Vídeo: Após pedido de Bolsonaro rodovias federais de MS não tem mais bloqueio

Dois trechos em rodovias estaduais ainda tem bloqueios parciais na MS -162 em Sidrolândia e na MS – 306 em Chapadão do Sul

Mato Grosso do Sul ainda possuí dois bloqueios em estradas estaduais, na manhã desta quinta-feira (3), e nenhum em rodovias federais, conforme informações do boletim da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O último ponto de bloqueio estava localizado no km 550, da BR 163, em Bandeirantes.

As manifestações de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), em protesto contra o resultado das urnas no segundo turno das eleições presidenciais, tiveram inicio no domingo (30).

Segundo a PRF de Mato Grosso do Sul motoristas que interditavam rodovias federais no estado foram multados. As multas para os bolsonaristas somam mais de R$ 400 mil. A polícia não divulgou quantos motoristas foram autuados, mas até a quarta-feira (2), 69 multas haviam sido aplicadas.

Em uma live, na noite de quarta, presidente Jair Bolsonaro (PL) fez um apelo para seus apoiadores e pediu a desobstrução das rodovias em todo o Brasil.

“O fechamento de rodovias pelo Brasil prejudica o direito de ir e vir das pessoas, está lá na nossa Constituição”, ressalta o Bolsonaro.
Já segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMR), em rodovias estaduais ainda há interdições, sendo elas em:

MS -162 em Sidrolândia com bloqueio parcial;
2. MS – 306 em Chapadão com bloqueio parcial.
Nestes trechos, apenas caminhões ainda não estão autorizados a passar.

Bolsonaro silencia, mas integrantes do governo conversam com chapa de Lula sobre transição

Neste segundo dia de silêncio, presidente recebeu visitas de militares e aliados no Palácio da Alvorada.

O silêncio de mais de 37 horas do presidente Jair Bolsonaro (PL) não freou aliados e órgãos públicos de admitir a derrota para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Integrantes do governo se colocaram à disposição da chapa eleita e vão trabalhar na transição da gestão.

O presidente Jair Bolsonaro se mantém em silêncio após a derrota para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO / Estadão

Neste segundo dia de silêncio, Bolsonaro recebeu visitas de militares e aliados no Palácio da Alvorada, em Brasília. O filho mais velho, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o candidato a vice na chapa derrotada, general Braga Netto (PL), o ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI), Augusto Heleno, e o deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), estiveram na residência oficial do presidente.

Enquanto Bolsonaro silencia, seus aliados mantêm conversas com a chapa eleita. A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, telefonou para o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), na segunda-feira, 31, para iniciar as tratativas sobre a transição de governo. Segundo o QG petista, o ministro se colocou à disposição para tratar do assunto, mas ressaltou que ainda não sabe quem será o indicado por Bolsonaro para trabalhar na transição. A conversa, também segundo aliados de Lula, foi cordial.

O vice-presidente Hamilton Mourão mandou uma mensagem para o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), para parabenizá-lo. Alckmin, a partir disso, telefonou para Mourão para agradecer.

Mourão se antecipou ao presidente Jair Bolsonaro e instruiu servidores da Vice-Presidência a facilitar o trabalho de transição, tornando disponíveis todas as informações para a equipe de Lula.

Os contatos reforçaram a avaliação da equipe de Lula de que é possível ter um cenário de transição pacífica. A aposta no QG petista é de que Bolsonaro irá reconhecer a derrota. Emissários foram escalados para fazer as pontes com os aliados de Bolsonaro no Congresso e no governo, com esse intuito.

A Caixa Econômica Federal (CEF) afirmou, por meio de nota, que irá fornecer “as informações solicitadas pelo coordenador da equipe de transição” do governo atual para a gestão do presidente eleito e que dará “apoio” ao trabalho.

“A Caixa irá fornecer as informações solicitadas pelo Coordenador da equipe de transição e prestará o apoio técnico e administrativo necessários aos seus trabalhos”, diz a nota completa.

Conforme mostrou o Estadão/Broadcast na segunda, 31, a presidente da Caixa, Daniella Marques, pode participar da equipe de transição de governo. Daniella foi o braço-direito do ministro da Economia, Paulo Guedes, durante o processo de mudança da gestão de Michel Temer para a de Jair Bolsonaro, no fim de 2018. Na segunda, ela participou de uma reunião no Palácio do Planalto com Guedes e os ministros Ciro Nogueira (Casa Civil), Fábio Faria (Comunicações) e Carlos França (Relações Internacionais).

O Banco do Brasil também já informou que irá prestar “todas as informações que forem solicitadas”. Embora o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ministro da Economia ainda não tenham se pronunciado sobre o resultado das urnas, a equipe econômica se prepara, conforme fontes consultadas pelo Estadão/Broadcast, para participar de forma “transparente” do governo de transição, previsto em lei.

A Escola Nacional de Administração Pública (Enap), vinculada ao governo, também colocou suas “instalações, expertise, soluções e corpo técnico à disposição do atual governo e da equipe de transição” para colaborar “em prol de um processo republicano e constitucional de transferência de poderes”.

“Fazemos ainda um convite a todas as instituições do estado brasileiro para que se reúnam à Enap neste compromisso. Estamos certos de que a democracia brasileira sairá mais resiliente e fortalecida ao final desse processo”, registrou em mensagem publicada em seu perfil no Twitter.

Mandetta manda indireta para Bolsonaro após vitória de Lula

Demitido durante a pandemia, o ex-ministro da Saúde virou desafeto do presidente da República

O ex-ministro da saúde, Henrique Mandetta (União Brasil), publicou uma indireta para o presidente Jair Bolsonaro (PL), após o candidato à reeleição perder as eleições para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. No Instagram, o médico postou uma foto do medicamento Hidroxicloroquina, apoiado pelo presidente durante a pandemia de covid-19 mesmo sem comprovação científica de sua eficácia para a doença.

Mandetta publicou indireta para Bolsonaro Foto: Instagram/Fátima Meira/Futura Press / Reprodução

Em abril de 2020, Mandetta anunciou o pedido de demissão do cargo, que ocupava desde o início do mandato de Bolsonaro. Em meio a crise sanitária no País, ele alegou ter saído do ministério por causa de divergências entre as decisões do governo e as orientações dos órgãos mundiais competentes. E os dois se tornaram desafetos desde então.

No Twitter, o ex-ministro já tinha alfinetado Bolsonaro, exaltando a veracidade das urnas eletrônicas e parabenizando a vitória de Lula.

“Parabéns ao Lula, eleito pelo povo brasileiro. Vida longa à democracia. Viva às urnas eletrônicas. Viva ao respeito à vida”, escreveu o ex-ministro.

Nesta eleição, Mandetta ficou na segunda colocação para o Senado Federal do Mato Grosso do Sul com 15,46% dos votos válidos. Com o resultado, acabou ficando sem o cargo, que ficou com a ex-ministra da Agricultura e Pecuária Teresa Cristina (PL).

Bolsonaro não vai contestar resultado da eleição na Justiça

Presidente prepara pronunciamento à nação, reluta em ligar para Lula e vê perda de votos em SP e MG como principal razão para derrota

O presidente Jair Bolsonaro (PL) fará sua 1ª declaração pública depois de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ser eleito o 39º presidente da República Federativa do Brasil nesta 2ª feira (31) ou na 3ª feira (1º.nov). Candidato a reeleição derrotado, isolou-se durante a noite de domingo, depois de proclamado o resultado das eleições de 2022.

O presidente e candidato à reeleição derrotado Jair Bolsonaro (PL) fará pronunciamento nesta 2ª ou na 3ª feira

Bolsonaro trabalha no texto de um pronunciamento formal com aliados próximos. O chefe do Executivo derrotado não fará uma entrevista. Será apenas um pronunciamento. Por enquanto, decidiu que não recorrerá à Justiça para contestar o resultado da eleição.

No pronunciamento à nação, Bolsonaro deve apenas falar sobre o que considerou um jogo desigual, com muitas decisões da Justiça Eleitoral que o teriam prejudicado.

O presidente avalia que sua derrota se deu sobretudo por perda de votos em São Paulo e um pouco em Minas Gerais em relação a 2018. São Paulo foi decisivo. O presidente teve no Nordeste em 2022 mais votos em termos percentuais do que recebeu em 2018. Já no Sudeste, Bolsonaro protagonizou uma débâcle eleitoral.

Em 2018, no chamado “Triângulo das Bermudas da política” (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais o presidente teve 65,5% dos votos válidos. Agora, foram só 54,1%.

Bolsonaro diz ainda que, na reta final, 2 episódios o prejudicaram muito: o vazamento de estudo do Ministério da Economia dizendo que o governo cogitava não dar mais reajustes para o salário mínimo; e a atitude de Roberto Jefferson contra agentes da Polícia Federal.

Bolsonaro diz a aliados que o episódio envolvendo a deputada Carla Zambelli (PL-SP) pode ter prejudicado a campanha, mas em menor escala. O que já está mais que decidido: Bolsonaro não telefonará para Lula.

MS tem 20 pontos de interdições após derrota de Bolsonaro

Ao menos 20 trechos de rodovias em Mato Grosso do Sul têm bloqueios por causa de manifestações nesta segunda-feira (31). Os atos tiveram início na noite de domingo (30), logo após os resultados do segundo turno das eleições que terminou com a derrota de Jair Bolsonaro (PL).

BR-060 na manhã desta segunda-feira (31). — Foto: Reprodução

Os atos tiveram início logo depois do anúncio da vitória do candidato a presidência do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Barricadas de pneus queimados impedem a passagem de caminhões. Os manifestantes pedem a recontagem dos votos da eleição presidencial.

Segundo levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF), as principais vias de Mato Grosso do Sul estão com interdições: a BR-060, a BR-262 e a BR-163. A Polícia Militar Rodoviária (PMR), informou que a MS-080, MS-156, MS-386, também estão com trechos interditados.

Conforme balanço, os trechos interditados das rodovias em Campo Grande, Bandeirantes, São Gabriel do Oeste, Rio Verde de Mato Grosso, Coxim, Chapadão do Sul, Camapuã e Terenos estão todos sentido norte.

A região abriga 40 empresas, que vão desde a fabricação de tijolos, passando pelo setor de alimentos, até o de confecção.

Em nota, a PRF afirmou que desde a noite de domingo (30) acompanha as manifestações nas rodovias do Brasil e já acionou a Advocacia-Geral da União para conseguir judicialmente ordem de liberação das vias.

Bolsonaro sai do Alvorada, mas mantém silêncio sobre derrota

Chefe do Executivo ainda não reconheceu a vitória de Luís Inácio Lula da Silva (PT); já são cerca de 12 horas sem qualquer pronunciamento

O presidente Jair Bolsonaro (PL) foi visto saindo do Palácio do Alvorada na manhã desta segunda-feira, 31. Após uma noite em silêncio, o chefe do Executivo não se manifestou sobre a vitória de Luís Inácio Lula da Silva (PL) nas urnas, no domingo, 30.

O petista foi eleito com 50,90% dos votos válidos pelo segundo turno das eleições presidenciais. Foram mais de 60,3 milhões de votos para Lula assumir a Presidência do Brasil a partir de 1º de janeiro.

Jair Bolsonaro, presidente Foto: @JairMessiasBolsonaro

Bolsonaro, por outro lado, recebeu 49,10% dos votos válidos, cerca de 58,2 milhões de votos em números absolutos. O presidente foi o primeiro na história democrática do Brasil a não conseguir se reeleger.

Desde quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou o resultado das eleições, nem Bolsonaro nem qualquer pessoa da sua família se manifestou publicamente. Já são cerca de 12 horas em silêncio.

Isolado no Palácio do Alvorada, em Brasília, o presidente ficou inacessível para a maior parte dos aliados e atendeu apenas alguns interlocutores por telefone. O chefe do Executivo se recusou a receber ministros, parlamentares e pastores que tentaram se encontrar com ele após a derrota.

Durante a manhã desta segunda, 31, Bolsonaro decidiu deixar o Alvorada. Acompanhado do senador Flávio Bolsonaro (PL), seu filho, e do candidato a vice-presidente, o general Braga Netto, Bolsonaro entrou em um carro sem falar nada. Especula-se que o destino seja o Palácio do Planalto, sede administrativa do governo federal.

Flávio chegou por volta de 7h40. O coronel Mauro Cesar Barbosa Cid, ajudante de ordens do presidente, também chegou cedo à residência oficial.

Lula derrota Bolsonaro e volta para o terceiro mandato de presidente

Com 77 anos, ex-presidente retorna ao Palácio do Planalto após campanha marcada pela polarização. Resultado foi confirmado com 98,81% das urnas apuradas, quando Lula tinha 50,83% dos votos válidos.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito o 39º presidente da República neste domingo (30), na votação do segundo turno. Lula derrotou o presidente Jair Bolsonaro (PL), que buscava a reeleição.

O resultado foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 19h57, quando 98,81% das urnas já tinham sido apuradas.

Àquela altura, Lula tinha 50,83% dos votos válidos e não poderia mais ser alcançado por Bolsonaro, que contabilizava os outros 49,17% de votos válidos.

Para vencer em segundo turno, o candidato à Presidência precisa superar os 50% de votos válidos – mesmo que seja por apenas um voto.

A diferença percentual a favor de Lula é a menor de um presidente eleito desde 1989.

Com o resultado, o Partido dos Trabalhadores volta à presidência após um intervalo de seis anos. O PT comandou o país por oito anos com Lula (de 2003 a 2010) e por seis anos com Dilma Rousseff (2011 até o impeachment em 2016).

Torneiro mecânico, líder sindical e membro fundador do PT, Lula foi eleito para seu terceiro mandato e deverá tomar posse no cargo em 1º de janeiro de 2023. Desta vez, o petista terá quatro dias a mais para governar o país – uma reforma eleitoral aprovada em 2021 definiu que, em 2027, a posse presidencial será em 5 de janeiro.

Ao votar mais cedo, em São Paulo, Lula disse que a eleição definiria o “modelo de Brasil” para os próximos anos. Ele falou também que era o dia mais importante da vida dele.

“Hoje, possivelmente, seja o dia 30 de outubro mais importante da minha vida. E acho que é um dia muito importante para o povo brasileiro porque hoje o povo está definindo o modelo de Brasil que ele deseja, o modelo de vida que ele quer”, declarou o agora presidente eleito.

Disputa voto a voto
A campanha do segundo turno durou quatro semanas. Lula e Bolsonaro percorreram o país em busca dos votos dos eleitores indecisos ou que tinham votado em outros candidatos no primeiro turno.

Em um cenário de forte polarização, Lula e Bolsonaro travaram uma “guerra santa” em busca de votos de fiéis religiosos, reuniram aliados e simpatizantes em comícios e caminhadas nas cidades consideradas cruciais para o resultado final e disputaram recordes de audiência em podcasts e emissoras de TV.

Chapa Lula-Alckmin
O vice-presidente eleito é Geraldo Alckmin (PSB), político que detém o recorde de maior tempo à frente do governo estadual de São Paulo – maior colégio eleitoral do país – desde a redemocratização.

A improvável aliança entre Lula e Alckmin foi confirmada em abril, poucos meses após o ex-governador deixar o PSDB, partido que ajudou a fundar e ao qual foi filiado por 34 anos. A campanha de Bolsonaro chegou a explorar a antiga rivalidade entre os políticos, mas não conseguiu reverter o resultado das urnas.

Ao longo da campanha, Alckmin agiu para reduzir a resistência de empresários e investidores à campanha de Lula. A ideia era sinalizar que um eventual terceiro governo Lula seria moderado, com viés de centro-esquerda e não buscaria “vingança” pela sequência de derrotas enfrentada pelo PT em anos anteriores.

Os últimos 12 anos
Ao fim do segundo mandato, em dezembro de 2010, Lula se preparava para entregar a faixa à sucessora Dilma Rousseff (PT) com uma aprovação recorde: 80% consideravam o governo bom ou ótimo, segundo o Ibope, e 87% avaliavam bem o próprio presidente.

Os anos seguintes, no entanto, seriam difíceis para o PT. Dilma se reelegeu em 2014 por uma margem apertada, com a pressão de uma crise econômica, e não chegou a concluir o segundo mandato – interrompido por um impeachment confirmado no dia 31 de agosto de 2016.

Em abril de 2018, Lula se tornaria o primeiro presidente pós-ditadura militar a ser preso, e o primeiro da história do país a ser preso por crime comum. O político tinha sido condenado em duas instâncias – em julho de 2017 e, depois, em janeiro de 2018 – por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá.

Lula passou 580 dias preso e só foi solto em novembro de 2019, quando o STF reviu o entendimento da prisão em segunda instância e determinou que os réus do país tinham direito a recorrer em liberdade até o trânsito em julgado.

Enquanto estava preso, Lula chegou a se apresentar como candidato para as eleições de 2018, mas foi obrigado a ceder espaço para Fernando Haddad – que chegou ao segundo turno, mas foi superado por Jair Bolsonaro no que seria a única derrota do PT em eleições presidenciais no século 21, até o momento.

Em março de 2021, o ministro do STF Luiz Edson Fachin anulou as condenações de Lula impostas pela Justiça Federal do Paraná no âmbito da Operação Lava-Jato. A decisão foi confirmada pelo plenário e, com isso, Lula hoje não tem qualquer condenação judicial.

Confiantes após voto, Bolsonaro e Lula citam ‘Deus’ e revelam expectativas para resultado

O presidente votou no Rio de Janeiro e o petista em São Bernardo do Campo

Os candidatos à Presidência da República votaram logo após a abertura das urnas, na manhã deste domingo, 30. Jair Bolsonaro (PL) chegou às 7h49, na Escola Municipal Rosa da Fonseca, na Vila Militar, Zona Oeste do Rio de Janeiro, sua seção eleitoral. Já Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exerceu o seu direito por volta das 9h15, na Escola Estadual Dr. Firmino Correia de Araújo, em São Bernardo do Campo, Região Metropolitana de São Paulo.

Jair Bolsonaro e Lula votaram na manhã deste domingo, Pedro Ivo/Agência O Dia/ Nelson Almeida/ AFP

O presidente apareceu acompanhado de batedores, um helicóptero, PMs, integrantes da Polícia do Exército e da Polícia Civil, o candidato à reeleição votou com uma camisa amarelo com a inscrição “Brasil”.

Às 8h05, Bolsonaro deixou a escola acompanhado de dezenas de seguranças. O presidente não
deu entrevista à imprensa, e disse apenas que está confiante no resultado. “Expectativa de vitória pelo bem do Brasil. Só tivemos boas notícias nos últimos dias. Se Deus quiser seremos vitoriosos hoje à tarde. Ou, melhor Brasil será vitorioso hoje à tarde”, declarou.

Lula chegou vestindo uma camisa branca e entrou para votar sem falar com a imprensa. Ele deixou a residência onde mora, na Zona Oeste de São Paulo, por volta das 8h10 e chegou ao local de votação com centenas de apoiadores que o aguardavam na porta do colégio desde cedo, cantando e com flores para homenagear o candidato. Na urna, Lula repetiu o gesto que fez no primeiro turno e beijou o comprovante de votação.

Na saída, o ex-presidente fez uma declaração para quem estava no portão. “Hoje, possivelmente seja o dia 30 de outubro mais importante da minha vida e é um dia muito importante para o povo brasileiro, porque hoje o povo está definindo o modelo de Brasil que ele deseja, o modelo de vida que ele quer”, declarou o ex-presidente.

“As pessoas vão voltar a viver com cidadania e toda a decência que a cidadania deve ter. Uma nova vida será estabelecida nesse país para as pessoas voltarem a sorrir, a brincar, porque ser bom é melhor do que ser mau”, completou. “Peço a Deus que seja um dia de paz, um dia tranquilo para que as pessoas votem com tranquilidade e no final esperamos que possamos respeitar o resultado final”, finalizou.

O candidato ainda falou sobre a polarização política. “Eu quero que as famílias voltem a conversar, quero que os vizinhos voltem a conversar, as pessoas não precisam pensar politicamente do mesmo jeito, ter o mesmo time, a mesma religião, as pessoas precisam voltar a se olhar com respeito”, declarou.

Lula foi ao colégio eleitoral acompanhado de seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), de sua mulher, Rosângela da Silva, a Janja, da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e do candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad. Janja estava com uma blusa branca de proteção à criança e ao adolescente.

A escola estadual é a mesma que ele vota desde sua primeira eleição direta, em 1989. Ele foi aclamado por apoiadores que gritavam seu nome e entoavam a música: “Olê, Olá, Lula”.

Novas Alianças
Lula declarou ainda que, caso vença as eleições, ele quer viajar para reestabelecer alianças. “Antes da posse eu também quero fazer viagens para países da América do Sul para reestabelecer uma aliança e para os Estados Unidos, por mais divergências que tenhamos, precisamos nos aproximar dos Estados Unidos, visitar a China, a União Europeia também”, disse.

“O que eu gostaria era que a transição fosse igual aquela que o Fernando Henrique Cardoso permitiu que nós fizéssemos. Mas, a transição é para você ter todas as informações do funcionamento da máquina do governo e eu espero que o governo seja civilizado para fazer uma boa transição”, concluiu.

Em MS, lideranças lançam Frente Evangélica Pró Riedel e Bolsonaro

Pastores e outros líderes evangélicos, de várias denominações, participaram do evento que contou com a presença de Tereza Cristina e Luiz Ovando, além de Riedel e família

Pensando em debater a política mais profundamente em todas as esferas da sociedade, o candidato a governador Eduardo Riedel (PSDB) vem participando ativamente de várias ações em Mato Grosso do Sul. O pontapé inicial de uma dessas ações foi dado na sexta-feira (7) à noite com o lançamento da Frente Evangélica Pró Riedel e Bolsonaro.

O ato inaugural da frente aconteceu na igreja Mar no Brasil, em Campo Grande, Foto Saul Schramm

O ato inaugural da frente aconteceu na igreja Mar no Brasil, em Campo Grande, e reuniu pastores e líderes de várias denominações. Também estiveram presentes o deputado federal reeleito Luiz Ovando (PP) e a ex-ministra e senadora eleita Tereza Cristina (PP).

“Existe a necessidade de pessoas boas, com propósito, participarem da política. Se isso não acontecer, a sociedade perde o controle”, frisa Riedel, completando que as alianças ali firmadas não são efêmeras, de ocasião. “São alianças de propósito por Mato Grosso do Sul”, destaca Eduardo Riedel, que foi ao evento com a esposa Mônica e seus dois filhos.

Tereza Cristina, que ocupa espaço especial na campanha ao governo, tendo caminhado sempre ao lado de Riedel, agora coordena a campanha a presidente de Jair Bolsonaro (PL) em Mato Grosso do Sul e destacou a boa oportunidade de estar nesse mesmo grupo.

“Tenho muito prazer em estar nessa caminhada ao lado do Riedel pois o conheço, sei da pessoa que ele é, sei do seu interesse em trabalhar por um projeto para Mato Grosso do Sul. Não é um projeto de poder, é algo realmente voltado para nossa gente, para servir ao sul-mato-grossense. Essa é uma aliança que fizemos lá atrás”, destaca Tereza.

Um dos líderes do movimento é o presidente estadual do Republicanos, Wilton Acosta. Ele destaca em sua fala que o fortalecimento dos princípios da igreja na sociedade é uma missão em que a política é uma das frentes de atuação, como um “campo missionário”.

“Negligenciamos por muitos anos essa participação na política, e agora vemos uma sociedade onde a violência contra as crianças cresceu, houve avanço das drogas. Acredito que isso ocorreu por omissão. Temos que reverter isso”, aponta Acosta.

Outro membro da Frente é o deputado estadual Herculano Borges (Republicanos), que relembrou o apoio de Riedel para articular junto à Assembleia Legislativa a inclusão das igrejas como atividade essencial, podendo assim seguir aberta mesmo em períodos de crise sanitária – como ocorreu no auge da pandemia de covid-19.

“O que começamos aqui hoje com essa Frente é um ato de chamamento, enfrentamento ao perigo que se aproxima de nossas famílias. Não podemos ceder mais, nós somos responsáveis em esclarecer as coisas dentro de nossas igrejas”, afirma o deputado Luiz Ovando.

Vídeo: Bolsonaro reafirma neutralidade e diz que não virá a MS no 2° turno

Esta é a segunda vez na semana que o presidente se diz neutro no Estado já que os dois candidatos são simpáticos à sua candidatura

Na noite de ontem, domingo (9), o presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar, em entrevista feita no Palácio do Planalto, que se mantém neutro na disputa pelo governo do estado e revelou que não virá a Mato Grosso do Sul neste 2° turno.

“Estou neutro em Mato Grosso do Sul, já que os dois candidatos são simpáticos à minha pessoa. Pretendo nem ir a Mato Grosso do Sul já que os dois estão fechados comigo”, disse Bolsonaro.

Está já é a segunda vez que o presidente, que disputa a reeleição contra o ex-presidente Lula, se manifesta sobre neutralidade em Mato Grosso do Sul. Na primeira, o fez ao lado senadora eleita por MS, Tereza Cristina, e do deputado federal reeleito Luiz Ovando, em vídeo que viralizou nas redes sociais na última quarta-feira (5).

Tereza e Ovando apoiam Eduardo Riedel, candidato ao governo pela Coligação Trabalhando Por Um Novo Futuro, e destacam a capacidade técnica, de diálogo e a excelência em gestão do aliado.

Eduardo Riedel, que disputa sua primeira eleição, tem feito uma campanha limpa, transparente e próxima do eleitorado sul-mato-grossense, e surpreendeu no 1° turno das eleições ao deixar para trás nomes tradicionais da política estadual.