Defensor Público é afastado em nova fase de operação contra PCC

Ao todo foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços na Capital

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) realizou, nesta quarta-feira (1), a Operação “Maître” (Mestre), com missão de cumprirem mandados de busca e apreensão em quatro endereços em Campo Grande, além da aplicação de medidas cautelares diversas de prisão e a suspensão da função de um Defensor Público.

Foto: Arquivo/MPMS

Nesta etapa da investigação são apurados crimes de associação criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva e violação de sigilo funcional qualificada, atribuídos a um advogado apontado como “gravata” do PCC e que já se encontra custodiado preventivamente, um Defensor Público e seu ex-assessor, também advogado.

Participam da Operação quatro Promotores de Justiça e 20 policiais do GAECO. As diligências também são acompanhadas pela Defensoria-Geral, pela Corregedoria-Geral da Defensoria Pública e pela Comissão de Defesa e Assistências das Prerrogativas dos Advogados (CDA/OAB/MS).

O nome da operação faz alusão à forma pela qual os demais integrantes da associação criminosa referiam-se ao Defensor Público, denominando-o “Mestre”. Maître, em francês, que é tratamento conferido aos operadores do Direito. Acesse também: Detento morre prensado por vigas de concreto de seis toneladas

Vídeo: Riedel é internado e deve ficar uma semana afastado por cirurgia no joelho

Eduardo Riedel (PSDB), passará por uma cirurgia nesta segunda-feira (21), devido a um problema no ligamento cruzado anterior e que precisa reconstruir por recomendação médica irá fazer o procedimento e após uma semana deve retornar voltar a trabalhar normalmente.

 

O governador eleito gravou um vídeo afirmando que a transição está acontecendo e neste tempo que estará ausente, devido à saúde, a transição ocorrerá normalmente.

“Terminando o domingo após um dia longo de trabalho, estou aqui para comunicar a operação que seguirei adiante por recomendação médica, com dois dias internados, uma semana de fisioterapia e após retorno normalmente com alguma dificuldade para andar, mas firme logo retorno”, comunicou o governador eleito.

A transição de Governo iniciou na última semana e está sendo coordenada pelo vice-governador Barbosinha (PP).

Delegado é preso em flagrante com munições ilegais e afastado da função

Afastamento de Rodrigo Blonkowski da 2ª DP de Ponta Porã foi publicado hoje no Diário Oficial de MS

Alvo de mandado de busca e apreensão, o delegado Rodrigo Blonkowiski, da 2ª Delegacia de Polícia de Ponta Porã, foi preso nesta terça-feira (5), durante o desdobramento da operação Codicia. A prisão em flagrante foi por posse ilegal de munição por causa de dezenas de munições irregulares encontradas na casa do suspeito durante o cumprimento do mandado.

Rodrigo Blonkowiski, titular da 2ª Delegacia de Polícia de Ponta Porã — Foto: Reprodução

Na casa de Rodrigo, debaixo de uma cama de casal, policiais militares do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) encontraram projéteis intactos de vários calibres.

“O Gaeco e a Corregedoria da Polícia Civil cumpriram mandado de busca na casa dele e localizaram munições ilegais. Ele foi autuado em flagrante e arbitrado fiança. As ações são desdobramento da operação anterior da Corregedoria e o Gaeco em Ponta Porã”, disse o secretário Antônio Carlos Videira, da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

A segunda fase da operação Codicia foi deflagrada para averiguar documentos referentes à 2ª DP, que está sob o comando do delegado Rodrigo Blonkowiski.

A operação investiga um grupo criminoso voltado para a prática dos crimes de concussão, peculato, tráfico de drogas e demais delitos relacionados às delegacias de Polícia Civil de Ponta Porã, município na fronteira com Paraguai que fica a 295 km de Campo Grande.

De acordo com o delegado responsável pela prisão, Wilton Vilas Boas, foi arbitrada fiança de R$ 3 mil.

Investigações
As investigações começaram em maio de 2021 e duraram 10 meses, com a notícia de que parte dos policiais civis da 2ª Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã cobrou R$ 20 mil dos proprietários de uma carreta para fazer a restituição do veículo. O crime foi provado.

O trabalho ainda identificou um grupo criminoso formado por policiais civis – tanto aposentados, como da ativa – que se utilizava das delegacias para a obtenção de vantagens financeiras, especialmente relacionadas à gestão de veículos apreendidos e sob a responsabilidade da Polícia.