Demitido da prefeitura é nomeado em cargo comissionado no governo de MS

O ex-secretário municipal de Infraestrutura de Campo Grande, Rudi Fiorese, foi nomeado em cargo comissionado na Seilog (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso do Sul). O decreto de pessoal foi publicado na edição desta segunda-feira (10) do DOE (Diário Oficial Eletrônico).

Fiorese tinha uma carreira consolidada na iniciativa privada

Com cargo Comissionado com direito a 100% de gratificação e lotado com salário de R$ 7,4 mil reais retorna a administração estadual.

Rudi estava na prefeitura desde 2017 e foi demitido no começo de janeiro pela prefeita Adriane Lopes em um movimento de renovação do secretariado herdado do antecessor  Marquinhos Trad (PSD).

Fiorese tinha uma carreira consolidada na iniciativa privada, com duas empresas registradas em seu nome em Três Lagoas, a 338 km de Campo Grande, onde fez obras importantes, como o aeroporto local e agora ocupará um cargo no governo de Riedel.

Fundadora da escola Juliano Varela deixa equipe de Barbosinha e vai ocupar cargo na SEAD

Maria Lucia Nogueira Fernandes, a Malu Fernandes, fundadora da Escola Juliano Varela em Campo Grande, deixa a equipe do atual vice-governador Barbosinha para assumir um novo desafio. Ela foi designada para cargo na Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (SEAD) no comando da superintendência do 3º setor do Governo do Estado.

Malu possui ligação pessoal com a causa dos deficientes, já que seu primeiro filho, Juliano Fernandes Varela, é um jovem com Síndrome de Down.

Fiel escudeira de Barbosinha, Malu deixa chefia de gabinete para cuidar de políticas do 3º setor

“Fico feliz em emprestar a Malu para atender as pautas do 3º setor. Ela é conhecedora dessa causa, tem experiência e vai poder contribuir muito com as políticas públicas que a gente fizer no Governo. Sou extremamente grato aos anos que ela passou junto a mim, me ajudando a administrar uma carreira política. Foram anos de dedicação e trabalho que só posso agradecer. Para este novo momento desejo todo sucesso e que ela possa servir a população de Mato Grosso do Sul com a mesma lealdade, profissionalismo e compromisso que teve ao meu lado. Sei que essa superintendência está em boas mãos e que ela trará muitas conquistas para o nosso Governo com o seu trabalho”, disse o vice-governador.

Em todos os cargos que ocupou, Malu Fernandes defendeu a causa das pessoas com deficiência. Advogada, trabalhou na prefeitura de Três Lagoas, na Empresa Estadual de Turismo (MSTUR), Fundação Estadual de Assistência Social (FASUL) e é funcionária concursada da Sanesul.

Foi na estatal de saneamento que deu início a sua relação profissional com Barbosinha, assumindo em 2007 a chefia de gabinete do então presidente. Em 2014, quando Barbosinha se tornou deputado estadual, Malu permanece no cargo de chefe de gabinete, o acompanha na Secretaria de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP) e em seu segundo mandato permanece à frente do gabinete de Barbosinha na Assembleia Legislativa, posto que ela deixa em 2022 para concorrer ao cargo de deputada federal.

Por ter um filho com Síndrome de Down, Malu aceitou o desafio de advogar a causa das pessoas com deficiência intelectual e em 1994 decidiu que essa atuação precisava ir além. Fundou a Associação Juliano Varela, que atualmente atende 160 pessoas com Síndrome de Down e 700 autistas, de forma gratuita. A Juliano Varela oferece o programa “Do Nascer ao Envelhecer com Síndrome de Down”, com todos os atendimentos necessários ao pleno desenvolvimento e inclusão social.

Bomba no DF: Blogueiro cearense foragido teve cargo no governo Bolsonaro

Ele teve um cargo comissionado na Diretoria de Promoção e Fortalecimento de Direitos da Criança e do Adolescente entre fevereiro e outubro de 2019

Wellington Macedo de Souza, 47 anos, blogueiro cearense procurado por tentar explodir uma bomba perto do aeroporto do DF, teve um cargo no governo Bolsonaro e pediu dinheiro através das redes sociais para se esconder da polícia quando já estava foragido. As informações foram divulgadas neste domingo pelo programa “Fantástico” da TV Globo.

Wellington Macedo de Souza, suspeito de envolvimento em ataque a bomba no DF, teve cargo no governo Bolsonaro; Blogueiro ocupou cargo na pasta de Damares Alves – Foto: Reprodução/Redes Sociais

O blogueiro, natural de Sobral, no interior do Ceará, foi assessor da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. Ele teve um cargo comissionado na Diretoria de Promoção e Fortalecimento de Direitos da Criança e do Adolescente entre fevereiro e outubro de 2019.

Frequente nas redes sociais, Wellington teve a prisão decretada por Alexandre de Moraes por incentivar atos antidemocráticos no dia 7 de setembro de 2021. Desde então, cumpria prisão domiciliar e usava tornozeleira eletrônica. Mesmo assim, frequentava o acampamento bolsonarista.

Wellington também coleciona processos por vídeos atacando políticos locais e professores da rede de ensino de Sobral. O ex-advogado de Wellington Macedo, Diego Petterson, o defendeu em mais de 60 casos, mas afirmou que não possui mais contato com o cearense.

“Atualmente eu não tenho contato direto com ele desde que foi residir no Distrito Federal”, disse Diego.

A reportagem do Fantástico, divulgou imagens das câmeras de uma loja e do próprio caminhão onde a bomba foi plantada, do momento em que o carro de Wellington se aproxima lentamente do veículo, para que o cúmplice Alan Diego dos Santos Rodrigues coloque a bomba. Os dois homens e George Washington Oliveira de Sousa tiveram as denúncias aceitas pela Justiça.

Ainda de acordo com o delegado da Polícia Civil do Distrito Federal, Leonardo de Castro Cardoso, o blogueiro teve participação direta nos ataques contra o prédio da Polícia Federal em Brasília no dia 12 de dezembro do ano passado. Na ocasião, bolsonaristas radicais tentaram invadir prédio da PF e incendiaram veículos.

“Nós conseguimos comprovar que no dia 12 de dezembro o cearense e o outro praticaram também atos de depredação. A prisão dos dois também foi decretada. Eles têm dois mandados de prisão em aberto em cada um deles”, disse o delegado.

No dia que a bomba foi colocada no caminhão-tanque próximo ao aeroporto de Brasília, Wellington já era foragido da Operação Nero, por tentativa de invasão ao edifício-sede da Polícia Federal.

O blogueiro cearense no dia 29 de dezembro, quando foi alvo de um mandado de busca e apreensão pelos atos de vandalismo, publicou um vídeo em seu perfil em uma rede social dizendo ser “vítima do ministro Alexandre de Moraes”.

“Mais uma vez vítima da truculência da polícia política de Alexandre de Moraes. Agentes fortemente armados invadiram meu apartamento, em Brasília, como se eu fosse um bandido de alta periculosidade. Patriotas estão sendo caçados, e o único crime é lutar por um país livre e mais justo. Não aceitamos que nossa nação fique nas mãos de bandidos. O STF tem agido como milícia, soltando bandidos e prendendo cidadãos de bem”, disse o blogueiro, mostrando imagens da ação da polícia.

Antes de finalizar o vídeo, Wellington pediu ajuda para se manter escondido. “Eu tenho muita fé em Deus que nós vamos vencer. Eu preciso agora de sua ajuda e de suas orações”, falou o bolsonarista, divulgando na postagem o número do PIX.

Prefeita bolsonarista cumpre promessa e renuncia após Lula tomar posse

Prefeita de Carlinda, em Mato Grosso, disse que as convicções políticas dela não estão de acordo com a administração do novo presidente

A prefeita da cidade de Carlinda, em Mato Grosso, Carmelinda Leal Martines Coelho (União Brasil), renunciou ao cargo nesta terça-feira, 3, alegando insatisfação com o resultado das eleições presidenciais. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tomou posse do cargo no domingo, 1º.

Carmelinda Leal Martines Coelho (União Brasil) entrega sua carta de renúncia
Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Carlinda

A renúncia foi divulgada por meio de uma nota emitida pela Câmara Municipal. Conforme o comunicado, Carmelinda teria entregado a carta de renúncia na prefeitura às 9h30 desta terça-feira. No documento, ela diz que não concorda com a gestão do novo presidente.

“Minhas convicções políticas me colocaram na contramão da administração que se inicia no dia 1/1/2023, pelo novo presidente da República e, por isso, não tenho forças para continuar dando o melhor de mim na frente do Poder Executivo municipal”, consta na carta.

Carmelinda disse que vai “continuar lutando como cidadã, e está certa de que, mais uma vez, acertou e agiu em benefício do povo de Carlinda”.

Na nota, a Câmara informou que a prefeita concordou em permanecer no cargo até o dia 31 de janeiro, para que o seu sucessor, o vice-prefeito pastor Fernando Ribeiro (PSC), possa ter uma transição adequada e assumir como chefe do Executivo municipal.

Começa a debandada na Prefeitura, Lacerda deixa o cargo

O braço direito do ex-prefeito e candidato derrotado nas eleições de domingo (2), Marquinhos Trad, deixou a prefeitura. Antônio Lacerda, secretário de governo e relações institucionais de Campo Grande, publicou em sua rede social nessa segunda-feira (3) que está deixando o cargo por questões pessoais.

Antônio Lacerda diz que está deixando o cargo por questões pessoais. Foto: Divulgação

Corre nos bastidores e corredores políticos que, depois do primeiro turno das eleições, a prefeita Adriane Lopes faria uma limpa nos cargos indicados por Marquinhos. Isso incluiria também cargos em comissão e os irregulares do Proinc, que segundo investigado pela Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), foram nomeados para trabalhar de cabos eleitorais do candidato do PSD.

Com o resultado das urnas estariam agora sem função, o que pode ocasionar um debandada na prefeitura. Assim a prefeita vai conseguir se livrar de responder por improbidade administrativa por ultrapassar o limite prudencial de gastos com salários, que tem de comprometer no máximo 51,6% da receita da prefeitura, hoje já compromete 59,2%. 

Folha salarial da prefeitura da Capital de maio deste ano obtida pelo FOLHA DE CAMPO GRANDE mostra que os contribuintes bancam cerca de 10 mil servidores não concursados e beneficiários do Programa de Inclusão Social (Proinc). O custo mensal desse desarranjo que a prefeita Adriane Lopes herdou de Marquinhos Trad é de quase R$ 30 milhões.

Em uma publicação feita em seu Instagram, Lacerda fala: “Hoje, 3 de outubro, com a legítima sensação do dever cumprido, por questões pessoais, estou deixando esse importante cargo. Mas quero manter sempre vivo o meu alistamento, como soldado, para continuar dando o melhor de mim em prol dessa cidade que serviu de berço aos meus filhos e de túmulo aos meus antepassados”, escreveu.

Na postagem ele ainda agradece a prefeita Adriane Lopes e o ex-prefeito, Marquinhos Trad. “Que Deus, na sua sagrada plenitude, abençoe a nossa prefeita Adriane Lopes para que ela conduza a nossa cidade com sabedoria e competência ao seu grandioso destino, que é o destino de ser uma grande, humana e próspera cidade. Por derradeiro, o meu agradecimento e a minha gratidão ao ex-prefeito Marquinhos Trad e a todos os colegas com quem dividi o percurso dessa apaixonante jornada”.

“Ao longo desse período, até hoje, dei o melhor de mim – tudo quanto pude – para devolver aos campo-grandenses e aos sul-mato-grossenses o orgulho que sempre tiveram da nossa amada Capital. Participei diretamente de todas as conquistas. Sempre busquei com carinho e respeito estabelecer um diálogo amistoso e institucional com todas as entidades públicas e privadas do nosso município”, finaliza a publicação.