MS tem 20 pontos de interdições após derrota de Bolsonaro

Ao menos 20 trechos de rodovias em Mato Grosso do Sul têm bloqueios por causa de manifestações nesta segunda-feira (31). Os atos tiveram início na noite de domingo (30), logo após os resultados do segundo turno das eleições que terminou com a derrota de Jair Bolsonaro (PL).

BR-060 na manhã desta segunda-feira (31). — Foto: Reprodução

Os atos tiveram início logo depois do anúncio da vitória do candidato a presidência do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Barricadas de pneus queimados impedem a passagem de caminhões. Os manifestantes pedem a recontagem dos votos da eleição presidencial.

Segundo levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF), as principais vias de Mato Grosso do Sul estão com interdições: a BR-060, a BR-262 e a BR-163. A Polícia Militar Rodoviária (PMR), informou que a MS-080, MS-156, MS-386, também estão com trechos interditados.

Conforme balanço, os trechos interditados das rodovias em Campo Grande, Bandeirantes, São Gabriel do Oeste, Rio Verde de Mato Grosso, Coxim, Chapadão do Sul, Camapuã e Terenos estão todos sentido norte.

A região abriga 40 empresas, que vão desde a fabricação de tijolos, passando pelo setor de alimentos, até o de confecção.

Em nota, a PRF afirmou que desde a noite de domingo (30) acompanha as manifestações nas rodovias do Brasil e já acionou a Advocacia-Geral da União para conseguir judicialmente ordem de liberação das vias.

Bolsonaro sai do Alvorada, mas mantém silêncio sobre derrota

Chefe do Executivo ainda não reconheceu a vitória de Luís Inácio Lula da Silva (PT); já são cerca de 12 horas sem qualquer pronunciamento

O presidente Jair Bolsonaro (PL) foi visto saindo do Palácio do Alvorada na manhã desta segunda-feira, 31. Após uma noite em silêncio, o chefe do Executivo não se manifestou sobre a vitória de Luís Inácio Lula da Silva (PL) nas urnas, no domingo, 30.

O petista foi eleito com 50,90% dos votos válidos pelo segundo turno das eleições presidenciais. Foram mais de 60,3 milhões de votos para Lula assumir a Presidência do Brasil a partir de 1º de janeiro.

Jair Bolsonaro, presidente Foto: @JairMessiasBolsonaro

Bolsonaro, por outro lado, recebeu 49,10% dos votos válidos, cerca de 58,2 milhões de votos em números absolutos. O presidente foi o primeiro na história democrática do Brasil a não conseguir se reeleger.

Desde quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou o resultado das eleições, nem Bolsonaro nem qualquer pessoa da sua família se manifestou publicamente. Já são cerca de 12 horas em silêncio.

Isolado no Palácio do Alvorada, em Brasília, o presidente ficou inacessível para a maior parte dos aliados e atendeu apenas alguns interlocutores por telefone. O chefe do Executivo se recusou a receber ministros, parlamentares e pastores que tentaram se encontrar com ele após a derrota.

Durante a manhã desta segunda, 31, Bolsonaro decidiu deixar o Alvorada. Acompanhado do senador Flávio Bolsonaro (PL), seu filho, e do candidato a vice-presidente, o general Braga Netto, Bolsonaro entrou em um carro sem falar nada. Especula-se que o destino seja o Palácio do Planalto, sede administrativa do governo federal.

Flávio chegou por volta de 7h40. O coronel Mauro Cesar Barbosa Cid, ajudante de ordens do presidente, também chegou cedo à residência oficial.

Lula derrota Bolsonaro e volta para o terceiro mandato de presidente

Com 77 anos, ex-presidente retorna ao Palácio do Planalto após campanha marcada pela polarização. Resultado foi confirmado com 98,81% das urnas apuradas, quando Lula tinha 50,83% dos votos válidos.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito o 39º presidente da República neste domingo (30), na votação do segundo turno. Lula derrotou o presidente Jair Bolsonaro (PL), que buscava a reeleição.

O resultado foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 19h57, quando 98,81% das urnas já tinham sido apuradas.

Àquela altura, Lula tinha 50,83% dos votos válidos e não poderia mais ser alcançado por Bolsonaro, que contabilizava os outros 49,17% de votos válidos.

Para vencer em segundo turno, o candidato à Presidência precisa superar os 50% de votos válidos – mesmo que seja por apenas um voto.

A diferença percentual a favor de Lula é a menor de um presidente eleito desde 1989.

Com o resultado, o Partido dos Trabalhadores volta à presidência após um intervalo de seis anos. O PT comandou o país por oito anos com Lula (de 2003 a 2010) e por seis anos com Dilma Rousseff (2011 até o impeachment em 2016).

Torneiro mecânico, líder sindical e membro fundador do PT, Lula foi eleito para seu terceiro mandato e deverá tomar posse no cargo em 1º de janeiro de 2023. Desta vez, o petista terá quatro dias a mais para governar o país – uma reforma eleitoral aprovada em 2021 definiu que, em 2027, a posse presidencial será em 5 de janeiro.

Ao votar mais cedo, em São Paulo, Lula disse que a eleição definiria o “modelo de Brasil” para os próximos anos. Ele falou também que era o dia mais importante da vida dele.

“Hoje, possivelmente, seja o dia 30 de outubro mais importante da minha vida. E acho que é um dia muito importante para o povo brasileiro porque hoje o povo está definindo o modelo de Brasil que ele deseja, o modelo de vida que ele quer”, declarou o agora presidente eleito.

Disputa voto a voto
A campanha do segundo turno durou quatro semanas. Lula e Bolsonaro percorreram o país em busca dos votos dos eleitores indecisos ou que tinham votado em outros candidatos no primeiro turno.

Em um cenário de forte polarização, Lula e Bolsonaro travaram uma “guerra santa” em busca de votos de fiéis religiosos, reuniram aliados e simpatizantes em comícios e caminhadas nas cidades consideradas cruciais para o resultado final e disputaram recordes de audiência em podcasts e emissoras de TV.

Chapa Lula-Alckmin
O vice-presidente eleito é Geraldo Alckmin (PSB), político que detém o recorde de maior tempo à frente do governo estadual de São Paulo – maior colégio eleitoral do país – desde a redemocratização.

A improvável aliança entre Lula e Alckmin foi confirmada em abril, poucos meses após o ex-governador deixar o PSDB, partido que ajudou a fundar e ao qual foi filiado por 34 anos. A campanha de Bolsonaro chegou a explorar a antiga rivalidade entre os políticos, mas não conseguiu reverter o resultado das urnas.

Ao longo da campanha, Alckmin agiu para reduzir a resistência de empresários e investidores à campanha de Lula. A ideia era sinalizar que um eventual terceiro governo Lula seria moderado, com viés de centro-esquerda e não buscaria “vingança” pela sequência de derrotas enfrentada pelo PT em anos anteriores.

Os últimos 12 anos
Ao fim do segundo mandato, em dezembro de 2010, Lula se preparava para entregar a faixa à sucessora Dilma Rousseff (PT) com uma aprovação recorde: 80% consideravam o governo bom ou ótimo, segundo o Ibope, e 87% avaliavam bem o próprio presidente.

Os anos seguintes, no entanto, seriam difíceis para o PT. Dilma se reelegeu em 2014 por uma margem apertada, com a pressão de uma crise econômica, e não chegou a concluir o segundo mandato – interrompido por um impeachment confirmado no dia 31 de agosto de 2016.

Em abril de 2018, Lula se tornaria o primeiro presidente pós-ditadura militar a ser preso, e o primeiro da história do país a ser preso por crime comum. O político tinha sido condenado em duas instâncias – em julho de 2017 e, depois, em janeiro de 2018 – por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá.

Lula passou 580 dias preso e só foi solto em novembro de 2019, quando o STF reviu o entendimento da prisão em segunda instância e determinou que os réus do país tinham direito a recorrer em liberdade até o trânsito em julgado.

Enquanto estava preso, Lula chegou a se apresentar como candidato para as eleições de 2018, mas foi obrigado a ceder espaço para Fernando Haddad – que chegou ao segundo turno, mas foi superado por Jair Bolsonaro no que seria a única derrota do PT em eleições presidenciais no século 21, até o momento.

Em março de 2021, o ministro do STF Luiz Edson Fachin anulou as condenações de Lula impostas pela Justiça Federal do Paraná no âmbito da Operação Lava-Jato. A decisão foi confirmada pelo plenário e, com isso, Lula hoje não tem qualquer condenação judicial.

Copa do Brasil: Flamengo derrota São Paulo no Maracanã e chega à final

Rubro-Negro conta com brilho de Arrascaeta para vencer por 1 a 0

O Flamengo fez valer a sua condição de favorito e derrotou o São Paulo por 1 a 0, na noite desta quarta-feira (14) no estádio do Maracanã, para se classificar para a decisão da Copa do Brasil.

Arrascaeta comemora gol do Flamengo (Foto: Gilvan Souza/Flamengo)

Agora, a equipe comandada pelo técnico Dorival Júnior aguarda o resultado da outra semifinal, entre Corinthians e Fluminense na próxima quinta (15) na Neo Química Arena (a ida terminou em 2 a 2 no Maracanã), para saber quem será o seu adversário na grande decisão, que está programada para ser disputada nos dias 12 e 19 de outubro.

Em situação muito confortável, após vencer o confronto de ida por 3 a 1, e contando com o apoio de mais de 62 mil torcedores, o Rubro-Negro adotou uma postura mais conservadora nos primeiros minutos da partida. Porém, o São Paulo, que apostava nas jogadas pelo lado, pouco criava.

O tempo passou e o Flamengo começou a chegar com mais perigo ao ataque, abrindo o placar aos 35 minutos, quando Pedro tocou de primeira para Everton Ribeiro, que encontrou Arrascaeta, que bateu com categoria na saída de Jandrei.

Seis minutos depois o Rubro-Negro teve a oportunidade de ampliar a vantagem. Gabriel Barbosa aproveitou posicionamento errado de Jandrei para finalizar por cobertura. Porém, o goleiro se recuperou e conseguiu tirar a bola com um tapa no lance de maior emoção da etapa inicial.

O segundo tempo começou com o Flamengo criando uma boa oportunidade logo aos 4 minutos. Arrascaeta lançou Gabriel Barbosa na direita. O atacante finalizou travado e a bola sobrou para João Gomes, que encontrou Pedro, que bateu de virada por cima do gol.

Um minuto depois o São Paulo respondeu com Luciano, que finalizou na trave. A bola ainda sobrou com Calleri, mas o argentino mandou por cima do gol defendido por Santos.

Aos 18, o time de Dorival Júnior criou outra ótima oportunidade, quando o zagueiro Léo Pereira bateu forte de primeira após cobrança de escanteio de Everton Ribeiro. Mas a bola foi para fora.

O São Paulo até tentou responder, como na finalização de cabeça de Patrick aos 27 minutos, mas o Flamengo foi mais competente para administrar a vantagem até o apito final.

Vídeo: Jô é flagrado em pagode durante derrota do Corinthians

Atacante ficou fora da partida contra o Cuiabá por conta de um trauma no pé esquerdo

Afastado do jogo contra o Cuiabá, nesta terça-feira (7), pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro, por conta de um trauma no pé esquerdo, o atacante Jô foi flagrado tocando um pagode durante a partida, em que o Timão perdeu por 1 a 0, no Mato Grosso.

O vídeo, que circula nas redes sociais, mostra o jogador corintiano tocando um instrumento junto com o grupo que se apresentava, enquanto a partida era transmitida em um telão distante dele.

O torcedor que gravou o vídeo não foi identificado, mas tem a sua voz vazada no fundo das imagens ironizando a situação ao dizer ‘o homem está preocupado, sofre Corinthians’, ao se referir a Jô.

Até o momento, clube e jogador não se pronunciaram sobre a situação.

Em entrevista coletiva concedida após o jogo, o técnico Vítor Pereira disse que queria saber mais do ocorrido para poder se posicionar.

“Eu não queria, quase sem tempo para perceber o que acontecer, prefiro levar um tempo para discutir internamente o que se passou de fato. Não quero falar em cima do que me disseram. Preciso de tempo para analisar a situação e depois me pronunciar”, afirmou o treinador em entrevista coletiva.

Jô fez 19 jogos nesta temporada e marcou quatro gols. Essa não é primeira polêmica na temporada. Em março, o atacante faltou em dois treinos na época do seu aniversário e foi multado pela diretoria.