A operação ‘Caminhos Seguros’ foi deflagrada pelo Ministério da Justiça. Em segunda etapa, mandados de prisão e busca e apreensão são cumpridos
DEPCA em Campo Grande. — Foto: Reprodução
Policiais da Delegacia Especializada no Atendimento às Crianças e Adolescentes (DEPCA) saíram às ruas para cumprir mandados de prisão e busca e apreensão contra suspeitos de estupro e exploração infantil, em Campo Grande, nesta quinta-feira (18).
Os policiais saíram da sede da delegacia logo cedo, às 6h. Números de mandados e quantidades de prisões não foram informados.
A ação faz parte da operação nacional ‘Caminhos Seguros’, deflagrada pelo Ministério da Justiça no dia 2 de maio.
Os mandados de prisão são contra pessoas que já foram condenadas, mas ainda continuam soltas, além de cumprimentos de prisões preventivas em aberto.
Também existem mandados para serem cumpridos em Corumbá, Três Lagoas e Miranda.
Hoje é o Dia Nacional de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A operação ‘Caminhos Seguros’ é nacional, realizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em Mato Grosso do Sul, a ação fica sob responsabilidade da DEPCA.
Investigação é sobre ilegalidades em contratos e compras da prefeitura com o dinheiro público
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), com apoio de policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar, realiza uma operação na cidade de Sidrolândia, distante 71 quilômetros de Campo Grande nesta quinta-feira (18).
As primeiras informações indicam que pelo menos dois servidores são alvos da operação. Eles teriam atuado na gestão do ex-prefeito Marcelo Ascoli (PSL).
A sede da prefeitura e a casa dos servidores têm mandados de busca cumpridos pelo Gaeco, com apoio do Choque. O foco seria ilegalidades em contratos e compras realizados pelo Poder Executivo Municipal.
Um dos servidores alvo da ação seria um ex-chefe de licitação da prefeitura da cidade. Pelo menos outras três empresas que venceram licitações da prefeitura no mandato de Marcelo também são alvos da operação.
NOTA Por meio de nota, a prefeita da cidade, Vanda Camilo (PP), disse que os mandados são cumpridos em casa de servidores que já vêm de várias gestões anteriores. “Estou tranquila, seguindo a rotina normal de trabalho e vamos aguardar o final da operação”.
O Ministério Público Brasileiro, por meio do Grupo Nacional de Combate ao Crime Organizado (GNCOC), deflagrou, nesta quarta-feira (10/5), com o apoio das polícias civil, militar, penal e rodoviária federal, uma operação de combate a facções criminosas, tráfico de drogas, lavagem de valores e crimes correlatos.
Operação aconteceu em 13 Estados, entre eles Mato Grosso do Sul (Foto divulgação/PRF)
As ações no Estado de Mato Grosso do Sul versam sobre investigação iniciada em 2023, denominada “Sintonia 2”, cujo objeto é a identificação e prisão de 8 integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) com atuação no Estado.
Os mandados foram cumpridos na cidade de Campo Grande.
A operação, que ocorreu de forma simultânea em 13 Estados, conta com a participação de 43 Promotores de Justiça e 40 servidores dos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECOs) dos Ministérios Públicos dos Estados do Acre, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rondônia, Pará, Paraná, São Paulo, Sergipe e Tocantins, com o apoio de mais de mil policiais militares, civis, penais e rodoviários federais, para o cumprimento de 228 mandados de prisão e 223 mandados de busca e apreensão.
O objetivo da ação integrada é desarticular organizações criminosas violentas que atuam nas ruas e nos sistemas prisionais, efetivar prisões de seus integrantes e coletar provas das práticas delituosas detectadas em investigações realizadas no âmbito do Ministério Público Brasileiro.
O GNCOC é um grupo formado por membros do Ministério Público dos Estados e da União. Criado em 2002 pelo Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG), o colegiado surgiu como uma resposta ao assassinato do Promotor de Justiça de Minas Gerais Francisco José Lins do Rêgo Santos, vítima da ação armada de uma organização criminosa que atuava no ramo de adulteração de combustíveis. O GNCOC tem como objetivo primordial o combate às organizações criminosas e se caracteriza pela cooperação entre seus membros e a articulação com diversas instituições parceiras no enfrentamento ao crime organizado.
Sob a atual presidência do Procurador-Geral de Justiça do Estado de São Paulo, o GNCOC mantém grupos de trabalho permanentes e integrados por todos os Gaecos dos Estados e do Ministério Público Federal.
O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), deflagrou, na manhã desta sexta-feira (5/5), a Operação Bloodworm para o cumprimento de 92 mandados de prisão preventiva e 38 mandados de busca e apreensão, nas cidades sul-mato-grossenses de Campo Grande, Ponta Porã, Coxim, Dourados, Rio Brilhante, Sonora, São Gabriel do Oeste, Rio Verde de Mato Grosso e Dois Irmãos do Buriti.
Gaeco realiza operação em MS e outros Estados contra facção criminosa (Foto Divulgação)
As ações ocorrem também nas cidades do Rio de Janeiro/RJ, Goiânia/GO, Brasília/DF, Paulo de Faria/SP, Várzea Grande/MT, Cuiabá/MT, Sinop/MT, Cáceres/MT, Marcelândia/MT, Primavera do Leste/MT, Vila Bela da Santíssima Trindade/MT e Mirassol d’Oeste/MT, todos expedidos contra integrantes da organização criminosa nacional conhecida como Comando Vermelho, dentre eles advogados e policiais penais.
O trabalho investigativo, que durou cerca de 15 meses, permitiu descortinar ação da facção criminosa, até então de investidas tímidas em nosso Estado, para o fim de se estruturar e se expandir em Mato Grosso do Sul, que se tornou importante rota do tráfico de drogas e de armas de fogo, em razão de sua posição geográfica (fronteira com o Paraguai e a Bolívia).
A efetiva organização do Comando Vermelho no Estado teve início a partir da união de propósitos entre as lideranças reclusas no interior da Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II, em Campo Grande, onde rígidas regras de segurança não impediram o ingresso de aparelhos celulares para uso dos presos, o que se dava por intermédio de participação criminosa de policiais penais corrompidos e de advogado a serviço da facção.
O uso criminoso dos aparelhos celulares e as ações de “pombo-correio” empreendidas por advogados que integram a facção (gravatas) permitiam o contato entre os faccionados presos e seus comparsas em liberdade, a fim de traçar o planejamento de crimes como roubos, tráfico de drogas e comércio de armas, que foram reiteradamente praticados e comprovados durante a investigação, cujo proveito serviu para o fortalecimento do Comando Vermelho MS.
Equipes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Rio de Janeiro, dos GAECOs dos Ministérios Públicos do Rio de Janeiro, Mato Grosso e Goiás, do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e da GISP prestaram apoio operacional ao GAECO/MS. A operação contou também com a participação das Comissões de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados das Seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil no MS, MT e RJ.
Bloodworm
O nome da operação faz alusão à larva vermelha (ou verme-sangue) de nome Bloodworm, que se trata de um verme conhecido por ser feroz, venenoso, desagradável, mal humorado e facilmente provocado. Destaca-se por sua coloração vermelha, por viver aglutinado aos demais da mesma espécie e pela grande capacidade de resistência em condições ambientais extremas. Além disso, ao se depararem com rivais, contam com seus dentes de cobre, que funcionam como verdadeiras armas, agindo de modo implacável para derrotá-los, características essas que possuem semelhanças com as ações violentas e hostis praticadas pela organização criminosa.
Durante o ano passado, Mato Grosso do Sul registrou 19.666 casos de violência doméstica, esse ano já ultrapassa 3.500; além disso, em 2022 foram 43 feminicídios
A Delegacia Espacializada de Atendimento à Mulher (Deam) realiza nesta quarta-feira (8) a Operação Bellatrix, voltada para o cumprimento de mandos em aberto contra autores de violência doméstica, em Campo Grande.
Foragidos já foram recapturados pelas equipes nesta quarta-feira. — Foto: Divulgação
Com mais de 20 policiais na rua, a Delegada Titular da Deam, Elaine Benicasa, ressalta o compromisso da Polícia Civil na elucidação e prisão desses autores.
Durante o ano passado, Mato Grosso do Sul registrou 19.666 casos de violência doméstica, esse ano já ultrapassa 3.500; além disso, em 2022 foram 43 feminicídios.
Bellatrix, que dá o nome a ação, é a terceira estrela mais brilhante da constelação de Orion e a 27ª mais brilhante do céu noturno. No latim, significa guerreira.
A lista inclui três deputados federais (um reeleito e dois eleitos), dois deputados estaduais eleitos e um vereador da Capital
Segundo o Jornal Correio do Estado, os deputados federais Dr. Luiz Ovando (PP-MS), que foi reeleito, Marcos Pollon (PL-MS) e Rodolfo Nogueira (PL-MS), ambos eleitos, os deputados estaduais João Henrique Catan (PL), reeleito, e Rafael Tavares (PRTB), eleito, e o vereador Tiago Vargas (PSD), de Campo Grande (MS), foram denunciados ao Ministério da Justiça pelas manifestações postadas em redes sociais defendendo os atos antidemocráticos realizados no domingo (08), em Brasília (DF), e correm o risco de terem os respectivos mandatos cassados por quebra do decoro parlamentar.
Luiz Ovando (PP-MS), João Henrique Catán (PL), Marcos Pollon (PL-MS) e Rodolfo Nogueira – Foto Montagem
De acordo com juristas ouvidos, os cinco parlamentares sul-mato-grossenses estariam, em tese, enquadrados no parágrafo único do Art. 286 do Código Penal por terem concordado e incitado, ainda que de forma indireta, os atos criminosos ocorridos na tentativa de golpe de Estado do dia 8 de janeiro.
Os juristas foram unânimes em afirmar que o encaminhamento das denúncias ao Ministério da Justiça poderá resultar na abertura de inquérito criminal.
Além disso, tal fato não impede o início de um processo disciplinar na Câmara dos Deputados, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) e na Câmara Municipal de Campo Grande, posto que a concordância explícita aos atos criminosos praticados em Brasília configura violação do decoro parlamentar.
No caso específico da postagem do deputado estadual eleito Rafael Tavares, os juristas explicaram que o caso ainda poderá ser agravado se ficar comprovado que ele usou dinheiro público para financiar a defesa dos envolvidos nos atos antidemocráticos, incorrendo em improbidade administrativa.
Os juristas explicaram que, em relação à perda de mandato, mesmo com os eventuais fatos ocorrendo antes da posse para quatro dos cinco parlamentares, eles já foram diplomados e, portanto, são considerados agentes políticos.
Por isso, esses agentes políticos não podem se manifestar de forma a transparecer que estão associados aos crimes praticados contra o Estado Democrático de Direito, o que já é suficiente para serem investigados criminalmente.
Ainda conforme os juristas, tão logo os três deputados federais e os dois estaduais tomem posse, qualquer cidadão poderá representá-los nas respectivas Casas de Lei perante o Conselho de Ética para instauração de processo ético-disciplinar, visando à perda de mandato por violação ao decoro parlamentar.
O CASO
A denúncia feita ao Ministério da Justiça contra o deputado federal Dr. Luiz Ovando reforça que o parlamentar é um “bolsonarista radical, sempre estimulando de maneira contundente [nas redes sociais, nas interdições de estradas e nos acampamentos bolsonaristas] seus seguidores em atos negacionistas, antidemocráticos e criminosos”.
No caso do deputado federal eleito Marcos Pollon, a denúncia feita ao Ministério da Justiça também reforça que ele é “bolsonarista radical, fundador e presidente da Associação Nacional Movimento Pró Armas (Ampa), que atualmente é a maior associação armamentista do Brasil”.
O texto traz ainda que “recentemente teve seu nome citado por suspeita de envolvimento em tentativa de ataque terrorista em Brasília”.
Também citou que ele “frequentemente é flagrado estimulando, de maneira contundente [nas redes sociais, nas interdições de estradas e nos acampamentos bolsonaristas] seus seguidores a atos negacionistas, antidemocráticos e criminosos”.
Já a denúncia feita contra o deputado federal eleito Rodolfo Nogueira, mais conhecido como “Gordinho do Bolsonaro”, informou que ele é “produtor agropecuário” e, frequentemente, vive “incitando e inflamando a horda bolsonarista nas redes e atos golpistas”.
A denúncia feita ao Ministério da Justiça contra o deputado estadual eleito Rafael Tavares o acusa de ser “golpista” e de estar “financiando com dinheiro público ajuda jurídica para os terroristas”.
Dos outros dois parlamentares – o deputado estadual reeleito João Henrique Catan e o vereador Tiago Vargas –, a reportagem não teve acesso ao teor das denúncias encaminhadas para o Ministério da Justiça.
Deputados estaduais e federais e o vereador da Capital Tiago Vargas (PSD) foram acusados de incitar atos de ódio e de inflamar a “horda bolsonarista” em suas redes sociais, além de, indiretamente, manifestar apoio a atos que contestam o resultado das eleições, das quais eles participaram e muitos foram eleitos.
Após denúncia de assédio sexual envolvendo o ex-prefeito e pré-candidato a governador, Marquinhos Trad, a prefeitura de Campo Grande e alvo de mandados de busca e apreensão, na manhã desta terça-feira (9).
No local estão três viaturas da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) na entrada principal pela Avenida Afonso Pena e uma, da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), no estacionamento da prefeitura, pela Barão do Rio Branco. Também há agentes da Polícia Científica no local.
A delegada Maíra Pacheco informou que são cumpridos mandados de busca e apreensão em decorrência da investigação, mas não revelou quantos mandados foram expedidos.
Pelo menos cinquenta funcionários do município estão fora do prédio da prefeitura em razão dos trabalhos feitos pela Polícia Civil.
A ação policial acontece menos de um mês após denúncia de assédio sexual envolvendo o ex-prefeito. O inquérito policial para apurar os casos foi instaurado no último dia 5 de julho, mas a ocorrência é de 2020.
Viatura da DEAM em frente à prefeitura na manhã desta terça-feira (Reprodução)
A denúncia trata dos crimes de estupro, favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual, assédio sexual, importunação sexual, perseguição, posse sexual mediante fraude e vias de fato.