Servidor que postou foto armado com fuzil, ameaçando petistas é demitido

Além da foto com a arma, o agente patrimonial enviou mensagem em tom de ameaça aos servidores: ‘tô pronto se precisar atirar em petista’. O suspeito diz que as mensagens foram enviadas por engano.

Foi demitido o servidor público que compartilhou foto segurando fuzil em grupo de WhatsApp de professores e funcionários de uma escola municipal em Campo Grande. Além do registro, o agente patrimonial Lucas Silva Falcão escreveu a seguinte mensagem: “tô pronto se precisar atirar em petista”.

Caso foi compartilhado em redes sociais. — Foto: Reprodução

Conforme nota da secretaria municipal de Educação (Semed), o agente patrimonial foi desligado das funções nesta sexta-feira (6). No comunicado, a pasta explica que o servidor foi contratado por meio de processo seletivo, sendo assim, o desligamento não será divulgado em Diário Oficial.

Servidor diz que foi por ‘engano’
O servidor público se apresentou como Lucas e confirmou ter enviado a foto no grupo. Questionado sobre o motivo de ter compartilhado as mensagens, o agente patrimonial disse que o fez por engano. Conforme apuração, o nome completo do servidor é Lucas Silva Falcão.

Lucas disse que estava comemorando a virada do ano, e um conhecido ofereceu a arma para ele fazer o registro.

“Assim que mandei a foto e a mensagem, apaguei. Apaguei no mesmo minuto. A diretora da escola está ciente da situação. Eu escrevi a mensagem por engano e logo depois avisei minha chefia. A foto eu enviei errada, e a mensagem foi o corretor ortográfico”, disse o agente patrimonial.
O agente patrimonial relatou que a mensagem foi um equívoco do corretor ortográfico, mas não disse o que pretendia escrever na mensagem.

‘Tom de ameaça’
Professores e outros servidores da escola municipal onde o servidor trabalha informaram ao g1 que se sentiram ameaçados com as mensagens e a foto publicada por Lucas.

Segundo a apuração feita pelo g1, a foto foi publicada no dia 31 de dezembro em um grupo de WhatsApp com professores e outros servidores da escola, que fica na Vila Carvalho, em Campo Grande.

Depois que a foto foi publicada, alguns servidores reagiram a mensagem e outros “printaram” a publicação, que acabou sendo compartilhada em outros grupos de funcionários públicos de Campo Grande.

“Fiquei preocupada, isso é ameaça. A pessoa está ameaçando. Muitas pessoas estão preocupadas”, disse a professora Eugênia Portela, que compartilhou a foto das mensagens nas redes sociais.

Operação prende servidor do Detran e despachante por fraudarem documentos

Foi deflagrada na manhã desta terça-feira (08), a Operação “Resfriamento”, pela polícia civil, com cumprimento de mandados de prisão temporária e busca e apreensão em Dourados e em Juti. Um servidor público e um despachante foram presos temporariamente.

A ação é coordenada pelo Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (Dracco) e conta com o apoio da Corregedoria de Trânsito do Detran, Delegacia Regional de Fátima do Sul e Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e mira esquema de emissão de documentos veiculares irregulares, efetivadas na agência do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) de Juti.

Polícia civil apurou que veículos irregulares, até mesmo de outros estados, seriam regularizados, mediante inserção de documentos falsos – Crédito: Divulgação/ Polícia Civil

A Polícia Civil apurou que veículos irregulares, até mesmo de outros estados, seriam regularizados, mediante inserção de documentos falsos e pagamento de propina a servidores, sem nunca terem passado por vistorias de segurança ou ingressado no Estado.

Inquérito Policial e informações levantadas pela Corregedoria do Detran apontam que foram regularizadas duas carretas com quatro eixos, sem a devida apresentação do Certificado de Segurança Veicular (CSV), quando também era terminantemente proibida a circulação de veículos de quatro eixos. Além das irregularidades da composição do veículo e da ausência da apresentação de documentos de segurança obrigatório, foi verificado que os proprietários dos veículos residem fora do Estado e que foi utilizado endereço falso para a efetivação da fraude.

Ainda de acordo com a polícia civil, documentos de veículos foram emitidos mesmo com um endereço evidentemente fraudulento, de Dourados, por meio de intermédio de um despachante situado também no município. O processo foi efetivado na agência do Detran de Juti.

Outras diligências revelaram verdadeira organização criminosa voltada para o “esquentamento” de veículos, envolvendo o gerente da agência e pessoas a ele relacionadas. No total, os integrantes da organização teriam movimentado mais de R$ 17 milhões, em menos de dois anos.

A polícia representou pela prisão temporária de um servidor do Detran de Juti, que teria sido responsável pela liberação irregular dos veículos, e também de uma pessoa do despachante que intermediou o processo, a qual reside em Dourados, e foi presa no Jardim Flórida, na manhã de hoje (08).

A polícia também fez buscas na casa da pessoa presa em Dourados e no despachante, situado na Vila Alba.

Também foram representadas por buscas domiciliares em residências de outras pessoas cujo vínculo com a organização encontra-se em apuração.

Os pedidos foram deferidos por decisão judicial e cumpridos pela polícia civil na manhã de hoje. Ao todo, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e oito mandados de busca e apreensão.

Diversos veículos foram apreendidos, dentre eles, carros de alto valor, motocicletas, e também documentos e valores em espécie, que ainda estão sendo contabilizados pelas equipes que participam da operação.

A “Resfriamento” pode ter ligação a outra operação, essa de combate ao tráfico, deflagrada na manhã desta terça-feira (08), em Campo Grande.

Servidor preso pelo Gaeco desviou R$ 800 mil das contas de prefeitura

Operação Publicanos desencadeada na manhã desta quinta-feira (6) em Ivinhema, mira servidor público municipal acusado de desviar aproximadamente R$ 800 mil dos cofres públicos. A ação envolve policiais militares do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e 1ª Promotoria de Justiça da cidade.

Viaturas do Gaeco em frente a um dos endereços vasculhados hoje, em Ivinhema Foto: Divulgação

São cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária. A Justiça ainda determinou o sequestro de bens do envolvido e familiares.

O alvo exercia os cargos de fiscal de tributos municipais e diretor de divisão de tesouraria e, a partir daí, praticou de forma recorrente, segundo o Ministério Público, crimes de peculato e lavagem de dinheiro.

Conforme as investigações, as irregularidades aconteceram entre os anos de 2019 e 2021 na cidade, onde foi possível observar que o investigado buscou ocultar e dissimular os valores desviados ilicitamente, adquirindo bens imóveis e os registrando em nome de familiares.

O servidor se apropriava do dinheiro público mediante transferências eletrônicas de valores e depósito de cheques pertencentes ao Município depositados em suas contas pessoais.

Em nota, a prefeitura de Ivinhema afirmou que a Assessoria Jurídica do Município está colaborando para a coleta de informações pelo Gaeco. A administração ainda disse que a investigação está ligada a venda de terrenos públicos entre os anos de 2015 a 2020.

O nome da operação faz alusão aos publicanos, que aparecem em várias passagens bíblicas do Novo Testamento e que também existiam no Império Romano desde antes de 200 a.C.

Essas pessoas eram cobradoras de impostos, tinham fama de ser avarentos e egoístas e de pertencer a um sistema corrupto e ser inclinados ao abuso.

Estado antecipa salário e servidor já pode sacar o dinheiro

Já estão disponíveis para saque nesta sexta-feira (1°) os salários de junho dos 84 mil servidores públicos do Governo de Mato Grosso do Sul. A folha de pagamentos do mês, segundo a SAD (Secretaria de Estado de Administração e Desburocratização), soma R$ 527,6 milhões.

Trabalhadores poderão sacar primeira parcela do 13º salário na quarta-feira. Montante é de R$ 208,8 milhões

Neste mês, o Governo do Estado também vai pagar a 1ª parcela do 13º salário do funcionalismo. O dinheiro será depositado na próxima terça-feira (5) e estará disponível para saque já na quarta-feira (6).

Segundo o governador Reinaldo Azambuja, a decisão de antecipar o pagamento do salário extra atende pedidos dos próprios servidores estaduais.

“Recebi várias reivindicações dos sindicatos e tomamos a decisão de pagar na primeira semana de julho metade do 13° salário a todos os servidores do Mato Grosso do Sul. No ano passado também tomamos esta atitude para aquecer a economia”, descreveu.

Os sindicatos que representam os servidores elogiaram a ação do Governo do Estado, destacando que este recurso chegará em “bom momento” aos funcionários que precisam deste acréscimo na renda, além de também apoiar o comércio.

Conforme a SAD, a folha salarial da primeira metade do 13º soma R$ 208,8 milhões.