O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) distribuiu comunicado informando que as ações finais, da etapa de apuração do Censo Demográfico, que envolvem a coleta de informações, ocorrerão até o dia 28 deste mês e “que os dados definitivos de população do censo serão divulgados, pelo instituto, impreterivelmente, em 28 de junho próximo”.
Etapa de apuração e coleta de dados foi estendida até 28 de maio (Foto Tânia Rêgo/Agência Brasil)
A nota diz que a etapa de apuração do censo, iniciada neste ano, foi realizada com sucesso junto a diversos territórios censitários, como a Terra Indígena Yanomami, comunidades em grandes capitais e regiões metropolitanas e também junto a bairros de alto padrão. E “o trabalho técnico realizado por servidores do IBGE e o acompanhamento de especialistas externos convidados para avaliação dos dados do censo foram realizados com êxito”.
Diante disso, a Comissão Executiva do Censo, por unanimidade, comunicou que os trabalhos de pesquisa de campo terminam até o final de maio.
Os novos dados que apontam mais 72 km² de território ao Brasil trouxeram discussões sobre as regiões fronteiriças entre Paraguai e Bolívia. A nova extensão territorial expressa um ‘aprimoramento’ da área total do país.
O Brasil “perdeu” cerca de 5,9 km² para a Bolívia, em 2022, de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entretanto, na prática, esta perda de território não significa muita diferença, de acordo com especialistas.
Mapa de Mato Grosso do Sul; linha pontilhada representa fronteiras e linha azul é o Rio Paraguai. (Arte: Thiago Mendes)
Esta área de 5,9 km² está localizada na faixa fronteiriça do Brasil com a Bolívia, em Mato Grosso do Sul, mais especificamente no rio Paraguai, de acordo com o gerente de regularização fundiária e cartográfica da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) e da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jadir Bocato.
Em 2021, o órgão apontou que Corumbá – o 11º maior município do País em tamanho -, possuía 64.438,363 km². No novo levantamento, referente ao ano de 2022, o município aparece com 64.432,450 km².
O especialista explica que os novos dados divulgados pelo IBGE são mais precisos em relação com o atual território brasileiro. Segundo Jadir, não se trata de “perda” ou “ganho” de território, mas sim de um ajuste do mapa do Brasil a atual forma.
“O mapa anterior foi feito numa escala de 1 para 250 mil. Ou seja, cada quilômetro no mapa correspondia a 250 mil quilômetros no chão. O novo mapa usa uma escala muito mais precisa, de 1 para 100 mil, com isso amplia em 6 vezes mais o nível de visão. Um trecho do rio que parecia reto, aparece com curvas nessa nova escala, e isso vai refletir na área”, explicou.
Cinco cidades do Acre fazem fronteira com a Bolívia, mas nenhuma teve mudança; nove de Rondônia e cinco de Mato Grosso.
Vila Bela da Santíssima Trindade (MT) ganhou 41,03 km², Porto Esperidião ganhou 3,2 km² e Comodoro (MT) ganhou 0,04 km². São Francisco do Guaporé (TO) perdeu 11,17 km² e Cáceres perdeu 42,97 km².
Em todo o Brasil, o território cresceu 72 km² com o recálculo de fronteiras. Os aumentos foram provocados por novos delineamentos de fronteira internacional em trechos do Amazonas, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O estudo ajustou o total da área do País para 8.510.417,771 km².
O setor de serviços, principal segmento da economia de Campo Grande, registrou crescimento de 5,8% no mês de dezembro de 2022 de acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Os dados foram compilados pela Prefeitura Municipal de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Inovação, Desenvolvimento Econômico e Agronegócio (Sidagro) e publicado na edição fevereiro de 2023 do Boletim Econômico de Campo Grande.
IBGE mostra que Campo Grande fechou 2022 com índice de 3,1% de desocupação
No comércio, houve estabilidade. Com os dados de dezembro, a Sidagro estima que a variação do Produto Interno Bruto (PIB) tenha superado 4,5% no ano de 2022. Estes números se baseiam nos dados das Pesquisas Mensais de Serviços e Comércio do IBGE, e nos dados de arrecadação com ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza). A média nacional de crescimento do PIB foi de 2,9%.
“Mais uma vez vemos a importância do varejo para a economia de Campo Grande. Sabemos que o setor em Campo Grande é responsável por mais de 60% do PIB da Capital e 40% do PIB do Estado. Então, as políticas públicas que a Prefeitura de Campo Grande vem realizando no sentido de fomentar a Capital em hub logístico vem ao encontro da sua própria vocação”, explica o secretário municipal de Inovação, Desenvolvimento Econômico e Agronegócio, Adelaido Vila.
Outro ponto importante é que o cenário de crescimento econômico se reflete na geração de empregos e na baixa taxa de desocupação. No mês de janeiro foram mais 102 novas vagas com carteira assinada geradas, com destaque para construção civil, indústria e agropecuária. O último dado sobre desemprego divulgado pelo IBGE mostra que Campo Grande fechou 2022 com índice de 3,1% de desocupação, a segunda menor entre as capitais, o que poderia indicar uma situação de pleno emprego.
O pleno emprego é conhecido como o mais alto grau do uso de forças produtivas da economia, principalmente no uso de trabalho. Este processo é possível para uma economia em constante expansão. Este cenário é considerado na macroeconomia quando toda a mão-de-obra, qualificada ou não, pode ser empregada devido ao grande impulso que deixa a economia em equilíbrio. O pleno emprego não é um nível em que o desemprego é nulo, mas que atinja um nível satisfatoriamente baixo.
Para 2023, a Sidagro estima um crescimento do PIB municipal entre 2,0% e 2,5%. Apesar de menor do que o estimado para 2022, o número da capital sul-mato-grossense é bem superior ao 0,85% projetados para o Brasil.
Dado mostra que mercado de trabalho não apenas confirma tendência de recuperação após pandemia, como ultrapassa patamar pré-pandemia, disse o instituto
A taxa média de desemprego no Brasil em 2022 caiu a 9,3%, uma retração de 3,9 pontos percentuais frente à de 2021, quando marcou 13,2%, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (28).
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
Para especialista, resultado mostra que 2022 consolidou o processo de recuperação iniciado no ano anterior REUTERS/Amanda Perobelli
Para Adriana Beringuy, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, o resultado mostra que 2022 consolidou o processo de recuperação iniciado no ano anterior.
“2021 foi de transição, saindo do pior momento da série histórica, sob o impacto da pandemia e do isolamento ocorrido em 2020. Já 2022 marca a consolidação do processo de recuperação”, afirmou ela em nota.
“Em dois anos, a desocupação do mercado de trabalho recuou 4,5 p.p.”
Nesse sentido, alguns índices que compõem a Pnad confirmaram o movimento de retomada de 2022. O IBGE destaca, por exemplo, o crescimento do contingente médio anual da população ocupada, que, com mais 6,7 milhões de pessoas em relação a 2021, saltou em 7,4%.
O nível de ocupação também cresceu pelo segundo ano consecutivo, a 56,6%, em 2022. No primeiro ano da pandemia, o índice chegou ao menor patamar da série, a 51,2%.
O ano passado também registrou um aumento de 9,2% no número de empregados com carteira de trabalho assinada, atingindo o patamar de 35,9 milhões de pessoas. “Embora venha crescendo nos últimos dois anos, o índice ainda não é o suficiente para atingir o patamar de 2014, o maior da série”, diz Beringuy. Em 2014, a estimativa média anual chegou a 37,6 milhões de empregados com carteira de trabalho no setor privado.
Em paralelo, a média anual de empregados sem carteira assinada também aumentou, a 14,9% — o maior patamar da série histórica. De 2021 para 2022, o dado subiu de 11,2 milhões de pessoas para 12,9 milhões.
Em 2022, o rendimento médio real fechou em R$ 2.715, o que marca um recuo de 1%, ou R$ 28, em relação a 2021. Já a média anual da massa de rendimento subiu 6,9% e chegou a R$ 261,3 bilhões, atingindo o maior patamar da série.
O IBGE também registrou queda na taxa média anual da informalidade, que saiu de 40,1% para 39,6%. Apesar da redução, a taxa ainda supera o início da série, quando estava em 38,6%, e o dado de 2020 (38,3%).
Em relação a setores, o crescimento do mercado de trabalho foi disseminado. A pesquisa destaca atividades comerciais e de reparação de veículos, que acumulou ganho de 9,4% (mais 1,6 milhão de pessoas) e chegou a cerca de 18,9 milhões de pessoas ocupadas no setor.
“Outros serviços” teve o maior percentual de aumento da população ocupada, em 17,8%, atingindo 5,2 milhões de trabalhadores.
A atividade que engloba “outros serviços” foi a com maior percentual de aumento da população ocupada, 17,8%, atingindo 5,2 milhões de trabalhadores. Alojamento e alimentação vêm em sequência, com alta de 15,8%.
Apenas o setor de Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura teve queda percentual da população ocupada (-1,6%).
Trimestre mostra queda na população desocupada Considerando apenas o período de outubro a dezembro de 2022, a Pnad mostra uma queda de 0.8 p.p. na taxa de desocupação em relação ao trimestre anterior, de 8,7% para 7,9%. Na comparação anual, o recuo foi de 3,2 p.p.
Em números totais, a população desocupada é de 8,6 milhões de brasileiros; a ocupada, de 99,4 milhões.
A taxa composta de subutilização também apresentou queda, indo de 20,1% do trimestre anterior para 18,5% nos últimos três meses do ano. No confronto com o mesmo trimestre de 2021, a queda foi de 5,8 p.p.
No ano, a taxa de subutilização reduziu 6,4 p.p., a 20,8%.
A população estimada da Capital do Estado em 2021 era de 916.001 pessoas, o que representa alta de 2.85%
Campo Grande ainda não alcançou à marca de 1 milhão de habitantes, de acordo com a prévia da população baseada no Censo Demográfico 2022, divulgada na quarta-feira (28), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A Capital é o município mais populoso, com 942.140 habitantes, enquanto Mato Grosso do Sul chegou a marca de 2.833.742 pessoas. O Brasil tem 207,8 milhões de pessoas.
Legenda Mato Grosso do Sul é a unidade federativa na região Centro-Oeste com menor população Foto Divulgação
A população estimada em Campo Grande em 2021 era de 916.001 pessoas, o que representa alta de 2.85%. Já a população do Estado saiu de 2.839.188 no ano passado para as 2.833.742 em 2022, 0,19% a menos na comparação entre os períodos, ou seja, diminuiu 5.446 habitantes.
Mato Grosso do Sul é a unidade federativa na região Centro-Oeste com menor população, atrás de Distrito Federal, Mato Grosso e Goiás.
Campo Grande (942.140), Dourados (261.019), Três Lagoas (132.651), Corumbá (94.874) e Ponta Porã (90.756) lideram o ranking dos cincos municípios mais populosos de Mato Grosso do Sul.
Na lista com menos pessoas estão Jateí (3.315) em primeiro lugar, seguido por Figueirão (3.520), Taquarussu (3.634), Alcinópolis (4.670) e Rio Negro (4.691).
Sobre a coleta do Censo
Os dados foram coletados entre 1º de agosto e 25 de dezembro. O IBGE afirma que o levantamento ainda não foi concluído devido a algumas dificuldades, como a contratação de recenseadores. A coleta de dados para o Censo Demográfico deve continuar em janeiro do próximo ano.
As informações divulgadas foram enviadas ao TCU (Tribunal de Contas da União) para o cálculo de distribuição do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), que precisam ser encaminhadas anualmente pelo IBGE ao órgão.
Disque-Censo
O Censo 2022 está em campo realizando coletas desde 1º de agosto e continuará durante o mês de janeiro de 2023.
Os moradores de domicílios onde ainda ninguém respondeu ao Censo 2022 devem ligar para o Disque-Censo 137, que atende a todos os estados do País. O serviço será disponibilizado de forma gradativa nos municípios de acordo com o andamento da coleta em cada local. Para saber se o Disque-Censo está disponível no seu município, clique aqui.
A ligação é gratuita e pode ser feita de qualquer telefone fixo ou celular, todos dias da semana, das 8h às 21h30 (horário de Brasília).
O Disque-Censo marca o fim da primeira etapa da coleta do Censo 2022
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou em Mato Grosso do Sul o serviço do Disque-Censo, que é voltado a possibilitar o agendamento do atendimento a quem ainda não participou do levantamento de dados no estado.
Quem ainda não foi recenseado poderá agendar atendimento pelo Disque-Censo do IBGE. — Foto: DIRCEU PORTUGAL – ESTADÃO CONTEÚDO
O serviço vai funcionar inicialmente em 15, dos 79 municípios do estado: Antônio João, Aral Moreira, Brasilândia, Cassilândia, Deodápolis, Figueirão, Inocência, Jatei, Mundo Novo, Paraíso das Águas, Pedro Gomes, Sete Quedas, Tacuru, Taquarussu e Vicentina.
Os moradores destas cidades que ainda não receberam a visita do recenseador podem ligar para o número 137 e agendar a entrevista. A ligação é gratuita e pode ser realizada todos os dias, das 8h às 21h30, horário oficial de Brasília. O canal de atendimento estará disponível até o fim de janeiro.
Quem ligar para o número 137 responderá a algumas perguntas que visam a identificar se, de fato, nenhum morador do domicílio respondeu à pesquisa. Os atendentes verificarão as informações pessoais, como: telefone, e-mail, endereço, nome do informante e ponto de referência. O sigilo de todas as informações prestadas é garantido por lei.
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou, nesta quarta-feira (07), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio) Contínua – Furtos, Roubos e Sensação de segurança 2021.
Em MS, 12 mil pessoas de 15 anos ou mais já foram vítimas de roubo nos últimos 12 meses. A pesquisa mostrou que, em Mato Grosso do Sul, 12 mil pessoas com 15 anos ou mais foram vítimas de roubo nos últimos 12 meses. Em Campo Grande esse número, para a mesma variável, atingiu 6 mil pessoas.
Cachorro é o segurança preferido entre os sul-mato-grossenses
Nos domicílios de MS, quando questionado se pelo menos um morador já foi vítima de roubo em um ano, a pesquisa mostrou que 9 mil pessoas responderam que sim e, em Campo Grande, esse número atingiu 5 mil unidades.
Os três estados com maior registro em que domicílio ao menos um morador foi vítima de roubo foram São Paulo (334 mil), Rio de Janeiro (156 mil) e Bahia (133 mil).
No campo oposto encontramos, Roraima (4 mil), Tocantins (4 mil) e Amapá (8 mil). O MS ocupa a 6ª menor posição, com 9 mil, empatado com Mato Grosso e com o Acre.
Vítimas de furto
Quando perguntado nos domicílios se pelo menos um morador foi vítima de furto nos últimos 12 meses, a resposta foi positiva para 49 mil unidades de MS, e para 16 mil lares de Campo Grande.
Em um ranking, entre as UFs, MS configurou a 17ª posição, sendo que nas primeiras posições ficaram: São Paulo (739 mil), Minas Gerais (278 mil) e Rio Grande do Sul (199 mil). Nas últimas posições, Amapá (8 mil), Roraima (10 mil) e o Tocantins (14 mil).
Entre os municípios estudados, fica em primeiro São Paulo (241 mil), seguido pelo Rio de Janeiro (94 mil) e Brasília (61 mil). Os menores números foram encontrados em Palmas (3 mil), Macapá (6 mil) e Boa Vista (8 mil). A capital de MS ocupou a 13ª posição no ranking.
Cachorro é o segurança preferido
De acordo com o levantamento, os dispositivos ou medidas de segurança estão presentes em 659 mil domicílios do Estado. O cachorro é o predileto, 44,9 do total pesquisado o escolheu para dar segurança a mais nas casa. Outra variável pesquisada foi se, no domicílio, havia pelo menos um dispositivo de segurança ou funcionário de segurança.
Do total de 951 mil domicílios pesquisados em MS, 659 mil responderam que existia dispositivo ou funcionário de segurança, enquanto em 292 mil responderam que não existia. Já em relação ao tipo de dispositivo ou funcionário de segurança, tem-se os seguintes percentuais (%).
O Mato Grosso do Sul já tem cerca de 70% de sua população recenseada, conforme divulgação prévia do IBGE (Instituto de Geografia e Estatística), divulgada na segunda-feira (22).
Dos 79 municípios do estado, 12 cidades realizaram as entrevistas com mais de 90% dos moradores. Enquanto em 10 municípios ainda não foi alcançada a marca de 50% de população recenseada.
Nesta semana, o Diretor de Pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo Pereira, fará uma visita técnica ao estado. Como o segundo maior nome dentro do IBGE, o Diretor de Pesquisas é responsável pelo planejamento e execução das atividades relacionadas às mais de 75 pesquisas que o órgão faz, incluindo os Censos.
Cimar Azeredo será capaz de trazer um panorama nacional do andamento do Censo 2022, bem como informações sobre os resultados de outras pesquisas, tal qual o PIB estadual, que, por exemplo, revelou MS como um dos dois únicos estados que apresentaram crescimento no ano de 2020.
Falta de pessoal O IBGE decidiu prorrogar, até o início de dezembro, o prazo de coleta de informações para o Censo 2022. A previsão inicial era encerrar os trabalhos até 31 de outubro deste ano. O instituto manteve, no entanto, a previsão de divulgar os dados do censo até o fim de dezembro.
De acordo com o Azeredo, apenas cerca de metade da população estimada do Brasil foi recenseada de 1º de agosto até outubro, mês em que foi previsto o término do recenseamento.
Para concluir o Censo, decidiu-se prorrogar o prazo dos trabalhos.“A grande dificuldade que se encontrou foi de recrutamento de recenseadores, portanto o IBGE está tomando decisões importantes para aumentar a possibilidade de recrutamento e concluir, com isso, a operação do Censo Demográfico 2022”.
Novas contratações Devido a falta de recenseadores, uma nova MP (Medida Provisória) 1.141, publicada nesta segunda-feira (21), autoriza o IBGE a contratar pessoal, por tempo determinado, para trabalhar no Censo 2022 sem ser necessária a realização de processo seletivo.
Estão incluídos também nesta nova iniciativa aposentados pelos regimes próprios de previdência social da União, dos estados, do Distrito Federal ou dos municípios.
Publicada no DOU (Diário Oficial da União), a MP determina que os novos contratados irão desempenhar atividades relacionadas ao recenseamento. Segundo o próprio IBGE, não haverá diferenças nas condições de trabalho entre os contratados e concorrentes. “Haverá igualdade de condições na seleção, na contratação e na execução da contratação entre os aposentados e os demais concorrentes ou contratados”, informa o instituto.
A nova MP, assinada pelo então presidente Jair Bolsonaro, tem como objetivo acelerar a realização do censo deste ano, além de garantir que a coleta de dados seja concluída ainda em 2022. “A MP permite a contratação de pessoal temporário [recenseadores] por análise de currículo, i. e., sem processo seletivo, e a contratação de pessoal aposentado pelos regimes próprios de previdência social [i. e. funcionários públicos aposentados], de qualquer ente da federação, como recenseador”, informa a Secretaria-geral da Presidência.
A nota ainda diz que “as medidas se fizeram necessárias porque, em alguns entes federados, as baixas taxas de desemprego estão dificultando o recrutamento de pessoal que aceite contratos temporários”.
Mais de 92% dos domicílios de Mato Grosso do Sul têm acesso à internet, sendo que o celular segue sendo o principal meio de conexão. Os dados do Módulo de Tecnologia de Informação e Comunicação integram a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e foram divulgados nesta sexta-feira (16).
06/04/2016- O uso do telefone celular para acessar a internet ultrapassou o do computador pela primeira vez no Brasil. É o que aponta o Suplemento de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2014 divulgado hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mais da metade dos 67 milhões de domicílios brasileiros passaram a ter acesso à internet em 2014 (54,9%). Em 2013, esse percentual era 48%. Mais de 60% dessas casas estavam na área urbana. Foto: Bruno de los Santos/Fotos Públicas
Dos 947 mil domicílios particulares permanentes no Estado, cerca de 873 mil utilizam a internet, de acordo com o levantamento realizado em 2021.
Dentre os equipamentos pesquisados, o celular continua a ser o mais utilizado para navegar na rede (99,5%). Na comparação com os anos anteriores, o crescimento do uso do celular para acesso à internet aumentou 0,9 ponto percentual em relação à 2016 (98,6%) e diminuiu 0,2 pontos percentuais em relação à 2019 (99,7%). A televisão foi o segundo equipamento utilizado para acesso à internet, alcançando 45,4% em 2021.
Esse número é 37,3 pontos percentuais superior ao encontrado em 2016 (8,1%) e 9,4 pontos em relação aos dados de 2019 (36%).
Adicionalmente, a categoria computador ou tablet foi a terceira mais utilizada para conexão à rede, estando presente em 44,3% dos domicílios sul-mato-grossenses que utilizaram a internet em 2021. No entanto, esse uso foi reduzido se compararmos ao percentual encontrado em 2016 (54,9%) e em 2019 (45,7%).
Telefone celular O percentual de pessoas que tinham telefone móvel para uso pessoal na população de 10 anos ou mais de idade subiu ligeiramente de 2016 (84,6%) para 2021 (88,5%) em Mato Grosso do Sul.
Os idosos de 60 anos ou mais apresentaram 13,8% de posse de celular dentro do total.
Dos motivos alegados pelos entrevistados para não terem celular de uso pessoal, quatro se destacaram: alto custo do aparelho e/ou dos serviços telefônicos (35,4%), não sabiam usar (20,8%), falta de interesse de ter telefone móvel celular (15,0%) e costumavam usar o telefone móvel celular de outra pessoa (14,6%).
No Estado, segundo a distribuição percentual, o grupo etário em que a posse de telefone móvel é maior fica na faixa dos 30 a 39 anos (20,8%) e a menor a do grupo de 10 a 13 anos (4,6%).
Vagas são para atuação em diversos municípios do estado. As inscrições podem ser feitas até sexta-feira (16)
Um novo processo seletivo foi aberto pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para contratar recenseadores e agente censitários para atuarem no Censo 2022 em Mato Grosso do Sul. As inscrições podem ser feitas até sexta-feira (16).
Recenseador coleta dados de morador para o Censo demográfico 2022 — Foto: DIRCEU PORTUGAL/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Conforme o edital, são 185 vagas para recenseador e três vagas para o cargo de agente censitário supervisor distribuídas nos municípios do estado. O IBGE informou que não há vagas para Campo Grande.
A inscrição é gratuita e deve ser feita até sexta-feira, dia 16 de setembro.
O recenseador tem como principal função entrevistar os moradores durante a coleta. Como a remuneração é por produção, ela pode variar de acordo com o tempo dedicado ao trabalho e o grau de dificuldade na abordagem aos domicílios.
O agente censitário municipal gerencia o trabalho do posto de coleta, enquanto o agente censitário supervisor, subordinado ao municipal, tem como principal função orientar os recenseadores durante a execução dos trabalhos de campo.
“O processo complementar tem o objetivo de contratar pessoal para as vagas que não foram preenchidas no processo seletivo simplificado. A diferença entre as duas seleções é que no PSS complementar à análise curricular em vez de prova e não é cobrada taxa de inscrição”, disse o coordenador de Recursos Humanos do IBGE, Bruno Malheiros.
Jornada de trabalho A jornada de trabalho para a função de recenseador é de, no mínimo, 25 horas semanais. A previsão de duração do contrato é de até três meses, podendo ser prorrogado.
A remuneração será por produção, calculada por setor censitário, conforme taxa fixada e de conhecimento prévio, de unidades recenseadas (domicílios urbanos e/ou rurais), tipo de questionário (básico ou amostra), pessoas recenseadas e registro no controle da coleta de dados.
A jornada de trabalho de agente censitário municipal e supervisor é de 40 horas semanais, sendo 8 horas diárias. A previsão de duração do contrato de ambas as funções é de até 5 meses, podendo ser prorrogado.
Inscrições e provas
A seleção ocorrerá por meio de análise de títulos, que abrange a titulação acadêmica dos candidatos, e não será cobrada taxa de inscrição.
O prazo para realizar a inscrição é definido na versão completa do edital, que estará disponível no site.