Preço do combustível para distribuidoras passará de R$ 3,08 para R$ 3,31 por litro, um aumento de 7,5%
A Petrobras anunciou que subirá os preços de venda da gasolina a distribuidoras em 7,5% a partir desta quarta-feira, 25.
O preço médio da gasolina às distribuidoras passará para 3,31 reais por litro, um aumento de 23 centavos por litro, segundo comunicado da petroleira.
Petrobras eleva preço da gasolina em 23 centavos a partir desta quarta-feira Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO / Estadão
Entre 15 e 21 de janeiro, o preço médio da gasolina nos postos de abastecimento do País chegou a cair 1,2%, para R$ 4,98, segundo informações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Dentro desse período, o preço da gasolina voltou a ficar abaixo de R$ 5 pela primeira vez no início do ano. A última vez que isso havia acontecido foi na última semana de 2021, quando o preço médio do litro do combustível ficou em R$ 4,96.
A Polícia Federal, com o apoio da Receita Federal e da Marinha do Brasil, deflagrou nesta quarta-feira, 31 de agosto, a Operação Mad Max III, inspirada em outras duas ações realizadas em agosto de 2018 e março de 2019. A operação visa a busca e apreensão de combustíveis trazidos da Bolívia clandestinamente e vendidos em Corumbá, Ladário e Porto Esperança, que fica distante cerca de 100 km das duas cidades. Foram cumpridos doze mandados de busca e apreensão.
Parte de combustível apreendido nesta quarta-feira Foto Divulgação PF
O esquema
A investigação da Polícia Federal descobriu que bolivianos e brasileiros utilizavam veículos, muitas vezes modificados, para buscar combustível em Puerto Quijarro ou Puerto Suárez, na Bolívia, para armazenar e vender, de forma clandestina e a valores mais baratos, no lado brasileiro da fronteira.
O combustível era armazenado em galões de plástico e distribuído, muitas vezes, em garrafas pets ou galões menores para o transporte do comprador, além da possibilidade de abastecer no próprio local.
Revólver e pacote com dólar apreendidos Foto Divulgação PF
A prática criminosa acontece na região há pelo menos 5 anos. Nas duas operações realizadas em 2018 e 2019, a PF apreendeu cerca de 900 litros de combustível em cada ação. Nesta operação, foram 1.891 litros. Também foram apreendidos dinheiro (dólar e real), pacotes de cigarro, arma de fogo e ainda 5 veículos que eram utilizados para transportar combustível da Bolívia para o Brasil.
Para o transporte internacional regular, o combustível deve ser licenciado na Agência Nacional de Petróleo (ANP) e registrado por meio de uma declaração de importação, sendo a carga parametrizada na Receita Federal.
Os investigados poderão responder pelos crimes de contrabando, importação ilegal de combustível, por armazenar substância tóxica irregularmente e eventual crime ambiental que possa ser encontrado no decorrer da investigação. Nome da operação
A operação faz alusão à famosa saga de filmes “Mad Max”, onde o mundo como conhecemos não existe mais e o combustível virou o item de sobrevivência mais desejado do planeta. Assim, a trama é sobre os conflitos que a necessidade do combustível pode gerar e quantos crimes serão cometidos para obtê-lo.
O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) declarou nesta segunda-feira (4) que o consumidor sul-mato-grossense deve procurar postos de combustíveis que, de fato, apliquem o valor reduzido da gasolina e do diesel nas bombas. Na última quinta-feira (30), Reinaldo anunciou que o Estado seguiria o Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) e congelaria o PMPF (Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final).
De acordo com Reinaldo Azambuja, ação fará com que empresários pratiquem preços menores
Segundo Azambuja, cabe ao consumidor pesquisar os preços nos postos, fator que segundo ele forçará os empresários do setor a comercializarem os combustíveis com preços menores. “Vai forçar empresários que utilizam disso como matéria para encorpar a sua lucratividade e nós temos que transferir isso em benefício para os cidadãos”, destacou.
A solicitação aconteceu na manhã desta segunda-feira (4), durante evento realizado no Bioparque Pantanal.
Na última quinta-feira (30), o governo de MS anunciou a redução da pauta do diesel. Com a atualização, a cobrança que era sobre R$ 4,16 (diesel comum), passou para R$ 3,97, e de R$ 4,2421, (diesel S10) para R$ 4,0946.
O convênio sobre as atualizações acontece por meio do Despacho nº 36, do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
No início deste mês, o ministro do SupremoTribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, deu um prazo de cinco dias para que o Governo Federal se manifestasse sobre o acordo sugerido pelos Estados e pelo Distrito Federal (DF) em torno do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis.
Anteriormente o pedido da União havia sido de 30 dias.
“O estado já abriu mão de R$400 milhões em tributos pelo congelamento da pauta e infelizmente isso não chegou. O combustível subiu quatorze vezes nesse último ano que nós congelamos”, pontuou Azambuja.
De acordo com o governador, a solicitação do ministro do STF mostra que a culpa não é dos estados, e sim da Petrobras.
“Se a Petrobras não congelar (os preços), diminuir o estado, o tributo, vai continuar subindo pro consumidor. Acho que agora tá bem esclarecido e nós vamos aguardar a decisão (do STF) para alguma outra tomada de decisão nessa questão”, destacou o governador.