Ex-prefeito de Dourados, Zé Elias morre aos 82 anos

Zé Elias, como era popularmente conhecido, lutava há anos contra um câncer no pâncreas

Morreu na madrugada desta quarta-feira (15/3), o ex-prefeito de Dourados José Elias Moreira, 82. Ele estava internado em São Paulo (SP) realizando tratamento de saúde, quando ocorreu o óbito.

O ex-prefeito José Elias (Foto: Divulgação )

A informação sobre a morte do ex-prefeito foi dada pela esposa dele, Adenil Carneiro Moreira, irmã do ex-deputado estadual Walter Benedito Carneiro.

Ele lutava há anos contra um câncer no pâncreas e desde o Carnaval estava internado no hospital Sírio Libanês, na capital paulista.

Zé Elias, como era conhecido, assumiu a maior cidade do interior de Mato Grosso do Sul em 1977 e depois entrou na disputa para o Governo do Estado no início dos anos 1980. Na época, acabou derrotado por Wilson Barbosa Martins.

Além da esposa, o engenheiro deixa três filhos — José Elias Moreira Júnior, Lidiane Carneiro Moreira Costa e Joaquim Carneiro Moreira.

O corpo será transladado a Dourados, mas ainda não há informações sobre o funeral.

Carreira 

Em 1976, Zé Elias foi eleito prefeito de Dourados. No ano de 1982, foi escolhido por seu partido para concorrer ao governo de Mato Grosso do Sul, perdendo o pleito para o candidato do então PMDB, Wilson Barbosa Martins.

Encerrou o seu mandato no cargo de prefeito de Dourados em 1983. Assumiu, assim, a presidência regional do PDS.

Desfiliou-se do próprio PDS em 1986, ingressando no PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) e assumiu o cargo de delegado da Convenção Nacional. Nesse mesmo ano, foi eleito deputado federal constituinte por Mato Grosso do Sul.

Após a promulgação, em 1988, da nova carta constitucional, passou a exercer o seu mandato no poder Legislativo. Nesse mesmo ano, disputou a prefeitura de Dourados contra o também engenheiro Braz Melo, perdendo as eleições por apenas 411 votos.

Pleiteou, no ano de 1990, outra vaga no poder legislativo federal, tendo sucesso e conseguindo se reeleger. Neste mandato, passou a ser vice-líder da bancada do PTB na casa.

Encerrou o seu mandato em Janeiro de 1995, não postulando mais uma reeleição, no ano eleitoral de 1994. Já no ano de 1998, almejou um cargo de deputado estadual por Mato Grosso do Sul, não obtendo votos suficientes para este cargo.

Ele foi secretário de Meio Ambiente durante o mandato do então governador Zeca do PT e secretário de Planejamento na gestão da prefeita Délia Razuk.

Ex-prefeito de Costa Rica é um dos alvos de operação da PF

O ex-prefeito de Costa Rica, Waldeli dos Santos Rosa, é um dos alvos da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, durante operação desencadeada na manhã desta quinta-feira (15/12) investigando bloqueios em rodovias após a proclamação dos resultados das eleições presidenciais.

Ex-prefeito de Costa Rica é um dos alvos da operação – Crédito: Reprodução/Redes Sociais

Através de nota publicada nas redes sociais, ele confirmou o fato e citou ‘receber com naturalidade’ a informação que deverá prestar esclarecimentos sobre os atos.

“O empresário e ex-prefeito de Costa Rica/MS, Waldeli dos Santos Rosa, esclarece, por meio desta nota, que dentro da estrita legalidade, sempre se expressará para apoiar e defender a democracia, o estado democrático de direito e as liberdades individuais e coletivas previstas na Constituição do Brasil. Reafirma o seu compromisso com a justiça, em defesa do Brasil e dos menos favorecidos, recebendo com naturalidade a informação de que deverá prestar esclarecimentos acerca da sua defesa em prol da liberdade de expressão”, disse.

Ex-prefeito de Três Lagoas morre aos 95 anos de causas naturais

Morreu nesta segunda-feira (29/8), o ex-prefeito de Três Lagoas, Francisco Leal de Queiroz, 95. Após a confirmação do fato, o atual chefe do Executivo, Angelo Guerreiro, decretou de luto oficial de três dias. Ele morreu por problemas de saúde ocasionados pela idade.

Francisco foi promotor de Justiça e deputado estadual – Crédito: Divulgação

“O chefe do executivo manifesta o mais sincero pesar por esta perda, bem como sentimentos aos familiares e amigos, diante dos importantes trabalhos realizados em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O ex-prefeito faleceu aos 95 anos de idade, deixando dois filhos, cinco netos e sete bisnetos”, diz nota publicada pela assessoria de imprensa da prefeitura.

Em 1949, Francisco Leal tornou-se Promotor de Justiça na comarca de Paranaíba; em 1950 e 1954 foi eleito e reeleito deputado estadual na Assembleia Legislativa de Mato Grosso; em 1958 elegeu-se prefeito de Três Lagoas, cargo que ocupou de 31 de janeiro de 1959 a 31 de janeiro de 1963.

Após este prazo, novamente, foi deputado estadual na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. De 1966 a 1971 ocupou o cargo de Secretário do Interior e, então, de Justiça de Mato Grosso. No ano de 1986, foi nomeado Secretário de Justiça de Mato Grosso do Sul, e no ano seguinte, Secretário de Segurança Pública de Mato Grosso do Sul e, em 1988 foi nomeado Procurador do Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul.

Marcos Trad reduz acusações de crimes sexuais contra 15 mulheres a “gesto falho”

Ex-prefeito se diz ficha limpa, mas foi funcionário fantasma da Assembleia de MS, onde virou servidor efetivo sem concurso

O ex-prefeito de Campo Grande e candidato ao Governo Marquinhos Trad (PSD) reduz as acusações de crimes sexuais denunciados até o momento por 16 mulheres a adultério, ou a um “gesto falho resolvido em casa”. A Polícia Civil investiga a denúncia desde início de julho deste ano.

Em entrevista à Morena FM e site Primeira Página, Trad esteve nervoso, confuso e vazio de ideias (Fotos: Reprodução)

Em entrevista ontem (11) ao site Primeira Página e à Morena FM, Trad confirmou que teve relações sexuais com duas das mulheres que o acusam de assédio sexual, importunação, estupro e tentativa de estupro, além de favorecimento à prostituição. Denunciantes relatam que ele propunha sexo em troca de cargos na Prefeitura.

Denunciantes relatam que ele propunha sexo em troca de cargos na Prefeitura

O ex-prefeito esquivou-se das perguntas relacionadas às acusações sexuais, focando somente em sua atuação como prefeito e parlamentar. Durante a entrevista, Trad transmitiu linguagem corporal de nervosismo e tensão, como olhar constantemente para cima e passar a língua nos lábios. Tratou os supostos crimes como de menor de gravidade comparados a desvios éticos.

Também disse acreditar que as acusações a ele imputadas não comprometem seu posicionamento como cristão e cidadão. “Um problema que resolvi dentro da minha casa. Na vida administrativa, nunca faltei com atenção e desonestidade para com minha população”, esquivou-se.

Confuso, Trad se enrolou com questionamentos sobre acusação de crimes sexuais

Os entrevistadores – Fabiano Arruda e Lucimar Lescano – insistiram sobre o fato de o ex-prefeito ter confessado as traições à esposa somente depois que as acusações contra ele se tornaram públicas. Marquinhos, novamente, se disse “ficha limpa” e que, administrativamente, não há nada que o incrimine, reforçando que teve apenas “um gesto falho”.

Perguntado “por que o eleitor deveria confiar em um candidato que quebrou a confiança numa relação familiar”, Trad argumentou que se trata somente de adultério, ignorando as demais acusações de 16 mulheres.

Funcionário fantasma

Ao mencionar repetida vezes que é ficha limpa, Marquinhos Trad desconsidera o fato de ele ter sido por quatro anos funcionário fantasma da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, lotado no gabinete do seu pai, o deputado estadual Nelson Trad, em 1986.

Na época, Marquinhos estudava Direito no Rio de Janeiro, período em que adquiriu o sotaque carioca presente até hoje em sua fala. O ex-prefeito também virou servidor efetivo da AL, sem concurso público, cujo acesso é muito disputado por concurseiros em busca da estabilidade do serviço público.

Marquinhos desconsidera o fato de ter sido por 4 anos funcionário fantasma da Assembleia Legislativa, lotado no gabinete do seu pai, o deputado estadual Nelson Trad, em 1986.

Sem ideias

Em relação às propostas, Marquinhos Trad esteve sempre confuso e não conseguiu expor suas ideias como candidato a governador. Questionado se reduzirá a carga tributária, não soube informar se tem estudo nesse sentido para compensar as perdas por conta dessa redução.

Lacônico e nervoso, disse que fará a reforma tributária, mas foi corrigido pelos entrevistadores em razão de o assunto ser de competência exclusiva do Governo federal e do Congresso.

Trad disse que fará a reforma tributária, mas foi corrigido pelos entrevistadores porque o assunto é competência exclusiva do Governo federal e do Congresso

Foi evasivo sobre as propostas para a área de saúde, anunciando que acabará com a regionalização do atendimento, hoje distribuído em quatro polos. Para isso, afirmou, aumentará os repasses aos municípios.

Saúde foi um dos grandes problemas nos cinco anos de Trad em Campo Grande, que renunciou ao cargo de prefeito sem resolver questões fundamentais, como a falta de médicos e de medicamentos, além da precariedade no atendimento primário nas unidades da Capital.

O entrevistado também não explicou por que não conseguiu resolver os problemas no transporte público, em cinco anos de mandato, cuja tarifa é uma das mais caras do país, ao passo que o serviço prestado aos usuários de ônibus é um dos piores.

Fake news

O candidato ao Governo divulgou informação falsa sobre suposta premiação que sua gestão teria recebido. Em 22 de março deste ano, o MS em Brasília desmentiu Marquinhos Trad ao divulgar versão do Ministério da Economia sobre o prêmio (ver aqui).

Na verdade, a prefeitura recebeu certificado por ter atendido os requisitos sobre a operação de sistema que reúne informações sobre os repasses da União. O site ouviu a pasta do ministro Paulo Guedes, que encaminhou nota explicando que “a premiação não tem qualquer relação com gestão financeira e administrativa”.

A gestão de Trad em Campo Grande é reprovada em vários estudos e prévias sobre a situação fiscal e financeira. O MS em Brasília divulgou em 6 de julho dados que colocam a Capital como a pior e Sonora como a melhor gestão entre os 79 municípios (ver aqui).