Estado investe R$ 1 bilhão em programas que dão comida e energia elétrica para os mais pobres

Com dois dos maiores programas sociais do Brasil da atualidade, Mato Grosso do Sul vem colocando comida na mesa de quem precisa e ainda pagando a conta de energia elétrica. Pensados pela gestão do governador Reinaldo Azambuja para socorrer a população carente no pós-pandemia, o ‘Mais Social’ e o ‘Energia Social – Conta de Luz Zero’ já atendem mais de 200 mil pessoas todos os meses.

“Eu agradeço por ter esse benefício. Tem muita gente no Brasil que não tem”, afirma Suely de Lima

“Nenhum estado pós-retomada da economia conseguiu implantar dois programas que distribuem R$ 1 bilhão em dividendos à população mais carente: o Mais Social e o Energia Social. Enquanto o primeiro dá cartões com R$ 300 mensais para as famílias comprarem comida, o segundo paga as contas de luz daqueles que consomem até 220 kWh”, afirmou o governador.

Em pouco mais de um ano de existência, o Mais Social beneficia mais de 85 mil famílias em todos os municípios. A meta é chegar a 100 mil até o fim do ano. “Olhar e não ter o alimento para dar para o filho é muito triste”, afirma a diarista Sueli de Lima, de 39 anos, que mora em Campo Grande.

“Trabalho de doméstica há muitos anos, desde meus 11 anos, só que agora estou desempregada. Mas eu faço diárias para ter uma renda e o ‘Mais Social’ me ajuda bastante, porque está tudo muito caro no mercado. A gente vai e traz uma sacola. Dá para comprar arroz, feijão, uma mistura e o gás, que também está caro. Eu agradeço por ter esse benefício. Tem muita gente que não tem. Muitos e muitos estão passando fome nesse Brasil. Então, é um privilégio”, diz Sueli.

Já o Energia Social, que começou a funcionar em janeiro deste ano, atende 162 mil famílias de todo o Mato Grosso do Sul que estão inscritas no CadÚnico (Cadastro Único) do Governo Federal.

Estudo inédito registra reação de bebês ao gosto da comida ainda no útero

A pesquisa britânica conseguiu captar a resposta de bebês, ainda dentro da barriga da mãe, a alimentos ingeridos durante a gestação

Seria possível as nossas preferências alimentares virem “de berço”? Na busca para sanar essa curiosidade, um novo estudo conduzido pelo Laboratório de Pesquisa Fetal e Neonatal da Universidade de Durham, no Reino Unido, fez uma descoberta impressionante!

Foto: Psychological Science/Reprodução / Bebe.com

Os pesquisadores realizaram ultrassons 4D em 100 mulheres grávidas – entre 32 e 36 semanas de gestação – para avaliar como os bebês responderiam, ainda dentro do útero, ao sabor de alimentos consumidos pelas mães.

As gestantes foram orientadas a ingerir cápsulas contendo 400 mg de cenoura ou couve em pó cerca de 20 minutos antes de cada exame, e adivinhe só: as expressões dos pequenos que se alimentaram com o legume laranja foram associadas a “feições de riso”, enquanto o vegetal verde causou “caras de choro”. Confira as expressões:

Exemplo de'cara de riso' de um feto exposto à cenoura
Exemplo de ‘cara de riso’ de um feto exposto à cenoura Foto: Psychological Science/Reprodução / Bebe.com

Exemplo de'cara de choro' de um feto exposto à couve
Exemplo de ‘cara de choro’ de um feto exposto à couve Foto: Psychological Science/Reprodução / Bebe.com

O que isso significa?
Para os cientistas, os resultados publicados na revista Psychological Science são reveladores e podem ajudar nos estudos futuros sobre o desenvolvimento do paladar das crianças. “Achamos que a exposição repetida a sabores antes do nascimento tem potencial para estabelecer preferências alimentares após o parto”, comentou o pesquisador Beyza Ustun em nota ao portal Medical Xpress.

Além disso, os cientistas também acreditam que o que as gestantes comem durante o período da gravidez tem a possibilidade de influenciar as preferências dos filhos após o nascimento.

“Podemos alegar que a exposição repetida a sabores ainda dentro do útero pode levar a uma preferência pelos alimentos já experimentados no futuro. Em outras palavras, expor o feto a sensações menos ‘gostosas’, como as geradas pela couve, é capaz de acostumá-lo com esses sabores ainda no útero”, acrescenta o cientista Jackie Blissett.

O próximo passo da pesquisa agora é examinar se os bebês demonstrarão respostas menos negativas aos sabores já experimentados ao longo do tempo