Reformada por presos a escola no Indubrasil beneficia 850 estudantes

Desde 2014, quando foi instituído, o projeto “Revitalizando a Educação com Liberdade” já garantiu a economia de R$ 11,5 milhões em reforma de escolas estaduais aos cofres públicos, conforme cálculos da 2ª Vara de Execução Penal

A EE Prof. Ulisses Serra, em Indubrasil, é a 14ª unidade escolar da REE (Rede Estadual de Ensino) reformada pelo projeto “Revitalizando a Educação com Liberdade”. A obra beneficia 850 alunos, dos ensinos fundamental e médio, especialmente estudantes do 1º ao 5º ano, já que é a única escola da REE em Campo Grande que atende este público.

MS é recordista em quantidade de detentos trabalhando, afirmou Riedel (Fotos: Saul Schramm)

Com as 14 escolas entregues em nove anos, mais de 12 mil alunos já foram beneficiados, e as reformas contaram com a participação de 350 reeducandos. A entrega da obra ocorreu hoje (26), em cerimônia com a presença do governador Eduardo Riedel, que destacou o trabalho dos homens e mulheres envolvidos no projeto.

“É uma ação importante e saudável, para os cofres públicos e também para a ressocialização. As pessoas envolvidas tem geração de renda e benefícios. MS é recordista em quantidade de detentos trabalhando e vamos dar sequência, inclusive com a manutenção das escolas”, disse Riedel.

Além de reconhecer e pontuar sobre a atuação dos internos que fizeram a reforma, o governador ressaltou o envolvimento de cada trabalhador na obra. “É muito significativo, pois a oportunidade que muitos desses internos não tiveram, agora estão ajudando a construir para as crianças, que eu tenho certeza, terão um futuro melhor”.

A fala foi direcionada à detenta Giovana Silva, uma das responsáveis pela reforma e que deu um depoimento durante o evento. Emocionada, ela reconheceu que o melhor caminho é o da educação. “Eu tenho uma filha de 12 anos, e perdi muitas coisas por estra presa. Eu não quero mais perder nada, só quero conquistar. Fico feliz de saber que ajudei a reformar uma escola, que é o melhor lugar para as crianças e jovens estarem”.

O vice-governador José Carlos Barbosa também reconhece a importância da ação. “A lição que a Giovana passou é de extrema importância. O melhor caminho é o da educação. O projeto é uma prestação de serviço à comunidade e possibilita muitos benefícios, qualificação da mão de obra, remição da pena e percepção de cidadania”.

A aluna do 3º ano do ensino fundamental, Giovana Vitória de Souza, 8 anos, ficou feliz com a sala de aula reformada, mas principalmente com a área externa da escola. “A quadra foi o que mais gostei. Ficou tudo bonito”.

Revitalizando a Educação com Liberdade

O trabalho de revitalização do prédio foi realizado por internos do Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, ação em parceria com o Poder Judiciário – por intermédio da 2ª Vara de Execuções Penais de Campo Grande -, SED (Secretaria de Estado de Educação) e Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário).

“O projeto é muito significativo e veio para transformar a escola, deu outra cara e estamos muito satisfeitos com o ambiente agradável para trabalho e estudo”, disse o diretor da escola, Edivaldo Luís Camargo.

Além de gerar economia aos cofres públicos, o “Revitalizando a Educação com Liberdade” atua na ressocialização. Ao reeducando do projeto é garantida remição de um dia de pena para cada três dias de serviços prestados (Lei de Execução Penal), um salário mínimo e qualificação profissional (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai).

Foram restauradas onze salas de aula, além das salas dos professores, tecnologia, multiuso, direção, secretaria, coordenação, os pátios e a quadra de esportes, e demais áreas. A reforma também proporcionou a captação de água pluvial do pátio e adequação de acessibilidade, entre inúmeras outras melhorias. Embora não estivesse previsto no projeto, também foi estruturado um espaço físico para abrigar uma biblioteca.

A reforma recebeu investimentos de R$ 650 mil e teve início em novembro de 2022, concentrada no período de férias e com conclusão no fim março deste ano. Os recursos foram aplicados na compra de material de construção e equipamentos.

“Foram feitas muitas benfeitorias estruturais para recebermos melhor os alunos, professores e a comunidade escolar. Sem contar a construção da biblioteca, que era um sonho antigo, e possibilita ao alunos e professores um espaço adequado de leitura e pesquisa”, disse o diretor.

Trabalho e ressocialização

Desde 2014, quando foi instituído, o projeto “Revitalizando a Educação com Liberdade” já garantiu a economia de R$ 11,5 milhões em reforma de escolas estaduais aos cofres públicos, conforme cálculos da 2ª Vara de Execução Penal.

Idealizado pelo juiz Albino Coimbra Neto, da 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande, o projeto tem como objetivo promover a reforma das escolas públicas da Capital utilizando mão de obra 100% prisional.

A participação dos presos vai além do trabalho no canteiro de obras. O custo da reforma é pago com o dinheiro deles também, arrecadado com o desconto de 10% dos salários dos presos que trabalham via convênio em Campo Grande, cujo valor é depositado em subconta judicial.

Entre os objetivos centrais do projeto estão a colaboração com a economia do dinheiro público, trazendo conforto e boas instalações para as escolas, e a ressocialização do detento, com sua recondução social para que se torne uma pessoa útil à comunidade.

A parceria funciona com a Agepen designando a mão de obra necessária para a reforma, além de serem responsáveis pela administração financeira e execução do projeto. A Secretaria de Educação disponibiliza as instituições a serem contempladas e custeia o transporte e o pagamento do salário dos presos. A ação conta também com a participação do Conselho da Comunidade de Campo Grande, responsável por administrar o pagamento dos internos.

Candidato a governo de MS e outros 9 indígenas são presos após invadirem área particular

Indígenas guarani-kaiowá invadiram um terreno onde será construído um condomínio de luxo, em Dourados

Dez indígenas Guarani e Kaiowá foram presos após invadirem um terreno onde está sendo construído um condomínio de luxo, em Dourados (MS) – a 256 quilômetros de Campo Grande. Entre os envolvidos está o candidato ao governo de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2022, Magno de Souza.

Tudo começou na quinta-feira (6) depois que um grupo de aproximadamente 20 indígenas ocupou a área que, segundo eles, é território indígena. Equipes do Batalhão de Choque e Força Tática da Polícia Militar foram acionados para intervir na ocupação da área, onde está sendo construído o condomínio.

Indígenas guarani-kaiowá em Dourados — Foto: Cimi Regional

Após supostas agressões e ameaças, dez homens foram levados para a delegacia de Dourados. De acordo com a polícia, um dos presos foi liberado após ser provado que ele apenas passava pelo local. Até a última atualização, os nove envolvidos continuavam detidos.

Na delegacia, os dez detidos negaram as acusações. Eles explicaram que a área invadida é de origem indígena e por isso não poderia receber a construção de um condomínio de luxo. Todos eles confessaram ter ido dar apoio a retomada, mas afirmaram não ter participado de nenhuma agressão.

Os presos passaram por audiência de custódia na Justiça estadual, mas durante a análise das prisões, o juiz entendeu que a competência era da Justiça Federal. “No momento aguardamos a remessa dos autos do processo à justiça federal de dourados para fazer o pedido de liberdade em prol dos indígenas”, explicou a defensora pública da união, Daniele Osório.

Com os ocupantes, os policiais apreenderam um colete balístico e uma arma de fogo calibre 22. A polícia informou que os envolvidos devem ser autuados por lesão corporal, ameaça, porte ilegal de arma, esbulho, associação criminosa e dano.

MPF

Em nota, o Ministério Público Federal revelou que no dia primeiro de março os indígenas procuraram os promotores para falar sobre a construção na área indígena e que depois disso, a empresa foi oficiada.

Paralelamente a isso, um laudo antropológico na região estava sendo elaborado, justamente por conta da pressão mobiliária sobre áreas que os indígenas guaraní-kaiowá entendem como área de ocupação tradicional. Diante disso da atua situação, o MPF reiterou o ofício à empresa, e conseguiram uma conversa inicial e paralisação das obras.

Traficantes são presos com 100kg de Cocaína em Campo Grande

Os criminosos traziam o entorpecente da Bolívia e foram parados ainda na BR-262. Cinco pessoas foram presas.

Um grupo que traficantes que trazia 100 quilos de pasta base de cocaína da Bolívia para Campo Grande foi preso na madrugada desta sexta-feira (31), após perseguição na BR-262, na região do Indubrasil, entrada da capital.

Os cinco suspeitos estavam em dois carros, e foram interceptados no meio da rodovia por policiais do Grupo de Operações e Investigações (GOI). Todos foram presos em flagrante por tráfico de droga e associação para o tráfico.

Traficantes foram interceptados na BR-262. — Foto: Reprodução

A investigação contra o grupo começou quando os policiais receberam informações de que um corumbaense, conhecido como Juninho, estava vendendo drogas trazidas da Bolívia em Campo Grande.

Enquanto os policiais levantavam informações do suspeito em Campo Grande, descobriram que ele estava em Corumbá, pronto para pegar a estrada.

Para monitorar o caminho do suspeito, os policiais do GOI contaram com equipes da PRF (Polícia Rodoviária Federal), que avisaram assim que o veículo passou o posto policial de Terrenos. Revelaram também a presença de outro carro, dirigido por uma mulher.

As equipes então esperaram pelos suspeitos e quando os dois carros passaram pelo bairro Indubrasil, interceptaram o veículo. Mesmo com a viatura entrando na pista para impedir que os suspeitos escapassem, eles ainda conseguiram fugir. Foram perseguidos por alguns quilômetros, mas foram alcançados.

Quatro homens estavam no veículo, com eles, os policiais encontraram tabletes de pasta base de cocaína, que pesaram pouco mais de 100 quilos.

A motorista do carro conseguiu fugir, mas a partir do número da placa, ela foi identificada e pouco depois, encontrada na Vila Cerradinho. A mulher confessou que era quem conduzia o carro e que já era a segunda vez que fazia o serviço para Juninho. Para escoltar a carga e avisar das barreiras policiais ganharia R$ 3 mil.

Casal de cafetões que possuía ‘cardápio’ com fotos de adolescentes é preso

A operação “Força e Pudor”, desenvolvida pela Polícia Civil, por intermédio da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM), de Bataguassu resultou no indiciamento de 14 indivíduos, dentre eles: ex-vereadores, servidores públicos estaduais e empresários.

Além disso, houve prisão cautelar de casal de cafetões, que mantinham conjunto de fotos de adolescentes, conhecido como “cardápio”, o qual era mostrado à rede de clientes. Os nomes não foram divulgados pela polícia.

A operação buscou a autoria de agenciadores, clientes e proprietários de ranchos e motéis.

Para tanto, mais de 20 pessoas foram ouvidas e sigilos telefônicos e bancários foram quebrados.

A operação é mostra do empenho da Polícia Civil em resguardar as adolescentes da região, bem como acabar com a odiosa prática de turismo sexual na cidade.

Motim termina em Cassilândia com mais de 100 internos transferidos de presídio

Terminou na noite de quarta-feira (22/3) o motim realizado por internos do Estabelecimento Penal de Cassilândia. De acordo com a Agepen (Agencia Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), policiais penais do Cope (Comando de Operações Penitenciárias) realizaram a intervenção no presídio e retomaram a ordem no local.

A ação ocorreu por volta de 20h, ‘de forma tranquila e sem intercorrência’, segundo nota publicada pela Agência. Não houve fuga.

Devido aos estragos causados pelo fogo, 107 presos foram transferidos para outras unidades do Estado. A Agepen ainda faz os levantamentos aos danos causados no prédio onde se encontra o estabelecimento penal.

Na tarde de ontem, imagens mostravam muito fogo e fumaça saindo do interior do presídio. Apesar do motim, não ocorreram registros de reféns e feridos.

De acordo com a Agência, uma desavença entre internos motivou a movimentação, considerada isolada, sem reflexo a outros locais em Mato Grosso do Sul.

“A situação foi um fato isolado ao presídio de Cassilândia, não tendo ocorrido reflexos em outros estabelecimentos penais do estado. Representantes da Diretoria de Operações e da Gisp (Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário) foram até Cassilândia para acompanhar os trabalhos (…) Conforme informações já apuradas, o motim teve início após desavenças entre presos, que queimaram colchões para servirem como barreiras. A situação ficou restrita aos pavilhões, sendo preservadas as áreas administrativas e portaria”, diz trechos da nota.

Além da polícia penal, o trabalho reuniu forças de segurança, como as polícias Militar, Civil e Corpo de Bombeiros.

Um levantamento será realizado no local para avaliar os prejuízos causados pelo motim. No presídio, mais de 200 internos cumpriam pena. As visitas de familiares, que ocorreriam no domingo estão suspensas.

Presos iniciam motim e queimam colchões em presídio de MS

Um princípio de motim foi registrado no início da tarde desta quarta-feira (22) no Estabelecimento Penal de Cassilândia (MS), onde nos internos teriam ateado fogo em colchões e tentado fugir.

Não há confirmação de fuga. Polícia estão no local e tenta controlar situação – Foto Cassilândia Urgente

Segundo informações do Cassilândia Notícias, o motim teria começado com cerca de 40 internos, mas logo atingiu todo o presídio. Alguns presos teriam saído das celas e ocupado o pátio da unidade. A teria capacidade para abrigar 80 internos, entretanto, o local estaria com mais de 220 presos.

Em imagens gravadas no local é possível ver fumaça saindo do presídio, possivelmente dos colchões que foram queimados.

A Agepen do município informou que não há reféns e todas as demais providências necessárias estão sendo adotadas. Ainda que a motivação seria desavenças entre os presos.

“As forças de segurança estão atuando em conjunto para controlar a situação. Não há reféns e todas as demais providências necessárias estão sendo adotadas, a motivação seria desavenças entre os presos”, disse.

Policiais Penais, Polícia Civil e Polícia Militar estão no local para controlar a situação. Não há informações de fuga.

Ladrões roubam malote de dinheiro no Paraguai e são presos pela Polícia de MS

Os bandidos já vinham cometendo, há mais de um ano, diversos assaltos na região da fronteira com o Paraguai

A Polícia Civil e Polícia Militar de Mundo Novo, com apoio de forças policiais paraguaias, prenderam em flagrante, na tarde de quarta-feira (1º), quatro assaltantes após roubarem um malote de dinheiro no Paraguai e tentar se esconder em meio a vegetação. Os bandidos já vinham cometendo diversos assaltos na região, há mais de um ano.

Grupo é apontado como responsável por uma dezena de assaltos (Foto: Divulgação Polícia Civil)

Conforme apurado, os suspeitos praticaram um assalto na saída de um banco, localizado em Salto Del Guairá, no Paraguai. Na oportunidade, eles efetuaram mais de quinze disparos contra o veículo da vítima e conseguiram subtrair um malote com grande quantia em dinheiro.

Após o crime a polícia paraguaia iniciou perseguição e ao perceberem que os criminosos teriam adentrado ao território brasileiro, solicitaram apoio da Polícia Civil de Mundo Novo.

Imediatamente, os policiais civis se deslocaram para a zona rural do município, nas proximidades da linha internacional que liga os dois países, oportunidade em que iniciaram incursão em uma mata fechada. A polícia militar de Mundo Novo também foi acionada e prestou apoio no cerco da região. Após buscas pelo local, foram localizados três assaltantes escondidos em meio a vegetação.

Na posse dos criminosos foram apreendidas armas de fogo do tipo pistolas 9mm e escopeta calibre 12mm. A polícia paraguaia ainda prendeu um quarto assaltante em território paraguaio, além do veículo utilizado pelo grupo e o malote de dinheiro roubado.

O grupo é apontado como responsável por uma dezena de assaltos com reféns, que vem ocorrendo há mais de um ano na região, conforme apurado em investigações das delegacias pertencentes ao quadro da Delegacia Regional de Naviraí.

Além de assaltos, ainda são apontados como autores de tentativas de homicídios contra policiais de Mundo Novo e Terra Roxa, durante perseguições policiais. Outros membros da organização criminosa já haviam sido presos pela própria Polícia Civil de Mundo Novo há alguns meses, no entanto, os dois integrantes apontados como chefes da organização, foram detidos somente nesta data.

Todos os suspeitos já possuíam mandados de prisões em aberto.

No total foram cumpridos nove mandados de prisões contra os mesmos, expedidos pelas varas criminais de Mundo Novo, Eldorado, Iguatemi, Guaíra-PR e Terra Roxa-PR. Dentre os presos, estão três paraguaios de 25, 24 e 23 anos, e um brasileiro de 21 anos.

Ação contra ‘gatos’ na energia termina com 3 empresários presos em Campo Grande

A Polícia Civil e a concessionária de Energia Energisa em parceria deflagram na manhã desta sexta-feira (17), operação de fiscalização para combater furto de energia. Entre os locais irregulares, os agentes identificaram uma casa de shows famosa na Capital, o Éden Lounge, que foi autuado após equipe da 3ª Delegacia de Polícia Civil flagrar irregularidades na energia elétrica, conhecida como “gato”.

O prédio estava sem o medidor, caracterizando furto de energia. O prejuízo estimado é de R$ 23.245 só na casa de shows. O dono do estabelecimento foi levado à delegacia para prestar esclarecimento. O lounge funciona na Avenida Arquiteto Rubens Gil de Camilo, na Chácara Cachoeira, desde o dia 18 de março de 2021.

Operação foi deflagrada pela 3ª DP. (Foto: Divulgação/PCMS)

Durante a operação, três empresários foram presos pela prática do delito, enquanto os demais não foram localizados até o momento. Os levantamentos iniciais apontam que a conduta dos suspeitos gerou um prejuízo superior a R$ 60 mil em pouco mais de seis meses. Outros 20 endereços com irregularidades espalhados pela cidade serão visitados pela fiscalização nos próximos dias.

Um dos locais foi uma conveniência na Rua Antônio Teodorowick, no Bairro Carandá Bosque. O dono do estabelecimento foi um dos empresários que foram levados para a delegacia. A esposa dele disse que aluga o imóvel há 1 ano e não sabia que o relógio havia sido adulterado. Ela contou que paga em média R$ 2,5 mil por mês de energia elétrica.

Segundo a Policia Civil, nas primeiras horas do dia, a equipe investigativa da 3ª DP, com apoio da Energisa, realizou fiscalização em diversos estabelecimentos comerciais da capital, constatando furtos de energia em cinco estabelecimentos.

Outro ponto visitado foi um bar que fica no Bairro Chácara Cachoeira. O advogado da empresa, Karlen Obeid, informou que vai colaborar com a polícia e solicitar o restabelecimento da energia para que a casa volte a funcionar normalmente, o quanto antes.

Conhecido como “gato de energia”, a ligação clandestina destinada a furtar energia elétrica está prevista no código penal e o autor deve ser penalizado independente do tempo que a adulteração foi feita, a conduta se enquadra no artigo 155 do Código Penal, sendo o crime de furto. Em determinadas situações, o crime pode ser de estelionato, previsto no artigo 171 do CP.

Tais circunstâncias tendem a ser comuns, colocando em perigo a rede elétrica e o responsável pela ligação clandestina, além de correr o risco de sofrer uma descarga elétrica e falecer ou sofrer grandes danos. Por serem considerados desvios irregulares, esse comportamento pode resultar em penas tanto por parte da lei quanto da própria empresa de energia.

Quatro suspeitos são presos suspeitos de execução de jornalista no Paraguai

O jornalista paraguaio Alexander Alvarez, de 40 anos, foi executado com tiros na cabeça quando estava dentro do próprio carro, em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia na fronteira com o Brasil.

Quatro suspeitos da morte do jornalista Alex Álvazez foram presos, nesta sexta-feira (17), pela Polícia Nacional do Paraguai. A vítima foi morta com tiros na cabeça enquanto estava dentro do carro, em uma rua movimentada de Pedro Juan Caballero, cidade que fica na fronteira com o Brasil.

Os quatro presos na manhã de hoje em Pedro Juan Caballero. (Última Hora)

A operação foi conduzida pelo promotor Pablo Zorrilla e encontrou os suspeitos em uma casa, em Pedro Juan Caballero. Além da acusação da morte do jornalista, os presos são investigados por outros crimes, conforme informado pela polícia do Paraguai.

Segundo o promotor os presos foram os irmãos Ricardo Torales Giménez, de 23 anos, Marcial Torales Giménez, de 30, e Christian Torales Giménez, de 31, e Jorge Riquelme Jara, de 37 anos. Ricardo é procurado por roubo agravado e homicídio.

Os investigadores descartam que os suspeitos tinham a vítima como alvo errado e sustentam que os pistoleiros tinham Álex “bem identificado”.

Os celulares dos suspeitos foram apreendidos e serão periciados, mas a polícia não encontrou a arma do crime. A moto utilizada pelo pistoleiro também não foi localizada ainda. Segundo o promotor, um dos presos tinha uma moto semelhante à usada pelo pistoleiro, mas disse ter vendido o veículo ontem.

Inicialmente, os quatro presos serão autuados por receptação, já que a polícia encontrou peças de motos desmontadas na casa, possivelmente de veículos roubados.

O CASO
O jornalista paraguaio Alexander Alvarez, de 40 anos, foi executado com tiros na cabeça quando estava dentro do próprio carro, em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia na fronteira com o Brasil, nessa terça-feira (14). A Polícia Nacional do Paraguai investiga o assassinato.

De acordo com as informações preliminares, os pistoleiros chegaram atirando contra o carro, em plena luz do dia, que estava em uma avenida movimentada de Pedro Juan Caballero, cidade vizinha a Ponta Porã (MS).

O jornalista chegou a ser socorrido e levado com vida para o Hospital Regional de Pedro Juan Caballero. Na unidade, o jornalista deu entrada em estado grave, chegou a ser reanimado e não resistiu.

Alexander trabalhava há mais de 15 anos como jornalista em uma rádio de Pedro Juan Caballero. Há um ano, assumiu o cargo de produtor e apresentador de um programa de notícias em um veículo de comunicação na região de fronteira. O jornalista também era músico.

 

Mãe e padrasto são presos após bebê ser internado com traumatismo craniano e clavículas quebradas

Caso ocorreu na tarde desta terça-feira (14) em Campo Grande. Polícia Civil investiga o caso e suspeita que os pais agrediram o menino.

Um bebê, de 1 ano e 27 dias, deu entrada na Santa Casa de Campo Grande em estado grave com traumatismo craniano e duas clavículas quebradas na tarde desta terça-feira (14). A mãe e o padrasto da criança deram versões contraditórias e, por isso, foram presos preventivamente. A Polícia Civil foi acionada para investigar o caso.

Em depoimento, a mãe do menino contou que tomava banho, quando o filho, que estava sozinho no quarto, caiu da cama. O primeiro atendimento foi em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), de onde a criança foi levada de ambulância para a Santa Casa.

Acionada pelos médicos, a polícia esteve no hospital e, em seguida, acompanhou mãe e padrasto até a casa do casal. No local, enquanto a perícia realizava atendimento, o companheiro da mulher chamou os policiais no canto e apresentou nova versão.

“Ele falou: ‘eu tinha saído para levar minha esposa, que é manicure, para fazer unha aqui perto e a criança estava sozinha. A queda aconteceu nessa hora’”, revelou o suspeito, segundo o delegado Roberto Morgado.
O padrasto ainda contou à polícia que o suposto acidente aconteceu pela manhã, por volta das 7h. Porém, só no início da tarde, pouco depois das 13h, é que a mãe procurou o posto de saúde. Segundo ele, o menino não havia apresentado ferimentos, após a queda, mas que percebeu piora ao longo da manhã.

“Ele tentou justificar os ferimentos dizendo que fez massagem cardíaca e respiração boca a boca”, informou o delegado.

Roberto Morgado destacou que os exames periciais vão ajudar a polícia a entender o que aconteceu com o menino. Mãe e padrasto foram presos por abandono de incapaz e fraude processual, porque combinaram o depoimento deles. Caso agressões sejam identificadas, eles podem responder por maus-tratos.

Pai desconhece às agressões
O pai da criança, que não foi identificado, esteve na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), na manhã desta quarta-feira (15), para prestar depoimento. O pai da criança está como responsável pelo bebê, após a mãe e o padrasto serem presos por abandono de incapaz.

Ele contou ter sido pego de surpresa com a ligação da mãe do filho, falando sobre os ferimentos. Na Santa Casa, ele foi alertado pelos médicos. “Na verdade ele [o médico] não usou a expressão espancamento, ele usou a expressão tortura. Meu filho está com marcas no pescoço, como se alguém tivesse enforcado ele”, revelou.

De acordo com o boletim médico, o bebê segue interno no leito da área vermelha da pediatria, sedado, respirando por ajuda de aparelhos, mas estável.