Gaeco cumpre mandados em casas de servidores da prefeitura Sidrolândia

Investigação é sobre ilegalidades em contratos e compras da prefeitura com o dinheiro público

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), com apoio de policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar, realiza uma operação na cidade de Sidrolândia, distante 71 quilômetros de Campo Grande nesta quinta-feira (18).

As primeiras informações indicam que pelo menos dois servidores são alvos da operação. Eles teriam atuado na gestão do ex-prefeito Marcelo Ascoli (PSL).

A sede da prefeitura e a casa dos servidores têm mandados de busca cumpridos pelo Gaeco, com apoio do Choque.
O foco seria ilegalidades em contratos e compras realizados pelo Poder Executivo Municipal.

Um dos servidores alvo da ação seria um ex-chefe de licitação da prefeitura da cidade.
Pelo menos outras três empresas que venceram licitações da prefeitura no mandato de Marcelo também são alvos da operação.

NOTA
Por meio de nota, a prefeita da cidade, Vanda Camilo (PP), disse que os mandados são cumpridos em casa de servidores que já vêm de várias gestões anteriores. “Estou tranquila, seguindo a rotina normal de trabalho e vamos aguardar o final da operação”.

 

Gaeco prende mais de 90 integrantes do Comando Vermelho em MS

O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) cumpre nesta sexta-feira, 05 de maio, mais de 90 mandados de prisão ao redor de Mato Grosso do Sul, de integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV). A ação ocorre no âmbito da Operação Bloodworm, deflagrada hoje. Entre os presos estão advogados e policiais penais.

Policiais cumprem mandados de prisão ao redor de MS – (Foto: Divulgação/MPMS)

Informações do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) os agentes do Gaeco cumprem 92 mandados de prisão preventiva e 38 mandados de busca e apreensão. São alvos no estado integrantes do CV que moram em Campo Grande, Ponta Porã, Coxim, Dourados, Rio Brilhante, Sonora, São Gabriel do Oeste, Rio Verde de Mato Grosso e Dois Irmãos do Buriti. A ação ocorre simultaneamente no Rio de Janeiro, Goiás, Distrito Federal, São Paulo e Mato Grosso.

Todos os mandados foram expedidos contra integrantes da organização criminosa nacional conhecida como Comando Vermelho, dentre eles advogados e policiais penais. As investigações do Gaeco ocorrem há 15 meses. A atuação da facção em Mato Grosso do Sul ainda é “tímida”, com finalidade de estruturação e expensão no estado, ponto importante rota do tráfico de drogas e de armas de fogo, por conta das fronteira com o Paraguai e a Bolívia.

O CV-MS teve início pela união de lideranças no interior da Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II. Mesmo com alta segurança, a circulação de celulares no local era alta e se dava por intermédio de participação criminosa de policiais penais corrompidos e de advogado a serviço da facção.

O uso criminoso dos eletrônicos e as ações de “pombo-correio” empreendidas pelos advogados da facção, também conhecido como ‘gravatas’. permitiam o contato entre os faccionados presos e os comparsas em liberdade, a fim de traçar o planejamento de crimes como roubos, tráfico de drogas e comércio de armas.

Equipes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Rio de Janeiro, dos GAECOs dos Ministérios Públicos do Rio de Janeiro, Mato Grosso e Goiás, do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e da GISP prestaram apoio operacional ao GAECO/MS. A operação contou também com a participação das Comissões de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados das Seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil no MS, MT e RJ.

Gaeco cumpre mandados contra advogados e policiais penais em ação contra facção criminosa

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), deflagrou, na manhã desta sexta-feira (5/5), a Operação Bloodworm para o cumprimento de 92 mandados de prisão preventiva e 38 mandados de busca e apreensão, nas cidades sul-mato-grossenses de Campo Grande, Ponta Porã, Coxim, Dourados, Rio Brilhante, Sonora, São Gabriel do Oeste, Rio Verde de Mato Grosso e Dois Irmãos do Buriti.


Gaeco realiza operação em MS e outros Estados contra facção criminosa (Foto Divulgação)

As ações ocorrem também nas cidades do Rio de Janeiro/RJ, Goiânia/GO, Brasília/DF, Paulo de Faria/SP, Várzea Grande/MT, Cuiabá/MT, Sinop/MT, Cáceres/MT, Marcelândia/MT, Primavera do Leste/MT, Vila Bela da Santíssima Trindade/MT e Mirassol d’Oeste/MT, todos expedidos contra integrantes da organização criminosa nacional conhecida como Comando Vermelho, dentre eles advogados e policiais penais.

O trabalho investigativo, que durou cerca de 15 meses, permitiu descortinar ação da facção criminosa, até então de investidas tímidas em nosso Estado, para o fim de se estruturar e se expandir em Mato Grosso do Sul, que se tornou importante rota do tráfico de drogas e de armas de fogo, em razão de sua posição geográfica (fronteira com o Paraguai e a Bolívia).

A efetiva organização do Comando Vermelho no Estado teve início a partir da união de propósitos entre as lideranças reclusas no interior da Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II, em Campo Grande, onde rígidas regras de segurança não impediram o ingresso de aparelhos celulares para uso dos presos, o que se dava por intermédio de participação criminosa de policiais penais corrompidos e de advogado a serviço da facção.

O uso criminoso dos aparelhos celulares e as ações de “pombo-correio” empreendidas por advogados que integram a facção (gravatas) permitiam o contato entre os faccionados presos e seus comparsas em liberdade, a fim de traçar o planejamento de crimes como roubos, tráfico de drogas e comércio de armas, que foram reiteradamente praticados e comprovados durante a investigação, cujo proveito serviu para o fortalecimento do Comando Vermelho MS.

Equipes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Rio de Janeiro, dos GAECOs dos Ministérios Públicos do Rio de Janeiro, Mato Grosso e Goiás, do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e da GISP prestaram apoio operacional ao GAECO/MS. A operação contou também com a participação das Comissões de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados das Seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil no MS, MT e RJ.

Bloodworm

O nome da operação faz alusão à larva vermelha (ou verme-sangue) de nome Bloodworm, que se trata de um verme conhecido por ser feroz, venenoso, desagradável, mal humorado e facilmente provocado. Destaca-se por sua coloração vermelha, por viver aglutinado aos demais da mesma espécie e pela grande capacidade de resistência em condições ambientais extremas. Além disso, ao se depararem com rivais, contam com seus dentes de cobre, que funcionam como verdadeiras armas, agindo de modo implacável para derrotá-los, características essas que possuem semelhanças com as ações violentas e hostis praticadas pela organização criminosa.

Defensor público suspeito de envolvimento com PCC é preso em MS

O Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) prendeu na manhã desta terça-feira (14), em Campo Grande, o defensor público de Mato Grosso do Sul Helkis Clark Ghizzi por suspeita de envolvimento com a facção criminosa PCC que age dentro e fora dos presídios.


Imol, em Campo Grande, onde defensor público passa por exame de corpo de delito

O defensor foi alvo da segunda fase da Operação “Courrier” e no dia 1º de março havia sido afastado do cargo. Ghizzi ainda é pai de Bruno Ghizzi, preso desde o ano passado por integrar o mesmo grupo criminoso.

No dia 1º de março, agentes do Gaeco já haviam cumprido mandados na casa do defensor durante a operação “Maître” (Mestre).

O objetivo era reunir provas do envolvimento dele e outros dois advogados com a facção paulista. Desde a primeira fase, ocorrida em março do ano passado, profissionais do direito são investigados por fazerem parte do núcleo conhecido como “Sintonia dos Gravatas”.

Segundo o Gaeco, o defensor é suspeito de ter utilizado senhas sigilosas para fazer pesquisas em nome de possíveis vítimas de atentado nos sistemas ligados a segurança pública e ao judiciário, um deles um delegado da Polícia Civil.

Além de Helkis Clark, o filho Bruno e Jesuel Marques Ramires, ex-assessor da Defensoria Pública, que foi exonerado da função, também foram alvos da operação “Maître” no começo do mês.

Defensor Público é afastado em nova fase de operação contra PCC

Ao todo foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços na Capital

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) realizou, nesta quarta-feira (1), a Operação “Maître” (Mestre), com missão de cumprirem mandados de busca e apreensão em quatro endereços em Campo Grande, além da aplicação de medidas cautelares diversas de prisão e a suspensão da função de um Defensor Público.

Foto: Arquivo/MPMS

Nesta etapa da investigação são apurados crimes de associação criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva e violação de sigilo funcional qualificada, atribuídos a um advogado apontado como “gravata” do PCC e que já se encontra custodiado preventivamente, um Defensor Público e seu ex-assessor, também advogado.

Participam da Operação quatro Promotores de Justiça e 20 policiais do GAECO. As diligências também são acompanhadas pela Defensoria-Geral, pela Corregedoria-Geral da Defensoria Pública e pela Comissão de Defesa e Assistências das Prerrogativas dos Advogados (CDA/OAB/MS).

O nome da operação faz alusão à forma pela qual os demais integrantes da associação criminosa referiam-se ao Defensor Público, denominando-o “Mestre”. Maître, em francês, que é tratamento conferido aos operadores do Direito. Acesse também: Detento morre prensado por vigas de concreto de seis toneladas

Gaeco prendeu oito e cumpriu mandados em sete cidades

Operação Paraíso Marcado desencadeada na manhã desta quinta-feira (15/12) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), cumpre 52 mandados de busca e apreensões e prisões temporárias em sete cidades de Mato Grosso do Sul.

As ações têm a intenção de desmantelar organização criminosa estabelecida há vários anos na região de Bonito. O grupo atua especialmente no tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo e lavagem de dinheiro, entre outros delitos.

Joias, relógios e dinheiro apreendidos em operação contra narcotráfico e comércio de armas Foto: Divulgação

Oito envolvidos foram presos em flagrante. Acusada de tráfico de drogas e comércio ilegal de armas e munições, a organização é integrada por policiais militares. O Gaeco não revelou detalhes, mas pelo menos dois PMs do 4º Batalhão em Ponta Porã foram presos. Em Dourados, um policial foi alvo de buscas.

Além de Ponta Porã e Dourados, os mandados foram cumpridos em Bonito, Jardim, Guia Lopes da Laguna, Campo Grande e Porto Murtinho.

Com apoio do DOF (Departamento de Operações de Fronteira), do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), do Batalhão de Choque e da Corregedoria da PM, o Gaeco cumpriu 52 mandados de buscas e apreensão e de prisão temporária expedidos pela comarca de Bonito e pela Vara da Justiça Militar Estadual.

Arsenal apreendido durante operação do Gaeco nesta quinta-feira Foto: Divulgação

Conforme a assessoria do Ministério Público de MS, a operação tem como finalidade desmantelar organização criminosa estabelecida há vários anos em Bonito e região, voltada especialmente ao tráfico de drogas, ao comércio ilegal de armas de fogo e à lavagem de dinheiro.

Servidor preso pelo Gaeco desviou R$ 800 mil das contas de prefeitura

Operação Publicanos desencadeada na manhã desta quinta-feira (6) em Ivinhema, mira servidor público municipal acusado de desviar aproximadamente R$ 800 mil dos cofres públicos. A ação envolve policiais militares do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e 1ª Promotoria de Justiça da cidade.

Viaturas do Gaeco em frente a um dos endereços vasculhados hoje, em Ivinhema Foto: Divulgação

São cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária. A Justiça ainda determinou o sequestro de bens do envolvido e familiares.

O alvo exercia os cargos de fiscal de tributos municipais e diretor de divisão de tesouraria e, a partir daí, praticou de forma recorrente, segundo o Ministério Público, crimes de peculato e lavagem de dinheiro.

Conforme as investigações, as irregularidades aconteceram entre os anos de 2019 e 2021 na cidade, onde foi possível observar que o investigado buscou ocultar e dissimular os valores desviados ilicitamente, adquirindo bens imóveis e os registrando em nome de familiares.

O servidor se apropriava do dinheiro público mediante transferências eletrônicas de valores e depósito de cheques pertencentes ao Município depositados em suas contas pessoais.

Em nota, a prefeitura de Ivinhema afirmou que a Assessoria Jurídica do Município está colaborando para a coleta de informações pelo Gaeco. A administração ainda disse que a investigação está ligada a venda de terrenos públicos entre os anos de 2015 a 2020.

O nome da operação faz alusão aos publicanos, que aparecem em várias passagens bíblicas do Novo Testamento e que também existiam no Império Romano desde antes de 200 a.C.

Essas pessoas eram cobradoras de impostos, tinham fama de ser avarentos e egoístas e de pertencer a um sistema corrupto e ser inclinados ao abuso.

Policial Penal é preso por repassar informações ao PCC dentro do presídio

Foi deflagrada nesta segunda-feira (05) a Operação ‘Bilhete’, em Campo Grande, para o cumprimento de dois mandados de prisão preventiva, cinco mandados de busca e apreensão e três mandados de medidas cautelares diversas à prisão.

Informações são de que um policial penal alvo da operação, lotado no Presídio Gameleira i Foto Divulgação

De acordo com as investigações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), foi descoberto a atuação de um policial penal que era lotado no Presídio Gameleira I. O agente estava no centro de crimes ordenados do interior do sistema penitenciário estadual, e atuava no repasse de informações e fornecimento de aparelhos celulares.

Foi investigado ainda que o agente também estava envolvido em operações de homicídios de outros policiais penais. As mensagens passadas pelo policial eram emitidas organização criminosa alvo da Operação Omertà como de integrantes da facção denominada PCC (Primeiro Comando da Capital).

O nome da Operação faz alusão ao meio utilizado pelos presos para transmissão de ordens para o mundo externo, com o apoio do policial penal.