Senador frisou que sua decisão é de caráter pessoal e que o partido está livre para apoiar o candidato que quiser no segundo turno das eleições para governador em Mato Grosso do Sul
O presidente regional do PSD, senador Nelsinho Trad, convocou a imprensa para anunciar a decisão da diretoria do PSD/MS sobre a participação do partido no segundo turno das eleições. Ele anunciou que vai fazer campanha para os candidatos Jair Bolsonaro (PL), para presidência da República, e Eduardo Riedel (PSDB), para o governo do Estado. O partido, no entanto, está liberado para escolher em quem votar.
Nelsinho Trad vai de Bolsonaro e Riedel no 2º turno – Foto: Beatriz Feldens
“Foi uma reunião difícil, mas o partido decidiu deixar livre para quem quiser escolher a nível estadual e nacional. Apesar do partido no Estado indicar pelo Bolsonaro, quem não optar por isso, não vai sofrer consequências”, disse.
Sua decisão tem duas razões: o apoio que teve do PSDB em sua eleição para senador, em 2018, e o risco, segundo ele, de Mato Grosso do Sul passar pela crise política se eleger o candidato do PRTB, Capitão Contar. “Para que Mato Grosso do Sul não seja submetido a uma gestão ‘desastrada’ que a Capital viveu quando elegeu Alcides Bernal, em 2012”. Cassado, foi substituído por Gilmar Olarte, que está preso.
Nelsinho relatou que apesar do apoio, só fará campanha ativa se o partido julgar que ele é útil para subir no palanque de Riedel. “Na minha campanha para senador quem me apoiou foi o PSDB. Então, não posso virar as costas. É capitão lá e Riedel aqui”, completou.
Os irmãos do senador, o candidato derrotado ao governo de MS, Marquinhos Trad, escolheu Capitão Contar (PRTB). Já Fábio Trad, também derrotado nas urnas quando buscava a reeleição como deputado Federal, vai anular o voto no Estado. Em âmbito nacional, declarou voto no ex-presidente Lula (PT).
A senadora eleita, Tereza Cristina, do PP, recebeu a missão de coordenar a campanha do presidente Jair Bolsonaro, no Mato Grosso do Sul. A declaração foi feita nesta quarta-feira (5), em Brasília.
Tereza Cristina vai coordenar campanha no MS – Crédito: Reprodução Poder 360
Bolsonaro exigiu que Tereza Cristina fique até o dia 30 de outubro no Estado, tentando ganhar votos para a reeleição dele. Ao mesmo tempo, ela vai angariar apoio popular ao candidato a governador, Eduardo Riedel, do PSDB.
Segundo vídeo do Poder 360, Bolsonaro diz que só vai ‘’definir o futuro’’ de Tereza, caso reeleito, após as eleições.
Neste caso, ela é cotada para disputar a presidência do Senado ou voltar ao Ministério da Agricultura.
”Quem indicou a Tereza Cristina para o ministério foi a Frente Parlamentar da Agricultura… sempre dei a eles essa indicação”, justificou o presidente.
A fala do presidente ocorreu, quando recebia apoio do governador reeleito do Paraná, Ratinho Júnior, do PSD.
Anúncio, ao lado da senadora eleita Tereza Cristina e o deputado reeleito Luiz Ovando, foi feito em vídeo que viralizou nas redes sociais
Viralizou nesta quarta-feira (5) nas redes sociais um vídeo gravado hoje pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), ao lado da senadora eleita – e sua ex-ministra – Tereza Cristina (PP) e do deputado federal reeleito Luiz Ovando (PP), afirmando que não tem preferência por candidato ao Governo do Mato Grosso do Sul. O presidente reforçou sua neutralidade no segundo turno da disputa estadual em prol de um projeto para o Brasil.
“Os dois candidatos nos apoiam e por um dever de lealdade, do bom ensinamento político, ficaremos neutros em Mato Grosso do Sul neste segundo turno. Torceremos para que a população escolha o melhor candidato”, disse o presidente.
O fato de ter disseminado o vídeo ao lado de Tereza Cristina reforça a parceria do presidente com a candidatura de Eduardo Riedel (PSDB), já que a senadora eleita foi a fiadora da aliança pró Riedel em Mato Grosso do Sul e foi aliada de primeira hora do candidato, tendo acompanhado Riedel pelo Estado em todo o primeiro turno das eleições.
“Quero agradecer ao apoio do presidente e dizer que estamos juntos neste segundo turno das eleições para eleger Bolsonaro presidente”, disse Tereza.
A neutralidade de Bolsonaro foi bem recebida pelo eleitorado bolsonarista em MS. Ontem (4) Eduardo Riedel já havia publicado um vídeo onde ressaltou o apoio que tem recebido de diversos setores.
“Estamos recebendo apoio de todos os lados, de lideranças de diversos campos políticos, religiosos, trabalhadores, servidores, produtores, empresários, profissionais liberais, pequenos empreendedores. Muita gente que antes defendia outras candidaturas e que agora só tem uma bandeira: o nosso projeto para Mato Grosso do Sul”, explicou.
Riedel afirmou estar aberto aos apoios que estiverem alinhados com a sua pauta e com o seu projeto: fazer a boa política. “Vou governar para todos, sem exceção. Por isso, a nossa vitória será a vitória de todo o Mato Grosso do Sul. Eu quero aqui reafirmar o meu compromisso com a reeleição do presidente Bolsonaro, por lealdade e convicção. Estamos alinhados em um projeto para Mato Grosso do Sul e para o Brasil”, assegurou.
Candidato ao governo de MS tem ganhado inúmeros apoios no 2º turno
Eduardo Riedel, candidato ao governo de Mato Grosso do Sul pela coligação Trabalhando Por Um Novo Futuro, afirmou nesta terça-feira (4), em vídeo divulgado em suas redes sociais, que mantém seu apoio à reeleição do presidente Jair Bolsonaro e que tem recebido apoio de diversos segmentos da sociedade.
“Reafirmo meu apoio ao presidente Jair Bolsonaro, por lealdade e convicção. Estamos alinhados por um projeto por Mato Grosso do Sul e pelo Brasil”, afirmou Eduardo Riedel.
Após surpreender no 1º turno das eleições e ser escolhido por 361.981 eleitores sul-mato-grossenses em sua primeira disputa eleitoral, Riedel revelou que desde o fim da apuração no último domingo (2) tem recebido inúmeros apoios de lideranças dos mais variados setores da sociedade, como evangélicos, católicos, servidores públicos, esportistas, profissionais liberais, dentre muitos outros, inclusive apoiadores de outras candidaturas adversárias.
“A campanha está ficando muito maior do que imaginávamos. Todos unidos por uma bandeira: o nosso projeto por Mato Grosso do Sul”, destacou Riedel.
Com 96,93% das urnas apuradas, o petista tinha 47,85%, contra 43,70% do presidente
Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) vão disputar o segundo turno das eleições presidenciais no domingo de 30 de outubro. Com 96,93% das urnas apuradas, o petista tinha 47,85%, contra 43,70% do presidente.
O resultado das urnas confirmou a tendência apontada pelas pesquisas eleitorais desde o início da corrida presidencial. Foto Reuters
O resultado das urnas confirmou a tendência apontada pelas pesquisas eleitorais desde o início da corrida presidencial. O petista sempre apareceu na frente na preferência popular em todos os levantamentos, seguido pelo atual chefe do Executivo.
A corrida presidencial foi marcada por casos de violência devido à polarização entre apoiadores de Lula e Bolsonaro. Desde o assassinato de um apoiador de Lula em Foz do Iguaçu (PR), em julho, até à morte de um eleitor petista a facadas no interior de Mato Grosso durante o feriado de 7 de Setembro, os casos de agressões e mortes por motivação política aumentaram em todo o País.
Campanha de Lula Nas Eleições de 2018, Lula foi impedido pela Justiça Eleitoral de disputar as eleições presidenciais por causa da Lei da Ficha Limpa. Na época, ele estava preso na sede da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná, onde cumpria pena pelas condenações da Operação Lava Jato.
Em novembro de 2019, após 580 dias de prisão, o petista foi solto por causa de uma decisão do STF que proíbe prisões em 2ª instância. Posteriormente, também por uma determinação da Corte, as sentenças ligadas à Lava Jato foram anuladas.
Apesar da forte oposição ao governo de Jair Bolsonaro, Lula evitou confirmar a sua intenção de disputar o Palácio do Planalto logo após deixar a prisão, quando ainda não tinha recuperado os direitos políticos. Somente no primeiro semestre deste ano, o petista se posicionou publicamente sobre o desejo de tentar um terceiro mandato presidencial.
“Se estou na melhor posição para ganhar as eleições presidenciais e gozo de boa saúde, sim, não hesitarei. Acho que fui um bom presidente”, declarou em entrevista para a publicação francesa Paris Match, em maio.
No lançamento de sua pré-candidatura, no dia 7 de maio, Lula criticou fortemente Jair Bolsonaro, celebrou a chapa com Geraldo Alckmin (PSB) – antigo adversário político em prol da democracia e falou em restaurar a soberania do Brasil e do povo brasileiro.
Durante toda a campanha, o petista fez críticas ao atual governo federal e disse que o povo brasileiro era mais feliz no seu mandato. Ele defendeu a parceria com Alckmin, disse que eles nunca foram inimigos, e sim, adversários políticos, e estão juntos agora para defender a democracia.
Campanha Bolsonaro Buscando a reeleição, Jair Bolsonaro oficializou sua candidatura à reeleição no dia 24 de julho. O anúncio foi feito em um evento do PL montado no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, onde ocorreu a convenção do partido para o lançamento oficial da campanha eleitoral. Também foi chancelado o nome do general da reserva Walter Braga Netto como candidato a vice na chapa.
As celebrações do 7 de Setembro foram um ponto polêmico na campanha. Na ocasião, o presidente usou a data para o palanque eleitoral. Ele participou do desfile cívico-militar, fez um discurso em Brasília, no qual puxou o coro de “imbrochável”, e também marcou presença na orla de Copacabana, no Rio, onde também falou em cima de um trio elétrico.
Tanto Lula quanto Bolsonaro também foram destaques em debates presidenciais, como o da Band e o da TV Globo. Mas, no debate realizado por Terra, SBT, CNN, ‘Estadão’/Rádio Eldorado, Veja e Rádio Nova Brasil FM, Lula não compareceu e sua ausência virou tema entre os candidatos.
Lula focou em uma campanha com forte presença nas ruas e discursos em palanques, recusando alguns convites para entrevistas e sabatinas. Já Bolsonaro, além de eventos com os aliados, teve presença mais intensa na mídia, participando de podcasts e programas de televisão
Candidata ao Senado gravou vídeo em apoio a Eduardo Riedel
A parceira de chapa de Eduardo Riedel (PSDB) na disputa pelo Senado, Tereza Cristina (PP), reafirmou nesta sexta-feira (30) sua confiança na ida do candidato ao segundo turno da sucessão sul-mato-grossense ao Governo do Estado.
Tereza – que foi ministra do Governo Jair Bolsonaro – lembrou que a aliança que tem Riedel na cabeça de chapa foi acordada por lideranças políticas estaduais e federais, e recebeu a concordância do próprio presidente.
“Reitero meu apoio ao Eduardo Riedel. No início deste processo fechamos uma coligação incluindo o PL, partido do presidente. Esta decisão foi tomada em conjunto, com todas as lideranças partidárias nacionais e estaduais e aprovada pelo presidente Bolsonaro”, afirmou.
Tereza prossegue: “Nossa aliança foi construída pensando no melhor projeto para o Mato grosso do Sul e para o Brasil. Por isso, no dia 2 de outubro, vote no melhor projeto para o nosso estado. Vote 111, Tereza Cristina, para o Senado, 45, Eduardo Riedel, para governador, e 22, Jair Bolsonaro, para presidente”.
Os candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) Foto: Reprodução
“Saiba! Todo mundo foi neném. Einstein, Freud e Platão, também”, diz Adriana Calcanhotto. Os quatro principais postulantes ao maior cargo do Executivo do país, assim como na música, têm uma história que precede a trajetória política. Lula nasceu no sertão pernambucano, onde permaneceu até o início da juventude. Bolsonaro cresceu no interior de São Paulo. Ciro Gomes, apesar de a família ter histórico em Sobral, Ceará, também é do interior paulista, Pindamonhangaba. E Simone Tebet foi criada no interior do Mato Grosso do Sul, quando a região ainda era parte de Mato Grosso.
A quatro dias das eleições e a duas semanas do dia das crianças, o GLOBO resgatou imagens dos principais candidatos à Presidência na infância. Registros de arquivos pessoais e fotos publicadas nas redes pelos próprios presidenciáveis mostram como eram alguns dos rostos que aparecerão nas urnas no dia 2 de outubro há 50, 60 e 70 anos.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Lula criança Foto: Reprodução
O ex-presidente Lula é o caçula de oito filhos da dona Lindu, como ficou conhecida sua mãe, Eurídice Ferreira de Melo. Lula compartilhou o registro da infância, em que originalmente aparece ao lado da irmã Maria, nas redes sociais em 12 de outubro de 2021. Pernambucano de Garanhuns, o petista se mudou para São Paulo com a mãe e os irmãos aos 10 anos. Em outra imagem, compartilhada no dia das mães deste ano, o candidato que é líder nas pesquisas aparece ao lado da mãe e de outros quatro irmãos.
Jair Bolsonaro (PL)
Jair Bolsonaro criança Foto: Reprodução
Foto compartilhada pelo presidente nas redes sociais mostra o candidato à reeleição aos sete meses de vida. Em outra imagem de 1961, Bolsonaro aparece com seis anos ao lado do pai, Percy Geraldo Bolsonaro, segurando um peixe, segundo ele, “uma traíra de uns 10kg” (veja fotogaleria). Nascido em Glicério, o presidente foi registrado em Campinas e criado em Eldorado, no interior de São Paulo. Jair Bolsonaro tem cinco irmãos e, na infância e juventude, pescava para ajudar no sustento da casa.
Ciro Gomes (PDT)
Ciro Gomes criança Foto: Reprodução
Ciro Gomes relembrou sua infância segurando um telefone no último dia das crianças, em 2021. O candidato pedetista, que disputa uma vaga no Palácio do Planalto pela quarta vez, nasceu em Pindamonhangaba, São Paulo, mas, assim como o pai, construiu a carreira política no Ceará. Ciro é o mais velho dos cinco filhos da paulista Maria José Ferreira Gomes e de José Euclides Ferreira Gomes Júnior, ex-prefeito de Sobral, no Ceará, que governou entre 1976 a 1983.
Simone Tebet (MDB)
Simone Tebet criança Foto: Reprodução
Em imagem de arquivo pessoal, a senadora Simone Tebet aparece ainda bebê, com três anos de idade. Nascida em Três Lagoas (MS), Tebet é a primogênita do casal Fairte Nassar e Ramez Tebet. O patriarca da família foi senador de 1995 a 2006 e governador do Mato Grosso do Sul na década de 1980. Em 2003, quando Lula (PT) assumiu a Presidência pela primeira vez, Ramez era presidente do Senado e foi responsável por comandar a cerimônia de posse do petista.
Canal da família Marinho precisa da aprovação do Congresso para funcionar por mais 15 anos
Na terça-feira (20), a colunista Mônica Bergamo, da ‘Folha de S. Paulo’, noticiou que a Globo apresentou requerimento de renovação de suas concessões.
A Globo aguarda decisão de Bolsonaro a respeito da concessão de suas 5 emissoras próprias Foto: Blog Sala de TV
A rede de TV carioca precisa de nova outorga federal para as emissoras próprias em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Recife. A atual licença de funcionamento expira no dia 5 de outubro.
Segundo informou o Ministério das Comunicações ao blog, a Globo teria até o último dia da atual concessão para se manifestar ao órgão.
Ao se antecipar, a emissora cria pressão sobre Jair Bolsonaro, que deverá participar do debate promovido pela Globo em sua sede, no Rio, no dia 29. Será o último confronto entre candidatos ao Planalto antes do 1° turno.
No evento televisivo, o presidente certamente será questionado por jornalistas se vai ou não assinar a renovação da concessão do canal considerado por ele, em suas palavras, “um inimigo na grande mídia”.
Caso se confirme, não será uma situação confortável. Ao mesmo tempo em que se beneficia da alta audiência da Globo na campanha à reeleição (como aconteceu na sabatina no ‘Jornal Nacional’), ele precisará manter o discurso duro contra a emissora para não decepcionar os seguidores da internet.
Bolsonaro transformou a renovação da concessão em polêmica antes mesmo de tomar posse. Enviou vários ‘avisos’ à emissora da família Marinho a respeito do rigor no processo para assinar o decreto. “Se não estiver tudo direitinho, não renovo a de vocês nem a de ninguém”, disse.
Provocada, a Globo respondeu sempre ter cumprido suas obrigações legais. Pelo que foi apurado, não possui dívidas bilionárias de impostos e processos trabalhistas, conforme propagam aliados do presidente.
A concessão inicial para a criação do canal, no Rio, foi concedida pelo presidente Juscelino Kubitschek ao empresário e jornalista Roberto Marinho em 1957.
A inauguração da TV Globo aconteceu em abril de 1965. Sua última renovação de outorga ocorreu em 2008, com decreto retroativo a 2007 assinado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Candidato ao Governo do Estado, ele reforçou que seu Governo privilegiará os municípios
O candidato ao Governo do Estado pela Coligação Trabalhando por um Novo Futuro, Eduardo Riedel (PSDB), falou ontem (22) sobre a polarização política nas eleições deste ano, e reafirmou seu compromisso com um modelo de gestão que privilegie o desenvolvimento do Mato Grosso do Sul, que, para ele, reflete-se na candidatura do presidente Jair Bolsonaro.
“O Brasil está divido entre dois polos, e eu nunca neguei minha orientação pela reeleição do presidente Bolsonaro. Deixei isso claro e o partido soube entender esse meu posicionamento. Bolsonaro, quando esteve aqui, conversou conosco, apoiou minha candidatura porque entende que o projeto por Mato Grosso do Sul tem essa convergência, tem essa aliança, essa forma de pensar em relação ao projeto nacional para sua reeleição”, afirmou Riedel. No entanto, Eduardo Riedel deixa claro que não se coloca na campanha em uma disputa para determinar que candidato “é mais bolsonarista”, e sim com a ideia de propor projetos e estratégias que garantam ao Estado um impulso de modernidade com justiça social.
“Bolsonaro, quando esteve aqui, conversou conosco, apoiou minha candidatura”, disse Riedel Foto: Gabriel Gabino
“Há outras candidaturas que se colocam como ‘mais bolsonaristas’. No entanto, eu não estou disputando eleição para ver quem é mais ou menos bolsonarista, estou disputando eleição para governar o Estado de Mato Grosso do Sul. Vou dialogar com toda a sociedade, com todas as vertentes. Não tenho dúvidas da minha opção pela reeleição do presidente Bolsonaro, assim como ele apoia a minha candidatura. Temos uma linha de trabalho, com seriedade, responsabilidade, uma equação que privilegia o desenvolvimento do Mato Grosso do Sul, e é nisso que a gente tem que focar”, esclareceu.
Segundo a pesquisa Nova Ibrape/divulgada ontem (22), o presidente Jair Bolsonaro tem 57,58% de aprovação em Mato Grosso do Sul. Entre os ouvidos no levantamento – que conversou com dois mil eleitores em 28 cidades do Estado – 41,46% classificam a administração do presidente como Ótima (18,8%) e Boa (22,66). Outros 16,22% a classificam como Regular Positiva.
UM PROJETO PARA O ESTADO
Eduardo Riedel reforçou o caráter municipalista de seu projeto e reforçou a importância das alianças com os prefeitos. “Acredito muito nas alianças por propósito e por projeto. Se a gente tem apoio da maioria dos prefeitos do Mato Grosso do Sul e de vários vereadores é porque existe um modelo de trabalho que privilegiou investimento nos municípios”, disse.
Segundo ele, o municipalismo é a priorização de investimento nos municípios e políticas públicas onde prefeitos e vereadores detém a maior demanda das decisões. “Cada município tem a sua realidade, não podemos achar que todos são iguais, cada um tem seu estágio de maturidade, de desenvolvimento econômico, sua cultura, seu jeito de fazer as coisas e foi isso que respeitamos”.
Para Tereza Cristina (PP), parceira de Riedel na chapa, e candidata ao Senado, o municipalismo dará a tônica do Governo de Riedel. “Ao longo desse tempo, foram muitos investimentos para que os municípios mudassem de patamar, hoje eles estão em outra condição. Vi a transformação que cada um desses municípios passou nos últimos anos. É natural uma convergência por um projeto muito bem estruturado, que Riedel representa”, afirmou a ex-ministra do presidente Jair Bolsonaro.
Anúncios de venda surgiram nas redes sociais horas após condomínio ser lançado em Campo Grande
O Condomínio Jardim Canguru, em Campo Grande (MS), passa por nova vistoria nesta quinta-feira, 4 de Agosto. Estão no local, equipes dos setores de fiscalização e social da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Amhasf). O empreendimento foi entregue em 30 de Junho e desde então, várias denúncias de vendas irregulares de imóveis vieram à tona nas redes sociais da internet.
Nota divulgada pela Amhasf informa que as equipes começaram os trabalhos no local às 13h. O prazo estipulado para os beneficiários tomarem posse dos imóveis já terminou. Assim, a agência fiscaliza as movimentações de moradores dentro do residencial.
Pouco depois da inaguração alguns contemplados começaram fazer negociações pelo Facebook e grupos no WhatsApp
“Seguindo as normativas estabelecidas por Lei e em busca de mitigar possíveis problemas no que tange a irregularidades no programa de habitação de interesse social, tais como imóveis desocupados e/ou denúncias de negociações por intermédio das redes sociais, a Agência vai a campo na tarde desta quinta-feira”, informa a nota.
Ainda de acordo com a nota, o monitoramento é pacífico, com único objetivo fazer com que os imóveis sejam utilizados de acordo com sua finalidade, sem inversão de propósito. Vale ressaltar que as moradias de interesse social, entregues com subsídios, devem ser ocupadas por famílias que nunca foram beneficiadas com HIS.
Após o sorteio público, todas as famílias contempladas passam por avaliação da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Amhasf), da Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul (Agehab) e quando há recurso federal, pela Caixa Econômica Federal.
“Prezamos pela transparência e isonomia no processo de seleção de famílias. Dessa maneira, cumpre-se o compromisso junto à população de assegurar que o benefício seja concedido àqueles que realmente se enquadram nas condicionantes do programa de habitação de interesse social”, diz a agência.
Empreendimentos – Com investimento de R$ 29 milhões, sendo R$ 24 milhões do Governo Federal e R$ 5 milhões do Governo do Estado, o Condomínio Jardim Canguru foi construído com 18 blocos de 16 apartamentos cada e um bloco de 12 moradias, totalizando 300 unidades habitacionais. Ao todo, 300 famílias foram contempladas com os imóveis.
Cada apartamento possui 47,01 metros quadrados, divididos em dois quartos, sala, banheiro e cozinha integrada com área de serviço. Já o condomínio é dotado de guarita, centro comunitário, playground e quadra poliesportiva, além de vagas de estacionamento para carros e motos.
O empreendimento foi construído em uma área doada pela Prefeitura de Campo Grande, com toda a infraestrutura de água, esgoto, pavimentação, drenagem e rede elétrica.