Ao menos sete dos detidos se candidataram e receberam R$ 180,8 mil de fundos repassados por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro
Entre os bolsonaristas presos por atos terroristas em Brasília no dia 8 de janeiro, alguns possuem estrita relação com a política. Dos dez detidos que se candidataram, ao menos sete chegaram a receber dinheiro de partidos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Jair Bolsonaro em evento do PL Foto: Adriano Machado / Reuters
Segundo apuração do jornal Folha de S. Paulo, os presos receberam R$ 180,8 mil de fundos, como o eleitoral e partidário. O montante foi repassados por aliados bolsonaristas, como o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL).
A vereadora Odete Correa (PL-SC), de Bom Jesus (SC), é um exemplo. Ela tentou sem sucesso se eleger deputada estadual e teve sua campanha irrigada com R$ 58,9 mil. Desse total, R$ 35 mil foram repassados pela deputada federal Daniela Reinehr (PL-SC); R$ 13,9 mil, do já citado governador Jorginho Mello; e R$ 10 mil, de Valdir Colatto (PL-SC) – todos do partido de Jair Bolsonaro.
Outro exemplo é o de Maria Elena Passos (PL-ES), eleita suplente de deputada estadual. Maria Elena recebeu R$ 6,5 mil do senador eleito Magno Malta (PL-ES), aliado fiel de Bolsonaro, e R$ 30 mil da própria direção nacional do PL.
Dentro do grupo, alguns candidatos chegaram a publicar imagens comprovando a participação nos atos golpistas do dia 8. Oziel Lara dos Santos (Patriota-SC), conhecido como ‘Fuzileiro Oziel Santos’, recebeu R$ 10 mil do partido para sua campanha a deputado estadual. Ele perdeu a eleição. Em Brasília, Oziel fez uma live mostrando a depredação no Palácio do Planalto.
Defesas Daniela Reinehr, que repassou verba para a campanha de Odete Correa, afirmou que repassou valores para quase todas as mulheres candidadas ao Legislativo pelo partido durante a campanha eleitoral. Já o PL informou que abriu processo interno para apurar a participação de filiados nos atos golpistas e que expulsará aqueles que “comprovadamente” praticaram crimes.
As siglas Patriota, PMN, PRTB, Solidariedade e Democracia Cristã também aparecem com filiados nas ações terroristas. Até o momento, as legendas não se manifestaram.
Resultado das urnas De dez bolsonaristas mencionados pela reportagem, ninguém foi eleito. Cinco conseguiram apenas vagas de suplente.
A lista inclui três deputados federais (um reeleito e dois eleitos), dois deputados estaduais eleitos e um vereador da Capital
Segundo o Jornal Correio do Estado, os deputados federais Dr. Luiz Ovando (PP-MS), que foi reeleito, Marcos Pollon (PL-MS) e Rodolfo Nogueira (PL-MS), ambos eleitos, os deputados estaduais João Henrique Catan (PL), reeleito, e Rafael Tavares (PRTB), eleito, e o vereador Tiago Vargas (PSD), de Campo Grande (MS), foram denunciados ao Ministério da Justiça pelas manifestações postadas em redes sociais defendendo os atos antidemocráticos realizados no domingo (08), em Brasília (DF), e correm o risco de terem os respectivos mandatos cassados por quebra do decoro parlamentar.
Luiz Ovando (PP-MS), João Henrique Catán (PL), Marcos Pollon (PL-MS) e Rodolfo Nogueira – Foto Montagem
De acordo com juristas ouvidos, os cinco parlamentares sul-mato-grossenses estariam, em tese, enquadrados no parágrafo único do Art. 286 do Código Penal por terem concordado e incitado, ainda que de forma indireta, os atos criminosos ocorridos na tentativa de golpe de Estado do dia 8 de janeiro.
Os juristas foram unânimes em afirmar que o encaminhamento das denúncias ao Ministério da Justiça poderá resultar na abertura de inquérito criminal.
Além disso, tal fato não impede o início de um processo disciplinar na Câmara dos Deputados, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) e na Câmara Municipal de Campo Grande, posto que a concordância explícita aos atos criminosos praticados em Brasília configura violação do decoro parlamentar.
No caso específico da postagem do deputado estadual eleito Rafael Tavares, os juristas explicaram que o caso ainda poderá ser agravado se ficar comprovado que ele usou dinheiro público para financiar a defesa dos envolvidos nos atos antidemocráticos, incorrendo em improbidade administrativa.
Os juristas explicaram que, em relação à perda de mandato, mesmo com os eventuais fatos ocorrendo antes da posse para quatro dos cinco parlamentares, eles já foram diplomados e, portanto, são considerados agentes políticos.
Por isso, esses agentes políticos não podem se manifestar de forma a transparecer que estão associados aos crimes praticados contra o Estado Democrático de Direito, o que já é suficiente para serem investigados criminalmente.
Ainda conforme os juristas, tão logo os três deputados federais e os dois estaduais tomem posse, qualquer cidadão poderá representá-los nas respectivas Casas de Lei perante o Conselho de Ética para instauração de processo ético-disciplinar, visando à perda de mandato por violação ao decoro parlamentar.
O CASO
A denúncia feita ao Ministério da Justiça contra o deputado federal Dr. Luiz Ovando reforça que o parlamentar é um “bolsonarista radical, sempre estimulando de maneira contundente [nas redes sociais, nas interdições de estradas e nos acampamentos bolsonaristas] seus seguidores em atos negacionistas, antidemocráticos e criminosos”.
No caso do deputado federal eleito Marcos Pollon, a denúncia feita ao Ministério da Justiça também reforça que ele é “bolsonarista radical, fundador e presidente da Associação Nacional Movimento Pró Armas (Ampa), que atualmente é a maior associação armamentista do Brasil”.
O texto traz ainda que “recentemente teve seu nome citado por suspeita de envolvimento em tentativa de ataque terrorista em Brasília”.
Também citou que ele “frequentemente é flagrado estimulando, de maneira contundente [nas redes sociais, nas interdições de estradas e nos acampamentos bolsonaristas] seus seguidores a atos negacionistas, antidemocráticos e criminosos”.
Já a denúncia feita contra o deputado federal eleito Rodolfo Nogueira, mais conhecido como “Gordinho do Bolsonaro”, informou que ele é “produtor agropecuário” e, frequentemente, vive “incitando e inflamando a horda bolsonarista nas redes e atos golpistas”.
A denúncia feita ao Ministério da Justiça contra o deputado estadual eleito Rafael Tavares o acusa de ser “golpista” e de estar “financiando com dinheiro público ajuda jurídica para os terroristas”.
Dos outros dois parlamentares – o deputado estadual reeleito João Henrique Catan e o vereador Tiago Vargas –, a reportagem não teve acesso ao teor das denúncias encaminhadas para o Ministério da Justiça.
Deputados estaduais e federais e o vereador da Capital Tiago Vargas (PSD) foram acusados de incitar atos de ódio e de inflamar a “horda bolsonarista” em suas redes sociais, além de, indiretamente, manifestar apoio a atos que contestam o resultado das eleições, das quais eles participaram e muitos foram eleitos.
“Quebravam tudo, urinavam, defecavam nos corredores, dentro das salas. Foi um ato de destruição”, disse Paulo Pimenta. Um bolsonarista foi filmado mostrando a bunda no local
O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, Paulo Pimenta, disse a jornalistas na manhã desta segunda-feira que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro que invadiram e vandalizaram o Palácio do Planalto urinaram e defecaram no local, além de terem destruído obras de artes que ficavam no local.
Pimenta também confirmou que, apesar dos danos causados no palácio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalhará no local nesta segunda. Em seu primeiro compromisso na agenda do dia, Lula se reunirá com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, pela manhã. O prédio do STF também foi invadido e depredado pelos apoiadores de Bolsonaro.
“O pessoal que olhou (os vândalos) disse que parecia um bando de pessoas com ódio, fora de si, parecia um bando de zumbi. Corriam pelos corredores, quebravam tudo, urinavam, defecavam nos corredores, dentro das salas. Foi um ato de destruição”, disse Pimenta a jornalistas do lado de fora do palácio.
De acordo com o ministro, que falou com repórteres pouco antes de ser liberada a entrada deles para verificar os danos causados ao palácio pelos vândalos, algumas obras de arte foram danificadas e outras completamente destruídas.
Pimenta disse que, apesar dos danos, Lula despachará do Planalto nesta segunda, confirmando o que o presidente havia afirmado na véspera em sua conta no Twitter.
“Nós vamos trabalhar aqui hoje já”, disse Pimenta. “A reunião do presidente com a presidente do STF vai ser aqui, às 9h”, acrescentou.
No domingo, apoiadores de Bolsonaro invadiram as sedes dos Três Poderes –o prédio do Congresso Nacional também foi vandalizado– e deixaram um rastro de destruição, o que levou Lula a decretar uma intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal e o ministro Alexandre de Moraes a determinar o afastamento por 90 dias do governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB).
Autoridades do governo Lula apontaram falhas na atuação da segurança pública da capital federal e a situação só foi contida e os prédios públicos desocupados após a decretação da intervenção
Jornalista Figueiredo também teve seu passaporte cancelado e não poderá deixar o país
O jornalista Paulo Figueiredo, comentarista da Jovem Pan News, relatou nesta quarta-feira, 4, que teve suas contas bancárias no Brasil bloqueadas, seu passaporte cancelado e seus perfis nas redes sociais suspensos por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Outros dois jornalistas, Guilherme Fiuza e Rodrigo Constantino, também tiveram suas contas nas redes sociais suspensas.
Guilherme Fiuza, Rodrigo Constantino e Paulo Figueiredo tiveram contas derrubadas por ordem do STF Foto: Reprodução
As plataformas YouTube, Twitter, Facebook, Telegram e Instagram suspenderam as contas dos comentaristas bolsonaristas atendendo a decisão que partiu do ministro Alexandre de Moraes, do STF. O inquérito corre sob sigilo.
Os três são investigados por divulgação de discurso de ódio e antidemocrático. O cumprimento da determinação de Moraes aconteceu na noite da terça-feira 3. Com isso, os perfis dos bolsonaristas nas plataformas não podem mais ser acessados.
Comentaristas da Jovem Pan News, os três ficaram conhecidos por disseminar informações falsas sobre a Covid-19, defender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e endossar ataques contra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o sistema eletrônico de votação na época das eleições presidenciais.
Operação desencadeada na manhã desta quinta-feira (15/12) em várias unidades da federação, cumpre 17 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul. As informações foram apuradas pelo Dourados News junto a Polícia Federal.
Ainda não há detalhes sobre os municípios onde ocorrem as ações e nem se há prisões ocasionadas por flagrantes.
Operação da PF acontece em MS e outros Estados brasileiros – Crédito: Osvaldo Duarte/Dourados News/Arquivo
Em todo o Brasil, são 81 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O trabalho faz parte de investigação que tramita na Corte sobre bloqueios de rodovias após a proclamação do resultado das Eleições Gerais de 2022, no dia 30 de outubro.
Além de MS, as medidas são cumpridas no Acre, Amazonas, Rondônia, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e no Distrito Federal. Os alvos são pessoas físicas e jurídicas identificadas pelas forças federais e locais de Segurança Pública.
Em Mato Grosso do Sul, desde o fim do segundo turno do pleito, os atos aconteceram em várias cidades, incluindo Dourados.
No dia 18 de novembro, pneus foram colocados na BR-163, próximo ao Trevo da Bandeira, e posteriormente ateado fogo neles.
O incêndio durou alguns minutos e o Corpo de Bombeiros, junto de funcionários da concessionária responsável pela via, conseguiram conter as chamas.
Na ocasião, um Fiat Uno acabou pegando fogo.
O ato resultou em uma operação conjunta da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e Polícia Federal, que identificou os responsáveis.
Parlamentar aguardava decolagem do voo quando foi surpreendido por apoiadores do atual presidente
O deputado federal por Mato Grosso do Sul Fábio Trad (PSD) foi hostilizado ao discutir com dois homens dentro do avião em um voo de Campo Grande para Brasília nesta terça-feira (29). O momento foi filmado pelo próprio passageiro que questiona o parlamentar sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Lava Toga.
O deputado disse ter sido perseguido pelos bolsonaristas após desembarcar no aeroporto internacional de Brasília.
“No final , já no corredor para o saguão, fui novamente interpelado em tom ameaçador por um deles. Um partiu pra agressão física e eu me afastei um pouco por causa da comissária que estava ao lado dele. Os outros só xingaram mesmo. Eu me senti constrangido e ameaçado, mas não vou baixar a cabeça pra nenhum fascista”, comentou o deputado federal.
“De repente, vejo-me sendo filmado por um cidadão falando alto como se fosse um discurso e eu então respondi a interpelação. Não gostaram da resposta é partiram para cima”, comentou o deputado Fábio Trad sobre a situação.
Trad estava sentado em uma das primeiras poltronas do avião quando um passageiro anuncia, com o celular em punho, que precisava fazer uma pergunta ao deputado. O parlamentar diz que sim, momento em que o homem começa um discurso.
“Eu queria entender porque não foi à favor da CPI da Lava Toga, diante de todas as manifestações que estamos vivendo e um clamor da população, haja vista que, quando começamos o processo eleitoral, nossos ministros, por diversas vezes, não foram pautados por aquilo que gostaríamos”, diz o passageiro se referindo à CPI que ia investigar a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A discussão continua e o deputado responde: “na minha opinião, o Bolsonaro é um ladrão, por isso eu não assinei a CPI da Toga”, disse Fábio Trad.
Logo após a fala do deputado, um outro homem eleva a voz e comenta: “Ladrão é quem foi eleito [remetendo a eleição de Lula]”. Trad retruca e diz: “Pois é, é a minha opinião, ele [Lula] foi absolvido”.
O deputado disse que não registrará boletim de ocorrência sobre o caso.
Ato surreal foi gravado em Porto Alegre, em local de protesto contra a eleição de Lula
Vídeo que circula nas redes sociais mostra apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) supostamente pedindo ajuda a “extraterrestres”, usando luzes de celulares para sinalizar na direção do céu. O ato surreal, que se transformou em piada na internet, foi publicado nas redes sociais na noite de ontem.
https://youtu.be/cQG5o8BUXq4
O vídeo foi publicado por Marcelo Nunes no Facebook e, ao que tudo indica, foi gravado em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
“Pessoal, fui dar um rolê de bike como faço sempre. Filmei essa pérola dos golpistas pedindo ajuda extraterrestre com celular na cabeça, fazendo sinais de luz e pedindo ajuda do ‘general’. Na esquina da minha casa”, escreveu o usuário no Facebook.
No vídeo, apoiadores do presidente colocam o celular na cabeça com o flash do aparelho ligado e sinalizam aos “ETs” com a interposição de uma das mãos na tela do smartphone. Uma mulher diz “SOS”.
Em seguida, apoiadores do atual presidente dizem “Olha para nós, general”. O pedido de “socorro” também está no centro do grupo, com letras luminosas, em um painel.
Os bolsonaristas ocupam desde 31 de outubro áreas próximas aos quartéis, em várias cidades, pedindo intervenção militar pelo fato de não aceitarem a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva à presidente da República.
O Ministério da Defesa enviou nesta quarta-feira (9) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o relatório produzido pela equipe técnica das Forças Armadas sobre a fiscalização da urna eletrônica que concluiu que os dados de totalização dos votos das eleições deste ano estão corretos.
Bolsonaristas esperavam que relatório da Defesa desse fôlego a Bolsonaro (PL) após derrota nas urnas para Lula (PT) – Foto: AP Photo/Matias Delacroix
O documento entregue à Justiça Eleitoral, não citou em nenhum momento o indício de fraude no processo eleitoral. Os militares fazem parte da comissão de transparência criada pelo próprio TSE para fiscalizar as eleições, que foram encerradas no dia 30 de outubro.
No entanto, quem não gostou do resultado, foram os bolsonaristas, que indignados com o relatório da pasta, foram até o perfil do Ministério em uma rede social e iniciaram uma série de ataques e críticas ao documento.
No Twitter, um internauta chegou a questionar se ele e outros manifestantes tomaram “chuva à toa” ao participar de atos pró-Bolsonaro.
‘Tomamos chuva, fomos atropelados, passamos vergonha à toa? É isso? Caramba viu’, escreveu o seguidor na rede social.
Na mesma publicação uma outra seguidora, questionou se acompanhado do resultado não viria junto uma nota de repúdio da pasta.
‘Não vem nem a nota de repúdio junto? E o povo que clama por SOCORRO, como fica?’, postou a seguidora.
As manifestações e paralisações nas rodovias do país, iniciaram após resultado das eleições presidenciais no dia 30 de outubro, que deram vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra o presidente Jair Bolsonaro (PL).
Os bolsonaristas defendiam durante os atos, que as urnas haviam sido fraudadas, chegando a acionar um possível golpe.
O ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE, divulgou uma nota sobre a fiscalização feita pelos militares.
“O relatório final do Ministério da Defesa que, assim como todas as demais entidades fiscalizadoras, não apontou a existência de nenhuma fraude ou inconsistência nas urnas eletrônicas e no processo eleitoral de 2022.”
Ainda de acordo com o presidente, o documento, entregue pelas Forças Armadas no mesmo dia em que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou o TSE, comprova a lisura e transparência da apuração dos votos no segundo turno das eleições.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, cerca de 50 manifestantes atearam fogo em pneus interditando a pista. Desde domingo (30), apoiadores de Bolsonaro passaram a impedir fluxo em vias contra o resultado das eleições
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Batalhão de Choque utilizaram bala de borracha e bombas de efeito moral para desmobilizar um protesto na BR-163, na saída para Cuiabá, em Campo Grande, na manhã desta terça-feira (1º). Os manifestantes são contra o resultado das urnas na votação de domingo (30) para a Presidência da República.
Policial dispara bomba de efeito moral na ação de retirada de manifestantes na BR-163. (Foto: Henrique Kawaminami)
De acordo com a PRF, cerca de 50 manifestantes atearam fogo em pneus interditando totalmente a pista. Com isso, equipes da polícia foram até o local e utilizaram da força para retirar os manifestantes do trecho.
Nas imagens é possível ouvir quando foram disparadas bombas de efeito moral contra os manifestantes, que reagem com gritos e xingamentos. Desde o último domingo (30), apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) passaram a impedir o fluxo em vias por todo o país contra o resultado das eleições.
Após os tiros e gás de efeito moral, os caminhões começaram a deixar o local e liberaram o ponto, que antes estava com pneus queimados e fumaça preta. A PRF informou que ninguém ficou ferido.
Ao menos 12 trechos de uma rodovias federais e estaduais de Mato Grosso do Sul continuam com bloqueios no terceiro dia de manifestações nesta terça-feira (1º).
A Justiça Federal de Mato Grosso do Sul concedeu liminar determinado a liberação das rodovias, com multa diária de R$ 10 mil por pessoa física e de R$ 100 mil por pessoa jurídica que apoie os movimentos.
Decisão do STF A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal votou, nos primeiros minutos desta terça-feira (1º), para confirmar a decisão individual do ministro Alexandre de Moraes, que determinou à PRF e às polícias militares dos estados o desbloqueio das rodovias brasileiras ocupadas de forma irregular por manifestantes que apoiam o presidente Jair Bolsonaro.
Na decisão individual, tomada na noite desta segunda-feira (31), Moraes atendeu a pedidos da Confederação Nacional dos Transportes e do vice-procurador geral eleitoral.
Caminhoneiros bolsonaristas ocuparam trechos de rodovias em estados do país nesta segunda em protesto contra a derrota do presidente Jair Bolsonaro na eleição.