítimas de Campo Grande, todos homens, e uma pessoa do sexo feminino, moradora em Ponta Porã.
Crédito: Divulgação/Ministério da Saúde
Com a atualização, o Estado chega a 11.023 óbitos desde o começo da pandemia.
Também foram contabilizados mais 588 novos casos de Covid em Mato Grosso do Sul, chegando ao acumulado de 608.895, desde o começo do período pandêmico.
Apesar de não ter registro de morte, Dourados aparece no topo do ranking de casos novos confirmados nesta semana epidemiológica, na comparação com demais municípios do Estado.
Foram 168 diagnósticos novos de Covid em unidades de saúde da maior e mais populosa cidade do interior de Mato Grosso do Sul. Na sequência vem Jardim com 123 novos casos, e Campo Grande com 95.
Nos hospitais em todo o Estado, 13 pacientes estão em tratamento com testagem positiva para Covid.
Dez estão em leitos clínicos de enfermaria e outros três em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
O Boletim Epidemiológico da Covid-19 é elaborado semanalmente pela Gerência Técnica de Influenza e Doenças Respiratórias, vinculado ao setor de Vigilância em Saúde da SES.
Ocorre que, conforme distribuição de competências do SUS (Sistema Único de Saúde), a responsabilidade pelo financiamento de tratamento oncológico é do Ministério da Saúde
A PGE (Procuradoria-Geral do Estado) acionou a União na Justiça Federal e garantiu o ressarcimento de R$ 110.994,75, valor referente ao tratamento de saúde de uma paciente com câncer.
O pedido de devolução do recurso ocorreu depois que o Estado de Mato Grosso do Sul foi obrigado, via judicial, a custear a compra do medicamento Pembrolizumabe (Keytruda).
Ocorre que, conforme distribuição de competências do SUS (Sistema Único de Saúde), a responsabilidade pelo financiamento de tratamento oncológico é do Ministério da Saúde.
“Dessa forma, a União deve ser responsabilizada pelos gastos efetuados pelo Estado”, explicou o procurador do Estado Kaoye Guazina Oshiro, responsável pela Procuradoria de Saúde e pela Coordenadoria Jurídica da PGE na Secretaria de Estado de Saúde.
Conforme o despacho, todos os medicamentos para o tratamento do câncer (inclusive aqueles de uso oral) devem ser fornecidos pelo estabelecimento de saúde, público ou privado, credenciado no SUS e habilitado em Oncologia.
“Logo, como na espécie a paciente não alcançou o tratamento em CACON/UNACON, é óbvio que a União deixou de transferir recursos para tais entidades, acabando o Estado por assumir tal obrigação, devendo então ser ressarcido”, diz trecho da decisão.
Os estabelecimentos conhecidos como UNACON (Unidades de Alta Complexidade em Oncologia) ou CACON (Centros de Alta Complexidade em Oncologia) devem oferecer assistência geral, especializada e integral ao paciente com câncer, atuando no diagnóstico e no tratamento.
Isso abrange sete modalidades integradas: diagnóstico, cirurgia oncológica, radioterapia, quimioterapia (oncologia clínica, hematologia e oncologia pediátrica), medidas de suporte, reabilitação e cuidados paliativos.
Além disso, acolhendo pedido formulado pela PGE, o ressarcimento ocorrerá mediante a inclusão do valor nas transferências realizadas pelo Ministério da Saúde ao Fundo Estadual de Saúde. Com isso, torna-se desnecessária a expedição de precatório, o que garante agilidade no cumprimento da decisão.