Azambuja acredita em tempo bom para a próxima safra

Ex-governador analisa projeções sobre clima e produção, atento a desafios como a baixa no preço dos alimentos

Produtor rural em Mato Grosso do Sul e estudioso dos desafios do agronegócio, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB) aproveitou um momento em que contemplava, de seu apartamento, a chuva caindo em Campo Grande, para alinhar suas conjecturas e gravá-las em um vídeo. Lembrou que nos últimos dois anos foram graves os problemas climáticos, sobretudo no Estado, citando a seca prolongada, a perda de produtividade e os impactos negativos na pecuária e nas pastagens.

“Olho pela janela uma bela chuva em Campo Grande. E a gente vê quão importante é a água para irrigar as plantas, melhorar a qualidade das pastagens. Sem chuva fica muito difícil. Torço para que este ano tenhamos fartura com boas colheitas, boa safra e muita produção e desenvolvimento”, enfatizou. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita de grãos entre 2025 e 2026 pode ser 8,2% maior na comparação com o período anterior — um novo recorde.

Defensor de medidas que efetivamente promovam controle e redução de preços, Azambuja reitera uma antiga convicção: os produtores, em todas as suas faixas, precisam ser apoiados e fortalecidos para que a economia dê a resposta com alimentos mais baratos na ponta. Aniela Carrara, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), também pensa assim: “Uma safra maior é uma boa notícia, porque pode arrefecer um pouquinho os preços, pode deixar um pouco mais barato o custo da produção de carne, por exemplo”.

Estado avança para aprimorar gestão de recursos hídricos

Após aderir ao Pacto pela Governança da Água, Estado vai oferecer mestrado para formação profissional na área

Mato Grosso do Sul é um dos 13 estados brasileiros que se integrarão este ano ao Programa de Mestrado Profissional em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos (ProfÁgua). Na sexta-feira, 05, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) lançou o Edital número 01/2024 com a Chamada para Propostas de Adesão à Rede, dirigida às instituições públicas de ensino superior.

Recomendado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), com apoio da ANA, o ProfÁgua é um Programa de Pós-Graduação stricto sensu, que capacita com bases teóricas e práticas os profissionais e pesquisadores de recursos hídricos. Os outros 12 estados que ainda não oferecem o programa são o Acre, Alagoas, Amapá, Ceará, Goiás, Maranhão, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

ADESÃO

O mestrado é mais um passo significativo que o Estado dá na estrutura de formação e conhecimento técnico-científico para a correta gestão dos recursos hídricos e dos projetos de desenvolvimento sustentável. Em agosto de 2023 Mato Grosso do Sul foi um dos novos estados a aderir ao Pacto pela Governança da Água. Esta ´uma iniciativa é da ANA e o seu diretor, Filipe Sampaio, pontua que a governança é necessária para garantir a oferta do recurso em quantidade e qualidade no presente e no futuro. Hoje, os 26 estados e o Distrito Federal fazem parte do Pacto.

O ato de adesão ao Pacto pela Governança da Água, em agosto de 2023 | Divulgação

O ato de adesão ocorreu no Auditório do Bioparque Pantanal, com a presença do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e seu secretário-executivo, Valdeir Ribeiro; do vice-governador de Mato Grosso do Sul, José Carlos Barbosinha (PP); do secretário estadual do Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck; da superintendente da Sudeco, Rose Modesto; do deputado federal Vander Loubet (PT); do ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB); e do diretor da ANA, Filipe Sampaio, entre outras autoridades.

Na ocasião, Barbosinha disse que ao longo de cinco anos o Pacto vai possibilitar repasses de até R$ 7 milhões, “essenciais para políticas públicas de preservação dos nossos recursos hídricos e na questão da coleta e do tratamento de esgoto e do reforço das nossas barragens”.

Rose Modesto informou que Mato Grosso do Sul vai dispor de duas novas linhas de crédito específicas no Fundo Constitucional do Centro Oeste (FCO) para as mulheres e o setor de irrigação.

Reeleição deve ser meta comum para os vereadores da Capital

Por enquanto, só Carlão Borges e Villasanti estão na especulação de pré-candidaturas a prefeito

Os vereadores de Campo Grande reiniciarão nos próximos dias as atividades regimentais da última legislatura para os eleitos em 2020. Dos 29 ocupantes das cadeiras do Legislativo, a grande maioria vai tentar a reeleição e apenas dois deles – Carlão Borges (PSB), presidente da Mesa Diretora , e Coronel Alírio Villasanti (União Brasil) – estão listados entre os prováveis pré-candidatos à prefeitura.

Para Carlão, o trabalho de cada parlamentar nestes três primeiros anos de mandato terá um peso diferenciado na busca dos votos. Porém, há outros itens importantes, como a relação com os eleitores, a presença no cotidiano da cidade, o conteúdo das propostas e a atuação nas agendas regimentais, políticas e sociais.

No plenário, 430 projetos aprovados e liberdade de pensamento, ressalta Carlão Borges

INTERESSE PÚBLICO

“Creio que todos os 29 deram o máximo de si para a Capital. Cada um defendeu sua ideologia e seus princípios, mas sempre respeitando o contraditório e colocando o interesse publico em primeiro lugar”, disse Borges quando encerrou o exercício de 2023, citando a aprovação de 430 projetos e mais de 30,7 mil indicações. De fevereiro a dezembro, os parlamentares fizeram mais de 30,76 mil indicações – 545 delas por meio no WhatsApp Cidadão (67 3316-1610).

“O saldo de tudo isto está retratado no desempenho da Casa ao longo do ano, com uma produção qualitativa e quantitativa que atesta o papel fundamental do Legislativo nas conquistas que a sociedade vem alcançando”, definiu Carlão.

(fotos 1 e 2) No plenário, 430 projetos aprovados e liberdade de pensamento, ressalta Carlão Borges [no destaque] Fotos Izaías Medeiros

Suspeita de “vaca louca” no Brasil afeta ações de frigoríficos

O Ministério da Agricultura investiga um caso suspeito de “vaca louca” no Pará; ações da JBS, BRF e Minerva caem até 7% na Bolsa de Valores

Um caso suspeito da doença da “vaca louca” no Brasil está afetando as ações de frigoríficos na Bolsa de Valores. Na última segunda-feira (20/2), o governo anunciou que foi notificado pela Vigilância Sanitária do Pará obre um caso suspeito em um animal de 7 anos em uma fazenda no estado.

Ainda de acordo com o Ministério da Agricultura, o animal foi abatido e a fazenda está isolada. O primeiro teste, realizado por um laboratório brasileiro, teria confirmado a contaminação pela doença. A amostra foi enviada para o Canadá para a realização de uma contraprova.

Se confirmado o caso de “vaca louca”, a China deve interromper a importação de carne do Brasil. A interrupção do comércio está previsto em um acordo sanitário assinado pelos dois países. A China é responsável por cerca de 60% da exportação de carne brasileira.

Não há previsão de quanto tempo o embargo comercial duraria. Em 2019, quando um caso atípico foi registrado no Mato Grosso, a interrupção das exportações durou duas semanas.

Em 2021, quando dois casos foram registrados (um em Mato Grosso e outro em Minas Gerais), foi diferente. Na ocasião, a China ficou de portas fechadas para a carne brasileira por quase três meses, o que causou uma série de prejuízos aos criadores e frigoríficos locais.

Ações de frigoríficos
O risco de esse cenário se repetir causou uma queda nas ações de empresas brasileiras que exportam proteína animal. Pesa, ainda, a ocorrência de casos de gripe aviária na Argentina e no Uruguai, perto da fronteira brasileira, o que pode ser um risco para a indústria de aves local.

No meio da tarde desta quarta-feira (22), as ações da Minerva caíam 7,3%. A China representa cerca de 40% das exportações do frigorífico, atualmente

A BRF, cuja exportação maior é de suínos e aves, não saiu ilesa. A empresa, dona das marcas Sadia e Perdigão, recua 6,4% na Bolsa.

Já a JBS, que tem quase metade da receita gerada nos Estados Unidos, é menos afetada pelo problema. Caso a China feche as portas para o Brasil, as fábricas dos Estados Unidos ainda devem garantir boa parte do faturamento. As ações da companhia caem cerca de 3%.