Fiscalização vai a residencial entregue por Bolsonaro alvo de denúncias de venda

Anúncios de venda surgiram nas redes sociais horas após condomínio ser lançado em Campo Grande

O Condomínio Jardim Canguru, em Campo Grande (MS), passa por nova vistoria nesta quinta-feira, 4 de Agosto. Estão no local, equipes dos setores de fiscalização e social da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Amhasf). O empreendimento foi entregue em 30 de Junho e desde então, várias denúncias de vendas irregulares de imóveis vieram à tona nas redes sociais da internet.

Nota divulgada pela Amhasf informa que as equipes começaram os trabalhos no local às 13h. O prazo estipulado para os beneficiários tomarem posse dos imóveis já terminou. Assim, a agência fiscaliza as movimentações de moradores dentro do residencial.

Pouco depois da inaguração alguns contemplados começaram fazer negociações pelo Facebook e grupos no WhatsApp

“Seguindo as normativas estabelecidas por Lei e em busca de mitigar possíveis problemas no que tange a irregularidades no programa de habitação de interesse social, tais como imóveis desocupados e/ou denúncias de negociações por intermédio das redes sociais, a Agência vai a campo na tarde desta quinta-feira”, informa a nota.

Ainda de acordo com a nota, o monitoramento é pacífico, com único objetivo fazer com que os imóveis sejam utilizados de acordo com sua finalidade, sem inversão de propósito. Vale ressaltar que as moradias de interesse social, entregues com subsídios, devem ser ocupadas por famílias que nunca foram beneficiadas com HIS.

Após o sorteio público, todas as famílias contempladas passam por avaliação da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Amhasf), da Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul (Agehab) e quando há recurso federal, pela Caixa Econômica Federal.

“Prezamos pela transparência e isonomia no processo de seleção de famílias. Dessa maneira, cumpre-se o compromisso junto à população de assegurar que o benefício seja concedido àqueles que realmente se enquadram nas condicionantes do programa de habitação de interesse social”, diz a agência.

Empreendimentos – Com investimento de R$ 29 milhões, sendo R$ 24 milhões do Governo Federal e R$ 5 milhões do Governo do Estado, o Condomínio Jardim Canguru foi construído com 18 blocos de 16 apartamentos cada e um bloco de 12 moradias, totalizando 300 unidades habitacionais. Ao todo, 300 famílias foram contempladas com os imóveis.

Cada apartamento possui 47,01 metros quadrados, divididos em dois quartos, sala, banheiro e cozinha integrada com área de serviço. Já o condomínio é dotado de guarita, centro comunitário, playground e quadra poliesportiva, além de vagas de estacionamento para carros e motos.

O empreendimento foi construído em uma área doada pela Prefeitura de Campo Grande, com toda a infraestrutura de água, esgoto, pavimentação, drenagem e rede elétrica.

Apartamentos entregues por Bolsonaro já estão sendo vendidos nas redes sociais

Os apartamentos entregues na manhã desta quinta-feira (30), no bairro Jardim Canguru, em Campo Grande, pelo presidente Jair Bolsonaro, construído com recursos do Governo Federal, estão sendo comercializados ilegalmente pelas redes sociais.

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Em uma rápida busca, é possível encontrar diversas publicações de pessoas interessadas em comprar um desses apartamentos, que são proibidos à venda.

O meu peguei a chave hoje, não gostei do lugar, faço R$ 7 mil”, disse um homem. O comentário foi em resposta a uma publicação, na qual uma mulher – que tem medo de divulgar o nome – diz que procurava um apartamento na região. “Procuro apartamento recém entregue na Catiguá”. O mesmo homem que ofereceu R$ 7 mil pelo imóvel dele afirma que aceitava “qualquer coisa no rolo”.

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Outra pessoa diz em uma das postagens, para aguardar um pouco mais, pois “a vistoria vai ficar em cima”, se referindo aos técnicos da prefeitura que investigam se, de fato, a pessoa contemplada está morando no imóvel.

Os 300 apartamentos fazem parte do Programa Casa Verde Amarela, contando com um investimento de cerca de R$ 29 milhões, sendo a maioria custeada pelo Governo Federal, e o restante pelo Governo Estadual.

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O local possui infraestrutura completa e, para ter acesso às chaves, foi preciso se cadastrar em um sorteio e, caso contemplado, o morador passará a pagar uma parcela de R$ 130.