Vídeo: Ex-assessora da prefeitura embriagada é presa após atropelar motociclista e fugir sem prestar socorro

Uma jornalista e ex-assessora da Prefeitura de Campo Grande, de 43 anos, foi presa após atropelar um motociclista, de 26 anos, e fugir sem prestar socorro, no bairro Tiradentes, na noite desse domingo (6), em Campo Grande. O namorado da motorista, que estava embriagada, foi amarrado por populares até a chegada da polícia.

Conforme o registro policial, Lidiane Kober, que deixou a prefeitura para assessorar o candidato derrotado na eleição de outubro, Marquinhos Trad (PSD), conduzia o veículo acompanhada de quatro pessoas, o namorado, duas crianças e uma adolescente. O condutor da moto estaria em alta velocidade quando ocorreu a colisão.

Após a batida, o acompanhante da jornalista, teria descido do carro para atender o motociclista, momento em que populares cercaram o local e amarraram o homem para que ele não fugisse.

Sem prestar socorro, a condutora saiu do local, deixando o acompanhante, que ficou preso até a chegada da polícia. Pouco tempo depois, a motorista retornou e se recusou a fazer o teste de bafômetro.

O motociclista foi socorrido e encaminhado para a Santa Casa de Campo Grande, onde aguarda cirurgia.

A mulher foi conduzida para a 2ª DP (Delegacia de Polícia), no Monte Castelo, e passará por audiência de custódia.

Chefe de gabinete nomeado por Marquinhos Trad é exonerado da prefeitura

Alex de Oliveira Gonçalves está com Marquinhos desde o tempo em que este era vereador da Capital. Foto: Divulgação

Alex de Oliveira Gonçalves acaba de deixar o cargo de chefe de gabinete da prefeitura de Campo Grande.

Ele era chefe de gabinete do ex-prefeito Marquinhos Trad desde a Assembleia Legislativa, quando Trad era deputado estadual. Desde 2017, ele estava no Executivo da Capital.

O advogado trabalhava com Marquinhos desde a época em que este assumiu a vaga de vereador na Câmara Municipal de Campo Grande, em 2005.

O ato de exoneração já está no Diário Oficial do município.

Esta é mais uma mexida da prefeita Adriane Lopes, que está moldando seu entorno com pessoas de sua confiança.

Adriane Lopes passa o facão, mas Marquinhos Trad quer controlar a prefeitura

Uma guerra está prestes a acontecer no Paço Municipal. A prefeita sofre pressão de Marquinhos Trad e seu grupo, que quer continuar controlando o município

Mais um homem de confiança do ex-prefeito Marquinhos Trad deixa a prefeitura de Campo Grande após o primeiro turno das eleições, o vice-presidente do PSD, Robson Gatti Vargas, que exercia o cargo de secretário adjunto na Segov (Secretaria de Governo e Relações Institucionais).

Adriane terá que decidir entre controlar a prefeitura ou seguir como um “puxadinho” de um projeto que naufragou

O acordo da prefeita Adriane Lopes e o candidato derrotado nas eleições era claro: manter os apaniguados de Marquinhos até o dia 2. Portanto, a debandada já era esperada e novas demissões devem acontecer nesses dias.

“Me desligo hoje da prefeitura, foi uma decisão pessoal”, resumiu Gatti.

Na segunda-feira (3) o titular da pasta de articulação da prefeitura, Antônio César Lacerda, braço direito de Marquinhos, comunicou a saída do cargo de secretário, onde estava desde janeiro de 2017, também alegando motivos pessoais em sua decisão.

Talvez por não conseguir emplacar a candidatura de Marquinhos Trad ao Governo, que conquistou apenas 124.795 votos e amargou a 6ª colocação na disputa, Lacerda, que é presidente do diretório municipal do PSD na Capital, também passou longe de eleger o filho, André Lacerda, que teve 2.598 para deputado estadual.

Óbvio que os mandatários não vão externar esse acordo, cujo o ‘deadline’ foi o dia 2 de outubro, e ontem a prefeita Adriane Lopes (Patriota) garantiu que não irá prover uma “dança das cadeiras” no primeiro escalão da prefeitura, mas que as trocas serão atendidas em caso de decisão pessoal dos titulares.

Para o público, esse será o discurso oficial, mas todos que vivem às margens do poder sabem que o buraco é mais embaixo. E, apesar de Adriane Lopes ter sido uma cabo eleitoral fervorosa de Marquinhos nessa eleição, a administração exige parcimônia e controle das ações. Se ela quer tirar Campo Grande do caos tem que agir o mais rápido possível.

Contudo, uma guerra está prestes a acontecer no Paço Municipal. A prefeita sofre pressão de Marquinhos Trad e seu grupo, que quer continuar controlando o município.

Nas secretarias de Finanças, Saúde, Obras e Educação, o prefeito quer blindar os atuais titulares e evitar mudanças. Conforme fontes próximas do ex-gestor, a conversa, se não aconteceu ontem, deve ser hoje, e o argumento da gratidão e que “tudo” que a atual mandatária do município se tornou se deve a Trad, será o mantra da “conversa”.

Diante disso, Adriane terá que tomar a decisão mais importante do seu mandato: a de tomar as rédeas da cidade e ter vida própria ou seguir como uma ‘marionete’ de um projeto político que o eleitor  acabou de expurgar das urnas.

 

 

Começa a debandada na Prefeitura, Lacerda deixa o cargo

O braço direito do ex-prefeito e candidato derrotado nas eleições de domingo (2), Marquinhos Trad, deixou a prefeitura. Antônio Lacerda, secretário de governo e relações institucionais de Campo Grande, publicou em sua rede social nessa segunda-feira (3) que está deixando o cargo por questões pessoais.

Antônio Lacerda diz que está deixando o cargo por questões pessoais. Foto: Divulgação

Corre nos bastidores e corredores políticos que, depois do primeiro turno das eleições, a prefeita Adriane Lopes faria uma limpa nos cargos indicados por Marquinhos. Isso incluiria também cargos em comissão e os irregulares do Proinc, que segundo investigado pela Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), foram nomeados para trabalhar de cabos eleitorais do candidato do PSD.

Com o resultado das urnas estariam agora sem função, o que pode ocasionar um debandada na prefeitura. Assim a prefeita vai conseguir se livrar de responder por improbidade administrativa por ultrapassar o limite prudencial de gastos com salários, que tem de comprometer no máximo 51,6% da receita da prefeitura, hoje já compromete 59,2%. 

Folha salarial da prefeitura da Capital de maio deste ano obtida pelo FOLHA DE CAMPO GRANDE mostra que os contribuintes bancam cerca de 10 mil servidores não concursados e beneficiários do Programa de Inclusão Social (Proinc). O custo mensal desse desarranjo que a prefeita Adriane Lopes herdou de Marquinhos Trad é de quase R$ 30 milhões.

Em uma publicação feita em seu Instagram, Lacerda fala: “Hoje, 3 de outubro, com a legítima sensação do dever cumprido, por questões pessoais, estou deixando esse importante cargo. Mas quero manter sempre vivo o meu alistamento, como soldado, para continuar dando o melhor de mim em prol dessa cidade que serviu de berço aos meus filhos e de túmulo aos meus antepassados”, escreveu.

Na postagem ele ainda agradece a prefeita Adriane Lopes e o ex-prefeito, Marquinhos Trad. “Que Deus, na sua sagrada plenitude, abençoe a nossa prefeita Adriane Lopes para que ela conduza a nossa cidade com sabedoria e competência ao seu grandioso destino, que é o destino de ser uma grande, humana e próspera cidade. Por derradeiro, o meu agradecimento e a minha gratidão ao ex-prefeito Marquinhos Trad e a todos os colegas com quem dividi o percurso dessa apaixonante jornada”.

“Ao longo desse período, até hoje, dei o melhor de mim – tudo quanto pude – para devolver aos campo-grandenses e aos sul-mato-grossenses o orgulho que sempre tiveram da nossa amada Capital. Participei diretamente de todas as conquistas. Sempre busquei com carinho e respeito estabelecer um diálogo amistoso e institucional com todas as entidades públicas e privadas do nosso município”, finaliza a publicação.

 

Com Marquinhos Trad, nomeações políticas cresceram 95% em Campo Grande

Trad transformou prefeitura em cabide de emprego, cuja gestão fechou 2021 com 11.524 servidores sem concurso, contra 5.902 de Bernal

O ex-prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad (PSD) aumentou em 95,2% o número de servidores comissionados e temporários, nomeados por critério meramente político, nos cinco anos em que administrou a Capital. Isso explica o fato de o município ter estourado o limite constitucional com funcionalismo nos últimos anos.

Em dezembro de 2016, com o então prefeito Alcides Bernal, Campo Grande tinha 5.902 servidores sem concurso, quantidade que chegou a 11.524 com Marquinhos Trad em dezembro de 2021. Os dados foram obtidos pelo MS em Brasília com base na Lei de Acesso à Informação.


Alcides Bernal entregou folha de pessoal equilibrada, cujo estouro do limite ocorreu com Marquinhos Trad (Foto: Campo Grande News)

Em relação aos cargos comissionados, houve aumento de 125% de Bernal para Marquinhos, saindo de 759 para 1.710. Sobre os temporários, as nomeações também alcançaram números impressionantes, passando de 5.143 para 9.814, crescimento de 90%.

A prova de que Trad priorizou nomeações políticas é o número de servidores efetivos, cujo quadro passou de 15.330 para 16.446, aumento de apenas 7,2%.

Apesar da dificuldade em administrar Campo Grande, a gestão Alcides Bernal fechou 2016 com as despesas de pessoal equilibradas. O comprometimento com a folha do funcionalismo em relação à Receita Corrente Líquida (RCL) foi de 52,83%, abaixo do limite constitucional de 54%.

Em vez de reduzir esses gastos, devido à falta de dinheiro para pagamento de despesas obrigatórias, como o salário do funcionalismo, Marquinhos Trad os elevou em cinco anos no cargo. A prefeitura se transformou em cabide de emprego para afilhados políticos e cabos eleitorais.

Em 31 de dezembro do ano passado, três meses antes de Marquinhos deixar a prefeitura, por exemplo, as despesas com pessoal atingiram 59,16% da RCL, 5,16 pontos percentuais acima do limite constitucional, e 6,33 pontos acima do percentual registrado com Bernal.

Com isso, a partir de janeiro de 2023, a prefeita Adriane Lopes (Patriota) deverá eliminar o excesso de despesas à razão de 10% a cada exercício, até 2032, conforme previsão da Lei Complementar 178, de 2021. As demissões serão inevitáveis.

Em 2021, Marquinhos Trad gastou R$ 2,364 bilhões com pessoal, a capital que mais comprometeu sua receita com a folha do funcionalismo (ver aqui). Se tivesse cumprido o teto constitucional, de 54% da receita corrente líquida, Campo Grande teria economizado R$ 207 milhões, dinheiro suficiente para restabelecer o atendimento completo das unidades de saúde e concluir as mais de 30 de obras paralisadas.

Pior gestão

Em cinco anos sob o comando de Marquinhos Trad, Campo Grande colecionou os piores indicadores econômicos da sua história. Levantamento realizado recentemente pelo MS em Brasília, com base na prévia fiscal do Tesouro Nacional, referente ao primeiro quadrimestre, apontou a Capital como a pior gestão entre os 79 municípios sul-mato-grossenses (ver aqui).

Foram analisados três critérios: índice sobre a capacidade pagamento (Capag), poupança corrente líquida (relação entre despesas e receitas) e despesas com pessoal. Campo Grande foi reprovada nos três itens. Destaque foi Sonora, na região norte, com os três melhores índices entre as 79 cidades.

Vídeo: Vereador critica letargia da Prefeitura ao dizer que “ela joga dinheiro no lixo”

O vereador Clodoilson Pires voltou a lembrar na sessão de ontem (20) da Câmara Municipal de Campo Grande, a paradeira que está vivendo a prefeitura de Campo Grande, que não respeita os recursos advindos dos impostos municipais, que segundo ele “estão sendo jogados no lixo “, afirmou.

O parlamentar falou da caótica situação da atual gestão ao enumerar as obras no Centro da Capital. Ele aponta que a descontinuidade dos trabalhos torna evidente a falta de planejamento pelo executor da obra e também a falta de fiscalização por parte da Prefeitura. “O comerciante, que já foi penalizado há dois anos por conta da pandemia, agora, por conta das obras, é penalizado pela má administração”, afirmou Clodoilson.

 

Não é somente a área Central que tem sofrido com as obras inacabadas, antes, as reclamações têm vindo de toda a cidade. Clodoilson Pires exemplifica a fala com os casos da Emei abandonada no bairro Nova Campo Grande e a situação do Centro de Belas Artes“.

Ele ainda enumerou que Campo Grande tem 33 obras paralisadas. Os setores mais atingidos são a educação e a assistência social que são os pilares de qualquer gestão séria. A Folha de Campo Grande fez levantamento a dois meses e contou 35, contudo a assessoria do vereador informou que pegou a listagem atualizada.

Para ele a vergonha é que Campo Grande tem 8 mil crianças esperando uma vaga na rede municipal, ao comparar com Curitiba (PR), que “o trabalho do secretário de Educação é tão bom que os pais tiram os filhos das escolas particulares e buscam vagas na pública, aqui o que se vê que estão jogadas ao Deus dará”, disparou.

Na assistência social:

Reforma dos CRAS: Jardim Botafogo, Canguru, Zé Pereira, Guanandi, Vila Popular, Vida Nova e Vila Gaúcha.

Na educação:

Reforma da Escola Municipal Danda Nunes, construção das escolas na Vila Nathalia e Parati. Construção das EMEIS na Vila Popular, Talismã, Jardim Inápolis, Anache, Oliveira 3, Jardim Radialista, Moreninhas, Jardim Colorado e Jardim Serraville.

“Além disso, temos reformas em terminais, conclusões de estações de embarques/desembarques, corredores de transporte coletivo, reformas de parques, controle de enchentes, entre outros”, calculou.

 

 

Audiência na Câmara traz diagnóstico e aponta gargalos do atendimento de saúde bucal

Autoridades e especialistas na área da saúde discutiram, durante audiência pública nesta quarta-feira (31), soluções para as principais demandas do serviço de saúde bucal disponibilizado pela rede pública. O debate foi proposto pelo vereador Prof. André Luis e convocado pela Mesa Diretora.

“A saúde é uma obrigação do Estado, e o papel desta Casa é ouvir a demanda da população e entender o que está acontecendo para produzirmos políticas públicas eficientes, em parceria com o Executivo, para que possamos suprir a demanda da comunidade. Nosso objetivo é trazer solução para os problemas”, disse o parlamentar.

Vereador Prof. André Luis tem recebido denúncias sobre a fragilidade no atendimento odontológico nas unidades básicas de saúde de Campo Grande foto Assessoria

Ele lembrou ainda que tem recebido denúncias sobre a fragilidade no atendimento odontológico nas unidades básicas de saúde de Campo Grande e o debate é importante para discutir a realidade na rede de saúde pública.

“Temos recebido muita demanda relacionada a problemas saúde, principalmente em relação a conservação das unidades e falta de material”, apontou.

Segundo a coordenadora da Rede de Atenção Odontológica da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), Bruna Peró, apesar da pandemia, Campo Grande é a cidade brasileira com população superior a 900 mil habitantes com maior cobertura populacional.

“Em 2020, suspendemos os atendimentos eleitos. Tivemos que agir sem saber o que viria depois disso, foi assustador. Pensávamos em voltar em 15 dias, mas tudo fechou, e isso se estendeu por dois anos. Tivemos a suspensão de 60% dos locais de atendimentos de urgência”, apontou.

Apesar da covid-19, Campo Grande aumentou sua cobertura de saúde bucal: em dezembro de 2016, era 37% da população, índice que aumentou para 57% em dezembro de 2021.

“Hoje, são 34 unidades de atenção primária que ofertam atendimento em horário estendido. Além do horário convencional em todas as 73, 34 tem horário alternativo para que possam atender”, completou.

Segundo o vereador Dr. Victor Rocha, a preocupação dos vereadores é oferecer um atendimento rápido e de qualidade à população. Ele também já solicitou ao Executivo a aquisição das autoclaves para cada unidade de saúde

“Nossa preocupação é oferecer acesso a uma saúde pública de qualidade com resultado, e não poderia ser diferente com a saúde bucal. Uma boca saudável se reflete na saúde de todo o organismo. Antes do recesso, parlamentar apresentamos a questão da necessidade da aquisição das autoclaves para cada unidade de saúde. Também defendemos a ampliação do horário de atendimento pois o trabalhador não consegue atendimento após o expediente de trabalho, por isso minha sugestão de ampliação para o terceiro turno, para tratamento não só urgência e emergência”, lembrou.

Rede e falta de profissionais – Hoje, na atenção primária, a Sesau conta com 143 equipes de saúde bucal, distribuídas em 62 unidades de saúde da família. Há ainda 11 unidades básicas tradicionais, três policlínicas odontológicas, duas unidades móveis e uma unidade móvel de prevenção.

Na atenção especializada, a Sesau oferta cinco centros de especialidades odontológicas e um laboratório de prótese dentária. E, na urgência e emergência, seis unidades de pronto atendimento e quatro centros regionais de saúde.

Apesar disso, o presidente do Sindicato dos Odontologistas de Mato Grosso do Sul, David Chadid Warpechowski, frisou a necessidade de contratação de mais profissionais.

“Chegamos a ter 340, e agora 280. E alguns por ações judiciais. Há sim uma expansão, mas temos prejuízos em outros setores, como a redução do numero de profissionais. Há uma falta e isso é importante ser anotado. Temos déficit em setores de atendimento odontológico”, analisou.

Ex-servidor e 3 mulheres são levados à delegacia em ação sobre assédio de Marquinhos

Policiais da Deam (Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher) cumpriram mandados de busca e apreensão em, pelo menos, três endereços de Campo Grande. Victor Hugo Ribeiro Nogueira da Silva, de 36 anos, foi preso acusado de assédio sexual, fazendo parte do inquérito que investiga o ex-prefeito da Capital, Marquinhos Trad.

Já na rua Professor Xandinho, no Bairro São Lourenço, 3 mulheres foram conduzidas à delegacia para depoimento. Segundo moradores da região, o lugar é conhecido como casa de prostituição.

Acusado está sendo investigado por assédio sexual – Crédito: Reprodução/Rede Social

A informação é de que Victor seria um agenciador de garotas de programa. Ele é ex-servidor da Prefeitura de Campo Grande.

Victor Hugo foi nomeado em fevereiro de 2017, como gestor de projeto na Subsecretaria de Defesa dos Direitos Humanos e depois atuou como gestor de projeto no gabinete do ex-prefeito até julho de 2021, quando foi exonerado.

Marquinhos foi denunciado por assédio sexual na Corregedoria da Polícia Civil em junho deste ano e, após a primeira denúncia, outras mulheres procuraram a Deam para registrar boletins de ocorrência.

De acordo com o mandado expedido pela juíza de Direita da 3ª Vara Criminal, May Melke Amaral Penteado Siravegna, além da prisão, foi solicitado que as equipes buscassem por todo tipo de equipamento eletrônico, como celulares, computadores, tabletes, HD’s, entre outros.

Assim, os agentes se dirigiram a três endereços de Victor localizados no bairro Vilas Boas e Jardim São Lourenço, sendo um deles um lava-jato.

 

 

Vídeo: Polícia cumpre mandados na prefeitura da Capital em inquérito sobre crime sexual

Após denúncia de assédio sexual envolvendo o ex-prefeito e pré-candidato a governador, Marquinhos Trad, a prefeitura de Campo Grande e alvo de mandados de busca e apreensão, na manhã desta terça-feira (9).

No local estão três viaturas da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) na entrada principal pela Avenida Afonso Pena e uma, da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), no estacionamento da prefeitura, pela Barão do Rio Branco. Também há agentes da Polícia Científica no local.

A delegada Maíra Pacheco informou que são cumpridos mandados de busca e apreensão em decorrência da investigação, mas não revelou quantos mandados foram expedidos.

Pelo menos cinquenta funcionários do município estão fora do prédio da prefeitura em razão dos trabalhos feitos pela Polícia Civil.

A ação policial acontece menos de um mês após denúncia de assédio sexual envolvendo o ex-prefeito. O inquérito policial para apurar os casos foi instaurado no último dia 5 de julho, mas a ocorrência é de 2020.

Viatura da DEAM em frente à prefeitura na manhã desta terça-feira (Reprodução)

A denúncia trata dos crimes de estupro, favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual, assédio sexual, importunação sexual, perseguição, posse sexual mediante fraude e vias de fato.

Justiça multa prefeitura, concessionária e Agetran por ônibus lotados na pandemia

A Justiça determinou uma multa de R$ 150 mil para as três partes por causa de aglomerações nos terminais de transbordo e superlotação dos ônibus

Foi publicado na terça-feira (26) no Diário Oficial da Justiça, a decisão do juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, que determinou uma multa de R$ 150 mil para o Consórcio Guaicurus, para a prefeitura de Campo Grande e também para a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) por causa de aglomerações nos terminais de transbordo e superlotação dos ônibus durante a pandemia da Covid.

Ônibus lotado em plena pandemia (Foto: Gustavo Arakaki/Arquivo)

Segundo a decisão do dia 8 de julho, o MPE (Ministério Público do Estado) pediu o valor dobrado para multa, mas o juiz entendeu que foi cumprido parte do que havia sido determinado: limitar o número de usuários dentro dos transportes públicos (Consórcio Guaicurus) e fiscalizar o cumprimento das medidas de prevenção (Agetran e Município).

A defesa do Consórcio Guaicurus informou que foram intimados nesta terça e vão recorrer da decisão de primeiro grau. “O que era de obrigação do Consórcio foi cumprido. Existe prova documental no processo”, afirmou o advogado André Borges à reportagem.

A reportagem entrou em contato com a assessoria da prefeitura e da Agetran, mas não retornaram até a publicação.

Defesa

No processo, o Consórcio, o município e a Agetran alegaram que adotam as medidas de prevenção, disponibilizaram itens de higiene pessoal nos terminais, demarcaram o distanciamento nos locais de embarque e colocaram orientações escritas sobre medida preventivas a serem adotadas pelos usuários.

Mas o magistrado afirmou que “não é suficiente para a superação integral das irregularidades apontadas, tendo em conta que nas mais recentes diligências efetuadas pelo corpo técnico do requerente foram constatadas aglomerações nos terminais e lotação dos ônibus acima do recomendado“.