Senado: CPI de atos antidemocráticos atinge assinaturas necessárias

O requerimento de criação da CPI dos Atos Antidemocráticos já possui assinaturas suficientes para ser lido no plenário do Senado. O último balanço apontava que 45 senadores já assinaram.

Edilson Rodrigues/Agência Senado

A senadora Soraya Thronicke (União-MS), que propôs a abertura da CPI, aponta a necessidade de apurar a responsabilidade pelos “atos antidemocráticos e terroristas”, eventuais omissões cometidas por administradores públicos federais, estaduais e municipais, no controle da segurança entre 7 e 8 de janeiro de 2023 e a existência de financiadores e difusores deste e outros “movimentos antidemocráticos e terroristas”.

Cabe ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD/MG), autorizar ou não a abertura do colegiado.

Confira a lista de senadores que assinaram o pedido de abertura da CPI dos Atos Antidemocráticos:

1. Soraya Thronicke (UNIÃO-MS)

2. Giordano (MDB-SP)

3. Telmário Mota (PROS-RR)

4. Eliziane Gama (CIDADANIA-MA)

5. Davi Alcolumbre (UNIÃO-AP)

6. Paulo Paim (PT-RS)

7. Alessandro Vieira (PSDB-SE)

8. Humberto Costa (PT-PE)

9. José Serra (PSDB-SP)

10. Marcos do Val (PODEMOS-ES)

11. Leila Barros (PDT-DF)

12. Fabiano Contarato (PT-ES)

13. Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE)

14. Tasso Jereissati (PSDB-CE)

15. Randolfe Rodrigues (REDE-AP)

16. Jean Paul Prates (PT-RN)

17. Flávio Arns (PODEMOS-PR)

18. Oriovisto Guimarães (PODEMOS-PR)

19. Margareth Buzetti (PSD-MT)

20. Kátia Abreu (PP-TO)

21 Weverton (PDT-MA)

22. Jorge Kajuru (PODEMOS-GO)

23. Mara Gabrilli (PSDB-SP)

24. Jaques Wagner (PT-BA)

25. Angelo Coronel (PSD-BA)

26. Nilda Gondim (MDB-PB)

27. Styvenson Valentim (PODEMOS-RN)

28. Rogério Carvalho (PT-SE)

29. Irajá (PSD-TO)

30. Otto Alencar (PSD-BA)

31. Eduardo Braga (MDB-AM)

32. Omar Aziz (PSD-AM)

33. Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)

34. Zenaide Maia (PSD-RN)

35. Marcelo Castro (MDB-PI)

36. Nelsinho Trad (PSD-MS)

37. Paulo Rocha (PT-PA)

38. Izalci Lucas (PSDB-DF)

39. Sérgio Petecão (PSD-AC)

40. Renan Calheiros (MDB-AL)

41. Reguffe (SEM PARTIDO-DF)

42. Maria do Carmo Alves (PP-SE)

43. Cid Gomes (PDT-CE)

44. Daniella Ribeiro (PSD-PB)

45. Roberto Rocha (PTB-MA)

 

Ex-prefeito de Costa Rica é um dos alvos de operação da PF

O ex-prefeito de Costa Rica, Waldeli dos Santos Rosa, é um dos alvos da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, durante operação desencadeada na manhã desta quinta-feira (15/12) investigando bloqueios em rodovias após a proclamação dos resultados das eleições presidenciais.

Ex-prefeito de Costa Rica é um dos alvos da operação – Crédito: Reprodução/Redes Sociais

Através de nota publicada nas redes sociais, ele confirmou o fato e citou ‘receber com naturalidade’ a informação que deverá prestar esclarecimentos sobre os atos.

“O empresário e ex-prefeito de Costa Rica/MS, Waldeli dos Santos Rosa, esclarece, por meio desta nota, que dentro da estrita legalidade, sempre se expressará para apoiar e defender a democracia, o estado democrático de direito e as liberdades individuais e coletivas previstas na Constituição do Brasil. Reafirma o seu compromisso com a justiça, em defesa do Brasil e dos menos favorecidos, recebendo com naturalidade a informação de que deverá prestar esclarecimentos acerca da sua defesa em prol da liberdade de expressão”, disse.

PF faz operação contra 17 bolsonaristas em MS por atos antidemocráticos

Operação desencadeada na manhã desta quinta-feira (15/12) em várias unidades da federação, cumpre 17 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul. As informações foram apuradas pelo Dourados News junto a Polícia Federal.

Ainda não há detalhes sobre os municípios onde ocorrem as ações e nem se há prisões ocasionadas por flagrantes.

Operação da PF acontece em MS e outros Estados brasileiros – Crédito: Osvaldo Duarte/Dourados News/Arquivo

Em todo o Brasil, são 81 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O trabalho faz parte de investigação que tramita na Corte sobre bloqueios de rodovias após a proclamação do resultado das Eleições Gerais de 2022, no dia 30 de outubro.

Além de MS, as medidas são cumpridas no Acre, Amazonas, Rondônia, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e no Distrito Federal. Os alvos são pessoas físicas e jurídicas identificadas pelas forças federais e locais de Segurança Pública.

Em Mato Grosso do Sul, desde o fim do segundo turno do pleito, os atos aconteceram em várias cidades, incluindo Dourados.

No dia 18 de novembro, pneus foram colocados na BR-163, próximo ao Trevo da Bandeira, e posteriormente ateado fogo neles.

O incêndio durou alguns minutos e o Corpo de Bombeiros, junto de funcionários da concessionária responsável pela via, conseguiram conter as chamas.

Na ocasião, um Fiat Uno acabou pegando fogo.

O ato resultou em uma operação conjunta da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e Polícia Federal, que identificou os responsáveis.

 

Vereador pede cassação de Sandro Benites que discursou em ato antidemocrático

O vereador Professor André Luis (Rede) protocolou, junto à Mesa Diretora da Câmara de Campo Grande, nesta terça-feira (8), pedido de investigação disciplinar de mandato

A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Campo Grande recebeu, nesta terça-feira (8), um pedido de abertura de processo disciplinar contra o vereador Dr. Sandro Benites (Patriota), por participar de atos antidemocráticos praticados no dia 2 de novembro em frente ao Comando Militar do Oeste (CMO), na capital.

Vereador Professor André Luis protocolou pedido de cassação contra o mandato de Sandro Benites – Crédito: Reprodução Facebook

O pedido foi encaminhado pelo vereador André Luis (Rede), que diz que o parlamentar utilizou de um carro de som para discursar a favor de um golpe de estado, colocando a democracia em risco.

O documento afirma que Benites cometeu crimes previstos no código penal, como “tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o estado democrático de direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais”.

O requerimento pede a cassação do mandato do parlamentar.

Manifestantes bolsonaristas protestam desde 31 de outubro contra o resultado do segundo turno das eleições presidenciais que elegeram Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República. Durante os atos, manifestantes defendem atos ilegais, como a intervenção militar.

A reportagem procurou a assessoria do vereador Sandro Benites, que informou que não foi notificado sobre o procedimento. Durante a sessão da Casa de Leis, nesta terça-feira, o parlamentar falou sobre o ocorrido.

Benites disse que pode ter sido mal interpretado, que é a favor da democracia e que não compactua com atos que estejam fora da lei.