IBGE abre novo concurso para 6,8 mil vagas temporárias para o Censo 2022

São 6.514 vagas para recenseador e 251 vagas para agente censitário municipal e supervisor.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) abriu mais um processo seletivo para 6.765 vagas temporárias para o Censo Demográfico 2022.

As vagas são distribuídas da seguinte forma:

  • 6.514 vagas para recenseador – nível fundamental completo e remuneração de acordo com a produtividade
  • 251 vagas para agente censitário municipal e supervisor – nível médio completo e salário de R$ 2.100 para agente censitário municipal e de R$ 1.700 para agente censitário supervisor

As vagas são para todo o país – clique aqui para ver a lista com os locais as vagas.

A jornada de trabalho para a função de recenseador é de, no mínimo, 25 horas semanais. A previsão de duração do contrato é de até três meses, podendo ser prorrogado.

Coleta domiciliar do Censo Demográfico 2022 — Foto: BRUNO ROCHA/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

A remuneração será por produção, calculada por setor censitário, conforme taxa fixada e de conhecimento prévio, de unidades recenseadas (domicílios urbanos e/ou rurais), tipo de questionário (básico ou amostra), pessoas recenseadas e registro no controle da coleta de dados.

O recenseador tem como principal função entrevistar os moradores durante a coleta. Como a remuneração é por produção, ela pode variar de acordo com o tempo dedicado ao trabalho e o grau de dificuldade na abordagem aos domicílios.

A jornada de trabalho de agente censitário municipal e supervisor é de 40 horas semanais, sendo 8 horas diárias. A previsão de duração do contrato de ambas as funções é de até 5 meses, podendo ser prorrogado.

O agente censitário municipal gerencia o trabalho do posto de coleta, enquanto o agente censitário supervisor, subordinado ao municipal, tem como principal função orientar os recenseadores durante a execução dos trabalhos de campo.

As vagas para as funções de agente censitário municipal e agente censitário supervisor terão inscrição única. Ao candidato que obtiver melhor classificação no concurso será oferecida a vaga de agente censitário municipal. Aos demais candidatos classificados serão asseguradas as vagas de agente censitário supervisor, obedecida a ordem de classificação.

Clique aqui para acessar a ficha de inscrição. Não será cobrada taxa de inscrição.

A seleção ocorrerá por meio de análise de títulos, que abrange a titulação acadêmica dos candidatos.

Recenseadoras do IBGE são assaltadas durante entrevistas do Censo em Campo Grande

Uma supervisora e recenseadora do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foram assaltadas por dois suspeitos, um deles armado, enquanto realizavam entrevistas para o Censo Demográfico 2022, no bairro Coophatrabalho, na tarde desta quinta-feira (04), em Campo Grande (MS).

O roubo aconteceu na rua Murici e os autores, que estavam em uma motocicleta, apontaram uma arma e roubaram um tablet e celular do Governo Federal utilizado na coleta dos dados, além dos celulares pessoais das vítimas. A dupla fugiu logo na sequência sentido a Avenida Café Filho.

De acordo com o boletim de ocorrência, as vítimas realizavam as entrevistas do Censo 2022 quando foram abordadas pelos autores que estavam em uma moto de cor preta. O garupa então apontou uma arma e ordenou que entregasse os aparelhos eletrônicos.

Após entregarem os pertences, o autor então empurrou uma das vítimas para dentro do salão onde era feita a entrevista e fugiu. A polícia investiga se há câmeras de segurança na região para identificar os suspeitos.

Em Mato Grosso do Sul, 5.516 recenseadores foram treinados para visitar cerca de 900.000 domicílios, sendo 290 mil em Campo Grande. A estimativa é de que sejam contabilizadas cerca de 2,8 milhões de residentes do Estado.

O caso foi registrado como crime de roubo sob ameaça de morte como arma de fogo na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro.

 

Com 2,7 milhões de habitantes, número de pessoas mais velhas cresce em MS

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta, sexta-feira (22), a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua) com dados gerais de moradores e domicílios em Mato Grosso do Sul.

Segundo o levantamento, a proporção estimada de pessoas com 60 anos ou mais cresce 37,8% em Mato Grosso do Sul. Em MS, a distribuição da população residente por grupos etários mostra uma tendência de queda da proporção de pessoas abaixo de 30 anos de idade.

Em 2012, essa estimativa era de 52,1%, passando para 47,7% em 2021. Entre 2012 e 2021, destaca-se a queda da participação das pessoas de 10 a 17 anos (de 10,2% para 8,5%) e de 20 a 24 anos de idade (de 9,2% para 7,6%).

Por outro lado, a população de 30 anos ou mais de idade registrou crescimento no período, atingindo 52,2% da população total em 2021 – estimativa 4,3% maior que a de 2012 (47,9%). Em 2021, a distribuição dos demais grupos foi a seguinte: de 30 a 39 anos (17%), 40 a 49 anos (13,5%) e de 50 a 59 anos (9,5%).

A parcela de pessoas com 60 anos ou mais de idade representava 12,2% da população em 2021, frente à estimativa de 9,9% em 2012. O contingente de pessoas nessa faixa etária cresceu em 37,8% no período (de 246 mil pessoas com 60 anos ou mais em 2012 para 339 mil em 2021).

Proporção de mulheres é maior entre adultos e idosos

A análise da estrutura etária da população residente e a participação percentual de cada grupo etário por sexo, em 2012 e em 2021, confirma o alargamento do topo e o estreitamento da base dessa estrutura, evidenciando a tendência de envelhecimento populacional.

Em 2021, a população residente em Mato Grosso do Sul foi estimada em 2,7 milhões de pessoas. Destes, as mulheres totalizavam 1,39 milhão (50,3%), enquanto os homens correspondiam a 1,37 milhão (49,7%).

No período de 2012 e 2021, houve redução dos percentuais de homens e mulheres nas faixas etárias a partir de 10 até 34 anos, ao passo que foi estimado crescimento em todas as faixas etárias acima de 34 anos, tanto para os homens quanto para as mulheres.

A população masculina no Estado apresentou padrão mais jovem que a feminina. Nos grupos de idade de 0 a 4 anos (9,9% homens e 8,8% mulheres) e de 5 a 9 anos (9,2% homens e 7,7% mulheres), a distribuição percentual dos homens era maior que a das mulheres.

No grupo de idade de 5 a 9 anos ainda se observa uma razão de sexo mais elevada, sendo 116 homens para cada 100 mulheres. Como a mortalidade dos homens é maior que a das mulheres, a razão de sexo tende a diminuir com o aumento da idade.

No grupo etário de 25 a 29 anos, o contingente de homens (8,4%) e de mulheres (8,3%) era quase similar. A partir dos 34 anos, o percentual de mulheres se torna superior ao dos homens em quase todos os grupos de idade.

Um fenômeno demográfico observado entre os idosos é a concentração de mulheres nesse grupo etário. A razão de sexo calculada para a população com 60 anos ou mais de idade indicou que existem aproximadamente 87,2 homens para cada 100 mulheres.

Estima-se que entre os idosos de 75 anos ou mais de idade, a razão de sexo seja ainda menor (77 homens para cada 100 mulheres), o que pode ser explicado, nesse caso, pelos diferenciais de mortalidade entre os sexos.

Em MS, renda dos mais ricos é 57 vezes maior do que a dos mais pobres

Em Mato Grosso do Sul, a renda média da população mais rica é 57,6 vezes maior do que a população mais pobre, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Conforme a pesquisa, 1% da população é considerada mais rica, com renda média de trabalho de R$ 26.995,00 por mês.

Na outra ponta, a população mais pobre, correspondente a 10%, recebe mensalmente R$ 468,50.

O estudo é referente aos rendimentos provenientes de todos os trabalhos e de outras fontes das pessoas residentes no Estado, referentes ao ano de 2021.

Ainda segundo a pesquisa, a desigualdade medida pelo Índice de Gini, que mede distribuição, concentração e desigualdade econômica, atingiu o maior índice desde 2013 no Estado.

No ano de comparação, em 2013, o índice era de 0,456 e foi para 0,459 no ano passado.

O Índice de Gini é um instrumento para medir o grau de concentração de renda, apontando a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos.

O índice varia de zero a um, sendo que zero representa a situação de igualdade, ou seja, todos têm a mesma renda. Já o um representa o extremo da desigualdade, ou seja, uma só pessoa detém toda a riqueza.

Conforme o IBGE, apesar da pandemia de Covid-19 e a redução brusca de ocupação, a desigualdade do rendimento do trabalho em 2021 foi maior que o registrado em 2020 (0,446).

“A pandemia afetou muito o mercado de trabalho em 2020 por causa do isolamento social que teve que ser feito para frear a pandemia. Então, o mercado de trabalho perdeu muita ocupação. O mercado de trabalho está retomando, mas o ritmo ainda está menor do que o de 2019”, diz a analista da pesquisa Alessandra Scalioni Brito.

Menor renda média em 15 anos

Mato Grosso do sul tem o menor rendimento médio de todas as fontes desde 2016.

No ano passado, a renda média mensal do trabalhador foi de R$ 2.398, enquanto em 2016 era de R$ 2.464, redução de 2,7%.

Na comparação com o rendimento médio registrado em 2019 (R$ 2.663,00), a redução é ainda maior, de 9,9%.

O percentual de pessoas com algum rendimento no estado, de qualquer tipo, na população do país também caiu: de 61% para 59,8%, retornando ao percentual de 2012, o menor da série.

O IBGE considera no levantamento os rendimentos provenientes de trabalhos; de aposentadoria e pensão; de aluguel e arrendamento; de pensão alimentícia, doação e mesada de não morador; além de outros rendimentos.

No Brasil, o rendimento médio dos brasileiros caiu para o menor patamar registrado desde 2012.

De acordo com o IBGE, o rendimento médio mensal real domiciliar per capita em 2021 foi de R$ 1.353.

Em 2012, primeiro ano da série histórica da pesquisa, esse rendimento era o equivalente a R$ 1.417. Em 2020, no primeiro ano de pandemia, era de R$ 1.454.

IBGE abre concurso com mais de mil vagas de recenseador em MS

As vagas são para o nível fundamental completo e as inscrições devem ser feitas pelo Portal do IBGE até a próxima quarta-feira (15)

O IBGE divulgou ontem mais um processo seletivo simplificado complementar (PSS) para contratação temporária para recenseadores do Censo 2022. Em Mato Grosso do Sul, são 1.003 vagas, distribuídas em diversos municípios do estado, bem como para assentamentos e terras indígenas (TI).

IBGE vai realizar Censo em 202 (Foto: IBGE)

As vagas são para o nível fundamental completo e as inscrições devem ser realizadas de forma online até a próxima quarta-feira (15) pelo Portal do IBGE, gratuitamente.

Os interessados devem preencher o formulário virtual com os dados relativos à formação e essa análise de títulos será classificatória. De acordo com o edital, é recomendado que o recenseador tenha uma jornada de trabalho mínima de 25 horas semanais. O profissional também passará por um treinamento obrigatório antes do início da coleta do Censo.

A divulgação do resultado final está prevista para o dia 30 de junho.

O recenseador tem como principal função entrevistar os moradores durante a coleta. Como a remuneração é por produção, ela pode variar de acordo com o tempo dedicado ao trabalho e o grau de dificuldade na abordagem aos domicílios.