Taxa de desemprego cai a 9,3% em 2022, menor patamar desde 2015, diz IBGE

Dado mostra que mercado de trabalho não apenas confirma tendência de recuperação após pandemia, como ultrapassa patamar pré-pandemia, disse o instituto

A taxa média de desemprego no Brasil em 2022 caiu a 9,3%, uma retração de 3,9 pontos percentuais frente à de 2021, quando marcou 13,2%, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (28).

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

Para especialista, resultado mostra que 2022 consolidou o processo de recuperação iniciado no ano anterior
REUTERS/Amanda Perobelli

Para Adriana Beringuy, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, o resultado mostra que 2022 consolidou o processo de recuperação iniciado no ano anterior.

“2021 foi de transição, saindo do pior momento da série histórica, sob o impacto da pandemia e do isolamento ocorrido em 2020. Já 2022 marca a consolidação do processo de recuperação”, afirmou ela em nota.

“Em dois anos, a desocupação do mercado de trabalho recuou 4,5 p.p.”

Nesse sentido, alguns índices que compõem a Pnad confirmaram o movimento de retomada de 2022. O IBGE destaca, por exemplo, o crescimento do contingente médio anual da população ocupada, que, com mais 6,7 milhões de pessoas em relação a 2021, saltou em 7,4%.

O nível de ocupação também cresceu pelo segundo ano consecutivo, a 56,6%, em 2022. No primeiro ano da pandemia, o índice chegou ao menor patamar da série, a 51,2%.

O ano passado também registrou um aumento de 9,2% no número de empregados com carteira de trabalho assinada, atingindo o patamar de 35,9 milhões de pessoas. “Embora venha crescendo nos últimos dois anos, o índice ainda não é o suficiente para atingir o patamar de 2014, o maior da série”, diz Beringuy. Em 2014, a estimativa média anual chegou a 37,6 milhões de empregados com carteira de trabalho no setor privado.

Em paralelo, a média anual de empregados sem carteira assinada também aumentou, a 14,9% — o maior patamar da série histórica. De 2021 para 2022, o dado subiu de 11,2 milhões de pessoas para 12,9 milhões.

Em 2022, o rendimento médio real fechou em R$ 2.715, o que marca um recuo de 1%, ou R$ 28, em relação a 2021. Já a média anual da massa de rendimento subiu 6,9% e chegou a R$ 261,3 bilhões, atingindo o maior patamar da série.

O IBGE também registrou queda na taxa média anual da informalidade, que saiu de 40,1% para 39,6%. Apesar da redução, a taxa ainda supera o início da série, quando estava em 38,6%, e o dado de 2020 (38,3%).

Em relação a setores, o crescimento do mercado de trabalho foi disseminado. A pesquisa destaca atividades comerciais e de reparação de veículos, que acumulou ganho de 9,4% (mais 1,6 milhão de pessoas) e chegou a cerca de 18,9 milhões de pessoas ocupadas no setor.

“Outros serviços” teve o maior percentual de aumento da população ocupada, em 17,8%, atingindo 5,2 milhões de trabalhadores.

A atividade que engloba “outros serviços” foi a com maior percentual de aumento da população ocupada, 17,8%, atingindo 5,2 milhões de trabalhadores. Alojamento e alimentação vêm em sequência, com alta de 15,8%.

Apenas o setor de Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura teve queda percentual da população ocupada (-1,6%).

Trimestre mostra queda na população desocupada
Considerando apenas o período de outubro a dezembro de 2022, a Pnad mostra uma queda de 0.8 p.p. na taxa de desocupação em relação ao trimestre anterior, de 8,7% para 7,9%. Na comparação anual, o recuo foi de 3,2 p.p.

Em números totais, a população desocupada é de 8,6 milhões de brasileiros; a ocupada, de 99,4 milhões.

A taxa composta de subutilização também apresentou queda, indo de 20,1% do trimestre anterior para 18,5% nos últimos três meses do ano. No confronto com o mesmo trimestre de 2021, a queda foi de 5,8 p.p.

No ano, a taxa de subutilização reduziu 6,4 p.p., a 20,8%.

 

IBGE: 92,2% dos domicílios em MS tem acesso à internet

Mais de 92% dos domicílios de Mato Grosso do Sul têm acesso à internet, sendo que o celular segue sendo o principal meio de conexão. Os dados do Módulo de Tecnologia de Informação e Comunicação integram a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e foram divulgados nesta sexta-feira (16).

06/04/2016- O uso do telefone celular para acessar a internet ultrapassou o do computador pela primeira vez no Brasil. É o que aponta o Suplemento de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2014 divulgado hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mais da metade dos 67 milhões de domicílios brasileiros passaram a ter acesso à internet em 2014 (54,9%). Em 2013, esse percentual era 48%. Mais de 60% dessas casas estavam na área urbana. Foto: Bruno de los Santos/Fotos Públicas

Dos 947 mil domicílios particulares permanentes no Estado, cerca de 873 mil utilizam a internet, de acordo com o levantamento realizado em 2021.

Dentre os equipamentos pesquisados, o celular continua a ser o mais utilizado para navegar na rede (99,5%).
Na comparação com os anos anteriores, o crescimento do uso do celular para acesso à internet aumentou 0,9 ponto percentual em relação à 2016 (98,6%) e diminuiu 0,2 pontos percentuais em relação à 2019 (99,7%). A televisão foi o segundo equipamento utilizado para acesso à internet, alcançando 45,4% em 2021.

Esse número é 37,3 pontos percentuais superior ao encontrado em 2016 (8,1%) e 9,4 pontos em relação aos dados de 2019 (36%).

Adicionalmente, a categoria computador ou tablet foi a terceira mais utilizada para conexão à rede, estando presente em 44,3% dos domicílios sul-mato-grossenses que utilizaram a internet em 2021. No entanto, esse uso foi reduzido se compararmos ao percentual encontrado em 2016 (54,9%) e em 2019 (45,7%).

Telefone celular
O percentual de pessoas que tinham telefone móvel para uso pessoal na população de 10 anos ou mais de idade subiu ligeiramente de 2016 (84,6%) para 2021 (88,5%) em Mato Grosso do Sul.

Os idosos de 60 anos ou mais apresentaram 13,8% de posse de celular dentro do total.

Dos motivos alegados pelos entrevistados para não terem celular de uso pessoal, quatro se destacaram: alto custo do aparelho e/ou dos serviços telefônicos (35,4%), não sabiam usar (20,8%), falta de interesse de ter telefone móvel celular (15,0%) e costumavam usar o telefone móvel celular de outra pessoa (14,6%).

No Estado, segundo a distribuição percentual, o grupo etário em que a posse de telefone móvel é maior fica na faixa dos 30 a 39 anos (20,8%) e a menor a do grupo de 10 a 13 anos (4,6%).