Camila Jara, Dionedison Terena e Márcio Portocarrero estão na equipe de transição de Lula

Equipe de Mato Grosso do Sul também conta com Simone Tebet, Aparecida Gonçalves, João Grandão, Eloy Terena e Fábio Trad. Anúncio foi feito por Geraldo Alckmin no Diário Oficial da União

Mato Grosso do Sul confirmou outros três integrantes para compor a equipe de transição do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, eleito para assumir a Presidência da República a partir de 2023.

Vereadora e deputada federal eleita Camila Jara (PT)  Foto: Redes Sociais

São eles: a vereadora de Campo Grande e deputada federal eleita Camila Jara (PT), o diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) Márcio Portocarrero e o indígena Dionedison Demecio Cândido.

Dionedison “Terena”, foi nomeado no grupo técnico de Povos Originários — Foto: Redes Sociais

Jara, deputada federal eleita mais jovem de Mato Grosso do Sul, integra o Grupo Técnico da Juventude. Já Dionedison Demecio Cândido, o Dionedison “Terena”, foi nomeado no grupo técnico de Povos Originários. Enquanto o engenheiro agrônomo Márcio Portocarrero, fará parte do Grupo Técnico de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A portaria foi publicada na edição desta sexta-feira (2) do Diário Oficial da União, assinada pelo vice-presidente eleito e coordenador da equipe de transição, Geraldo Alckmin (PSB).

Márcio Portocarrero é engenheiro agrônomo — Foto: Redes Sociais

Outros integrantes de MS na equipe de transição:

  • O deputado federal Fábio Trad (PSD-MS) vai atuar no grupo de trabalho específico das áreas de Segurança Pública e Justiça. Nas eleições de 2022, o parlamentar recebeu mais de 43 mil votos na disputa por um cargo de deputado federal, mas não conseguiu ser reeleito;
  • O advogado sul-mato-grossense Eloy Terena, referência nacional da luta indigenista, foi anunciado após pressão da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), em Brasília, por uma equipe mais plural para tratar das políticas para povos originários;
  • A ex-secretária Nacional da Violência contra a Mulher, Aparecida Gonçalves foi escalada para cuidar da área de políticas públicas contra a violência de gênero na equipe de transição;
  • O ex-deputado por Mato Grosso do Sul João Grandão (PT), vai atuar na parte de desenvolvimento agrário. O político coordenou a campanha presidencial petista em Mato Grosso do Sul;
  • A senadora Simone Tebet (MDB-MS) também representa Mato Grosso do Sul e vai colaborar com a equipe de transição de governo na área de desenvolvimento social.

 

Eloy Terena é o 4º nome de MS listado na equipe de transição de Lula

Novos integrantes da equipe responsável pela transição do governo Bolsonaro para o governo Lula devem ser anunciados nos próximos dias

O advogado sul-mato-grossense Eloy Terena, referência nacional da luta indigenista é o 4º integrante de Mato Grosso do Sul na equipe de transição do presidente eleito, Lula (PT). O anúncio do nome foi feito após pressão da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), em Brasília, por uma equipe mais plural para tratar das políticas para povos originários.

Eloy Terena é o 4º nome na equipe de transição de Lula. — Foto: Reprodução

Eloy vai atuar no grupo de trabalho dos povos originários ao lado de Kleber Karipuna, Eunice Kerexu, Yssô Truká e Weibe Tapeba.

Nascido na Aldeia Ipegue, em Aquidauana, Eloy Terena é advogado indígena com atuação no Supremo Tribunal Federal (STF) e Organismos Internacionais. Coordenador do Departamento Jurídico da Apib, o advogado é doutor em Antropologia Social pelo Museu Nacional (UFRJ) e em Sociologia e Direito pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Possui pós-doutorado em antropologia na École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), Paris.

Dono da segunda maior população indígena do País, Mato Grosso do Sul até então não havia sido contemplado na equipe do governo de transição de Lula.

Outros nomes de MS na equipe de Lula
Além de Eloy a ex-secretária Nacional da Violência contra a Mulher, Aparecida Gonçalves; o ex-deputado federal João Grandão (PT) e a senadora Simone Tebet (MDB-MS) também representam Mato Grosso do Sul na equipe de transição.

Eduardo Riedel e Reinaldo Azambuja definem grupo de transição

Governador atual e o eleito indicaram quatro membros cada um para compor o time que vai coordenar a passagem entre as gestões. Riedel anunciará novos secretários após entrega de relatório da equipe de transição 

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB) e o governador eleito, Eduardo Riedel (PSDB), anunciaram na manhã desta quinta-feira (17), os nove integrantes da equipe de transição que começa a trabalhar nesta quinta-feira (17) e prevê entregar no dia 16 de dezembro um relatório final.

Azambuja  e governador eleito, Eduardo Riedel anunciam a equipe de transição entre as gestões

Pelo atual governo vão trabalhar no processo de passagem entre as gestões:
Ana Carolina Ali Garcia: Procuradora-Geral do Estado de Mato Grosso do Sul;
Flávio César Mendes de Oliveira: Secretário-adjunto de Governo e Gestão Estratégica;
Ana Carolina Nardes: Secretária estadual de Administração e Desburocratização;
Fabio Alexandre de Castro: Superintendente do Tesouro

Pelo governo eleito integram o time de transição:

José Carlos Barbosa: deputado estadual e vice-governador eleito;
Sandra Amarilha: Economista e mestre em desenvolvimento local, atua como gerente da Unidade de Gestão Estratégica e Comunicação do Sebrae/MS;
Thaner Castro Nogueira: Superintendente de Gestão Estratégica do atual governo;
Ricardo Senna: Secretário-adjunto de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar do atual governo.
A coordenação dos trabalhos será feita pelo deputado estadual e vice-governador eleito José Carlos Barbosa.

O relatório final produzido pelo grupo será apresentado aos órgãos de controle e o anúncio dos secretários será feito até o dia 25 de dezembro, segundo Riedel. O governador eleito destacou que é cedo para dizer quais mudanças serão feitas, porque tudo vai depender do resultado do trabalho da equipe de transição.

“Vamos fazer um processo de estrutura de governo e ouvir a sociedade durante os próximos dias. Vamos ouvir segmentos econômicos, grupos sociais e todos os setores para ser validado o formato do novo governo. O anúncio dos secretários vai ocorrer depois do dia 16 e antes do Natal para que todos saibam qual grupo vai assumir o governo que está sendo estruturado em equipe”, disse Riedel.

O evento acontece no receptivo do Governo no Parque do Prosa, em Campo Grande. O anúncio está marcado desde 8 de novembro, quando Reinaldo garantiu que entregará o Governo do Estado com dinheiro em caixa. “Vamos entregar o governo redondo, sem nenhum problema para o próximo gestor”, afirmou.

“Vamos deixar dinheiro disponível para a conclusão das obras”, destacou. Segundo ele, algumas obras irão ficar prontas até 31 de dezembro e até o dia 16 de dezembro será entregue relatório fiscal do Estado.

Eduardo Riedel (PSDB) foi eleito governador de Mato Grosso do Sul com 56,90% dos votos. Ao final da contagem dos votos, o candidato teve 808.210 votos. O vice-governador eleito é José Carlos Barbosa, mais conhecido como Barbosinha (PP).

Ex-deputado federal João Grandão vai integrar a equipe de transição do Governo Lula

A equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conta com mais um integrante sul-mato-grossense. O ex-deputado federal João Grandão (PT) vai integrar a equipe de transição no grupo técnico de Desenvolvimento Agrário. O nome foi anunciado na manhã desta quarta-feira (16) durante coletiva na sede do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, pelo vice-presidente e coordenador da equipe de transição do governo Lula, Geraldo Alckmin

Ex-deputado federal é o 3º nome de MS na transição presidencial

Agora a equipe de transição de Lula conta com a senadora Simone Tebet (MDB), que está na equipe de desenvolvimento social, Cida Gonçalves, que atuou como Secretária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, e está na equipe com o mesmo nome da pasta que atuou, e agora João Grandão na equipe de Desenvolvimento Agrário

João Grandão foi o coordenador da campanha de Luís Inácio Lula da Silva em Mato Grosso do Sul. Ele participou do governo Dilma Roussef atuando como delegado do Ministério do Desenvolvimento Agrário em Mato Grosso do Sul. Ele cuidou das políticas públicas do Governo Federal na área de reforma agrária e assuntos fundiários.

Além de Grandão estão na equipe de desenvolvimento agrário: Célia Watanabe; Elisangela Araújo; Givanilson Porfírio da Silva; José Josivaldo Oliveira; Luiz Henrique Gomes de Moura; Maria Josana Lima Oliveira;  Miguel Rossetto; Pedro Uczai;Robervonia Nascimento; Vanderlei Ziger.

Simone Tebet vai ajudar na transição na área de desenvolvimento social

Simone forma equipe de transição de presidente eleito Lula

A senadora sul-mato-grossense Simone Tebet, do MDB, foi escolhida como uma das integrantes da equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. O nome dela foi formalizada na terça-feira (8) pelo vice-presidente eleito Geraldo Alckmin, do PSB.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao lado da senadora Simone Tebet (MDB) em campanha (Foto: Ricardo Stuckert)

A atuação de Simone, segundo ela, tem como foco em temas ligados à assistência social.

Simone, que tem sido cogitada a chefiar um dos ministérios do governo eleito, uniu-se a Lula tão logo terminou as eleições do primeiro turno. Fora do pleito, a senadora resolveu apoiar o petista e, desde então, tornou-se um das peças fundamentais da aliança que elegeu Lula para o terceiro mandato.

O chamado transição de governo é uma prática imposta em regimes democráticos cuja a missão é assegurar que o presidente da República eleito receba informações e dados necessários ao exercício da função, assim que tomar posse.

Ainda não há definição de qual ministério Simone pode ocupar. Há quem aposte que ela vire ministra da Agricultura. No entanto, há ainda rumores de ela possa chefiar o ministério da Justiça, ou Educação.

Bolsonaro silencia, mas integrantes do governo conversam com chapa de Lula sobre transição

Neste segundo dia de silêncio, presidente recebeu visitas de militares e aliados no Palácio da Alvorada.

O silêncio de mais de 37 horas do presidente Jair Bolsonaro (PL) não freou aliados e órgãos públicos de admitir a derrota para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Integrantes do governo se colocaram à disposição da chapa eleita e vão trabalhar na transição da gestão.

O presidente Jair Bolsonaro se mantém em silêncio após a derrota para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO / Estadão

Neste segundo dia de silêncio, Bolsonaro recebeu visitas de militares e aliados no Palácio da Alvorada, em Brasília. O filho mais velho, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o candidato a vice na chapa derrotada, general Braga Netto (PL), o ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI), Augusto Heleno, e o deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), estiveram na residência oficial do presidente.

Enquanto Bolsonaro silencia, seus aliados mantêm conversas com a chapa eleita. A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, telefonou para o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), na segunda-feira, 31, para iniciar as tratativas sobre a transição de governo. Segundo o QG petista, o ministro se colocou à disposição para tratar do assunto, mas ressaltou que ainda não sabe quem será o indicado por Bolsonaro para trabalhar na transição. A conversa, também segundo aliados de Lula, foi cordial.

O vice-presidente Hamilton Mourão mandou uma mensagem para o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), para parabenizá-lo. Alckmin, a partir disso, telefonou para Mourão para agradecer.

Mourão se antecipou ao presidente Jair Bolsonaro e instruiu servidores da Vice-Presidência a facilitar o trabalho de transição, tornando disponíveis todas as informações para a equipe de Lula.

Os contatos reforçaram a avaliação da equipe de Lula de que é possível ter um cenário de transição pacífica. A aposta no QG petista é de que Bolsonaro irá reconhecer a derrota. Emissários foram escalados para fazer as pontes com os aliados de Bolsonaro no Congresso e no governo, com esse intuito.

A Caixa Econômica Federal (CEF) afirmou, por meio de nota, que irá fornecer “as informações solicitadas pelo coordenador da equipe de transição” do governo atual para a gestão do presidente eleito e que dará “apoio” ao trabalho.

“A Caixa irá fornecer as informações solicitadas pelo Coordenador da equipe de transição e prestará o apoio técnico e administrativo necessários aos seus trabalhos”, diz a nota completa.

Conforme mostrou o Estadão/Broadcast na segunda, 31, a presidente da Caixa, Daniella Marques, pode participar da equipe de transição de governo. Daniella foi o braço-direito do ministro da Economia, Paulo Guedes, durante o processo de mudança da gestão de Michel Temer para a de Jair Bolsonaro, no fim de 2018. Na segunda, ela participou de uma reunião no Palácio do Planalto com Guedes e os ministros Ciro Nogueira (Casa Civil), Fábio Faria (Comunicações) e Carlos França (Relações Internacionais).

O Banco do Brasil também já informou que irá prestar “todas as informações que forem solicitadas”. Embora o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ministro da Economia ainda não tenham se pronunciado sobre o resultado das urnas, a equipe econômica se prepara, conforme fontes consultadas pelo Estadão/Broadcast, para participar de forma “transparente” do governo de transição, previsto em lei.

A Escola Nacional de Administração Pública (Enap), vinculada ao governo, também colocou suas “instalações, expertise, soluções e corpo técnico à disposição do atual governo e da equipe de transição” para colaborar “em prol de um processo republicano e constitucional de transferência de poderes”.

“Fazemos ainda um convite a todas as instituições do estado brasileiro para que se reúnam à Enap neste compromisso. Estamos certos de que a democracia brasileira sairá mais resiliente e fortalecida ao final desse processo”, registrou em mensagem publicada em seu perfil no Twitter.