O senador Marcos do Val (Podemos-ES) afirmou na madrugada desta quinta-feira que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tentou coagi-lo para dar um golpe de estado. A investida, segundo o parlamentar, foi recusada e prontamente denunciada. O senador também anunciou que vai renunciar ao mandato.
A declaração do senador foi dada durante uma live nas redes sociais.
Senador Marcos do Val acusa ex-presidente Jair Bolsonaro de tentar convencê-lo a dar golpe de Estado – Foto: REUTERS/Amanda Perobelli
— Eu ficava puto quando me chamavam de bolsonarista. Vocês me esperem que vou soltar uma bomba. Sexta-feira vai sair na Veja a tentativa de Bolsonaro de me coagir para que eu pudesse dar um golpe de estado junto com ele, só para vocês terem ideia. E é lógico que eu denunciei — afirmou do Val.
Após a transmissão, Marcos do Val usou sua conta no Instagram para reforçar o que havia declarado anteriormente. O parlamentar capixaba comunicou sua “saída definitivamente da política”.
“Perdi a convivência com a minha família em especial com minha filha. Não adianta ser transparente, honesto e lutar por um Brasil melhor, sem os ataques e as ofensas que seguem da mesma forma. Nos próximos dias, darei entrada no pedido de afastamento do senado e voltarei para a minha carreira nos EUA”, escreveu o senador.
Marcos do Val também alegou ter perdido a “paixão” por sua atividade parlamentar, lembrou que teve um problema de saúde, “chegando a sofrer um princípio de infarto”, e que vem sofrendo ofensas pesadas e que afetam até mesmo sua família.
“Desculpem, mas meu tempo, a minha saúde até a minha paciência já não estão mais em mim! Por mais que doa, o adeus é a melhor solução para acalmar o meu coração”, finalizou.
Político vai integrar bancada do PSDB na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul; Ademir Santana assumirá a vereança
Com uma trajetória de conquistas por Campo Grande, João César Mattogrosso (PSDB) renunciou ao mandato de vereador, a partir de 1º de fevereiro, para assumir uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, compondo a bancada do PSDB. Vereador reeleito, o parlamentar estava na Casa de Leis municipal desde 2017, que passará a ser ocupada em caráter definitivo por Ademir Santana.
Ademir Santana, João César e o presidente da Casa Carlão
Primeiro suplente do PSDB com 11.650 votos, João César Mattogrosso ocupará a vaga aberta pelo deputado estadual Pedro Caravina, que se licenciou do mandato para ocupar o primeiro escalão do Governo MS como Secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica.
Em ascensão na caminhada, o político faz um balanço do mandato, cuja atuação parlamentar soma relevantes entregas que fazem a diferença na vida da população, como a pavimentação dos bairros Aero Rancho, Parque Dallas e Rita Vieira. Além disso, João César Mattogrosso segue trabalhando para que os bairros Estrela Park, Jardim Itamaracá e Jardim Itatiaia sejam atendidos.
Outros resultados de destaque são para mobilidade urbana, com a conquista do reordenamento viário nas rotatórias que interligam as avenidas Mato Grosso e Nelly Martins (Via Parque), em 2017; Interlagos e Gury Marques (Coca-Cola), em 2018; e Joaquim Murtinho com a Ceará e Eduardo Elias Zahran, em 2020. Com obra já lançada e licitada pela prefeitura, o próximo trecho a receber a intervenção, também fruto da reivindicação do vereador João César Mattogrosso, é a rotatória da Três Barras, na confluência com as avenidas José Nogueira Vieira e Marquês de Lavradio.
E os resultados não param por aí, ao todo, a trajetória do parlamentar contempla mais de R$ 55 milhões em recursos viabilizados para os bairros, fruto da ativa busca junto à bancada federal de MS em Brasília, Prefeitura e o Governo do Estado. As principais conquistas são: R$ 4 milhões para construção de praças esportivas nos bairros Aero Rancho, Coophavila II, Indubrasil e Tiradentes; R$ 4,5 milhões para investimento em ciclovias; R$ 14 milhões para o asfalto do Aero Rancho; R$ 3 milhões para ações de enfrentamento à Covid-19; aquisição de sete academias ao ar livre, entre outros. Além de cerca de R$ 30 milhões da pavimentação do Rita Vieira e Parque Dallas.
“Nossa caminhada sempre foi pautada em olhar atentamente para as demandas da população e trabalhar por resultados efetivos e que proporcionam mais qualidade de vida para todos. É uma grande satisfação avaliar tudo que conquistamos com responsabilidade e seguirei motivado para o novo desafio, trabalhando pelo bem-estar dos sul-mato-grossenses”, destaca João César Mattogrosso.
Prefeita de Carlinda, em Mato Grosso, disse que as convicções políticas dela não estão de acordo com a administração do novo presidente
A prefeita da cidade de Carlinda, em Mato Grosso, Carmelinda Leal Martines Coelho (União Brasil), renunciou ao cargo nesta terça-feira, 3, alegando insatisfação com o resultado das eleições presidenciais. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tomou posse do cargo no domingo, 1º.
Carmelinda Leal Martines Coelho (União Brasil) entrega sua carta de renúncia Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Carlinda
A renúncia foi divulgada por meio de uma nota emitida pela Câmara Municipal. Conforme o comunicado, Carmelinda teria entregado a carta de renúncia na prefeitura às 9h30 desta terça-feira. No documento, ela diz que não concorda com a gestão do novo presidente.
“Minhas convicções políticas me colocaram na contramão da administração que se inicia no dia 1/1/2023, pelo novo presidente da República e, por isso, não tenho forças para continuar dando o melhor de mim na frente do Poder Executivo municipal”, consta na carta.
Carmelinda disse que vai “continuar lutando como cidadã, e está certa de que, mais uma vez, acertou e agiu em benefício do povo de Carlinda”.
Na nota, a Câmara informou que a prefeita concordou em permanecer no cargo até o dia 31 de janeiro, para que o seu sucessor, o vice-prefeito pastor Fernando Ribeiro (PSC), possa ter uma transição adequada e assumir como chefe do Executivo municipal.
Decisão ocorre em meio à grande pressão e à renúncia de 59 membros do governo desde a última terça-feira.
Pressionado por escândalos consecutivos, Boris Johnson renunciou nesta quinta-feira à liderança do Partido Conservador, mas deve continuar como primeiro-ministro até que um substituto seja escolhido. O golpe derradeiro contra o premier conservador, que concluiu no ano passado o divórcio britânico da União Europeia (UE), foi a renúncia de quase 60 integrantes do seu Gabinete em menos de 48 horas, um recorde na História britânica e sinal da perda de confiança em seu governo.
Desde o fim de 2021, Boris Johnson é confrontado com o escândalo conhecido como “partygate”; Recentemente renúncia massiva de integrantes do governo foi ponto final em seu mandato
Boris é notório por seu perfil performático atrapalhado, mas também por uma habilidade fora do comum de se esquivar de controvérsias para permanecer no poder. Desta vez, contudo, suas habilidades políticas não foram suficientes para mantê-lo no cargo que ocupava desde 2019, quando foi eleito líder do Partido Conservador prometendo concluir o Brexit a qualquer custo.
A promessa foi cumprida, mas o custo também foi alto. A inflação britânica está em seu maior nível desde os anos 1980, os negócios comerciais com a UE — a maior parceira comercial de Londres — foram duramente impactados e a própria integridade territorial do Reino Unido está em xeque, com o movimento pela independência da Escócia voltando a esquentar. O fator determinante para derrubar Boris, contudo, foi ele mesmo.
Desde o fim de 2021, o ex-prefeito londrino é confrontado com o escândalo conhecido como “partygate”. Enquanto os britânicos estavam submetidos a duras regras de confinamento social para conter a Covid-19, várias festas foram realizadas em Downing Street, a sede do governo britânico. O próprio premier participou de ao menos duas delas, e chegou a ser multado por sua presença.
O caso fez com que os conservadores convocassem um voto de desconfiança no dia 6 de junho, ao qual Boris conseguiu sobreviver após negociações dantescas. Saiu desgastado politicamente, no entanto, após perder o apoio de 41% dos deputados conservadores.
Sua antecessora, Theresa May, chegou a sobreviver ao mesmo processo e com uma taxa de apoio maior do que a de Boris — ela recebeu 63% dos votos para seguir no cargo, enquanto o atual premier teve 59%. Pressionada, May renunciou meses depois, em maio de 2019. Boris, por sua vez, durou exatos 30 dias.
A gota d’água foi a renúncia do vice-líder da bancada do Partido Conservador, Chris Pincher, acusado de apalpar dois homens em uma festa em um clube privado londrino. O responsável pela disciplina da bancada conservadora admitiu que bebeu “demais” e pediu desculpas pela “vergonha” que passou e provocou em outras pessoas.
O fato de ser o quarto caso do tipo desde abril a vir à tona, por si só, complicava a vida do primeiro-ministro, mas o governo insistiu por dias que Boris não tinha conhecimento sobre “acusações específicas” de má conduta do aliado. Na terça, contudo, o premier admitiu que tinha sido informado das acusações em 2019, mas esqueceu.
O governo só mudou sua versão após o chefe do serviço diplomático britânico na ocasião, Lorde Simon McDonald, afirmar em uma carta à comissão de ética parlamentar que o premier havia sido brifado sobre o assunto. Sem integrantes do Gabinete dispostos a defendê-lo publicamente, Boris deu uma entrevista à BBC pedindo desculpas por não só ignorar as acusações, mas também por promover Pincher em fevereiro:
— Olhando para trás, foi a coisa errada a ser feita — disse o premier.
Simultaneamente,o ministro do Tesouro, Rishi Sunak, e o ministro da Saúde, Sajid Javid, dois dos nomes mais importantes do Gabinete, anunciaram sua renúncia. Fizeram críticas públicas ao premier, acusando-o de ter perdido a capacidade de dirigir o país. Ambos são também nomes fortemente cotados para substituir Boris na liderança do partido.
Sunak disse que “o público espera, com razão, que o governo seja conduzido de forma adequada, competente e séria”, e que chegou à conclusão de que “não podemos continuar assim”. Já Javid disse que, após uma série de escândalos,”não poderia mais continuar em sã consciência”. Em 24 horas, foram seguidos por outros 57 integrantes do governo.
Durante a tarde de quarta, uma delegação com integrantes do Gabinete, incluindo o novo ministro do Tesouro, Nadhim Zahawi, foram à sede do governo aconselhar o premier a renunciar. A situação, afirmaram, era insustentável. Entre eles, estava também o secretário para a Irlanda do Norte, Brandon Lewis, e dos Transportes, Grant Shapps. Ainda assim, premier resistiu até a manhã de quinta.
Seus braços estavam relativamente atados: como Boris sobreviveu ao voto de desconfiança no início de junho, as regras partidárias impedem que uma nova votação deste tipo ocorra dentro de um ano. São, contudo, maleáveis, ficando à revelia da chamada Comissão de 1922, que define as diretrizes eleitorais do partido.
Uma reunião do grupo estava marcada para as 13h de Brasília na quarta-feira, mas foi adiada porque, segundo a imprensa britânica, alguns de seus membros consideravam a queda de Boris inevitável.
A Petrobras informou, nesta segunda-feira (20) que José Mauro Coelho pediu demissão do cargo de presidente da empresa .
“A nomeação de um presidente interino será examinada pelo Conselho de Administração da Petrobras a partir de agora”, disse a companhia.
Coelho foi nomeado pelo governo do presidente Jair Bolsonaro no início de abril, mas demitido menos de dois meses depois, quando o governo decidiu escolher o alto funcionário do Ministério da Economia, Caio Mario Paes de Andrade, para o principal cargo da Petrobras.
Rio de Janeiro city, Rio de Janeiro state, Brazil – October 04, 2021:Headquarters building of the Brazilian oil company, Petrobras in Rio.
Paes de Andrade, no entanto, só pode assumir depois de eleito para o conselho de administração da Petrobras, e Coelho vem se mantendo no cargo por enquanto.
Na sexta-feira, depois que a empresa anunciou que aumentaria os preços da gasolina e do diesel em suas refinarias, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), pediu a renúncia de Coelho, dizendo que sua gestão foi “um ato de terrorismo corporativo” e acusando-o de trabalhar “sistematicamente contra o povo brasileiro”.
Bolsonaro, que enfrenta uma campanha de reeleição difícil no pleito de outubro em meio à inflação elevada impulsionada pelos preços da energia, disse que o aumento foi uma traição ao povo brasileiro e que ele e Lira conversaram sobre a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o conselho de administração da Petrobras.