PF prende a “Ruiva do Contar” em MS por financiar atos terroristas

STF expediu 8 mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão. Uma das detidas é a tradutora de Libras do Capitão Contar

A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (20), a primeira fase da operação Lesa Pátria, que mira financiadores e participantes de atos terroristas ocorridos em Brasília, em 8 de janeiro.

A ação foi ordenada pelo Supremo Tribunal Federal, que expediu oito mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão. As ordens são cumpridas no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, e Mato Grosso do Sul.

Soraia chamou atenção durante entrevista de Renan Contar após resultado do 1º turno. (Foto: Reprodução)

A investigação, que levou à deflagração da Operação Lesa Pátria, constitui, em tese, nos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

A presa em MS, trabalhou na campanha de Renan Contar, o Capitão Contar, como tradutora de Libras. Aos 48 anos de idade, ela já trabalha com Libras há muito tempo, desde 1997. Antes de ficar conhecida como a intérprete “Ruiva do Contar”, Soraia se formou em Pedagogia e fez cursos de Turismo e Gastronomia.  Agora, faz especialização em Educação com ênfase em surdez.

Até as 8h30, quatro alvos tinham sido presos (veja perfis dos detidos). São eles:

Ramiro Alves Da Rocha Cruz Junior, conhecido como Ramiro dos Caminhoneiros
Randolfo Antonio Dias, em Minas Gerais
Renan Silva Sena, no DF
Soraia Bacciotti, do Mato Grosso do Sul

Veja quantos mandados são cumpridos por unidade da federação:

Distrito Federal: 5 de busca e apreensão e 2 prisões
Goiás: 1 busca e apreensão
São Paulo: 7 busca e apreensão e 3 prisões
Rio de Janeiro: 1 busca e apreensão e 1 prisão
Minas Gerais: 1 busca e apreensão e 1 prisão
Mato Grosso do Sul: 1 busca e apreensão e 1 prisão

Segundo a corporação, as investigações continuam. A Polícia Federal pede para que, caso alguém tenha informações sobre pessoas que participaram, financiaram ou fomentaram os ataques do último dia 8, encaminhe a identificação para o e-mail denuncia8janeiro@pf.gov.br.

 

Mulher cai em golpe e paga fiança fake acreditando que marido foi preso em Brasília

Vítima transferiu todo o dinheiro que tinha na conta depois que o marido viajou com outros bolsonaristas radicais para participar da invasão ao Congresso Nacional

Uma mulher, de 66 anos, perdeu R$ 1.636,00 depois de cair em um golpe de pagamento de fiança ao receber a ligação de um suposto delegado da Polícia Federal, na tarde de segunda-feira (9), em Campo Grande. A idosa acreditou que o marido, que viajou para participar de atos terroristas em Brasília, teria sido preso no domingo (8).

Bolsonaristas terroristas no Congresso — Foto: Eraldo Peres/AP

De acordo com o boletim de ocorrência, o marido da vítima viajou com um grupo de bolsonaristas radicais para participar dos ataques às sedes dos 3 Poderes, em Brasília. No fim da tarde desta segunda-feira (9), a mulher recebeu ligação de um homem que se apresentou como delegado da Polícia Federal.

O falso delegado da PF informou que o marido da vítima estava preso em Brasília e era necessário pagar fiança. Assustada, a mulher disse que acreditou após ver a repercussão dos atos radicais.

Para a soltura do marido, a mulher realizou uma transferência via Pix no valor de R$ 1,5 mil. Em seguida, o golpista pediu mais dinheiro para que o homem fosse solto, mas como ela já não tinha a quantia, pediu para a filha fazer. A jovem, de 21 anos, também conversou com o suposto delegado e acabou transferindo R$ 136 para a conta do ladrão.

Horas depois, após conseguir contato com o marido, a mulher percebeu que havia caído em um golpe. A idosa procurou a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro para registrar a ocorrência, onde o caso foi registrado como estelionato.

Segundo o registro policial, as vítimas vão apresentar os comprovantes de transferências. Até o momento ninguém foi identificado ou o dinheiro recuperado.