O maior aquário de água doce do mundo, Bioparque Pantanal está de portas abertas de forma gratuita até o dia 31 de março deste ano e faz um alerta para a população sobre a venda ilegal de ingressos. “Não caia em golpes, não cobramos nenhum valor para a entrada no complexo”, explica a diretoria do local, Maria Fernanda Balestieri.
Em casos de suspeita de venda de ingressos, o Bioparque pode ser informado por meio do WhatsApp
Para visitar o ponto turístico é necessário realizar o agendamento pelo site bioparquepantanal.ms.gov.br. O complexo de água doce também disponibiliza cadastros presenciais com vagas limitadas por dia e por ordem de chegada de segunda a sábado.
Em casos de suspeita de venda de ingressos, o Bioparque pode ser informado por meio do WhatsApp: (67) 99217-8189.
A direção reforçou que a prioridade na entrada é para moradores de Mato Grosso do Sul, e que 10% das vagas espontâneas são destinadas a turistas. No ano passado o Bioparque Pantanal recebeu 250 mil visitantes, turistas de 71 países, de todos os estados brasileiros, moradores dos 79 municípios do Estado e 46.262 estudantes de 667 escolas.
Três pessoas foram presas em Maracaju nesta quarta-feira (7) durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão deflagrados pela Justiça, resultante de investigações que fazem parte da 3ª fase da operação ‘Dark Money’, denominada ‘Mensalinho’.
As medidas cautelares desferidas pela justiça tem como alvo oito vereadores e três ex-vereadores Foto Hosana de Lourdes/Tudo do MS
Dois são vereadores que estão entre os oito parlamentares com mandatos suspensos Hélio Albarello (MDB) e Laudo Sorrilha Brunet (PSDB). Durante os mandados de busca cumpridos hoje cedo, os dois foram flagrados com armamento ilegal e levados para a delegacia para serem autuados. O filho de Hélio, Marlon Cambuy Albarello, também foi preso em flagrante por porte ilegal de arma.
Tiveram também os mandatos suspensos Antônio João Marçal de Souza (MDB), João Rocha (MDB), Robert Ziemann (PSDB), Ilson Portela (União Brasil), Jefferson Lopes (Patriota) e Ludimar Portela (MDB).
Além destes, três ex-vereadores, que faziam parte da legislatura entre os anos 2019 e 2020, também são apontados pela Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) como suspeitos de integrar esquema de corrupção responsável pelo desvio de mais de R$ 23 milhões da prefeitura de Maracaju.
São eles: Vergilio da Banca (MDB), Adriano da Silva Rodrigues (PSDC) e Toton Pradence (União Brasil).
Um homem, de 42 anos, foi preso por tirar foto da urna em uma seção eleitoral e divulgar nas redes sociais, em Antônio João (MS), a 300 km de Campo Grande, neste domingo (30). Ao ter o aparelho apreendido, a Polícia Civil descobriu um suposto esquema de transporte ilegal de eleitores para votação neste 2º turno.
Polícia Civil foi até ao posto onde o suspeito abasteceu. — Foto: Divulgação
De acordo com o delegado Clealdon Alves de Assis Junior, titular da delegacia de Polícia Civil de Antônio João, equipes policiais chegaram até o suspeito após denúncia do compartilhamento das imagens.
“Recebemos informações de populares de que havia um cidadão que teria realizado filmagem no momento que depositava seu voto na urna. Ele teria compartilhado no WhatsApp. Testemunhas deram as características dele e do carro usado por ele, e ele foi trazido à delegacia”, detalhou o delegado.
No local, o suspeito permitiu que a polícia tivesse acesso ao seu celular. Já nas primeiras conversas, além do vídeo enquanto votava, havia um diálogo do suspeito combinado esquema para abastecer o veículo e transportar eleitores da área rural, até zonas eleitorais.
“Na mensagem consta que seriam 51 litros. Mas, chegamos no posto que ele forneceu o local, conversamos com os frentistas e com o dono, onde consta uma nota no valor de 98 reais que não foi paga. O valor seria pago por um terceiro”, explicou o delegado.
Diante do flagrante, o homem foi preso. As investigações continuam. Se comprovado que a pessoa responsável pelo pagamento da nota, no posto de combustível, tem envolvimento com o crime, ela também poderá responder por corrupção eleitoral. A pena pode chegar aos seis anos de prisão.
A Polícia Federal, com o apoio da Receita Federal e da Marinha do Brasil, deflagrou nesta quarta-feira, 31 de agosto, a Operação Mad Max III, inspirada em outras duas ações realizadas em agosto de 2018 e março de 2019. A operação visa a busca e apreensão de combustíveis trazidos da Bolívia clandestinamente e vendidos em Corumbá, Ladário e Porto Esperança, que fica distante cerca de 100 km das duas cidades. Foram cumpridos doze mandados de busca e apreensão.
Parte de combustível apreendido nesta quarta-feira Foto Divulgação PF
O esquema
A investigação da Polícia Federal descobriu que bolivianos e brasileiros utilizavam veículos, muitas vezes modificados, para buscar combustível em Puerto Quijarro ou Puerto Suárez, na Bolívia, para armazenar e vender, de forma clandestina e a valores mais baratos, no lado brasileiro da fronteira.
O combustível era armazenado em galões de plástico e distribuído, muitas vezes, em garrafas pets ou galões menores para o transporte do comprador, além da possibilidade de abastecer no próprio local.
Revólver e pacote com dólar apreendidos Foto Divulgação PF
A prática criminosa acontece na região há pelo menos 5 anos. Nas duas operações realizadas em 2018 e 2019, a PF apreendeu cerca de 900 litros de combustível em cada ação. Nesta operação, foram 1.891 litros. Também foram apreendidos dinheiro (dólar e real), pacotes de cigarro, arma de fogo e ainda 5 veículos que eram utilizados para transportar combustível da Bolívia para o Brasil.
Para o transporte internacional regular, o combustível deve ser licenciado na Agência Nacional de Petróleo (ANP) e registrado por meio de uma declaração de importação, sendo a carga parametrizada na Receita Federal.
Os investigados poderão responder pelos crimes de contrabando, importação ilegal de combustível, por armazenar substância tóxica irregularmente e eventual crime ambiental que possa ser encontrado no decorrer da investigação. Nome da operação
A operação faz alusão à famosa saga de filmes “Mad Max”, onde o mundo como conhecemos não existe mais e o combustível virou o item de sobrevivência mais desejado do planeta. Assim, a trama é sobre os conflitos que a necessidade do combustível pode gerar e quantos crimes serão cometidos para obtê-lo.