Feirão de empregos em Campo Grande coloca 780 pessoas no mercado de trabalho

O 3º Feirão de Oportunidades da Funsat (Fundação Social do Trabalho de Campo Grande) em parceira com 31 empresas, ofereceu, na segunda-feira (8), 1.000 vagas de contratações imediatas, com salários entre R$ 1.320 a R$ 3 mil. Deste total, 780 pessoas foram encaminhadas ao mercado de trabalho, sendo que 860 compareceram ao local.

Eram mil vagas ofertadas sendo que 860 compareceram ao local, buscando um trabalho

Os representantes do departamento de recursos humanos estavam presentes para fazer o recrutamento de funcionários. As empresas que estavam presentes e recrutaram funcionários foram: Assaí Atacadista, Atacadão, Fort Atacadista, Claro, Coca-Cola, Coco Bambu, Comper, Dale Sorvetes, Employer, Enjoy Inglês Profissionalizante, entre outros.

Nesta edição, foram ofertadas oportunidades para 150 profissões diferentes, como por exemplo, no setor de construção civil, setor de serviços, no comércio, indústria, mercado de automação e no agronegócio.

Para o diretor-presidente da Funsat, Paulo da Silva, a edição é um recorde de público e de encaminhamentos. “Nesse feirão, 31 equipes de recrutadores estão com estande na Funsat e foi o maior número em parceiria e engajamento deles, tanto que ofertamos 1.000 vagas para contratações imediatas. Então, fazemos os feirões para conseguir o maior número de pessoas possível no mercado de trabalho e, até o fim do ano, vamos realizar outros feirões e atender a áreas especificas”.

O diretor-adjunto, João Henrique Lima Bezerra, explica que o alicerce garante a efetividade do evento. “Temos conseguido uma aproximação maior com o mercado e implementado um atendimento mais acolhedor a quem nos procura, buscando emprego ou atrás de qualquer outro serviço, da Funsat. São avanços que refletem no destaque do feirão, mas fazem parte do nosso cotidiano.”

Oportunidade

Segundo o gerente de Marketing da Dalle Sorvetes, Rogério Guimarães, a firma está buscando profissionais que consigam fazer uma conexão junto à empresa. “Ao todo, foram ofertadas 12 vagas, sem experiência. A Dalle conta com o salário acima do piso e tem toda disponibilidade do plano de saúde, vale-alimentação, vale- -transporte e a contratação por CLT (Connsolidação das Leis do Trabalho)”, enfatizou.

Em busca do primeiro trabalho, Giovanna Corrêa, de 19 anos, participa pela primeira vez do Feirão de Oportunidades. “Estou em busca de uma vaga de emprego na área de recepcionista. Não estou com muita expectativa de encontrar um trabalho tão rápido, mas vou tentar. Até pelo fato de que pretendo entrar na faculdade e ir em busca de realizar o meu sonho.”

Já para Andreia de Castro Paes, de 43 anos, e está desempregada há 6 meses, é diferente. “Quero sair daqui com um emprego. Já trabalhei como repositora de mercado, mas, no que eu me encaixar ou se aparecer outra vaga boa, estou querendo. O importante é trabalhar”, pontuou.

 

Taxa de desemprego cai a 9,3% em 2022, menor patamar desde 2015, diz IBGE

Dado mostra que mercado de trabalho não apenas confirma tendência de recuperação após pandemia, como ultrapassa patamar pré-pandemia, disse o instituto

A taxa média de desemprego no Brasil em 2022 caiu a 9,3%, uma retração de 3,9 pontos percentuais frente à de 2021, quando marcou 13,2%, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (28).

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

Para especialista, resultado mostra que 2022 consolidou o processo de recuperação iniciado no ano anterior
REUTERS/Amanda Perobelli

Para Adriana Beringuy, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, o resultado mostra que 2022 consolidou o processo de recuperação iniciado no ano anterior.

“2021 foi de transição, saindo do pior momento da série histórica, sob o impacto da pandemia e do isolamento ocorrido em 2020. Já 2022 marca a consolidação do processo de recuperação”, afirmou ela em nota.

“Em dois anos, a desocupação do mercado de trabalho recuou 4,5 p.p.”

Nesse sentido, alguns índices que compõem a Pnad confirmaram o movimento de retomada de 2022. O IBGE destaca, por exemplo, o crescimento do contingente médio anual da população ocupada, que, com mais 6,7 milhões de pessoas em relação a 2021, saltou em 7,4%.

O nível de ocupação também cresceu pelo segundo ano consecutivo, a 56,6%, em 2022. No primeiro ano da pandemia, o índice chegou ao menor patamar da série, a 51,2%.

O ano passado também registrou um aumento de 9,2% no número de empregados com carteira de trabalho assinada, atingindo o patamar de 35,9 milhões de pessoas. “Embora venha crescendo nos últimos dois anos, o índice ainda não é o suficiente para atingir o patamar de 2014, o maior da série”, diz Beringuy. Em 2014, a estimativa média anual chegou a 37,6 milhões de empregados com carteira de trabalho no setor privado.

Em paralelo, a média anual de empregados sem carteira assinada também aumentou, a 14,9% — o maior patamar da série histórica. De 2021 para 2022, o dado subiu de 11,2 milhões de pessoas para 12,9 milhões.

Em 2022, o rendimento médio real fechou em R$ 2.715, o que marca um recuo de 1%, ou R$ 28, em relação a 2021. Já a média anual da massa de rendimento subiu 6,9% e chegou a R$ 261,3 bilhões, atingindo o maior patamar da série.

O IBGE também registrou queda na taxa média anual da informalidade, que saiu de 40,1% para 39,6%. Apesar da redução, a taxa ainda supera o início da série, quando estava em 38,6%, e o dado de 2020 (38,3%).

Em relação a setores, o crescimento do mercado de trabalho foi disseminado. A pesquisa destaca atividades comerciais e de reparação de veículos, que acumulou ganho de 9,4% (mais 1,6 milhão de pessoas) e chegou a cerca de 18,9 milhões de pessoas ocupadas no setor.

“Outros serviços” teve o maior percentual de aumento da população ocupada, em 17,8%, atingindo 5,2 milhões de trabalhadores.

A atividade que engloba “outros serviços” foi a com maior percentual de aumento da população ocupada, 17,8%, atingindo 5,2 milhões de trabalhadores. Alojamento e alimentação vêm em sequência, com alta de 15,8%.

Apenas o setor de Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura teve queda percentual da população ocupada (-1,6%).

Trimestre mostra queda na população desocupada
Considerando apenas o período de outubro a dezembro de 2022, a Pnad mostra uma queda de 0.8 p.p. na taxa de desocupação em relação ao trimestre anterior, de 8,7% para 7,9%. Na comparação anual, o recuo foi de 3,2 p.p.

Em números totais, a população desocupada é de 8,6 milhões de brasileiros; a ocupada, de 99,4 milhões.

A taxa composta de subutilização também apresentou queda, indo de 20,1% do trimestre anterior para 18,5% nos últimos três meses do ano. No confronto com o mesmo trimestre de 2021, a queda foi de 5,8 p.p.

No ano, a taxa de subutilização reduziu 6,4 p.p., a 20,8%.