Ex-governador analisa projeções sobre clima e produção, atento a desafios como a baixa no preço dos alimentos
Produtor rural em Mato Grosso do Sul e estudioso dos desafios do agronegócio, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB) aproveitou um momento em que contemplava, de seu apartamento, a chuva caindo em Campo Grande, para alinhar suas conjecturas e gravá-las em um vídeo. Lembrou que nos últimos dois anos foram graves os problemas climáticos, sobretudo no Estado, citando a seca prolongada, a perda de produtividade e os impactos negativos na pecuária e nas pastagens.
“Olho pela janela uma bela chuva em Campo Grande. E a gente vê quão importante é a água para irrigar as plantas, melhorar a qualidade das pastagens. Sem chuva fica muito difícil. Torço para que este ano tenhamos fartura com boas colheitas, boa safra e muita produção e desenvolvimento”, enfatizou. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita de grãos entre 2025 e 2026 pode ser 8,2% maior na comparação com o período anterior — um novo recorde.
Defensor de medidas que efetivamente promovam controle e redução de preços, Azambuja reitera uma antiga convicção: os produtores, em todas as suas faixas, precisam ser apoiados e fortalecidos para que a economia dê a resposta com alimentos mais baratos na ponta. Aniela Carrara, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), também pensa assim: “Uma safra maior é uma boa notícia, porque pode arrefecer um pouquinho os preços, pode deixar um pouco mais barato o custo da produção de carne, por exemplo”.
