Sete pessoas são presas por assalto a joalheria

Sete pessoas foram detidas na tarde desta segunda-feira (13) durante ação conjunta do SIG com apoio da Polícia Militar, por envolvimento no assalto ocorrido em uma joalheria, por volta das 15h de hoje, na região central de Dourados. O local fica há cerca de 30 metros do ponto da Polícia Militar.

Presos foram levados para a sede do SIG na tarde desta segunda-feira (13) – Foto Osvaldo Duarte

Inicialmente, a informação é que a dupla que utilizava uma motocicleta havia realizado o assalto. Já durante as investigações, os policiais civis do SIG (Setor de Investigações Gerais) chegaram a outros envolvidos, que participaram do crime como apoio aos dois rapazes, entre outras funções.

Os presos chegaram na sede do SIG, sendo seis homens e uma mulher que ainda não tiveram a identidade revelada. A polícia segue com as investigações para apurar outros envolvidos, inclusive a participação de mais uma mulher.

O material furtado foi recuperado e ainda será contabilizado, entretanto, acredita-se que chegue ao valor de R$ 500 mil em joias.
Segundo o Dourados News, o delegado do SIG, Erasmo Cubas, relatou que os suspeitos foram presos em diversos pontos de Dourados, seriam de outra cidade e têm ligação com a facção PCC (Primeiro Comando da Capital).

Também foram apreendidos a moto e um veículo WV Gol, utilizados pelos suspeitos. A ocorrência segue em andamento.

Traficantes são presos por produzir cogumelos alucinógenos em Campo Grande

Um dos suspeitos confessou que comercializava os cogumelos pela internet e que também eram usados em cerimônias religiosas

Foram presos em flagrante, nesta quarta-feira (8), dois homens, de 21 e 19 anos, suspeitos de produzir e traficar cogumelos alucinógenos, no bairro Tiradentes, em Campo Grande. A droga era comercializada pela internet e enviada para todo o Brasil.

Além de vender as drogas, os suspeitos afirmara que os cogumelos eram usados em cerimônias religiosas. — Foto: Adriano Fernandes

De acordo com a polícia, o suspeito de 21 anos já havia sido preso pelo mesmo crime em 2021. Na época, não foi comprovado que a produção dele se enquadrava como tráfico e ele respondia em liberdade.

Além de vender as drogas, os suspeitos afirmaram que os cogumelos eram usados em cerimônias religiosas. Um dos envolvidos, inclusive, ensinava como cultivar as drogas em casa.

Traficantes são presos em flagrante por produzir e traficar cogumelos alucinógenos — Foto: Adriano Fernandes

Ao todo, foram apreendidos cerca de 2kg de cogumelos inatura e em cápsulas, além de panelas de pressão, computador, impressora, cartões de crédito e outros petrechos usados no cultivo e fracionamento das drogas.

Os envolvidos vão responder por tráfico e associação para o tráfico de drogas.

Carga de cocaína avaliada em R$ 5 milhões é apreendida na fronteira

Nesta terça-feira (7), policiais civis da Defron (Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira) apreenderam 170 quilos de pasta a base de cocaína em Ponta Porã, cidade localizada na linha de fronteira com o Paraguai, região Sul de Mato Grosso do Sul.

Segundo informações da assessoria de comunicação da Defron, os investigadores receberam a informação de que um veículo da marca Audi de cor branca e um caminhão seriam utilizados para transportar grande quantidade de entorpecente para outro Estado.

Os dois indivíduos, um de 39 e o outro de 61 anos, foram encaminhados para a sede da Defron no município de Dourados – Crédito: Divulgação/Defron

Os policiais localizaram um veículo com as mesmas características apontadas pelo denunciante e passaram a monitorá-lo a distância, momento em que avistaram o motorista se encontrando com um homem que estava com uma Scania de cor branca em um pátio de carregamento de grãos na MS-164, saída para Antônio João, município de Ponta Porã.

Nesse momento, ante as atitudes suspeitas, os policiais abordaram os indivíduos que se mostraram nervosos e apresentaram versões conflitantes sobre os motivos de estarem naquele local; ambos, ainda, afirmaram não se conhecerem, apesar de terem sido avistados juntos.

Na sequência, o caminhão e o automóvel foram revistados, ocasião em que os policiais encontraram 170 kg de pasta base de cocaína em um fundo falso dentro da cabine do caminhão.

Diante do achado, os dois indivíduos, um de 39 e o outro de 61 anos, foram encaminhados para a sede da Defron no município de Dourados e autuados em flagrante delito pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas.

O entorpecente apreendido está avaliado em cinco milhões de reais nos grandes centros.

Cinco presos por torturarem homem até a morte e despejarem corpo em aldeia

Três homens e duas mulheres foram presos em flagrante suspeitos de torturarem Claudenir Ortega, de 33 anos, até a morte em Japorã. O crime aconteceu na madrugada de segunda-feira (23) para terça-feira (24) e os envolvidos devem passar por audiência de custódia ainda nesta quinta-feira (26).

Cinco pessoas são presas suspeitas de torturarem homem até a morte e despejarem corpo em aldeia — Foto: Divulgação

De acordo com a Polícia Civil do município, o caso foi descoberto na manhã dessa terça, quando uma liderança indígena acionou a delegacia informando que havia encontrado um corpo em uma mata, próximo a Aldeia Ivy Katu.

Conforme a investigação, os suspeitos estavam consumindo bebida alcoólica durante a madrugada na residência de uma das mulheres envolvidas, quando ocorreu um desentendimento e que levou a morte de Claudenir.

Para a polícia, os suspeitos informaram que o motivo teria sido vingança, por causa de alguns crimes cometidos pela vítima no passado. O corpo de Claudenir foi encontrado amarrado com corda e também sinais de tortura.

O resultado da perícia aponta que após matar a vítima, os suspeitos teriam usado uma carriola para despejar o corpo na mata onde foi encontrado e, em seguida, teriam se limpado em uma mina de água.

Os envolvidos foram conduzidos à Delegacia de Polícia de Japorã, onde permanecem presos preventivamente e a disposição da justiça. O caso segue em investigação.

 

Policiais penais são presos tentando entrar com drogas e armas em presídio

Dois policiais penais foram presos em flagrante por policiais do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) por volta da meia-noite desta sexta-feira (20), em Dourados.

Iran Alberto Coelho e Mizael Robson Magno Heveroth são acusados de fornecer drogas, armas e munições aos presos que cumprem pena na PED (Penitenciária Estadual de Dourados).


Iran e Mizael foram encaminhados para delegacia em Campo Grande na manhã desta sexta-feira (20) – Crédito: Osvaldo Duarte/Dourados News

Os materiais eram levados para o interior da unidade prisional de segurança máxima em mochilas pessoais usadas pelos policiais penais que vinham sendo investigados pelos policiais civis.

A prisão é resultado de ação conjunta realizada pela Dracco e Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), segundo informações do Dourados News pela assessoria de comunicação da Agepen.

Iran e Mizael foram encaminhados para delegacia em Campo Grande na manhã desta sexta-feira (20).

Polícia prende 6 por envolvimento no assassinato de professor

Nesta quinta-feira (19), seis pessoas foram presas por envolvimento no assassinato do professor da Rede Municipal de Nova Alvorada do Sul, Luciano Soares.

Conforme informado anteriormente, a vítima foi encontrada morta dentro da residência no Jardim Indaiá II. Luciano foi alvejado por pelo menos três tiros.

Luciano Soares foi encontrado morto em casa – (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Quatro indivíduos foram presos por uma equipe da PRF (Polícia Rodoviária Federal), no Distrito de Nova Casa Verde. Os outros dois foram detidos pela Polícia Civil, em Campo Grande.

De acordo com informações do Alvorada Informa, o grupo criminoso seria do Estado do Paraná e teria contratado uma outra pessoa para roubar o veículo do professor, em Nova Alvorada do Sul.

Após matar a vítima, os criminosos fugiram sem levar o veículo.

Além das prisões dos envolvidos, a polícia localizou a arma usado no crime.

Presos em invasões receberam dinheiro de partidos bolsonaristas nas eleições

Ao menos sete dos detidos se candidataram e receberam R$ 180,8 mil de fundos repassados por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro

Entre os bolsonaristas presos por atos terroristas em Brasília no dia 8 de janeiro, alguns possuem estrita relação com a política. Dos dez detidos que se candidataram, ao menos sete chegaram a receber dinheiro de partidos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Jair Bolsonaro em evento do PL Foto: Adriano Machado / Reuters

Segundo apuração do jornal Folha de S. Paulo, os presos receberam R$ 180,8 mil de fundos, como o eleitoral e partidário. O montante foi repassados por aliados bolsonaristas, como o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL).

A vereadora Odete Correa (PL-SC), de Bom Jesus (SC), é um exemplo. Ela tentou sem sucesso se eleger deputada estadual e teve sua campanha irrigada com R$ 58,9 mil. Desse total, R$ 35 mil foram repassados pela deputada federal Daniela Reinehr (PL-SC); R$ 13,9 mil, do já citado governador Jorginho Mello; e R$ 10 mil, de Valdir Colatto (PL-SC) – todos do partido de Jair Bolsonaro.

Outro exemplo é o de Maria Elena Passos (PL-ES), eleita suplente de deputada estadual. Maria Elena recebeu R$ 6,5 mil do senador eleito Magno Malta (PL-ES), aliado fiel de Bolsonaro, e R$ 30 mil da própria direção nacional do PL.

Dentro do grupo, alguns candidatos chegaram a publicar imagens comprovando a participação nos atos golpistas do dia 8. Oziel Lara dos Santos (Patriota-SC), conhecido como ‘Fuzileiro Oziel Santos’, recebeu R$ 10 mil do partido para sua campanha a deputado estadual. Ele perdeu a eleição. Em Brasília, Oziel fez uma live mostrando a depredação no Palácio do Planalto.

Defesas
Daniela Reinehr, que repassou verba para a campanha de Odete Correa, afirmou que repassou valores para quase todas as mulheres candidadas ao Legislativo pelo partido durante a campanha eleitoral. Já o PL informou que abriu processo interno para apurar a participação de filiados nos atos golpistas e que expulsará aqueles que “comprovadamente” praticaram crimes.

As siglas Patriota, PMN, PRTB, Solidariedade e Democracia Cristã também aparecem com filiados nas ações terroristas. Até o momento, as legendas não se manifestaram.

Resultado das urnas
De dez bolsonaristas mencionados pela reportagem, ninguém foi eleito. Cinco conseguiram apenas vagas de suplente.

PF interrogou e prendeu 1.159 pessoas por atos golpistas

A Polícia Federal divulgou uma nota na noite desta quarta-feira, 11, informando que qualificou, interrogou e prendeu 1.159 pessoas pelos atos golpistas que aconteceram em Brasília no domingo (8), quando houve a depredação e vandalismo nos prédios do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal (STF) e no Palácio do Planalto. Essas prisões se somam a 209 efetuadas pelas polícias Militar e Civil do Distrito Federal no próprio domingo.

Manifestantes invadem Congresso, STF e Palácio do Planalto.

Esses presos vão responder, na medida de suas responsabilidades, por crimes de terrorismo, associação criminosa, atentado contra o Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, perseguição, incitação ao crime, dentre outros. Eles foram entregues para a Polícia Civil do Distrito Federal, responsável pelo encaminhamento ao Instituto Médico Legal e, posteriormente, ao sistema prisional.

Mais 684 detidos – idosos, pessoas com problemas de saúde, em situação de rua e pais/mães acompanhados de crianças – também foram identificados e responderão em liberdade. No total, 1.843 pessoas foram conduzidas pela Polícia Militar do Distrito Federal para a Academia Nacional de Polícia, onde todos foram identificados pela Polícia Federal.

Segundo a nota, com isso, a Polícia Federal encerrou as atividades de polícia judiciária determinadas pelo STF após os ataques de domingo.

A PF destaca que, durante toda a ação, que durou 57 horas e mobilizou cerca de 550 policiais federais, os detidos receberam café da manhã, almoço, lanche e jantar e tiveram acesso a água. Eles também tiveram disponível erviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Defensoria Pública da União.

A operação, considerada a maior de polícia judiciária da história da PF, também teve a participação do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania,  Ministério Público Federal, do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios, da Defensoria Pública do Distrito Federal, da Comissão de Ética e da Comissão de Direitos Humanos da OAB, da Polícia Rodoviária Federal, do Departamento Penitenciário Nacional, da Força Nacional, da Polícia Militar do Distrito Federal, da Polícia Civil do Distrito Federal, do Departamento de Trânsito do Distrito Federal, da Secretaria de Direitos Humanos do Distrito Federal, Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal, da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal,  do Conselho Tutelar, do governo do Distrito Federal, do Senado Federal e da Câmara dos Deputados.

Cerca de 125 presos por atos terroristas no DF são de Mato Grosso do Sul

Cerca de 125 pessoas de Mato Grosso do Sul estão presas na Academia Nacional de Polícia, em Brasília, após participarem de ações consideradas antidemocráticas e depredarem o patrimônio público. Segundo informações do jornal O Estado, o número foi repassado por um manifestante de Campo Grande que não foi para o Distrito Federal.

Ao todo, segundo a PF, mais de 1,5 mil pessoas foram levadas para o ginásio Foto: Nayá Tawane

Entretanto, três nomes foram divulgados; são eles: o motorista Djalma Salvino dos Reis, 45 anos, morador de Itaporã, Diego Eduardo Assis Medina, 35 anos, morador de Dourados e um técnico em instalação e manutenção de ar-condicionado, Fabio Jatchuk Bullmann, 41 anos, morador de Campo Grande.

Ao todo, segundo informações da Polícia Federal, mais de 1,5 mil pessoas foram levadas para o ginásio. “No local, os detidos estão sendo submetidos aos procedimentos de polícia judiciária. Após os trâmites realizados pela Polícia Federal, os presos estão sendo apresentados à Polícia Civil do DF, responsável pelo encaminhamento dos detidos ao Instituto Médico-Legal e, posteriormente, ao sistema prisional”, afirmaram em nota.

Ainda conforme a PF, até às 16h de ontem (10), 527 pessoas foram presas e que, por questões humanitárias, foram liberados 599 detidos, em geral idosos, pessoas com problemas de saúde, em situação de rua e mães acompanhadas de crianças.

Já a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal informou que não estão divulgando os dados por naturalidade dos manifestantes, mas que as pessoas detidas na Academia Nacional de Polícia já estavam sendo transferidas para as penitenciárias da cidade e que até as 14h de ontem (10) já haviam sido transferidas 447 pessoas, sendo 287 homens e 160 mulheres. “Em atendimento à determinação da Vara de Execuções Penais, as pessoas presas nos atos de invasão e depredação na Praça dos Três Poderes estão sendo transferidas para o Centro de Detenção Provisória II e a Penitenciária Feminina do Distrito Federal”, dizia um trecho da nota.

De acordo com o manifestante e vídeos que estão circulando nas redes sociais, o tratamento no local beira um “campo de concentração”, como aqueles usados na época do holocausto. A reclamação dos patriotas é a respeito da qualidade da alimentação que estão recebendo, do tempo para o recebimento da comida e do tempo de deslocamento, que de acordo com eles foi de cinco horas.

Em um desses vídeos publicados, uma mulher, não identificada, afirmou que não participou da depredação e estava apenas no QG, em frente da Praça dos Três Poderes, e mesmo assim foi levada. Outra denúncia é a respeito de pessoas passando mal e até mesmo de uma morte no local, informação que foi desmentida pela Polícia Federal.

A PF garantiu que todos os procedimentos realizados estão sendo acompanhados, ininterruptamente, pela Ordem dos Advogados do Brasil, Corpo de Bombeiros, Secretaria de Saúde do DF, Samu e Defensoria Pública da União. E ainda que todos estão recebendo alimentação regular (café da manhã, almoço, lanche e jantar), hidratação e atendimento médico quando necessário.

 

Dino faz balanço, cita 1500 detidos após atos terroristas no DF

Ministro da Justiça afirmou que 1500 pessoas foram detidas desde o último domingo, 8  e diz que caberá à Justiça determinar as prisões

O ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou nesta segunda-feira, 9, durante uma coletiva que 1500 pessoas foram detidas, desde domingo, 8, após os atentados terroristas no Distrito Federal. Deste número, 1200 estavam em frente ao QG do Exército, em Brasília. Dino disse que eles serão ouvidos até terça-feira, 10, e caberá ao Judiciário decidir se serão presos ou não.

Foto: Amanda Perobelli/Reuters

O Exército e a Polícia Militar do DF realizaram, nesta segunda, uma operação para desmontar o acampamento de bolsonaristas que participaram dos atos. O grupo foi encaminhado para a Polícia Federal.

“É claro que eles estão sendo ouvidos e as providência de polícia judiciária serão tomadas, inclusive com a posterior comunicação ao Poder Judiciário. Caberá ao Judiciário dizer o que vai acontecer com eles. Alguns serão submetidos à audiência de custódia, outros podem eventualmente receber o benefício da liberdade provisória. Então, não podemos dizer o que vai acontecer com cada um. Haverá encaminhamento ao Poder Judiciário, creio que hoje ou amanhã”, declarou.

Ele salientou que houve no domingo 209 prisões em flagrante, e que foram apreendidos, nos dois dias, 40 ônibus, inclusive em deslocamento, tentando sair de Brasília. “Em um desses ônibus havia arma de fogo”.

Segundo o ministro, 150 equipes participam da operação para identificar os responsáveis pelos atos terroristas, inclusive, aqueles que financiaram. “Já temos mandados de prisão expedidos, e outros serão expedidos, conforme a necessidade”, garantiu.

‘Tentativa de golpe de estado’
Dino classificou os atos como criminosos, e afirmou que o grupo de bolsonarista tentou “golpe de estado”, e praticou danos ao patrimônio público, já que invadiu e destruiu parte da área do Três Poderes, bem “formação de quadrilha” e promoção de “lesões corporais”, contra jornalistas que trabalhavam no local, e policiais.

O ministro também garantiu que as pessoas envolvidas serão punidas, não só no âmbito penal, como civil também, arcando com a depredação do patrimônio público que ocorreu no domingo. De acordo com ele, isso caberá à Advocacia-Geral da União (AGU).

“Faço questão também de mencionar que foram realizadas também as perícias pela Polícia Federal nos edifícios-sede do Executivo, no Congresso Nacional e do Supremo. Perícias essas visando os inquéritos que estão sendo instaurados na Polícia Federal e, também, para promoção da responsabilidade civil”, afirmou.

“Nós vimos a manifestação de um ódio contra instituições que foram duramente atacadas nos últimos anos, a exemplo do STF. Quem viu imagens, viu a materialização e o efeito do discurso de ódio, que não era anedótico, como nós alertamos esses anos todos. Palavras tem poder e essas palavras se transformaram em ódio e destruição. Mas essa é outra cadeia de responsabilidade jurídica ainda, é política”, completou.

‘Capitólio brasileiro’
Dino chamou o episódio extremista e criminoso que ocorreu no Distrito Federal de “Capitólio brasileiro”, em comparação com o ataque ao Congresso dos EUA, em 6 de janeiro de 2021, para impedir que Joe Biden assumisse a Casa Branca, após as eleições. O ataque foi liderado por apoiadores do ex-presidente Donald Trump.

“Deus abençoou o Brasil, porque não tivemos nenhuma morte. […] Nós ontem tivemos o ‘Capitólio Brasileiro’, com duas diferenças: a primeira, não houve óbitos e segundo, teve mais presos aqui do que lá, e com muita velocidade. O que mostra que as instituições sobreviveram a esse estresse a que foram submetidas. Mas não tenho dúvida que vivemos no ‘Capitólio brasileiro’.”

“Em primeiro lugar, quero afirmar que o nosso país caminha para a absoluta normalização institucional com muita velocidade. Hoje, o presidente Lula realizou reuniões com os Três Poderes da República e os comandantes das Forças Armadas de modo que, tanto no que refere às instituições civis quanto às militares, reina a plena compreensão quanto à importância da proteção da Constituição e da democracia”, disse.

Financiamento dos atos
O ministro confirmou que a Polícia já busca por aqueles que financiaram os atos, embora, ainda não seja possível saber como isso se organizou. Agora, serão mapeados os contratantes de ônibus, e chamados para prestar depoimento.

“Não é possível ainda distinguir o financiamento. O que é possível dizer é que havia financiamento. Temos a relação de todos os contratantes dos ônibus, e eles serão chamados. Todos os que contrataram ônibus e vieram para Brasília nesse período serão chamados”, afirmou.

Reunião com governadores
Agora à tarde, Lula deve se reunir com governadores dos estados, a fim de discutir medidas para que o movimento extremista não cresça novamente. Segundo Dino, a medida vai configurar a “união geral do país”.

“A reunião com os governadores já é fruto de uma ideia de união nacional para proteger a constituição e a democracia”, declarou.