PF interrogou e prendeu 1.159 pessoas por atos golpistas

A Polícia Federal divulgou uma nota na noite desta quarta-feira, 11, informando que qualificou, interrogou e prendeu 1.159 pessoas pelos atos golpistas que aconteceram em Brasília no domingo (8), quando houve a depredação e vandalismo nos prédios do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal (STF) e no Palácio do Planalto. Essas prisões se somam a 209 efetuadas pelas polícias Militar e Civil do Distrito Federal no próprio domingo.

Manifestantes invadem Congresso, STF e Palácio do Planalto.

Esses presos vão responder, na medida de suas responsabilidades, por crimes de terrorismo, associação criminosa, atentado contra o Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, perseguição, incitação ao crime, dentre outros. Eles foram entregues para a Polícia Civil do Distrito Federal, responsável pelo encaminhamento ao Instituto Médico Legal e, posteriormente, ao sistema prisional.

Mais 684 detidos – idosos, pessoas com problemas de saúde, em situação de rua e pais/mães acompanhados de crianças – também foram identificados e responderão em liberdade. No total, 1.843 pessoas foram conduzidas pela Polícia Militar do Distrito Federal para a Academia Nacional de Polícia, onde todos foram identificados pela Polícia Federal.

Segundo a nota, com isso, a Polícia Federal encerrou as atividades de polícia judiciária determinadas pelo STF após os ataques de domingo.

A PF destaca que, durante toda a ação, que durou 57 horas e mobilizou cerca de 550 policiais federais, os detidos receberam café da manhã, almoço, lanche e jantar e tiveram acesso a água. Eles também tiveram disponível erviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Defensoria Pública da União.

A operação, considerada a maior de polícia judiciária da história da PF, também teve a participação do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania,  Ministério Público Federal, do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios, da Defensoria Pública do Distrito Federal, da Comissão de Ética e da Comissão de Direitos Humanos da OAB, da Polícia Rodoviária Federal, do Departamento Penitenciário Nacional, da Força Nacional, da Polícia Militar do Distrito Federal, da Polícia Civil do Distrito Federal, do Departamento de Trânsito do Distrito Federal, da Secretaria de Direitos Humanos do Distrito Federal, Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal, da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal,  do Conselho Tutelar, do governo do Distrito Federal, do Senado Federal e da Câmara dos Deputados.

Supercopa do Brasil: confronto entre Palmeiras e Flamengo tem data e local definidos

Com propostas para levar a grande final envolvendo os campeões da Copa do Brasil e do Brasileirão para o exterior, CBF escolhe seu País

A Supercopa do Brasil está com data e local definidos. O Palmeiras, campeão do Campeonato Brasileiro, e o Flamengo, que conquistou o título da Copa do Brasil, vão se enfrentar no dia 29 de janeiro, com a bola rolando em Brasília.

A taça da Supercopa do Brasil Foto: Lucas Figueiredo/CBF

A CBF comunicou a decisão na tarde desta quarta-feira, 11, com consenso dos clubes, após uma série de negociações. A entidade recebeu ofertas para mandar o confronto para a Arábia Saudita e Estados Unidos. Também existiu a possibilidade de a partida ser realizada em outros estádios brasileiros, mas sempre tinha restrição por parte de algum dos lados.

“Vamos aguardar o anúncio da Fifa sobre onde vai ser o Mundial de Clubes para definirmos a Supercopa. Tem proposta da Arábia Saudita e dos Estados Unidos. Vamos aguardar primeiro a definição da Fifa”, declarou o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, durante um evento da Conmebol em Doha.

As equipes ainda não estrearam nos campeonatos estaduais. O Flamengo, que tem viagem marcada para o Marrocos em fevereiro, para a disputa do Mundial de Clubes, estreia na temporada 2022 nesta quinta-feira, 12, diante do Audax. Enquanto isso, o Palmeiras encara o São Bento no próximo sábado, 14.

Em 2022, a Supercopa pagou R$ 5 milhões de prêmio ao campeão e R$ 2 milhões para o vice. Os valores de 2023 ainda não foram divulgados.

Fiscal de Posturas de Ladário falta ao trabalho para participar de invasão em Brasília

A  Prefeitura de Ladário vai apurar, por meio de comissão de sindicância, as faltas injustificadas da fiscal de Posturas da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Leilane Santana.

Leilane, no domingo, dia da invasão, em Brasília

Segundo o diário corumbaense, ela aparece em vídeo postado em rede social por grupo que saiu de Corumbá e Ladário e participou de ato que acabou em invasão e vandalismo de extremistas bolsonaristas ao Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal, em Brasília, no último domingo (08).

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Ladário, informou que “a servidora não está de férias, nem de licença. Está com faltas injustificadas. Após o fechamento do mês, as faltas serão encaminhadas para a comissão sindicante que irá apurar os fatos. A Prefeitura não entrou em contato com a servidora no período em que faltou”. A assessoria confirmou que Leilane voltou ao trabalho nesta quarta-feira (11).

Cerca de 125 presos por atos terroristas no DF são de Mato Grosso do Sul

Cerca de 125 pessoas de Mato Grosso do Sul estão presas na Academia Nacional de Polícia, em Brasília, após participarem de ações consideradas antidemocráticas e depredarem o patrimônio público. Segundo informações do jornal O Estado, o número foi repassado por um manifestante de Campo Grande que não foi para o Distrito Federal.

Ao todo, segundo a PF, mais de 1,5 mil pessoas foram levadas para o ginásio Foto: Nayá Tawane

Entretanto, três nomes foram divulgados; são eles: o motorista Djalma Salvino dos Reis, 45 anos, morador de Itaporã, Diego Eduardo Assis Medina, 35 anos, morador de Dourados e um técnico em instalação e manutenção de ar-condicionado, Fabio Jatchuk Bullmann, 41 anos, morador de Campo Grande.

Ao todo, segundo informações da Polícia Federal, mais de 1,5 mil pessoas foram levadas para o ginásio. “No local, os detidos estão sendo submetidos aos procedimentos de polícia judiciária. Após os trâmites realizados pela Polícia Federal, os presos estão sendo apresentados à Polícia Civil do DF, responsável pelo encaminhamento dos detidos ao Instituto Médico-Legal e, posteriormente, ao sistema prisional”, afirmaram em nota.

Ainda conforme a PF, até às 16h de ontem (10), 527 pessoas foram presas e que, por questões humanitárias, foram liberados 599 detidos, em geral idosos, pessoas com problemas de saúde, em situação de rua e mães acompanhadas de crianças.

Já a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal informou que não estão divulgando os dados por naturalidade dos manifestantes, mas que as pessoas detidas na Academia Nacional de Polícia já estavam sendo transferidas para as penitenciárias da cidade e que até as 14h de ontem (10) já haviam sido transferidas 447 pessoas, sendo 287 homens e 160 mulheres. “Em atendimento à determinação da Vara de Execuções Penais, as pessoas presas nos atos de invasão e depredação na Praça dos Três Poderes estão sendo transferidas para o Centro de Detenção Provisória II e a Penitenciária Feminina do Distrito Federal”, dizia um trecho da nota.

De acordo com o manifestante e vídeos que estão circulando nas redes sociais, o tratamento no local beira um “campo de concentração”, como aqueles usados na época do holocausto. A reclamação dos patriotas é a respeito da qualidade da alimentação que estão recebendo, do tempo para o recebimento da comida e do tempo de deslocamento, que de acordo com eles foi de cinco horas.

Em um desses vídeos publicados, uma mulher, não identificada, afirmou que não participou da depredação e estava apenas no QG, em frente da Praça dos Três Poderes, e mesmo assim foi levada. Outra denúncia é a respeito de pessoas passando mal e até mesmo de uma morte no local, informação que foi desmentida pela Polícia Federal.

A PF garantiu que todos os procedimentos realizados estão sendo acompanhados, ininterruptamente, pela Ordem dos Advogados do Brasil, Corpo de Bombeiros, Secretaria de Saúde do DF, Samu e Defensoria Pública da União. E ainda que todos estão recebendo alimentação regular (café da manhã, almoço, lanche e jantar), hidratação e atendimento médico quando necessário.

 

Lista de presos por terrorismo em Brasília inclui 3 bolsonaristas de MS

Nesta terça-feira (10), o Governo do Distrito Federal divulgou uma lista com os nomes de mais de 300 manifestantes que invadiram e praticaram atos de vandalismo na Praça dos Três Poderes, na tarde do último domingo (8).

Pelo menos três deles são de MS, o motorista Djalma Salvino dos Reis, 45 anos, morador de Itaporã, a 277 quilômetros de Campo Grande é um dos bolsonaristas presos. Em seu perfil nas redes sociais, Salvino se mostra um ferrenho apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro. O preso inclusive participou de atos antidemocráticos em Dourados, pedindo intervenção federal e questionando o resultado das urnas que sagrou Lula como presidente.

Djalma Salvino, Diego Eduardo Assis e Fabio Jatchuk presos pela depredação em Brasília Foto: Redes Sociais

Diego Eduardo Assis Medina, 35 anos, morador de Dourados, também esta na lista de presos pelos atos terroristas no Distrito Federal. Contra o atual governo petista, o trabalhador da construção civil, se intitula ‘patriota’ com postagens contra o ministros do STF e políticos petistas.

Por fim, o técnico em instalação e manutenção de ar-condicionado, Fabio Jatchuk Bullmann, 41 anos, morador de Campo Grande, compõe a lista de presos pelos atos de vandalismo do último domingo (8). Assim como os demais, o campo-grandense é um contumaz apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro e pelas redes sociais coloca em xeque a integridade das urnas eletrônicas, pedindo contagem pública de votos.

Ainda segundo informações, até o fim da noite de segunda-feira (9), pelo menos 1,2 mil pessoas haviam sido presas. Agora, elas permanecem detidas no Centro de Detenção Provisória 2, na Papuda.

Durante o ato, sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário foram invadidas e depredadas. Vidraças dos prédios foram quebradas e estruturas danificadas. Obras de arte foram destruídas e móveis foram espalhados pela praça. Até o momento, estima-se prejuízo de R$ 8 milhões apenas em obras de arte.

O Ministério da Gestão afirmou que fará o levantamento do prejuízo, e que vai trabalhar no ressarcimento dos valores junto aos responsáveis.

Mulher cai em golpe e paga fiança fake acreditando que marido foi preso em Brasília

Vítima transferiu todo o dinheiro que tinha na conta depois que o marido viajou com outros bolsonaristas radicais para participar da invasão ao Congresso Nacional

Uma mulher, de 66 anos, perdeu R$ 1.636,00 depois de cair em um golpe de pagamento de fiança ao receber a ligação de um suposto delegado da Polícia Federal, na tarde de segunda-feira (9), em Campo Grande. A idosa acreditou que o marido, que viajou para participar de atos terroristas em Brasília, teria sido preso no domingo (8).

Bolsonaristas terroristas no Congresso — Foto: Eraldo Peres/AP

De acordo com o boletim de ocorrência, o marido da vítima viajou com um grupo de bolsonaristas radicais para participar dos ataques às sedes dos 3 Poderes, em Brasília. No fim da tarde desta segunda-feira (9), a mulher recebeu ligação de um homem que se apresentou como delegado da Polícia Federal.

O falso delegado da PF informou que o marido da vítima estava preso em Brasília e era necessário pagar fiança. Assustada, a mulher disse que acreditou após ver a repercussão dos atos radicais.

Para a soltura do marido, a mulher realizou uma transferência via Pix no valor de R$ 1,5 mil. Em seguida, o golpista pediu mais dinheiro para que o homem fosse solto, mas como ela já não tinha a quantia, pediu para a filha fazer. A jovem, de 21 anos, também conversou com o suposto delegado e acabou transferindo R$ 136 para a conta do ladrão.

Horas depois, após conseguir contato com o marido, a mulher percebeu que havia caído em um golpe. A idosa procurou a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro para registrar a ocorrência, onde o caso foi registrado como estelionato.

Segundo o registro policial, as vítimas vão apresentar os comprovantes de transferências. Até o momento ninguém foi identificado ou o dinheiro recuperado.

 

Vídeo: Riedel é um dos 27 governadores que condenam atos no DF em reunião com Lula

Um dia após os atos golpistas que resultaram na depredação do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF), governadores e governadoras e entre eles o de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB)se reuniram em Brasília, na noite desta segunda-feira (9), com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para reafirmar a defesa da democracia e condenar tentativa de ruptura institucional no país.

Também estiveram no encontro os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e do Senado Federal em exercício, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), além da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, e de outros ministros da Suprema Corte.

“É importante ressaltar que este fórum [de governadores] se reúne respeitando as diversas matizes políticas que compõem a pluralidade ideológica e partidária do nosso país, mas todos têm uma causa inegociável, que nos une: a democracia”, destacou o governador do Pará, Hélder Barbalho, que articulou o encontro, e fez uma fala representando os governadores da Região Norte.

Durante a reunião, os líderes estaduais foram unânimes em enfatizar a defesa do estado democrático de direito no país. “Essa reunião de hoje significa que a democracia brasileira vai se tornar, depois dos episódios de ontem, ainda mais forte”, disse o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas, em nome da Região Sudeste.

A governadora Fátima Bezerra, do Rio Grande do Norte, falou da indignação com as cenas de destruição dos maiores símbolos da democracia republicana do país e pediu punição aos golpistas. “Foi muito doloroso ver as cenas de ontem, a violência atingindo o coração da República. Diante de um episódio tão grave, não poderia ser outra a atitude dos governadores do Brasil, de estarem aqui hoje. Esses atos de ontem não podem ficar impunes”, afirmou, em nome da Região Nordeste.

Pela Região Sul, coube ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, destacar algumas das ações conjuntas deflagradas pelos estados, como a disponibilização de efetivos policiais para manter a ordem no Distrito Federal e desmobilização de acampamentos golpistas nos estados. “Além de estar disponibilizando efetivo policial, estamos atuando de forma sinérgica em sintonia para a manutenção da ordem nos nossos estados”.

A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, disse que o governo da capital “coaduna com a democracia” e lembrou da prisão, até o momento, de mais de 1,5 mil pessoas por envolvimento nos atos de vandalismo. Celina Leão substitui o governador Ibaneis Rocha, afastado na madrugada desta segunda, por decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes. Ela aproveitou para dizer que o governador afastado “é um democrata”, mas que, “por infelicidade, recebeu várias informações equivocadas durante a crise”.

Desde ontem, o DF está sob intervenção federal na segurança pública. O decreto assinado pelo presidente Lula ainda precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional, o que ocorrerá de forma simbólica, assegurou o presidente da Câmara dos Deputados. “Nós votaremos simbolicamente, por unanimidade, para demonstrar que a Casa do povo está unida em defesa de medidas duras para esse pequeno grupo radical, que hostilizou as instituições e tentou deixar a democracia de cócoras ontem”.

Financiadores
Em discurso aos governadores, o presidente Lula agradeceu pela solidariedade prestada e fez duras críticas aos grupos envolvidos nos atos de vandalismo.

“Vocês vieram prestar solidariedade ao país e à democracia. O que nós vimos ontem foi uma coisa que já estava prevista. Isso tinha sido anunciado há algum tempo atrás. As pessoas não tinham pautam de reivindicação. Eles estavam reivindicando golpe, era a única coisa que se ouvia falar”, disse.

O presidente também voltou a criticar a ação das forças policiais e disse que é preciso apurar e encontrar os financiadores dos atos democráticos. “A polícia de Brasília negligenciou. A inteligência de Brasília negligenciou. É fácil a gente ver os policiais conversando com os invasores. Não vamos ser autoritários com ninguém, mas não seremos mornos com ninguém. Nós vamos encontrar quem financiou [os atos golpistas]”.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou que que as investigações em curso devem resultar em novos pedidos de prisão preventiva e temporária, principalmente contra os financiadores.

Unidade
Presente na reunião, a ministra Rosa Weber, presidente do STF, também fez questão de enaltecer a presença dos governadores em um gesto de compromisso democrático com o Brasil. “Eu estou aqui, em nome do STF, agradecendo a iniciativa do fórum dos governadores de testemunharem a unidade nacional, de um Brasil que todos nós queremos, no sentido da defesa da nossa democracia e do Estado Democrático de Direito. O sentido dessa união em torno de um Brasil que queremos, um Brasil de paz, solidário e fraterno”.

Em outro gesto de unidade, após o encontro, presidente, governadores e ministros do STF atravessaram a Praça dos Três Poderes a pé, até a sede do STF, edifício que ontem também foi brutalmente destruído. A ministra Rosa Weber garantiu que o prédio estará pronto para reabertura do ano judiciário, em fevereiro.

Preso, morador da Capital admite à PF que foi com tudo pago a Brasília

Um morador de Campo Grande, que não teve a identidade divulgada, foi preso em Brasília, por participar de atos de vandalismo e depredação, neste domingo.

Em trecho do depoimento, a qual a Globo News teve acesso, o homem afirma que mora na Capital sul-mato-grossense e que viajou até Brasília pois não foi cobrada passagem.

Parte do relato feito por morador de Campo Grande (Foto: Reprodução/Globo News)

O manifestante diz ainda que está desempregado e que foi até o local em uma caravana, com pessoas de vários locais do País, e que a viagem foi financiada.

O preso por “golpe de estado” optou por se manter em silêncio em várias partes do interrogatório.

Ele se limitou a dizer que não foi cobrada passagem para ir até a capital federal participar de “movimentos em prol da nação” e que é a terceira vez que vai ao local pelo mesmo motivo.

Em todas as idas, o manifestante sempre ficou no acampamento bolsonarista em frente ao QG do Exército .

No domingo, segundo a versão do preso, ele participou da caminhada de manifestação e disse que observou de longe que estava havendo um confronto.

Mesmo alegando estar longe, o golpista afirma que foi atingido nos olhos por gás lacrimogêneo, usado pela polícia na tentativa de conter o grupo de vândalos que tentava, naquele momento, invadir a Praça dos Três Poderes.

O campo-grande segue dizendo que se dirigiu ao Palácio do Planalto “como forma de sair da confusão”, pois imaginou ser local tranquilo devido à presença de um cordão do Exército.

Ele alega que um grupo de manifestantes se ajoelhou na frente dos soldados e continuou a manifestação.

No momento da depredação e vandalismos do Planalto, o manifestante afirma que entrou no prédio, mas alega que foi em um momento de correria e que não presenciou a depredação.

Conforme reportagem do Correio do Estado, ,manifestantes que saíram de Mato Grosso do Sul participaram da invasão aos três centros do poder constitucional brasileiro.

Um rapaz com uma camiseta com a inscrição “Patriota do MS”, foi visto em um dos vídeos dentro do Palácio do Planalto, tentando abrir uma das portas, possivelmente a do gabinete presidencial.

Esta camiseta é similar a camisetas que estavam sendo comercializadas em frente ao acampamento bolsonarista em frente ao Comando Militar do Oeste (CMO), em Campo Grande.

As pessoas que estavam em frente ao CMO desde o início de novembro estavam convocando caravanas para ir à Brasília (DF) para os movimentos antidemocráticos.

Manifestantes no Congresso
Manifestantes apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que iniciaram protestos em Brasília (DF), invadiram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o STF (Supremo Tribunal Federal).

Do mesmo modo, outro grupo, usando cores da bandeira, ocuparam o Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo. Os prédios foram depredados. A desocupação aconteceu horas depois.

Em Mato Grosso do Sul, horas após os atos em Brasília, manifestantes tomaram a avenida Duque de Caxias em frente ao CMO (Comando Militar do Oeste) e mais tarde outro grupo bloqueou a BR-163, que foi liberada na madrugada desta segunda-feira (9), segundo informou a PRF (Polícia Rodoviária Federal).

Acampamentos em MS desmontados
Dois meses e 9 dias após o início do acampamento que abrigou apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) insatisfeitos com os resultados das eleições presidenciais de outubro de 2022, as barracas em frente ao CMO (Comando Militar do Oeste), na Avenida Duque de Caxias, em Campo Grande, começam a ser desmontadas, no fim da manhã desta segunda-feira (9).

A desmobilização da manifestação ocorre horas após o STF (Supremo Tribunal Federal) determinar o fim dos acampamentos e até prisão em flagrante de manifestantes que se recusarem a desmobilizar os atos, considerados pela Corte de terem intenções golpistas.

Políticos de MS destacam a necessidade de punição aos envolvidos em atos golpistas

Políticos de MS se pronunciam sobre invasão de bolsonaristas radicais ao Congresso, Planalto e STF

Políticos de Mato Grosso do Sul se pronunciaram sobre a invasão de terroristas bolsonaristas ao Congresso Nacional, ao Planalto e ao Supremo Tribunal Federal (STF) neste domingo (8). Veja a repercussão:

Tereza Cristina (PP)
“Momento gravíssimo que exige equilíbrio e sensatez. Precisamos de muita responsabilidade para enfrentarmos os lamentáveis acontecimentos de hoje. Na democracia, não há espaço para atos de vandalismo e desrespeito às instituições”.

Soraya Thronicke (União Brasil)
“Minha assessoria já entrou em campo para escrever o pedido de abertura de CPI dos Atos Antidemocráticos. A democracia aceita tudo, menos que acabem com ela”.

Simone Tebet (MDB)
“A atitude criminosa e radical de golpistas, ao afrontarem os poderes, invadindo o Congresso Nacional e vandalizando o STF e o Planalto, precisa de punição exemplar. Os líderes políticos coniventes, bem como os financiadores dessa ação, devem ser responsabilizados com rigor. Nossa Constituição Federal dá respaldo aos nossos Ministros da Justiça e da Defesa no uso de todos os meios rigorosos e legítimos para a defesa da ordem, da sociedade e da democracia. Democracia para sempre!”

Adriane Lopes (Patriotas)
“As manifestações pacíficas são legítimas e precisam ser aceitas e respeitadas. Violência e depredação de patrimônio publico ou privado, e atos que coloquem a vida em risco, são inaceitáveis. É preciso respeitar as instituições, a democracia e o estado democrático de direito”.

Geraldo Resende (PSDB)
“As cenas lamentáveis que estamos assistindo no Brasil hoje são inadmissíveis, é uma barbárie terrorista que não pode ser aceita por nós que somos defensores da democracia. Nada justifica a depredação e a subversão a ordem. Esperamos que os culpados sejam punidos no rigor da Lei!”.

Beto Pereira (PSDB)
“Nada justifica o vandalismo e a baderna. A ação de terroristas, além de desrespeitar as instituições brasileiras, causam prejuízos incontáveis aos cofres públicos e a democracia. Uma luta se torna inglória quando há radicalismos, violência e destruição sem motivos. Lamentável.”

Vander Loubet (PT)
“Os atos terroristas bolsonaristas que testemunhamos hoje em Brasília deixaram um rastro de destruição do patrimônio público, sem falar nos furtos praticados dentro das sedes dos Três Poderes. É um prejuízo que pode chegar a dezenas, talvez centenas de milhões de reais. No caso das peças que fazem parte da história do Brasil, o prejuízo nem tem valor, é irreparável.”

Camila Jara (PT)
“A ação dos golpistas no dia da diplomação do presidente Lula foi praticamente um ensaio do ato de hoje. O que houve, @IbaneisOficial, não foi uma simples falha. Foi conivência, interesse e desrespeito às instituições brasileiras. Se você não limpar a sujeira, nós o faremos”.

Dagoberto Nogueira (PSDB)
“É inaceitável os atos de “vandalismo e terrorismo” nos três poderes da república. Muito longe de uma manifestação democrática, atos nunca vistos no Brasil. Ação orquestrada e premeditada por extremistas, destruição que diminui o País perante o resto do mundo e enfraquece a nossa democracia”.

Riedel vai a Brasília para reunião com Lula sobre reação a golpismo

No domingo, dia em que terroristas invadiram e depredaram as sedes dos três poderes em Brasília, Riedel emitiu nota de repúdio

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), vai para a capital federal, Brasília, na tarde desta segunda-feira (9). A viagem é para participar de reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobre as providências para por fim ao movimento golpista vivido pelo país.

Governador cumpre agenda em São Paulo e a tarde participa em Brasília de reunião com o presidente

Riedel está em São Paulo nesta segunda-feira (9). A agenda não foi informada no site oficial do Governo de Mato Grosso do Sul. O anúncio foi feito pela rede social do governador.

“Domingo, seguindo para São Paulo para iniciar a semana importantes agendas”, disse o governador na postagem.

No domingo, dia em que terroristas invadiram e depredaram as sedes dos três poderes em Brasília, Riedel emitiu nota repudiando os fatos.

“É inaceitável na nossa democracia o uso da violência, o vandalismo e a depredação de patrimônio público e privado em quaisquer tipos de manifestações. Não podemos aceitar a afronta à democracia e ao Estado democrático de direito”, afirmou o tucano em postagem no Twitter.

O tucano apoiou Jair Bolsonaro nas eleições de outubro.

Depois dos acontecimentos deste domingo em Brasília, foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes a retirada de golpistas de qualquer acampamento no país. O governo de Mato Grosso do Sul ainda não se manifestou a respeito.