Estado investe R$ 1 bilhão em programas que dão comida e energia elétrica para os mais pobres

Com dois dos maiores programas sociais do Brasil da atualidade, Mato Grosso do Sul vem colocando comida na mesa de quem precisa e ainda pagando a conta de energia elétrica. Pensados pela gestão do governador Reinaldo Azambuja para socorrer a população carente no pós-pandemia, o ‘Mais Social’ e o ‘Energia Social – Conta de Luz Zero’ já atendem mais de 200 mil pessoas todos os meses.

“Eu agradeço por ter esse benefício. Tem muita gente no Brasil que não tem”, afirma Suely de Lima

“Nenhum estado pós-retomada da economia conseguiu implantar dois programas que distribuem R$ 1 bilhão em dividendos à população mais carente: o Mais Social e o Energia Social. Enquanto o primeiro dá cartões com R$ 300 mensais para as famílias comprarem comida, o segundo paga as contas de luz daqueles que consomem até 220 kWh”, afirmou o governador.

Em pouco mais de um ano de existência, o Mais Social beneficia mais de 85 mil famílias em todos os municípios. A meta é chegar a 100 mil até o fim do ano. “Olhar e não ter o alimento para dar para o filho é muito triste”, afirma a diarista Sueli de Lima, de 39 anos, que mora em Campo Grande.

“Trabalho de doméstica há muitos anos, desde meus 11 anos, só que agora estou desempregada. Mas eu faço diárias para ter uma renda e o ‘Mais Social’ me ajuda bastante, porque está tudo muito caro no mercado. A gente vai e traz uma sacola. Dá para comprar arroz, feijão, uma mistura e o gás, que também está caro. Eu agradeço por ter esse benefício. Tem muita gente que não tem. Muitos e muitos estão passando fome nesse Brasil. Então, é um privilégio”, diz Sueli.

Já o Energia Social, que começou a funcionar em janeiro deste ano, atende 162 mil famílias de todo o Mato Grosso do Sul que estão inscritas no CadÚnico (Cadastro Único) do Governo Federal.

Em MS, renda dos mais ricos é 57 vezes maior do que a dos mais pobres

Em Mato Grosso do Sul, a renda média da população mais rica é 57,6 vezes maior do que a população mais pobre, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Conforme a pesquisa, 1% da população é considerada mais rica, com renda média de trabalho de R$ 26.995,00 por mês.

Na outra ponta, a população mais pobre, correspondente a 10%, recebe mensalmente R$ 468,50.

O estudo é referente aos rendimentos provenientes de todos os trabalhos e de outras fontes das pessoas residentes no Estado, referentes ao ano de 2021.

Ainda segundo a pesquisa, a desigualdade medida pelo Índice de Gini, que mede distribuição, concentração e desigualdade econômica, atingiu o maior índice desde 2013 no Estado.

No ano de comparação, em 2013, o índice era de 0,456 e foi para 0,459 no ano passado.

O Índice de Gini é um instrumento para medir o grau de concentração de renda, apontando a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos.

O índice varia de zero a um, sendo que zero representa a situação de igualdade, ou seja, todos têm a mesma renda. Já o um representa o extremo da desigualdade, ou seja, uma só pessoa detém toda a riqueza.

Conforme o IBGE, apesar da pandemia de Covid-19 e a redução brusca de ocupação, a desigualdade do rendimento do trabalho em 2021 foi maior que o registrado em 2020 (0,446).

“A pandemia afetou muito o mercado de trabalho em 2020 por causa do isolamento social que teve que ser feito para frear a pandemia. Então, o mercado de trabalho perdeu muita ocupação. O mercado de trabalho está retomando, mas o ritmo ainda está menor do que o de 2019”, diz a analista da pesquisa Alessandra Scalioni Brito.

Menor renda média em 15 anos

Mato Grosso do sul tem o menor rendimento médio de todas as fontes desde 2016.

No ano passado, a renda média mensal do trabalhador foi de R$ 2.398, enquanto em 2016 era de R$ 2.464, redução de 2,7%.

Na comparação com o rendimento médio registrado em 2019 (R$ 2.663,00), a redução é ainda maior, de 9,9%.

O percentual de pessoas com algum rendimento no estado, de qualquer tipo, na população do país também caiu: de 61% para 59,8%, retornando ao percentual de 2012, o menor da série.

O IBGE considera no levantamento os rendimentos provenientes de trabalhos; de aposentadoria e pensão; de aluguel e arrendamento; de pensão alimentícia, doação e mesada de não morador; além de outros rendimentos.

No Brasil, o rendimento médio dos brasileiros caiu para o menor patamar registrado desde 2012.

De acordo com o IBGE, o rendimento médio mensal real domiciliar per capita em 2021 foi de R$ 1.353.

Em 2012, primeiro ano da série histórica da pesquisa, esse rendimento era o equivalente a R$ 1.417. Em 2020, no primeiro ano de pandemia, era de R$ 1.454.