PRF e Batalhão de Choque usam bala de borracha e gás lacrimogêneo para liberar rodovia em MS

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, cerca de 50 manifestantes atearam fogo em pneus interditando a pista. Desde domingo (30), apoiadores de Bolsonaro passaram a impedir fluxo em vias contra o resultado das eleições

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Batalhão de Choque utilizaram bala de borracha e bombas de efeito moral para desmobilizar um protesto na BR-163, na saída para Cuiabá, em Campo Grande, na manhã desta terça-feira (1º). Os manifestantes são contra o resultado das urnas na votação de domingo (30) para a Presidência da República.

Policial dispara bomba de efeito moral na ação de retirada de manifestantes na BR-163. (Foto: Henrique Kawaminami)

De acordo com a PRF, cerca de 50 manifestantes atearam fogo em pneus interditando totalmente a pista. Com isso, equipes da polícia foram até o local e utilizaram da força para retirar os manifestantes do trecho.

Nas imagens é possível ouvir quando foram disparadas bombas de efeito moral contra os manifestantes, que reagem com gritos e xingamentos. Desde o último domingo (30), apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) passaram a impedir o fluxo em vias por todo o país contra o resultado das eleições.

Após os tiros e gás de efeito moral, os caminhões começaram a deixar o local e liberaram o ponto, que antes estava com pneus queimados e fumaça preta. A PRF informou que ninguém ficou ferido.

Ao menos 12 trechos de uma rodovias federais e estaduais de Mato Grosso do Sul continuam com bloqueios no terceiro dia de manifestações nesta terça-feira (1º).

A Justiça Federal de Mato Grosso do Sul concedeu liminar determinado a liberação das rodovias, com multa diária de R$ 10 mil por pessoa física e de R$ 100 mil por pessoa jurídica que apoie os movimentos.

Decisão do STF
A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal votou, nos primeiros minutos desta terça-feira (1º), para confirmar a decisão individual do ministro Alexandre de Moraes, que determinou à PRF e às polícias militares dos estados o desbloqueio das rodovias brasileiras ocupadas de forma irregular por manifestantes que apoiam o presidente Jair Bolsonaro.

Na decisão individual, tomada na noite desta segunda-feira (31), Moraes atendeu a pedidos da Confederação Nacional dos Transportes e do vice-procurador geral eleitoral.

Caminhoneiros bolsonaristas ocuparam trechos de rodovias em estados do país nesta segunda em protesto contra a derrota do presidente Jair Bolsonaro na eleição.

Reinaldo quer população monitorando preços praticados por postos de combustíveis em MS

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) declarou nesta segunda-feira (4) que o consumidor sul-mato-grossense deve procurar postos de combustíveis que, de fato, apliquem o valor reduzido da gasolina e do diesel nas bombas. Na última quinta-feira (30), Reinaldo anunciou que o Estado seguiria o Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) e congelaria o PMPF (Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final).

De acordo com Reinaldo Azambuja, ação fará com que empresários pratiquem preços menores

Segundo Azambuja, cabe ao consumidor pesquisar os preços nos postos, fator que segundo ele forçará os empresários do setor a comercializarem os combustíveis com preços menores. “Vai forçar empresários que utilizam disso como matéria para encorpar a sua lucratividade e nós temos que transferir isso em benefício para os cidadãos”, destacou.

A solicitação aconteceu na manhã desta segunda-feira (4), durante evento realizado no Bioparque Pantanal.

Na última quinta-feira (30), o governo de MS anunciou a redução da pauta do diesel. Com a atualização, a cobrança que era sobre R$ 4,16 (diesel comum), passou para R$ 3,97, e de R$ 4,2421, (diesel S10) para R$ 4,0946.

O convênio sobre as atualizações acontece por meio do Despacho nº 36, do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

No início deste mês, o ministro do SupremoTribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, deu um prazo de cinco dias para que o Governo Federal se manifestasse sobre o acordo sugerido pelos Estados e pelo Distrito Federal (DF) em torno do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis.

Anteriormente o pedido da União havia sido de 30 dias.

“O estado já abriu mão de R$400 milhões em tributos pelo congelamento da pauta e infelizmente isso não chegou. O combustível subiu quatorze vezes nesse último ano que nós congelamos”, pontuou Azambuja.

De acordo com o governador, a solicitação do ministro do STF mostra que a culpa não é dos estados, e sim da Petrobras.

“Se a Petrobras não congelar (os preços), diminuir o estado, o tributo, vai continuar subindo pro consumidor. Acho que agora tá bem esclarecido e nós vamos aguardar a decisão (do STF) para alguma outra tomada de decisão nessa questão”, destacou o governador.

Vìdeo: Irresponsabilidade de Marquinhos Trad começa a atrapalhar Adriane Lopes

Reajuste da tarifa de água e do transporte abaixo da inflação agora vai pesar no bolso do consumidor

A maneira populista e irresponsável como o ex-prefeito Marquinhos Trad sempre tratou questões de elevado interesse público, em especial os relacionados a tarifa de serviços concedidos pelo município, que é o caso do transporte e do saneamento, se transformou em problema para a prefeita Adriane Lopes.

Esse foi o tema abordado nesta terça-feira (28) pelo jornalista Edir Viégas na coluna CBN em Pauta.

Segundo ele, “no mesmo instante em que enfrenta o seu primeiro grande desafio frente à gestão da prefeitura, que é a questão do risco de colapso no sistema de transporte coletivo, outra bomba-relógio deixada por Marquinhos Trad acaba de explodir no colo de Adriane Lopes: a decisão judicial que determinou o reajuste da tarifa da Águas Guariroba”.

No dia 29 de dezembro do ano passado, o então prefeito Marquinhos Trad editou o Decreto n.º 15.037/2021, que limitou em até 5% o reajuste de todos os serviços delegados ou sob concessão do município.

Nesse rol estão os serviços de transporte coletivo e de saneamento, além das tarifas no terminal rodoviário.

Para definir o reajuste tarifário anual previsto em contrato, a Agência Municipal de Regulação (Agereg) promoveu estudos que resultaram na definição da tarifa técnica, ou seja, o valor mínimo em que deveriam ser fixadas as tarifas.

No caso da Águas Guariroba, foi estabelecido índice técnico de reajuste de 11,08%, enquanto que no transporte púbico a tarifa mínima foi fixada em R$ 5,15.

Tanto para a tarifa da água quanto para o do Consórcio Guaicurus, Marquinhos ignorou a orientação da Agereg e estabeleceu em no máximo 5% qualquer reajuste tarifário, metade dos
10,74% da inflação acumulada nos últimos 12 meses, conforme o IPCA calculado pelo IBGE e anunciado em dezembro do ano passado.

Por conta disso, hoje as greves começaram a pipocar no transporte público e para que o sistema não entre em colapso total só existem duas saídas: ou a prefeitura subsidia o passe dos beneficiados com a gratuidade, que já somam quase 35% de todos os usuários transportados, ou então reajusta o valor da tarifa, que de R$ 4,40 poderá subir para R$ 6,15, que é a nova tarifa técnica estabelecida pela Agereg.

Pior: após a paralisação da semana passada, o Consórcio conseguiu dinheiro para pagar o vale, nesta terça-feira, mas já anunciou não ter dinheiro pára pagar os salários, no dia 5 de julho. Duas reuniões agendadas para a busca de soluções pata a crise foram desmarcadas pela prefeitura.

No caso da Águas Guariroba, serão somados aos 5% de reajuste dado no ano passado a diferença de 6,08% que deixaram de ser aplicados no decreto populista editado no final do ano passado pelo então prefeito Marquinhos Trad.