Riedel vai investir na juventude para garantir o futuro do MS

Formação e qualificação da juventude abrem portas de melhores oportunidades avalia o candidato do PSDB

“São milhares de jovens com o futuro pela frente e ávidos por ter acesso a boa formação e qualificação profissional”, disse o candidato do PSDB ao Governo do Estado, Eduardo Riedel. Para ele, a próxima década será decisiva na construção de políticas públicas que ofereçam aos jovens possibilidades reais de almejar um futuro melhor.

O Mato Grosso do Sul teve 545.040 alunos matriculados em 2021 no ensino regular – que inclui desde creches até o Ensino Médio e o EJA (Educação de Jovens e Adultos) presencial – nas redes estadual e municipais de educação pública espalhadas pelas 348 unidades escolares dos 79 municípios. O Estado tem 13.7% de sua população com idade entre 16 e 24 anos.

O Estado tem 13.7% de sua população com idade entre 16 e 24 anos. Foto Saul Schramm

Segundo Riedel, muito foi feito nos últimos sete anos e meio na área da educação, mas muito há a ser feito ainda. Ele destaca como conquistas a ampliação da rede de escolas de tempo integral e a valorização profissional que levou MS a ter um dos maiores salários para os professores da Rede.

“Vamos governar de mãos dadas com cada sul-mato-grossense, com a juventude, criando condições que viabilizem emprego e renda, sem esquecer da educação e da qualificação profissional. Estamos desenhando um futuro moderno, com oportunidades e infraestrutura que transformem o Mato Grosso do Sul”, afirmou.

Assim como as demais áreas de atuação do Governo, a Educação receberá um choque de gestão, com políticas modernas e foco em resultados, diz Riedel. Entre as ideias a serem implementadas está a expansão da rede de escolas em tempo integral; a modernização do Vale Universidade; a criação de bolsas para estágio remunerado conclusivo dos cursos, em áreas prioritárias do serviço público (engenheiros em obras; arquitetos nos programas de recuperação de áreas urbanas degradadas; médicos em hospitais do interior e etc), entre outras ações.

“O sul-mato-grossense quer respostas aos seus desafios. E é isso que ofereceremos. Uma gestão focada em resultados e em projetos que reflitam diretamente na vida das pessoas. Na educação, este forma de trabalhar pode ser revolucionária”, afirmou o candidato.

Riedel “vou continuar distribuindo renda para os mais carentes’

Pré-candidato ao Governo do Estado, ele idealizou e implantou os programas ‘Mais Social’ e ‘Energia Social: Conta de Luz Zero’

Idealizador dos programas sociais que ampararam a população carente de Mato Grosso do Sul nos períodos mais agudos da pandemia, e que permanecem ainda como políticas de Governo, o pré-candidato do PSDB ao Governo do Estado, Eduardo Riedel, comemorou o sucesso da estratégia, que é apontada em todo o país como exemplo de ações na área da assistência social e distribuição de renda.

‘Além de gerar empregos, temos que distribuir renda para os mais carentes’ afirma Riedel

Segundo Riedel, estes programas serão fortalecidos e ampliados nos próximos anos, com o objetivo de quebrar o ciclo de desigualdade social no Estado. “Juntamente com a geração de empregos, e com a atração de novas industrias ao Estado, nos próximos anos vamos estar atentos a necessidade de garantir o mínimo necessário para uma vida digna aos nossos cidadãos que ainda estão na base da pirâmide social”, afirmou.

Entre os programas implementados por Eduardo Riedel nos últimos anos está o “Mais Social” que atende 100 mil famílias no Estado, por meio de um cartão social, no valor de R$ 300 por mês. O Mais Social também pode ser utilizado em qualquer estabelecimento comercial para compra de comida e de itens de higiene, além de gás de cozinha (GLP). Em dezembro do ano passado as famílias já contaram com uma novidade: um pagamento extra do programa, a título de 13º salário, permitindo uma ceia de Natal mais farta.

Outro destaque é o “Energia Social: Conta de Luz Zero”, em que o Governo paga a conta de energia elétrica de 162 mil famílias, que consomem até 220kw/h por mês. Riedel também incentivou o “CNH MS Social” que arca com todos os custos para o beneficiário ter acesso a sua primeira carteira de habilitação, desde as aulas teóricas e práticas na autoescola, até as provas e exames no Detran-MS.

Estes programas beneficiam pessoas com renda mensal familiar per capita inferior a meio salário mínimo. “Investimos em novos programas sociais para levar dignidade a famílias carentes. Estas políticas terão continuidade”, garantiu Eduardo Riedel.

Em MS, renda dos mais ricos é 57 vezes maior do que a dos mais pobres

Em Mato Grosso do Sul, a renda média da população mais rica é 57,6 vezes maior do que a população mais pobre, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Conforme a pesquisa, 1% da população é considerada mais rica, com renda média de trabalho de R$ 26.995,00 por mês.

Na outra ponta, a população mais pobre, correspondente a 10%, recebe mensalmente R$ 468,50.

O estudo é referente aos rendimentos provenientes de todos os trabalhos e de outras fontes das pessoas residentes no Estado, referentes ao ano de 2021.

Ainda segundo a pesquisa, a desigualdade medida pelo Índice de Gini, que mede distribuição, concentração e desigualdade econômica, atingiu o maior índice desde 2013 no Estado.

No ano de comparação, em 2013, o índice era de 0,456 e foi para 0,459 no ano passado.

O Índice de Gini é um instrumento para medir o grau de concentração de renda, apontando a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos.

O índice varia de zero a um, sendo que zero representa a situação de igualdade, ou seja, todos têm a mesma renda. Já o um representa o extremo da desigualdade, ou seja, uma só pessoa detém toda a riqueza.

Conforme o IBGE, apesar da pandemia de Covid-19 e a redução brusca de ocupação, a desigualdade do rendimento do trabalho em 2021 foi maior que o registrado em 2020 (0,446).

“A pandemia afetou muito o mercado de trabalho em 2020 por causa do isolamento social que teve que ser feito para frear a pandemia. Então, o mercado de trabalho perdeu muita ocupação. O mercado de trabalho está retomando, mas o ritmo ainda está menor do que o de 2019”, diz a analista da pesquisa Alessandra Scalioni Brito.

Menor renda média em 15 anos

Mato Grosso do sul tem o menor rendimento médio de todas as fontes desde 2016.

No ano passado, a renda média mensal do trabalhador foi de R$ 2.398, enquanto em 2016 era de R$ 2.464, redução de 2,7%.

Na comparação com o rendimento médio registrado em 2019 (R$ 2.663,00), a redução é ainda maior, de 9,9%.

O percentual de pessoas com algum rendimento no estado, de qualquer tipo, na população do país também caiu: de 61% para 59,8%, retornando ao percentual de 2012, o menor da série.

O IBGE considera no levantamento os rendimentos provenientes de trabalhos; de aposentadoria e pensão; de aluguel e arrendamento; de pensão alimentícia, doação e mesada de não morador; além de outros rendimentos.

No Brasil, o rendimento médio dos brasileiros caiu para o menor patamar registrado desde 2012.

De acordo com o IBGE, o rendimento médio mensal real domiciliar per capita em 2021 foi de R$ 1.353.

Em 2012, primeiro ano da série histórica da pesquisa, esse rendimento era o equivalente a R$ 1.417. Em 2020, no primeiro ano de pandemia, era de R$ 1.454.

Mais de 10 milhões sobreviviam com R$ 1,30 por dia em 2021, diz IBGE

Pnad aponta que 106,35 milhões viveram com R$ 13,83 por dia no ano passado

O segundo ano da pandemia foi marcado por um empobrecimento recorde dos brasileiros, após as políticas de transferência de renda para mitigar a crise causada pela covid-19 darem um alívio em 2020. Com o enxugamento do Auxílio Emergencial e uma recuperação do mercado de trabalho marcada pela geração de empregos precários, a metade mais pobre da população sobreviveu com apenas R$ 415 mensais por pessoa em 2021, pior resultado histórico, uma queda de 15,1% em relação aos R$ 489 recebidos em 2020, em valores já atualizados pela inflação.

Foto: Poder360

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) 2021 – Rendimento de todas as fontes, divulgada nesta sexta-feira, 10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o rendimento médio de R$ 415 por mês para a metade mais pobre, são 106,35 milhões subsistindo com apenas R$ 13,83 por dia por pessoa. O empobrecimento é histórico mesmo quando se compara com quase dez anos atrás: em 2012, a metade mais pobre da população ganhava R$ 448 por mês por pessoa. O valor de 2021 é 7,4% menor do que o registrado em 2012.

Com a diminuição do Auxílio Emergencial – tanto no valor quanto no número de pessoas beneficiadas -, as perdas foram mais dramáticas nas regiões Norte e Nordeste, onde a transferência de renda desempenha um papel fundamental para a subsistência de grande parte da população na pandemia.

Os 50% mais pobres do Nordeste sobreviviam com R$ 251 mensais, ou R$ 8,37 diários por pessoa da família no ano passado, um recuo de 23% ante 2020. No Norte, a renda média da metade mais vulnerável foi de R$ 281 mensais em 2021, R$ 9,37 diários, 19,9% a menos que no ano anterior.

O quadro é ainda mais drástico entre os mais pobres de todos. Em 2021, o País tinha 10,635 milhões de pessoas sobrevivendo com apenas R$ 39 mensais por pessoa, ou seja, os 5% mais miseráveis da população tinham, em média, somente R$ 1,30 por pessoa por dia, considerando todas as fontes de renda disponíveis. A renda desses miseráveis despencou 33,9% em relação a 2020. Na comparação com 2012, o tombo no poder aquisitivo desses brasileiros foi de 48%.

“Teve menos gente ganhando (o Auxílio Emergencial), e quem ganhava teve menos parcelas, com valor menor”, lembrou Alessandra Brito, analista do IBGE. “O auxílio foi um colchão para a renda não cair tanto em 2020. Com a melhora da pandemia e o retorno do mercado de trabalho, as regras do auxílio foram alteradas.”

O tombo na renda dos mais pobres em 2021 aumentou a desigualdade, embora todas as faixas tenham registrado perdas. Entre o 1% mais rico da população, a renda média mensal per capita foi de R$ 15.940, queda de 6,4% ante 2020. Em relação ao primeiro ano da série, 2012, a perda foi de 6,9%.

“Todo mundo perdeu (renda). Não é só o auxílio, porque não afetou só os mais pobres”, apontou a analista do IBGE.

Como o rendimento dos mais pobres caiu em ritmo mais acelerado, o índice de Gini do rendimento médio domiciliar per capita – indicador que mede a desigualdade de renda, numa escala de 0 a 1, em que, quanto mais perto de 1 o resultado, maior é a concentração – aumentou de 0,524 em 2020 para 0,544 em 2021. Na passagem de 2020 para 2021, o índice de Gini cresceu em todas as regiões brasileiras, o que mostra um aumento na desigualdade disseminado pelo País.

Considerando a renda auferida por toda a população, o rendimento médio mensal real domiciliar per capita foi de R$ 1.353 em 2021. Assim como no caso da metade mais pobre da população, é o valor mais baixo já visto na pesquisa iniciada em 2012, 6,9% menor que os R$ 1.454 estimados em 2020. Houve redução em todas as regiões, sendo os valores mais baixos os auferidos no Norte (R$ 871) e Nordeste (R$ 843). A Região Sul registrou o maior rendimento domiciliar per capita médio, R$ 1.656.