Lista de presos por terrorismo em Brasília inclui 3 bolsonaristas de MS

Nesta terça-feira (10), o Governo do Distrito Federal divulgou uma lista com os nomes de mais de 300 manifestantes que invadiram e praticaram atos de vandalismo na Praça dos Três Poderes, na tarde do último domingo (8).

Pelo menos três deles são de MS, o motorista Djalma Salvino dos Reis, 45 anos, morador de Itaporã, a 277 quilômetros de Campo Grande é um dos bolsonaristas presos. Em seu perfil nas redes sociais, Salvino se mostra um ferrenho apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro. O preso inclusive participou de atos antidemocráticos em Dourados, pedindo intervenção federal e questionando o resultado das urnas que sagrou Lula como presidente.

Djalma Salvino, Diego Eduardo Assis e Fabio Jatchuk presos pela depredação em Brasília Foto: Redes Sociais

Diego Eduardo Assis Medina, 35 anos, morador de Dourados, também esta na lista de presos pelos atos terroristas no Distrito Federal. Contra o atual governo petista, o trabalhador da construção civil, se intitula ‘patriota’ com postagens contra o ministros do STF e políticos petistas.

Por fim, o técnico em instalação e manutenção de ar-condicionado, Fabio Jatchuk Bullmann, 41 anos, morador de Campo Grande, compõe a lista de presos pelos atos de vandalismo do último domingo (8). Assim como os demais, o campo-grandense é um contumaz apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro e pelas redes sociais coloca em xeque a integridade das urnas eletrônicas, pedindo contagem pública de votos.

Ainda segundo informações, até o fim da noite de segunda-feira (9), pelo menos 1,2 mil pessoas haviam sido presas. Agora, elas permanecem detidas no Centro de Detenção Provisória 2, na Papuda.

Durante o ato, sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário foram invadidas e depredadas. Vidraças dos prédios foram quebradas e estruturas danificadas. Obras de arte foram destruídas e móveis foram espalhados pela praça. Até o momento, estima-se prejuízo de R$ 8 milhões apenas em obras de arte.

O Ministério da Gestão afirmou que fará o levantamento do prejuízo, e que vai trabalhar no ressarcimento dos valores junto aos responsáveis.

Vídeo: Terroristas bolsonaristas deitaram, rolaram, e cagaram no Palácio do Planalto

“Quebravam tudo, urinavam, defecavam nos corredores, dentro das salas. Foi um ato de destruição”, disse Paulo Pimenta. Um bolsonarista foi filmado mostrando a bunda no local

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, Paulo Pimenta, disse a jornalistas na manhã desta segunda-feira que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro que invadiram e vandalizaram o Palácio do Planalto urinaram e defecaram no local, além de terem destruído obras de artes que ficavam no local.

Pimenta também confirmou que, apesar dos danos causados no palácio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalhará no local nesta segunda. Em seu primeiro compromisso na agenda do dia, Lula se reunirá com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, pela manhã. O prédio do STF também foi invadido e depredado pelos apoiadores de Bolsonaro.

“O pessoal que olhou (os vândalos) disse que parecia um bando de pessoas com ódio, fora de si, parecia um bando de zumbi. Corriam pelos corredores, quebravam tudo, urinavam, defecavam nos corredores, dentro das salas. Foi um ato de destruição”, disse Pimenta a jornalistas do lado de fora do palácio.

De acordo com o ministro, que falou com repórteres pouco antes de ser liberada a entrada deles para verificar os danos causados ao palácio pelos vândalos, algumas obras de arte foram danificadas e outras completamente destruídas.

Pimenta disse que, apesar dos danos, Lula despachará do Planalto nesta segunda, confirmando o que o presidente havia afirmado na véspera em sua conta no Twitter.

“Nós vamos trabalhar aqui hoje já”, disse Pimenta. “A reunião do presidente com a presidente do STF vai ser aqui, às 9h”, acrescentou.

No domingo, apoiadores de Bolsonaro invadiram as sedes dos Três Poderes –o prédio do Congresso Nacional também foi vandalizado– e deixaram um rastro de destruição, o que levou Lula a decretar uma intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal e o ministro Alexandre de Moraes a determinar o afastamento por 90 dias do governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB).

Autoridades do governo Lula apontaram falhas na atuação da segurança pública da capital federal e a situação só foi contida e os prédios públicos desocupados após a decretação da intervenção