Mulher cai em golpe e paga fiança fake acreditando que marido foi preso em Brasília

Vítima transferiu todo o dinheiro que tinha na conta depois que o marido viajou com outros bolsonaristas radicais para participar da invasão ao Congresso Nacional

Uma mulher, de 66 anos, perdeu R$ 1.636,00 depois de cair em um golpe de pagamento de fiança ao receber a ligação de um suposto delegado da Polícia Federal, na tarde de segunda-feira (9), em Campo Grande. A idosa acreditou que o marido, que viajou para participar de atos terroristas em Brasília, teria sido preso no domingo (8).

Bolsonaristas terroristas no Congresso — Foto: Eraldo Peres/AP

De acordo com o boletim de ocorrência, o marido da vítima viajou com um grupo de bolsonaristas radicais para participar dos ataques às sedes dos 3 Poderes, em Brasília. No fim da tarde desta segunda-feira (9), a mulher recebeu ligação de um homem que se apresentou como delegado da Polícia Federal.

O falso delegado da PF informou que o marido da vítima estava preso em Brasília e era necessário pagar fiança. Assustada, a mulher disse que acreditou após ver a repercussão dos atos radicais.

Para a soltura do marido, a mulher realizou uma transferência via Pix no valor de R$ 1,5 mil. Em seguida, o golpista pediu mais dinheiro para que o homem fosse solto, mas como ela já não tinha a quantia, pediu para a filha fazer. A jovem, de 21 anos, também conversou com o suposto delegado e acabou transferindo R$ 136 para a conta do ladrão.

Horas depois, após conseguir contato com o marido, a mulher percebeu que havia caído em um golpe. A idosa procurou a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro para registrar a ocorrência, onde o caso foi registrado como estelionato.

Segundo o registro policial, as vítimas vão apresentar os comprovantes de transferências. Até o momento ninguém foi identificado ou o dinheiro recuperado.

 

Fakes: TRE derruba duas pesquisas que colocavam Contar na frente

Levantamentos feitos por Serpes e Real Time Big Data não apresentaram dados solicitados

A Justiça Eleitoral decidiu nesta quarta-feira (19) pela impugnação de duas pesquisas divulgadas na última segunda-feira (17), pela TV Morena e pela TV MS Record, feitas, respectivamente, pelos institutos Serpes e Real Time Big Data.

O magistrado entendeu que em ambas, faltaram documentos e dados que comprovassem o cumprimento de tudo que estabelece a legislação eleitoral, e que a manutenção poderia oferecer risco à lisura do processo em que concorrem ao governo do Estado os candidatos Eduardo Riedel e Capitão Contar.

A Real Time Big Data apesar de ter entregue parte dos dados solicitados, destaca a decisão, não sinalizou ‘quantas entrevistas procedeu em cada um dos bairros’. Já a Serpes, segundo a justiça, que tinha ‘o dever de indicar os locais em que feita a coleta de dados’, mas após pesquisa no sistema constatou-se a ‘falta de anotação dos dados relativos ao número de entrevistas em cada setor censitário de realização da pesquisa’.

As duas estão, irregulares do ponto de vista jurídico, estão agora impugnadas e deverão ter sua divulgação suspensa, sob pena de multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento para a pesquisa da Serpes e multa de R$ 10 mil no caso da Real Time.

Já na pesquisa divulgada pelo Campo Grande News, realizada pelo instituto Novo Ibrape, que cumpriu todos os requisitos legais, Riedel aparece na frente com 51,3% dos votos, contra 48,7% do candidato do PRTB. Nas duas impugnadas, o candidato Contar aparecia na frente de Riedel.